2 BASE CONCEITUAL
3.3 Definição dos termos relevantes
A definição dos termos tem a função de esclarecer e indicar o emprego dos conceitos utilizados na pesquisa, para torná-los claros, compreensivos, objetivos e adequados. Os termos apresentados a seguir estão baseados em Kotler e Armstrong (1993). As exceções estão referenciadas.
Ambiente do marketing: os atores e forças ambientais que afetam a habilidade das empresas de marketing em desenvolver e manter com sucesso suas transações com seus consumidores-alvos.
Atacadistas: empresas envolvidas primariamente em atividades de atacado. Atacado: todas as atividades envolvidas na venda de bens ou serviços para aqueles que compram para revenda ou para uso industrial.
Auto-serviço: o comprador/consumidor escolhe sozinho na loja os itens que quer comprar. Os supermercados são os melhores exemplos deste conceito. (LEVY E WEITZ, 2000, P. 670).
Bens de consumo: os bens comprados pelos consumidores finais para consumo pessoal.
Bens de conveniência: bens de consumo que o consumidor em geral compra com freqüência, imediatamente e com um mínimo de esforço de compra e comparação.
Cadeias de lojas: dois ou mais distribuidores que pertencem e são controlados pela mesma fonte, fazem compras e marketing centralizado e vendem linhas de produtos similares de mercadorias.
Canal de marketing (ou canal de distribuição): um grupo de organizações interdependentes envolvidos no processo de tornar um produto ou serviço disponível para uso ou consumo do usuário - consumidor ou industrial.
Centro de distribuição (CD): um depósito de grande porte, altamente automatizado, projetado para receber produtos de várias fábricas e fornecedores, receber pedidos, preenchê-los de maneira eficiente e entregar os produtos aos clientes com a maior rapidez possível.
Check-out: local onde são efetuados os pagamentos das compras no supermercado, usualmente chamado de caixa. (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE SUPERMERCADOS).
Compras eletrônicas: marketing direto por meio de um sistema de duas vias que liga os clientes ao catálogo computadorizado do vendedor por televisão à cabo, linhas telefônicas e Internet.
Conurbação: conjunto formado por uma cidade e seus subúrbios, ou por cidades reunidas, que constituem uma seqüência, sem, contudo, se confundirem. (Dic. Aurélio, 1986).
Distribuição física: a tarefa que envolve o planejamento, implementação e controle do fluxo físico de materiais e produtos finais dos pontos de origem para os pontos de utilização, de modo a satisfazer às necessidades dos clientes com uma margem de lucro.
Estratégia de empurrar (push): uma estratégia de promoção que exige a utilização da força de vendas e promoções comerciais para "puxar" o produto pelos canais de distribuição; o fabricante promove o produto para os atacadistas, que por sua vez, o promovem para os varejistas, os quais o promovem para os consumidores.
Estratégia de marketing: a lógica de marketing pela qual a unidade de negócios espera atingir seus objetivos de marketing. A estratégia de marketing consiste em estratégias específicas para mercados-alvo, mix de marketing e nível de gastos com marketing.
Estratégia de puxar (pull): uma estratégia de promoção que exige grandes gastos com propaganda e promoções para o consumidor criar demanda de consumo; se a estratégia for bem-sucedida, os consumidores irão demandar o produto dos varejistas, que irão demandá-lo dos atacadistas e estes, por sua vez, irão demandá-lo dos fabricantes.
Estratégias competitivas: estratégias que posicionem fortemente a empresa contra seus concorrentes e que lhe dêem a vantagem estratégica mais forte possível.
Fornecedores: organizações e indivíduos que provêem os recursos necessários para que uma empresa e seus concorrentes possam produzir bens e serviços.
Hipermercados: enormes lojas que combinam supermercados e varejo de desconto e de depósito; além de alimentos, elas oferecem móveis, eletrodomésticos, roupas e muitas outras coisas.
Loja de conveniência: uma pequena loja, localizada próxima a uma área residencial, aberta durante muitas horas, sete dias por semana, que oferece uma linha limitada de produtos de conveniência de alto giro.
Loja independente: varejista de uma só loja, normalmente pequena e gerenciada pelo proprietário (LEVY E WEITZ, 2000).
Marca: um nome, termo, signo, símbolo ou design, ou uma combinação destes, que tem a função de identificar os bens ou serviços oferecidos por um vendedor ou grupo de vendedores e diferenciá-los dos de seus concorrentes.
Marketing: processo social e administrativo pelo qual indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam por meio da criação e troca de produtos e valores.
Markup: a percentagem do custo ou preço de um produto acrescentado ao custo com o objetivo de se obter o preço de venda.
Mercado: o grupo de todos os compradores, reais e potenciais, de um produto. Mercado-alvo: um grupo de compradores que partilham necessidades ou características em comum, o qual a empresa decide atender.
Mercado consumidor: todos os indivíduos e famílias que compram ou adquirem produtos e serviços para consumo pessoal.
Mercado potencial: o grupo de consumidores que demonstram algum nível de interesse por um dado produto ou serviço.
Merchandising: qualquer forma de comunicação que chame a atenção para o produto, além das atividades de comunicação publicitária ou de promoção de vendas. (RICHERS, 2000, p. 278).
Mix de marketing (ou composto de marketing): o grupo de variáveis de marketing controláveis que a empresa combina para produzir a resposta que deseja no mercado-alvo.
Mix de produto (ou sortimento de produto): o grupo de todas as linhas e itens de produto que um vendedor em particular oferece aos compradores.
Moda: um estilo atualmente adotado ou popular em um dado setor.
Percepção: processo pelo meio do qual uma pessoa seleciona, organiza e interpreta as informações recebidas para criar uma imagem significativa do mundo. Ela depende não apenas de estímulos físicos, mas também da relação desses estímulos com o ambiente e das condições interiores da pessoa.
Planejamento estratégico: o processo de desenvolvimento e manutenção de um ajuste estratégico entre os objetivos da organização e as mudanças nas
oportunidades do mercado. Baseia-se no desenvolvimento de uma missão da empresa, objetivos de apoio, um portfolio de negócios bem estruturado e estratégias funcionais coordenadas.
Posicionamento no mercado: as ações empreendidas para que um produto ocupe uma posição clara, distinta e desejável, em relação aos produtos dos concorrentes, nas mentes dos consumidores.
Previsão: a arte de estimar a demanda futura antecipando como os compradores provavelmente reagirão sob determinadas condições.
Produto: qualquer coisa que pode ser oferecida a um mercado para aquisição, atenção, utilização ou consumo e que possa satisfazer um desejo ou necessidade. Inclui objetos físicos, serviços, pessoas, locais, organizações e idéias.
Promoção de vendas: incentivos de curto prazo para encorajar a compra ou venda de um produto ou serviço.
Propaganda: qualquer forma paga de apresentação impessoal para promoção de idéias, bens ou serviços por um patrocinador identificado.
Revendedores: empresas que funcionam como canais de distribuição para ajudar a empresa a encontrar clientes ou vender.
Segmentação de mercado: o processo de classificar clientes em grupos com necessidades, características e comportamentos diferentes.
Serviços: atividades, benefícios ou satisfações que são oferecidos para venda. SKUs: abreviação da expressão em inglês Stock Keeping Units, que é a menor unidade disponível para manter o controle de estoque. (LEVY E WEITZ, 2000, p. 671).
Supermercados: grandes lojas do tipo self-service de baixo custo, baixa margem e grande volume, que oferecem uma ampla variedade de produtos alimentícios, de lavanderia e domésticos.
Unidade de manutenção de estoque (stock keeping unit – SKU): cada item diferente de mercadoria.
Vantagem competitiva: uma vantagem sobre os concorrentes, obtida oferecendo-se aos clientes maior valor, seja por meio de preços mais reduzidos ou proporcionando maiores benefícios que justifiquem preços mais elevados.
Varejistas: negócios cujas vendas vêm primariamente do varejo.
Varejistas self-service (auto-serviço): varejistas que oferecem pouco ou nenhum serviço aos compradores; estes assumem seu próprio processo de localizar, comparar e selecionar.
Varejo: todas as atividades envolvidas na venda de bens ou serviços diretamente para os clientes finais para seu uso pessoal e não industrial.
Venda pessoal: apresentação oral em uma conversação com um ou mais compradores em potencial, com o propósito de fazer vendas.
Vendedor: um indivíduo que age por uma empresa executando uma ou mais das seguintes atividades: prospecção, comunicação, serviços de coleta de informações e vendas.