4. Capacidade de defesa NRBQ na componente operacional da Marinha
4.2. Defesa NRBQ na componente operacional da Marinha
Apesar de não existir na Marinha uma organização dedicada à defesa NRBQ, é possível, através da legislação e regulamentos internos existentes, apresentar algumas responsabilidades atribuídas a alguns organismos, de uma forma generalizada,
22 Endossado pelo Military Committee ao North Atlantic Council 23 Incluem-se as armas nucleares, biológicas, químicas e radiológicas.
24 Prevent: Capacidades necessárias para evitar, prevenir ou impedir uma ameaça ou uso de ADM ou agentes
NRBQ por atores estatais ou não-estatais.
25
Protect: Capacidades necessárias para proteger contra o uso de ADM ou agentes NRBQ por atores estatais ou não estatais. Inclui ainda as ações preparatórias necessárias para responder a um iminente ou já confirmado uso de ADM ou agentes NRBQ.
26 Recover: Apoio às autoridades civis e os esforços necessários para reestabelecer as condições essenciais
21 nomeadamente no que concerne à edificação e manutenção, treino e formação no âmbito da proteção NRBQ.
Em primeiro lugar importa referir o Estado-Maior da Armada (EMA), ao qual compete o planeamento das atividades da Marinha, nomeadamente no que respeita à edificação, preparação e sustentação das suas capacidades, em coordenação com as diversas áreas funcionais, competindo-lhe a elaboração de pareceres e informação no âmbito da proteção NRBQ (Governo de Portugal, 2015, p. 5202).
Ao Comando Naval (CN) compete a preparação e o aprontamento das unidades e meios da componente operacional da Marinha, onde se inserem as unidades e meios em estudo (Governo de Portugal, 2015, p. 5213). Na dependência do CN encontra-se o Centro Integrado de Treino e Avaliação (CITAN) que coordena e executa o treino e avaliação, propondo medidas de execução no âmbito da defesa NRBQ das Unidades Navais (Marinha, 2016).
No que concerne à formação geral na Marinha, no âmbito da defesa NRBQ, a competência encontra-se atribuída à Escola de Tecnologias Navais (ETNA), em particular ao Departamento de Limitação de Avarias (DLA) (Marinha, 2016). Contudo, este departamento não tem cursos dedicados à defesa NRBQ, sendo os módulos de formação neste âmbito integrados em cursos existentes no Plano Anual de Formação da Marinha.
Importa igualmente referir que, ao nível da formação e do treino das unidades navais, existe a necessidade de formação específica por parte dos formadores do DLA e da equipa de treino e avaliação do CITAN (EMA (e), 2017).
Unidades navais tipo fragatas 4.2.1.
“As Unidades Navais destinam-se a realizar missões e tarefas no âmbito das funções da Marinha, contribuindo para a defesa militar e apoio à política externa do estado, para a segurança e autoridade no mar...” (Comando Naval, 2013, p. 1.1). No que diz respeito à operação em ambiente NRBQ, não foi encontrada qualquer referência nos conceitos de emprego existentes27, sendo apenas referido nos padrões de prontidão28 para este tipo de navios, classes “Vasco da Gama” e “Bartolomeu Dias”, os padrões a manter para operar em ambiente contaminado, conforme apresentado na Tabela 4
27 Acordo informação recolhida no EMA apenas existe o Conceito de emprego para as fragatas classe “Vasco
da Gama”
28
22
Tabela 4 – Padrões de prontidão para operação em ambiente NRBQ nas Fragatas
Área Padrões de prontidão
Comando, controlo, comunicações e informações
Efetuar cálculos e manobra para evasão a "FALLOUT"29 e zonas contaminadas por agentes NBQ
Limitação de avarias e NBQ
Estabelecer e manter postos NBQ, operando, em caso de necessidade, o sistema de lavagem prévia30, sistemas de deteção e descontaminação
Mecânica e Eletrotecnia Operar os sistemas de propulsão e governo, de produção de energia e auxiliares em ambiente NBQ
Armas e eletrónica
Executar ações de manutenção e inspeção dos sistemas no exterior da cidadela31, em ambiente NBQ
Efetuar carregamentos dos sistemas de armas, incluindo em ambiente NBQ
Fonte: Autor, adaptado de (Comando Naval, 2013, pp. G-1 a I-1)
Para além do material já referido no capítulo anterior, também a falta de treino constitui-se como um fator impeditivo de cumprirem os seus padrões de prontidão, nomeadamente no que respeita à defesa NRBQ (EMA (e), 2017).
Fuzileiros 4.2.2.
Nos fuzileiros, encontra-se previsto nos seus requisitos operacionais32 a possibilidade de operação das forças em ambiente NRBQ, cabendo ao Elemento de Apoio de Serviços, em particular à Secção de Defesa NBQ, efetuar o reconhecimento e monitorização NBQ e fornecer assistência técnica e meios de descontaminação coletiva do pessoal e material e ainda apoiar tecnicamente o treino das unidades de fuzileiros e a formação da Escola de Fuzileiros (CCF, 2010).
Da informação recolhida, constata-se que, embora tenham sido mantidas as ações de treino individual, a organização estabelecida na Secção de Defesa NBQ e o pessoal, quer em número, quer pela qualificação, não são adequados para apoiar uma força de escalão de companhia (EMA (e), 2017).
Helicópteros 4.2.3.
Associados à capacidade oceânica de superfície, estes meios “contribuem para garantir a proteção de unidades valiosas e facultar o exercício das atividades de controlo do mar...” (EMA (c), 2005, p. 2). Relativamente à operação em ambiente contaminado,
29 Nuvem radioativa decorrente de explosões nucleares 30 Sistema de descontaminação exterior do navio 31 Sistema de proteção coletiva do navio
32
23 encontra-se definido no seu conceito de emprego33 que poderão operar em ambiente NBQ desde que seja assegurado o adequado equipamento de proteção para tripulantes e pessoal de manutenção, e o apropriado sistema de descontaminação de aeronaves (ibid).
Segundo o Comandante Cabral, Chefe do Departamento de Operações da Esquadrilha de Helicópteros, a capacidade de defesa NRBQ não se encontra edificada nos helicópteros, referindo ainda não existir material e formação para o efeito (Cabral, 2017). Também o Comandante Alexandre, Chefe do Estado-Maior do CN, referiu não estar prevista a edificação da defesa NRBQ para estes meios (Alexandre, 2017).
Mergulhadores 4.2.4.
“As unidades de mergulhadores destinam-se a realizar missões, tarefas e ações em imersão, em apoio às operações navais, bem como a inativação de engenhos explosivos…” (Comando Naval, 2013). No conceito de emprego34 ou padrões de prontidão35 existentes para estas unidades não foram identificadas quaisquer referências à capacidade de operação em ambiente NRBQ.
Embora não seja feita referência ao emprego destas unidades em ambiente NRBQ, segundo o Tenente Alfarroba, Comandante do Destacamento de Mergulhadores Sapadores n.º1 (DMS1), equipa responsável pela inativação de explosivos, esta já foi empenhada, em 2012, numa missão onde existia a possibilidade de ameaça de agentes radiológicos (desativação de uma mina suspeita de conter agentes radiológicos). Para a realização da operação foram solicitados, à DN os EPI e o material necessário, considerando, contudo, não ser o EPI mais apropriado (Alfarroba, 2016). A carência de formação nesta área obrigou à realização de uma formação básica no DLA, para que a operação se desenvolvesse com o menor risco possível. Desde então não foi efetuado qualquer treino ou ação de formação em termos de NRBQ (Alfarroba, 2016).
Atualmente, a atuação desta unidade limita-se à deteção de agentes NRBQ num engenho explosivo, não tendo capacidade para inativação destes engenhos (Alfarroba, 2016).
4.3. Perspetivas de evolução da defesa NRBQ
Para além do cumprimento dos padrões e requisitos para o emprego das forças e meios em estudo, os compromissos dispostos na DON 3, a Marinha tem ainda obrigações com a OTAN, em particular na edificação dos NATO Capability Targets (NCT), previstos
33 IOA 300 34 IOA 109 35
24 para Portugal, e consequentemente para a Marinha, que obrigam à manutenção de determinados requisitos relativos à defesa NRBQ. O Anexo D — apresenta de uma forma generalizada os NCT relacionados com a defesa NRBQ no âmbito do planeamento de edificação de capacidades, encontrando-se prevista como meta para 2017 garantir uma defesa NRBQ Básica e Intermédia, nomeadamente no que diz respeito ao equipamento e treino necessários para permitir o emprego de Forças Nacionais Destacadas36 em ambiente NRBQ.
Atendendo à necessidade de cumprir com os NCT e às responsabilidades na DON3 a Marinha encontra-se empenhada em reedificar a defesa NRBQ. Foi redefinido o nível de ambição, através de um plano priorizado da reposição de material, e, no âmbito operacional, a definição de um plano de formação e treino (Alexandre, 2017).
Relativamente ao plano de investimento de material, apresentado no Anexo C —, segundo o Contra-Almirante Belo, caso exista financiamento, será possível até 2019 repor o material em falta ou inoperacional, garantindo as componentes de defesa existentes em 2005. Referiu ainda a necessidade de ser assegurado o financiamento pela LPM num horizonte temporal de setes anos para evitar uma nova degradação (Belo, 2017).
Segundo o Tenente Ferreira (2017) encontra-se ainda prevista a aquisição de fatos NRBQ para a tripulação de helicópteros.
Ao nível operacional, ficou definido que até junho de 2017 seria necessário reativar definitivamente a valência NRBQ, tendo sido tomadas diligências no sentido de identificar a formação necessária e realizar as ações de formação para os elementos do CITAN, formadores do DLA e elementos da Secção NBQ do CF (EMA (e), 2017) e ainda retomar o treino básico de defesa NRBQ nas fragatas, devendo o treino da primeira fragata ocorrer até ao final primeiro semestre de 2017 (Alexandre, 2017).
4.4. Síntese conclusiva
A OTAN considera a defesa NRBQ uma capacidade assente em três pilares fundamentais: “Prevent” (capacidades necessárias para evitar, prevenir ou impedir a ameaça ou incidente NRBQ), “Protect” (capacidades necessárias para proteger contra o uso de agentes NRBQ) e “Recover” (medidas para reestabelecer condições essenciais à proteção da saúde e segurança dos cidadãos). Atualmente, na Marinha, a defesa NRBQ
36 Forças para resposta a compromissos internacionais nos quadros da defesa coletiva e segurança
25 ainda não é vista como uma capacidade à luz deste novo conceito, estando as responsabilidades para a sua manutenção dispersas por diversos organismos.
Pela análise da informação recolhida foi evidente a falta de investimento, formação e treino por parte da Marinha na manutenção das necessidades associadas à defesa NRBQ.
Atualmente, com vista a dar cumprimento aos NCT e às responsabilidades no âmbito da DON3, a Marinha está fortemente empenhada em reedificar esta vertente, que em março de 2017 não permitia cumprir as suas obrigações por falta de material, treino e formação a diversos níveis. Para garantir uma defesa NRBQ adequada, encontra-se estabelecido um plano de formação e treino para as fragatas e fuzileiros, assim como um plano de investimento em material para a componente operacional.
Relativamente às unidades de mergulhadores e helicópteros constata-se uma disparidade entre o definido no seu conceito de emprego e os meios colocados à sua disposição. Se nos helicópteros se encontra definida a possibilidade de emprego destes meios em ambiente NRBQ, até à data não foi adquirido qualquer equipamento, nem garantida a formação dos respetivos militares.
Já nos mergulhadores a situação é contrária. Embora não se encontre previsto no seu conceito de emprego a possibilidade de operação em ambiente contaminado, a DMS1 já foi empenhada para desativação de uma mina que se suspeitava conter agentes radiológicos, tendo sido utilizado o equipamento disponível na DN, ainda que este não fosse considerado o apropriado. Atualmente a sua ação limita-se à deteção de agentes NRBQ em dispositivos explosivos, não possuindo capacidade para os desativar em caso de confirmação da ameaça.
Assim, respondendo à QD3, “De que forma se encontra garantida a capacidade de defesa NRBQ na componente operacional da Marinha?”, conclui-se que, apesar de a defesa NRBQ não ser considerada uma capacidade pela Marinha, verifica-se que existe um esforço para reedificar esta vertente na sua componente operacional. No entanto, à data do final da investigação para o presente estudo, a capacidade de defesa NRBQ na componente operacional da Marinha não se encontra garantida por falta de material, treino e formação, não permitindo sequer que seja assegurado o correspondente nível Básico.
26 Conclusões
No presente trabalho de investigação, foi proposto identificar o enquadramento legal e doutrinário para a resposta da Marinha a incidentes NRBQ, identificar as respetivas componentes de defesa passíveis de serem garantidas à sua componente operacional, analisar o estado da sua capacidade de defesa NRBQ e apresentar as perspetivas de evolução neste âmbito.
A metodologia aplicada consistiu na aplicação de uma estratégia de investigação qualitativa, procurando compreender o sujeito da investigação a partir de quadros de referência atribuídos aos acontecimentos, às palavras e objetos, utilizando um raciocínio indutivo, com um desenho de pesquisa de estudo de caso, e com um método de recolha de dados em entrevistas e análise documental.
No primeiro capítulo foram abordados alguns aspetos essenciais à investigação, designadamente, a metodologia genérica da investigação e a respetiva base concetual, a qual inscreve os conceitos necessários à perceção do conteúdo da investigação.
Posteriormente, no segundo capítulo, pretendeu-se identificar o enquadramento legal e doutrinário para a resposta da Marinha a incidentes NRBQ, de modo a dar resposta à QD1 “De que forma está prevista a atuação da Marinha na resposta a incidentes NRBQ em território nacional?” A documentação estruturante da Defesa Nacional prevê a atuação da Marinha na resposta a incidentes NRBQ, cooperando com as FSS e colaborando com a Proteção Civil. Relativamente à cooperação com as FSS, a mesma deverá ser articulada entre o CEMGFA e o SG-SSI, não tendo sido identificado qualquer documento relativo à resposta conjunta das FFAA e FSS para ameaças NRBQ. No que concerne à colaboração com a Proteção Civil, verificou-se a não existência de coerência entre a norma reguladora emanada pelo CEMGFA, a qual não prevê qualquer ação da Marinha em resposta a incidentes NRBQ, e o estabelecido na DON3, a qual atribui responsabilidades à Marinha, nomeadamente o reconhecimento, deteção, monitorização de agentes radiológicos, biológicos e químicos, a marcação e delimitação da área contaminada e o emprego de meios para a descontaminação coletiva de pessoal e material.
O terceiro capítulo pretendeu identificar as componentes de defesa NRBQ existentes e passíveis de serem garantidas à componente operacional e dar resposta à QD2 “Que componentes de defesa NRBQ são possíveis garantir à componente operacional da Marinha?” As componentes de Deteção, Identificação e Monitorização do nível de radiação ambiente, de Gestão de Risco e Proteção coletiva são possíveis garantir nas
27 fragatas, por sistemas próprios do navio. Verificou-se ainda ser possível assegurar pela DN equipamento de proteção individual PQI (seis fatos) em quantidade limitada, material para descontaminação individual básica e equipamentos portáteis para deteção e monitorização de agentes químicos e radiações no ar, água e alimentos. Relativamente à componente de Contramedidas Médicas e de Suporte, apenas se pode afirmar que é possível assegurar o fornecimento de profilaxia, uma vez que se verifica carências ao nível da formação do pessoal médico em matérias de atuação em ambiente NRBQ.
No quarto capítulo pretendeu-se fazer a análise do estado atual da capacidade de defesa NRBQ na componente operacional da Marinha e apresentar as perspetivas de evolução e dar resposta à QD3 “De que forma se encontra garantida a capacidade de defesa NRBQ na componente operacional da Marinha?” A defesa NRBQ não é vista como uma capacidade por parte da Marinha. É igualmente notória a falta de investimento, de formação e de treino na manutenção das necessidades associadas, não permitindo sequer assegurar o nível básico de defesa NRBQ. No entanto, de forma a dar cumprimento aos NCT e às responsabilidades no âmbito da DON3, verifica-se a existência de um esforço, por parte da Marinha, para reedificar a defesa NRBQ na sua componente operacional.
As conclusões representam o resultado do presente trabalho de investigação, sintetizando o estudo de forma holística, com base nos aspetos mais relevantes expostos nas sínteses conclusivas, de forma a possibilitar responder à QC, “De que forma a atual capacidade NRBQ da Marinha condiciona a sua atuação na resposta a incidentes NRBQ, em território nacional?”. Assim, considera-se que atualmente a Marinha não dispõe de capacidade para responder de forma eficaz a ameaças ou incidentes NRBQ, sendo esta uma capacidade a reedificar na Marinha. Esta edificação deve ter por base o conceito alargado definido pela OTAN, cujo objetivo final consiste em habilitar as forças militares e civis para a resposta a ameaças e incidentes NRBQ. Desta forma, torna-se importante uniformizar as normas reguladoras emanadas pelos diversos organismos, com o intuito de definir claramente o âmbito de atuação da Marinha, como as forças e meios a empenhar na resposta a incidentes e ameaças NRBQ. Concomitantemente, é necessário garantir as várias componentes da defesa NRBQ que permitam a estas forças e meios cumprirem as suas atribuições. A edificação destas componentes passa por alguns pontos fundamentais:
- Criar normativo interno referente à atuação das várias unidades da componente operacional na resposta a ameaças e incidentes NRBQ;
28 - Adquirir os equipamentos e materiais necessários, bem como assegurar a sua manutenção e operacionalidade a longo prazo;
- Incluir no Plano Anual de Formação da Marinha cursos específicos de defesa NRBQ, garantindo antecipadamente a formação adequada dos formadores;
- Formar a equipa de treino e avaliação do CITAN em defesa NRBQ e garantir que esta valência é incluída nos treinos das Unidades Navais.
- Realizar e participar em ações de treino com outras entidades envolvidas na resposta a incidentes e ameaças NRBQ em território nacional, de modo a avaliar a interoperabilidade ao nível do material e dos procedimentos.
Importa referir ainda, que no desenvolvimento do presente trabalho de investigação foram encontradas algumas limitações tais como a falta de informação que defina o nível de ambição NRBQ na Marinha, a inexistência de relatórios de treino e avaliação relativos à defesa NRBQ, que impedem a avaliação da adequação do equipamento, material e treino e consequentes contributos para a reedificação da defesa NRBQ.
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31 6e52766379386f52334a68626d526c63313950554d4f4877355646553139445255524f5831 39575a584a7a77364e7658325a70626d467358325675646d6c685a47456c4d6a426651564a 664d6b7068626a49774d544d704c6e426b5a673d3d&fich=(Grandes_OPÇÕES_CEDN__ Versão_final_enviada+_AR_2Jan2013).pdf&Inline=true [Acedido em 19 dezembro 2016]. Governo de Portugal, 2015. Decreto Regulamentar n.º 10/2015 de 31 de julho. Lisboa: Diário da República, 1ª série - Nª14 -31 de julho de 2015.
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