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DECISÕES DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA A RESPEITO DO

absoluto, continua tendo elementar relevância ao processo penal brasileiro.

4.2 DECISÕES DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA A RESPEITO DO VALOR PROBATÓRIO DA CONFISSÃO

Ainda sobre o valor probante da confissão, importante a exibição das decisões do Superior Tribunal de Justiça , integralmente transcrita no “ANEXO H”, para o embasamento do presente trabalho monográfico:

PENAL E PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO SUBSTITUTIVA. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. EXTORSÃO MEDIANTE SEQUESTRO. CONFISSÃO EXTRAJUDICIAL. RECONHECIMENTO DO ACUSADO MEDIANTE FOTOGRAFIA.

VALIDADE. RATIFICAÇÃO POR OUTROS MEIOS DE PROVA PRODUZIDAS NA FASE JUDICIAL. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. INEXISTENTE.

1 - Ressalvada pessoal compreensão diversa, uniformizou o Superior Tribunal de Justiça ser inadequado o writ em substituição a recurso especial e ordinário, ou de revisão criminal, admitindo-se, de ofício, a concessão da ordem ante a constatação de ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia. 2 - Admite-se o reconhecimento do acusado por fotografia, desde que confirmado por outros instrumentos probatórios. Precedentes. 3 - É válida a condenação embasada em provas cumuladas da ação penal e do inquisitório investigatório, não constituindo a retratação da confissão hipótese de sua exclusão do quadro probatório, mas simples versão diversa do acusado, que pode ser validamente valorada no conjunto de provas dos autos. Precedentes. 4 - Inviável o revolvimento fático-probatório na via estreita do habeas corpus. 5 - Habeas corpus não conhecido. (BRASIL, 2012).

Conforme se verifica na ementa do acordão do Superior Tribunal de Justiça, a confissão feita na fase extrajudicial, mesmo quando retratada em juízo, em consonância com outras provas não se exclui do conjunto probatório, devendo ser valorada no conjunto de provas dos autos.

Nesse sentido, é este outro julgado, encontrado, na sua íntegra, no “ANEXO I”:

PROCESSUAL PENAL. RECURSO ESPECIAL. TENTATIVA DE FURTO. PROVAS EXTRAJUDICIAIS CORROBORADAS PELA CONFISSÃO EM JUÍZO. POSSIBILIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça firmou o entendimento de que não é possível a condenação do acusado com base em provas produzidas exclusivamente no inquérito policial. 2. Tendo sido as provas extrajudiciais confirmadas em Juízo pela confissão do acusado, não há falar em insuficiência do conjunto probatório para a condenação. 3. Recurso especial provido para restabelecer a sentença condenatória.

(STJ - REsp: 1112658 MS 2009/0053662-7, Relator: Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, Data de Julgamento: 19/11/2009, T5 - QUINTA TURMA, Data de Publicação: DJe 14/12/2009). (BRASIL, 2009).

Nos casos acima expostos é possível vislumbrar a importância da confissão no processo penal, sendo um dos meios que merece credibilidade, apesar da perda do seu valor absoluto. É possível também a retratação em juízo, entretanto, o valor da retratação é relativo, podendo o juiz, em confronto com os demais elementos de prova apresentada nos autos, averiguar se a retratação é verdadeira ou não.

5 CONCLUSÃO

O presente trabalho propôs uma análise sobre o valor da confissão no processo penal brasileiro, embasado pela legislação vigente no ordenamento jurídico brasileiro e os entendimentos jurisprudenciais dos Tribunais de Justiça do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, como também do Superior Tribunal de Justiça.

Apesar de serem encontradas poucas decisões acerca do tema nos Tribunais pesquisados, foi possível analisar as espécies de provas pertinentes ao processo penal, constatando a importância que cada uma representa ao campo jurídico, uma vez que é um direito conferido aos acusados para o convencimento do juiz.

Logo foi necessário discorrer sobre a confissão, objetivo central desse trabalho, onde se constatou que é um meio de prova aceito no processo penal brasileiro, mas sua validade é relativa, pois é obrigatória a confrontação com as demais provas carreadas no processo.

Todavia, percebe-se que há inúmeros motivos que levam o acusado à confissão de seus delitos, sendo esses motivos verdadeiros ou não. Da mesma forma, vê-se que é possível a retratação do acusado em juízo, mas que o valor dessa retratação é relativo, podendo o juiz, em confrontação com outras provas, usar a confissão feita extrajudicialmente para o seu convencimento.

Conforme estudo, a doutrina majoritária afirma o valor relativo da confissão e a obrigação do confronto com outras provas, de acordo com o artigo 197 de Código de Processo Penal.

A vertente de estudar o tema proposto foi quebrar a concepção de que a confissão não é prova essencial ao Código de Processo Penal, o que está equivocado, pois a confissão, quando feita, traz conforto ao julgador na sua decisão, seja para absolver ou condenar o acusado ao castigo capital.

Conclui-se, contudo, que o direito vive em constante evolução e cada vez mais se busca a igualdade social, na qual subsista um tratamento de respeito a todo o ser humano. E quando se trata de respeito, não quer dizer que todos devam apenas gozar de direitos, mas carecem também de respeitar os deveres que a eles são impostos, para que assim seja garantida a ordem social.

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ANEXO A - Agravo em Recurso Especial nº 648.101

AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 648.101 - DF (2015/0014869-6) RELATOR : MINISTRO GURGEL DE FARIA AGRAVANTE : SEBASTIÃO CARVALHO DE SOUZA NETO ADVOGADO : DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL AGRAVADO : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS DECISÃO Trata-se de agravo manejado por SEBASTIÃO CARVALHO DE SOUZA NETO contra decisão que não admitiu recurso especial, com fundamento no alínea a do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. Consta dos autos que, em primeira instância, o recorrente foi condenado por roubo circunstanciado em concurso formal (art. 157, § 2º, I e II, c/c art. 70 do Código Penal), à pena de 7 (sete) anos de reclusão, em regime fechado, e ao pagamento de 40 (quarenta) dias-multa, no valor unitário mínimo legal (fls. 220/224). Em sede de apelação, o Tribunal de origem negou provimento ao recurso da defesa (fls. 275/289). No recurso especial obstado (fls. 298/328), a defesa aponta violação dos arts. 189, 564, III, e, 386, VI, e 566 do Código de Processo Penal, sustentando a nulidade absoluta do processo, por inobservância de formalidade legal, notadamente a elencada no art. 226, II, do mesmo diploma legal. O recorrente afirma que, ao ser interrogado, negou a autoria do delito, oportunidade em que requereu a realização de reconhecimento pessoal, em detrimento daquele feito anteriormente por meio de fotografias durante a fase inquisitorial, sendo o pedido indeferido pelo Juiz de primeiro grau, circunstância que causou graves prejuízo à defesa. Alega, ainda, não haver provas suficientes nos autos para amparar a sentença condenatória, que estaria fundamentada exclusivamente no reconhecimento por fotografia, que não foi corroborado em juízo por outros meios de prova, porquanto as declarações das vítimas e os depoimentos dos policiais "cuidaram somente de ratificar aquilo que informaram durante a investigação criminal", requerendo, assim, a sua absolvição. Contrarrazões (fls. 365/368). O Ministério Público Federal opina pelo não provimento do recurso (fls. 411/418). Passo a decidir. Para melhor compreensão da controvérsia, transcrevo os fundamentos expendidos pelo Tribuna de origem, ao negar provimento ao apelo defensivo (fls. 290 e seguintes): Insurge o apelo do réu Sebastião quanto a autoria delituosa, contudo, como se verá adiante, a participação do acusado restou devidamente comprovada, especialmente, pela prova oral colhida, as quais demonstram que o recorrente subtraiu para si, com união de esforços, identidade de desígnios e mediante grave ameaça os bens das vítimas. Não merece prosperar a tese defensiva quanto a eventual ofensa ao princípio do contraditório e da ampla defesa. O Juiz é o destinatário da prova e o indeferimento da produção de provas que considere inúteis ou desnecessárias não ofende nenhum princípio constitucional, quando já existem elementos suficientes para a condenação. Conforme se infere no conjunto probatório, indene de dúvidas a participação do recorrente na empreitada criminosa. Ora, o reconhecimento fotográfico, desde que confirmado por outras provas regularmente produzidas em Juízo é elemento apto a formar a convicção do Juiz sentenciante, não havendo que se falar em violação de princípios constitucionais. Noutro giro, as vítimas Ricardo Fraga Cirolini (fl. 116) e Pedro Aurério Yanes Nóbrega à fl. 150 confirmaram que reconheceram o réu na Delegacia de Polícia, bem como o descreveram de forma minuciosa o que demonstra que reconheceram o acusado, sendo pois desnecessária a produção de outras provas pra tal fim. Assim, conforme se infere nos depoimentos das vítimas,

certa é a participação do recorrente no crime de roubo. Tanto as vítimas, como a testemunha, quando de seus depoimentos, foram uníssonas em imputar ao réu a autoria da prática delitiva. Destaque-se que, em crimes contra o patrimônio, conforme vem decidindo esta Eg. Corte, a palavra da vítima possuir especial relevância, especialmente se em consonância com os demais elementos probatórios existentes no caderno processual. Desta feita, em que pese a negativa do apelante Sebastião, quando do depoimento prestado em juízo, tenho que tanto a autoria, como a materialidade restaram devidamente comprovadas, mantendo-se irreparável a sentença de origem neste quesito. Constata-se que o acórdão recorrido encontra- se em harmonia com a jurisprudência dos Tribunais pátrios, os quais admitem a possibilidade de reconhecimento do acusado por meio fotográfico, notadamente quando ratificado em juízo, sob a garantia do contraditório e ampla defesa, podendo servir como meio idôneo de prova para fundamentar a condenação. Registre-se, ainda, que a nulidade gerada por qualquer inobservância das formalidades previstas no art. 226 é relativa, sendo imprescindível, para o seu reconhecimento, a demonstração do efetivo prejuízo para a defesa, o que não ocorreu na espécie. A propósito: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECONHECIMENTO PESSOAL DO ACUSADO. NULIDADE RELATIVA. PREJUÍZO NÃO DEMONSTRADO. ACÓRDÃO FUNDADO EM OUTROS ELEMENTOS DE PROVA. I. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é harmônica no sentido de que a eventual inobservância do art. 226, do Código de Processo Penal, constitui nulidade relativa, sendo necessária a efetiva demonstração de prejuízo. II. Agravo Regimental improvido. (AgRg no AREsp 304.970/RS, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, QUINTA TURMA, julgado em 06/05/2014, DJe 12/05/2014) PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. ROUBO CIRCUNSTANCIADO E QUADRILHA ARMADA. (1) IMPETRAÇÃO SUBSTITUTIVA DE RECURSO. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. (2) VIOLAÇÃO DOS ARTIGOS 212 E 384 DO CPP. TEMAS NÃO ENFRENTADOS NA ORIGEM, COGNIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. (3) RECONHECIMENTO INFORMAL. EXTENSÃO DA PROVA TESTEMUNHAL. ENFRAQUECIMENTO DA FORÇA PROBANTE. NULIDADE. AUSÊNCIA. (4) NULIFICAÇÃO DE RECONHECIMENTO DE COISA. MENÇÃO A TAL ELEMENTO NA FUNDAMENTAÇÃO. LAPSO REDACIONAL. EXISTÊNCIA DE OUTROS ELEMENTOS A EMBASAR A MATERIALIDADE DELITIVA. NULIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. (5) TESTEMUNHA VELADA. ALUSÃO NA DENÚNCIA. DANINHA SURPRESA PARA A DEFESA. NÃO RECONHECIMENTO. (6) ART. 400 DO CPP. ORDEM DOS ATOS PROBATÓRIOS. RECONHECIMENTO INFORMAL REALIZADO ANTES DA COLHEITA DO DEPOIMENTO DAS TESTEMUNHAS DE DEFESA. EIVA. NÃO OCORRÊNCIA. 1. É indevida a utilização do habeas corpus como sucedâneo recursal. 2. É inviável conhecer-se de matérias que não foram objeto de debate perante o Tribunal a quo, sob pena de indevida supressão de instância: violação dos artigos 212 e 384 do Código de Processo Penal. 3. O desrespeito às balizas do artigo 226 do Código de Processo Penal, concernentes ao reconhecimento pessoal, acarretam o enfraquecimento da força probante da providência, mas não a sua invalidação. O esquadrinhamento de tal modulação na convicção do magistrado é incompatível com a angusta via heroica. 4. Na espécie, o magistrado de primeiro grau, em franca postura garantista, nulificou o reconhecimento de coisas. Todavia, por um lapso redacional, a ele fez menção ao fundamentar a ocorrência da materialidade delitiva, o que não conduz à imprestabilidade da sentença, ante a existência de elementos outros a suportar tal conclusão, como o auto de entrega de veículo e o exame de corpo de delito. 5.

Afasta a alegação de daninha surpresa para o exercício da defesa acerca da oitiva de testemunha velada, quando a sua oitiva encontrava-se prevista no rol que aparelha a denúncia. 6. Na medida em que não se realiza propriamente o reconhecimento de pessoas, mas aquela modalidade nominada de informal, verdadeiro prolongamento da prova testemunhal, não se pode falar em violação da ordem dos atos probatórios prevista no artigo 400 do Código de Processo Penal, que estatui que o reconhecimento pessoal deve se dar posteriormente à colheita das testemunhas de defesa. 7. Ordem não conhecida. (HC 196.797/SP, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 11/03/2014, DJe 24/03/2014) No que diz respeito ao pedido de absolvição, por insuficiência de provas, não há como acolher a pretensão sem incursionar no conjunto fático- probatório, inviável no âmbito do recurso especial, em razão do óbice previsto na Súmula n. 7 do STJ. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. FUNDAMENTOS INSUFICIENTES PARA REFORMAR A DECISÃO AGRAVADA. PENAL E PROCESSO PENAL. ROUBO MAJORADO E RECEPTAÇÃO. RECONHECIMENTO PESSOAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 226 DO CPP. AUSÊNCIA DE NULIDADE. AUTORIA DEMONSTRADA COM BASE EM OUTROS ELEMENTOS PROBATÓRIOS. PREJUÍZO NÃO DEMONSTRADO. ART. 563 DO CPP. INDEFERIMENTO DE OITIVA DE TESTEMUNHA DA DEFESA. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA. DISCRICIONARIEDADE MOTIVADA. DECISÃO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. SÚMULA 83/STJ. VIOLAÇÃO AO ART. 386, IV, V E VII, DO CPP. AUSÊNCIA DE PROVAS DE AUTORIA. EXAME QUE DEMANDA INCURSÃO NO ARCABOUÇO PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. "Estando a sentença condenatória, quanto à autoria delitiva, respaldada em outros elementos probatórios e não somente no reconhecimento por parte da vítima na delegacia, não há que se falar em nulidade por desobediência às formalidades insculpidas no art. 226, II, do CPP" (AgRg no REsp n. 1.314.685/SP, Relator o Ministro Jorge Mussi, DJe 14/9/2012). 2. Para a configuração de nulidade processual, faz-se necessária a prova do efetivo prejuízo à parte, conforme inteligência do art. 563 do Código de Processo Penal. Precedentes. 3. É cediço que o indeferimento de produção de provas é ato norteado pela discricionariedade regrada do julgador, podendo, portanto, indeferir motivadamente as diligências que considerar protelatórias e/ou desnecessárias. 4. Para se acolher o pedido de absolvição do recorrente, por ausência de indícios mínimos acerca da autoria delitiva, seria necessário o reexame de todo o conjunto fático-probatório dos autos, procedimento vedado em recurso especial, consoante a Súmula 7/STJ. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (AgRg no AREsp 300.047/DF, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, QUINTA TURMA, julgado em 21/08/2014, DJe 29/08/2014) PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. INSUFICIÊNCIA DE PROVAS. MATERIALIDADE E AUTORIA. CONJUNTO PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ. APREENSÃO E PERÍCIA DA ARMA. DESNECESSIDADE. ACÓRDÃO A QUO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTE TRIBUNAL. SÚMULA 83/STJ. RECONHECIMENTO FOTOGRÁFICO. OUTROS MEIOS DE PROVA. REEXAME FÁTICO. SÚMULA 7/STJ. 1. A absolvição pretendida, fundada na ausência de provas de autoria e materialidade, implica, necessariamente, o reexame de todo o conjunto fático-probatório. 2. O reconhecimento fotográfico, ocorrido na fase de investigação, não caracteriza ilicitude, servindo como meio de prova idôneo, desde

que corroborado em juízo. No presente caso, o reconhecimento foi também feito em juízo. 3. Para a caracterização da majorante prevista no art. 157, § 2º, I, do Código Penal, desnecessária a apreensão e realização de perícia em arma, se estiver evidenciado o seu emprego por outros meios de prova. 4. Agravo regimental improvido. (AgRg no AREsp 526.940/DF, Rel. Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, SEXTA TURMA, julgado em 09/09/2014, DJe 25/09/2014) Ante o exposto, a teor do art. 544, § 4º, II, b, do Código de Processo Civil c/c o art. 3º do Código de Processo Penal, CONHEÇO DO AGRAVO para NEGAR SEGUIMENTO ao recurso especial. Publique. Intimem-se. Brasília (DF), 28 de abril de 2015. MINISTRO GURGEL DE FARIA Relator

(STJ - AREsp: 648101 DF 2015/0014869-6, Relator: Ministro GURGEL DE FARIA, Data de Publicação: DJ 11/05/2015)

ANEXO B - Apelação Criminal nº 70030290928

APELAÇÃO CRIMINAL. DISPARO DE ARMA DE FOGO. ARTIGO 15 DA LEI Nº 10.826/03.

Acervo probatório frágil para ensejar um decreto condenatório. Conforme bem

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