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DECISÕES DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO PARANÁ

4 GUARDA COMPARTILHADA E PENSÃO DOS ANIMAIS:

4.3 DECISÕES DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO PARANÁ

Nesta sessão demostrará as decisões do Tribunal de Justiça do Paraná, envolvendo litígio conjugal e guarda ou posse do animal de estimação e pensão.

Definiu-se a pesquisa, em um momento inicial, utilizando‑se as expressões: utilizando o critério de busca as palavras-chave “guarda compartilhada de animal” e “pensão de animais”, diretamente no site do tribunal do Paraná, para o tipo de decisão

“acórdão”, ou “despachos”, com âmbito somente nas turmas recursais ou de 2º (segundo) grau. Foram encontrados 2 (dois) acórdãos do Tribunal de Justiça do Paraná, sobre o termo, porém nenhum que realmente traziam o conteúdo que interessava. Todavia, a pesquisa revela que no Tribunal do Paraná não se fala sobre o tema, somente ação de indenização acerca de acidentes com animais na pista e guarda deste animal.

Paraná é um estado brasileiro, fazendo fronteira com os estados de Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, além dos países vizinhos Paraguai e Argentina.

Algumas das maiores cidades do Paraná são Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu, Colombo, Guarapuava e Paranaguá.

A Constituição do Estado do Paraná destaca que:

Art. 255. Compete ao Estado a defesa, conservação, preservação e controle do meio ambiente, cabendo-lhe:

[...]

III- assegurar a diversidade das espécies e dos ecossistemas, de modo a preservar o patrimônio genético, biológico, ecológico e paisagístico e definir espaços territoriais a serem especialmente protegidos; (PARANÁ, 1989, grifo nosso).

Observa-se que é assegurada a diversidade das espécies e dos ecossistemas, territoriais a serem especialmente protegidos, elencados aos pets nessa proteção a diversidade.

Contudo acerca do tema estudado na pesquisa para a coleta de dados o TJPR não decidiu nenhum acordo sobre o tema de guarda e pensão para animais.

Da análise dos julgados dos Tribunais de Justiça dos Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná em relação à guarda compartilhada e pensão alimentícia nota‑se que, na maioria das vezes levou-se em consideração a propriedade, a posse, onde o animal de estimação é comparado a guarda de crianças e adolescentes. No qual, se dá a assistência por meio do divórcio ou dissolução da união estável, em alguns casos se manteve o animal de estimação, comprovando que desempenhava a guarda/posse responsável, ou seja, conseguiu uma comprovação de que havia um cuidado sobre os animais domésticos. Entretanto, no TJPR não houve julgamentos acerca do tema, verificando a falta de legislação sobre o assunto.

Analisando os julgados dos Tribunais de Justiça dos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul observou-se que a base legal mais citada foi aquela inserida no art.

5º, XXXV, da Constituição (inafastabilidade do controle jurisdicional), que o juiz não pode deixar de julgar uma causa que lhe foi submetida (proibição de juízos de non liquet), (BRASIL, 1988) a máxima principiológica proibitiva do não julgamento pelo magistrado (vedação do non liquet), prevista no art. 140, caput, do Código de Processo Civil (BRASIL, 2015).

Verifica-se a necessidade de mudança do ordenamento jurídico, do reconhecimento dos animais dignos de proteção jurídica, não somente para assegurar do direito fundamental do homem, mas também de possuir um meio ambiente ecologicamente equilibrado.

Deve ser dado para esses seres a oportunidade de prosperarem, dando-lhes uma base jurídica que seja capaz de proporcioná-los uma qualidade de vida, levando em conta as suas necessidades.

Assim, a necessidade de alteração do ordenamento para uma proteção mais concisa dos animais é imprescritível, e essa alteração pode ser iniciada a partir da regularização dos animais que possuem forte vínculo com seu dono, já que chega ao ponto do homem disputá-lo judicialmente. A construção de uma lei tendo como base em uma legislação completa para esses animais.

5 CONCLUSÃO

O presente trabalho teve como objetivo analisar o posicionamento dos Tribunais de Justiça da Região do Sul do Brasil, no que tange à guarda compartilhada e pensão alimentícia de animais de estimação após o término da relação conjugal.

Assim, o presente trabalho buscou responder o seguinte problema de pesquisa: Qual o posicionamento dos Tribunais de Justiça da Região Sul do Brasil sobre a guarda compartilhada e pensão alimentícia para animais de estimação após o término da relação conjugal?

Há resultados encontrados com diversos entendimentos, ora tratam os animais como objeto/coisa, e por outo lado defendem os pets de maneira equivalente aos seus próprios filhos.

A hipótese da presente pesquisa foi corroborada acerca da modalidade da guarda compartilhada e utilizada nas decisões julgadas pelos Tribunais de Justiça pesquisados, e os principais motivos que geram esta análise é a constante expansão da presença dos animais de estimação nos lares brasileiros.

Os objetivos gerais da pesquisa foram alcançados para orientar o estudo, o qual indica a realização de análise sobre o posicionamento dos Tribunais de Justiça da Região Sul do Brasil quanto à guarda compartilhada e pensão alimentícia de animais de estimação após o término da relação conjugal.

Após muito estudo e dedicação no desenvolvimento desta pesquisa, conclui-se que há a necessidade de haver lei específica para proteger os pets no término do relacionamento conjugal, visto que, o animalzinho necessita de amparo para a sua sobrevivência, sendo que houve interesse na criação quando o adotaram, portanto entende-se que há sim, a obrigação de ser responsável por este.

Observou-se também que, há ausência de norma para regulamentar especificamente os casos em que os pets são abandonados após o término do relacionamento, ainda mais por esta ser uma prática mais do que comum de se presenciar na sociedade.

Quanto ao tema, poderá advir pesquisas mais extensas ou contrárias a esta, com interpretações diversas a fim de esclarecer a guarda compartilhada e pensão alimentícia de animais de estimação após o término da relação conjugal.

Por conseguinte, é relevante apontarmos, o quão se torna necessário a presença dos donos para os pets, para que seja evitado maus tratos e abandono. Visando mais segurança e

comodidade destes e responsabilizando seus protetores para um tratamento mais afetivo de não apenas enxergá-los como objetos que poderiam ser descartados facilmente.

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