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Equação 14. Correção da diferente de massa molar entre impureza e fármaco de

2. INTRODUÇÃO

6.1. Definição dos elementos do Analytical Quality by Design

De acordo com as Informações descritas na introdução, foram definidos o perfil analítico alvo (Analytical Target Profile ATP), Tabela 14, os atributos críticos de qualidade (Critical Quality Attributes, CQA),Tabela 15, os parâmetros (experimentais) críticos do método (Critical Method Parameters, CMP), Tabela 16, e a Análise de Risco (Risk Assessment, RA), Tabela 17, onde se definiu as estratégias a serem adotadas para cada CQA de acordo com os CMP.

Tabela 14. Definição do Analytical Target Profile (ATP). (UNITED STATES PHARMACOPEIA,

2017; CDER, 1994; BRASIL 2017).

ATP Alvo Justificativa

Losartana Anlodipino

Resolução > 2,0

Os limites foram estabelecidos de acordo com os compêndios oficiais (UNITED STATES PHARMACOPEIA, 2017).

Fator cauda < 2,0

O limite foi estabelecido de acordo com os compêndios oficiais (UNITED STATES PHARMACOPEIA, 2017).

Eficiência (nº

de pratos) > 3000

Os limites foram estabelecidos de acordo com os compêndios oficiais (UNITED STATES PHARMACOPEIA, 2017).

Pureza de pico

(%) ≥ 99

De modo a garantir a seletividade do método, o pico precisa estar puro.

DPR (%) Precisão (repetibilidade)

< 3,8 < 5,1 Os limites foram estabelecidos a partir da equação de Horwitz (item 6.9.3.2).

DPR (%) Precisão (intermediária)

< 5,7 < 7,6 Os limites foram estabelecidos a partir da equação de Horwitz (item 6.9.3.2).

Teor (%) 95 - 105 90 - 110

Os limites foram estabelecidos de acordo com os compêndios oficiais (UNITED STATES PHARMACOPEIA, 2017).

Fator de

retenção (k) > 2,0

O limite foi estabelecido de acordo com orientações do FDA (CDER, 1994).

Coeficiente de

correlação (r) > 0,990

De acordo com a RDC 166/2017 (BRASIL, 2017) da ANVISA, o valor de r deve ser superior a 0,990, deve-se avaliar a homoscedasticidade. Coeficiente

angular ≠ 0

De acordo com a RDC 166/2017 (BRASIL, 2017) da ANVISA, o coeficiente angular deve ser significativo, ou seja, diferente de zero

Faixa de

trabalho (%) 80 - 120

A faixa de trabalho para validação analítica, para teor, foi estabelecida de acordo com a RDC 166/2017 (BRASIL, 2017) da ANVISA.

Tabela 15. Definição dos Atributos Críticos de Qualidade (CQA)

CQA Justificativa

Resolução, Rs

É necessário que haja resolução apropriada entre os picos para que os analitos sejam quantificados adequadamente.

Pureza de pico

Para que se possa afirmar que um método é seletivo para determinado analito, é necessário assegurar que nada esteja coeluindo com este analito, ou seja, é preciso garantir a pureza de pico.

Eficiência, N Maximizando a eficiência, há melhora na seletividade, tendo em vista que a picos mais finos tendem a apresentar melhor resolução Fator cauda, T

Minimizando-se o fator cauda, há maior precisão e exatidão na integração dos picos cromatográficos e há também melhora na resolução entre os mesmos.

Tabela 16. Definição dos Parâmetros Críticos do Método (CMP)

CMP Justificativa

pH do Tampão

Tendo em vista que os analitos possuem grupamentos ácidos e básicos, o pH do tampão é um parâmetro importante e que pode influenciar diretamente sobre diversos CQA como a seletividade, já que pode haver mudanças na retenção do analito conforme se altera o pH; na simetria de pico, uma vez que é esperado picos mais assimétricos conforme se aumenta o pH, devido a interação dos analitos com silanois residuais nessas condições; eficiência, sabendo-se que dependendo do pH utilizado, o analito assume formas neutras ou iônicas podendo interagir mais ou menos intensamente com a fase estacionária.

Temperatura

A temperatura tem grande influência sobre a transferência de massa e a difusão longitudinal em uma separação cromatográfica, deste modo, afeta a maior parte das respostas.

Vazão

A vazão está diretamente relacionada à velocidade linear em um processo cromatográfico e transferência de massa, o que implica diretamente sobre a eficiência do método.

Modificador orgânico

O modificador orgânico está relacionado à polaridade e à força cromatográfica da fase móvel. Em cromatografia de fase reversa (fase estacionária mais apolar que a fase móvel), quanto maior a concentração de modificador orgânico (apolar), maior é a força de eluição, ou seja, mais rápida é a eluição do soluto através da coluna cromatográfica, o que afeta a retenção, resolução e eficiência. Fase

estacionária

O tamanho e material das partículas pode influir diretamente na eficiência da coluna e, consequentemente na resolução, seletividade e detectabilidade, já que quanto mais finos e altos são os picos, menor a chance de coeluição e interferência com outros analitos, e portanto, melhor é o limite de detecção.

Tabela 17. Análise de Risco (RA) baseado no impacto previsto dos CMP sobre os CQA. CQA

Experimento previsto Resolução Pureza de

pico Eficiência Fator cauda

CMP

pH do Tampão Médio Médio Alto Alto

O CMP será, inicialmente, analisado em uma triagem para estabelecer a faixa a ser utilizada no DoE. No DoE será avaliada a sua influência sobre os CQA de forma quantitativa.

Temperatura Alto Médio Alto Alto Será avaliada a sua influência sobre os

CQA em um DoE.

Vazão Alto Médio Alto Alto

Será definida, inicialmente, uma faixa ótima de vazão a partir de uma curva de van Deemter e esta faixa será considerada em um DoE, onde será avaliada a sua influência sobre os CQA.

Tipo de solvente

orgânico Alto Médio Alto Alto

Será avaliado qual a melhor opção de solvente orgânico (acetonitrila ou metanol) em uma triagem.

Fase

estacionária Alto Alto Alto Alto

Será avaliada qual a melhor opção de fase estacionária em uma triagem.

6.2 Testes de sensibilidade dos fármacos à degradação

A partir dos experimentos realizados, observou-se que o besilato de anlodipino mostrou-se sensível à degradação em todas as condições, sobretudo à condição básica onde observou-se uma degradação superior aos 60%, por outro lado, a losartana potássica mostrou-se sensível apenas à condição oxidativa, e em condição ácida na presença de metanol, conforme mostrado nas Figuras 19, 20 e 21. Os cromatogramas são apresentados em escala adequada à visualização dos picos menores, referentes aos produtos de degradação.

Observa-se a formação de um pico de produto de degradação quando o ensaio de estresse ácido, para losartana potássica, é realizado na presença de metanol (Figura 21.b), ao passo que, quando o mesmo ensaio é realizado em solução aquosa (Figura 21.a) este pico não é observado. Isto se deve, segundo Baertschi (2011), ao fato de que o metanol pode participar da reação de degradação, atuando como nucleófilo e atacando os sítios eletrofílicos das moléculas ou intermediários nas vias de degradação. Sabendo-se que o metanol não está presente em formulações farmacêuticas, e de modo a não gerar produtos de degradação não representativos, ele deve ser evitado na preparação de soluções que serão submetidas aos ensaios de estresse, podendo ser substituído por acetonitrila, quando a amostra for insolúvel ou pouco solúvel em água (BAERTSCHI, 2011).

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