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Denise Lessa Aleixo Silvana Marques de Araújo

No documento human b * ea^o PARASITOLOGIAI (páginas 43-46)

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-pados em seis reinos, divididos em dois grandes impérios. Essa nova classificação, baseada em pesquisas realizadas na sequência de DNA, é a seguinte:

1. Império procariota: reino Bactéria;

2. Império eucariota: reinos Protozoa, Animalia, Fungi, Plantae e Chromista.

NOTA: eucariota são organismos que apresentam orga- nelas m embranosas e o DNA está contido em crom os­ somos intranucleares; procariota são organism os que não possuem núcleo diferenciado e o DNA permanece mergulhado no citoplasma.

D essa form a, os parasitos que podem atingir os hu­ m anos (e os anim ais) são: Protozoa, P latyhelm inthes, Nematoda, Acantocephala e Arthropoda.

A ssim , nos dem ais capítulos deste livro, para cada espécie de interesse parasitológico no Brasil, darem os a sua morfologia, biologia, métodos de diagnóstico, epide- m iologia, profilaxia e citações das drogas m ais eficazes para a terapêutica.

C la s s if ic a ç ã o d o s P a r a sito s c o n f o r m e S u a T r a n sm iss ã o

A seguir, m ostrarem os a classificação dos parasitos conforme os seus mecanism os de transmissão. Este qua­ dro visa, unicamente, possibilitar ao estudante um enten­ dimento global do relacionam ento dos parasitos com os humanos e o meio ambiente, facilitando o estudo nos capí­ tulos próprios, dos aspectos epidemiológicos e profiláticos de cada um:

1. Parasitos transm itidos entre pessoas devido ao con­ tato pessoal ou objetos de uso pessoal (fôm ites).

S. scabiei, P. pubis, P. humanus, T. vaginalis.

2. Parasitos transm itidos pela água, alim entos, mãos sujas ou poeira: E. histolytica, G. lamblia, T. gondii, H. nana, cisticercose (ovos de T. solium), A. lumbri-coides, T. trichiura, E. vermicularis.

3. Parasitos transm itidos por solos contam inados por larva (geo-helm intoses): A. duodenale, N. am eri­ canas, S. stercoralis.

4. Parasitos transm itidos por vetores ou hospedeiros intermediários: Leishmania sp., T. cruzi, Plasmodium

sp., S. mansoni, T. solium, T. saginata, W. bancrofti, O. volvulus, M. ozzardi.

5. Parasitos transmitidos por mecanismos diversos: lar­ vas de moscas (miíases), T. pénétrons (bicho de pé). (Classificação modificada de Camargo. E. Ciências Patológicas, Ed. Guanabara Koogan, 1983, pág. 54.)

D e n o m in a ç ã o d a s D o e n ç a s P a r a s itá r ia s

Existe grande controvérsia quanto à term inação das palavras indicadoras de doenças parasitárias. Os sufixos

ose, íase e ase (que indicam doença) têm sido usados indiscriminadamente, gerando dúvidas. Para norm atizar a grafia, alguns pesquisadores reunidos (Kassai e cols., 1988) apresentaram um trabalho no qual sugerem que “dos três sufixos, deve-se agregar apenas ‘ose’ ao nome do gênero do agente etiológico, para designar doença ou infecção”, o que resultaria: esquistossom ose, ancilostom ose, leishmaniose etc. Já segundo a Nomenclatura Internacional de Doenças (O M S), deve-se acrescentar “íase” ao nom e do agente etiológico. A ssim , teríam os esquistossom íase, ancilosto­ míase, leishmaníase etc. Mas preferimos grafar os nomes das doenças segundo sua maior eufonia, isto é, a pronúncia mais agradável. Assim, usaremos toxoplasmose (em vez de toxoplasmíase), amebíase (em vez de amebose) etc.

H o m e o p a t ia e D o e n ç a s P a r a sitá r ia s

Denise Lessa Aleixo

Silvana Marques de Araújo

M edicam entos hom eopáticos, ultradiluídos ou ultra- m oleculares são sinônim os de com postos m anipulados segundo a farmacopeia homeopática por meio de diluições e agitações sucessivas e padronizadas cham adas “dina­ m izações” na homeopatia. A relação entre a hom eopatia e a p arasito lo g ia existe desde o século X V III, quando

Christian Friedrich Sam uel Hahnem ann (1755-1843), o ?ai da homeopatia, administrou em indivíduo sadio, quina, a substância utilizada na época para o tratamento da m alá­ ria (Hahnemann, 1835). Neste experimento observou que rs ta substância produzia sintomas similares aos da própria malária. A partir destes resultados, Hahnemann estabeleceu is leis que definem a homeopatia, que se fundamentam em rrincípios distintos da medicina convencional: a similitude,

:u seja, as doenças podem ser tratadas com substâncias q ae produzem sintomas semelhantes aos provocados pela rrópria doença, em pregando doses infinitesimais,

respei-tando a individualidade do paciente, tratando o indivíduo como um todo. Este pensamento nos remete à homeostase orgânica, que nas parasitoses reflete desbalanço da relação parasito-hospedeiro, que deve ser equilibrada favorecendo o hospedeiro.

Vários estudos tentam explicar os mecanismos de ação de substâncias ultradiluídas. As teorias mais aceitas incluem a da memória da água, a formação de clusters, nanopartí- culas e a hormesis. A utilização de medicamentos homeo­ páticos cresce à medida que os medicamentos tradicionais não alcançam os efeitos desejados ou produzem efeitos co laterais que com prom etem a adesão ao tratam en to . Considerando agentes infecciosos de uma m aneira geral, vários relatos podem ser encontrados na literatura. A utili­ zação na clínica segue a mesm a tendência, inclusive com definição de políticas mundiais e nacionais para incremento da sua utilização.

Considerando pesquisa básica em parasitologia, inú­ m eros m odelos experim entais utilizando o desenvolvi­ m ento de in fe cçõ e s/in festaç õ es por p arasito s já estão estab elecid o s, co n stitu in d o um a ex celen te ferram en ta para av aliaçõ es de efic ácia e m ecanism os de ação de novas substâncias, sejam elas utilizadas ponderalm ente ou ultradiluídas.

A adm inistração de m edicam entos ultradiluídos em infecções por protozoários, já conta com resultados inte­ ressantes e promissores. Estudos sobre homeopáticos em infecções parasitárias m ostram que estes m edicam entos interferem no balanço im unológico do hospedeiro sendo importantes variáveis o medicamento e as associações, a dinamização utilizada, a dose e a frequência de adm inis­ tração. N a infecção experim ental de cam undongos por

Trypanosoma cruzi, a utilização de homeopáticos influen­ cia a parasitemia, a mortalidade, o tempo de sobrevida, os parâmetros hematológicos e imunológicos com aumento de apoptose, modulação do balanço Thl/Th2 em animais trata­ dos com relação ao controle. A diminuição da parasitemia e a redução da mortalidade com aumento de sobrevida destes animais pode ser observada em determinadas dinamizações dependendo da frequência de adm inistração do hom eo­ pático e da suscetibilidade do animal. Em camundongos e ratos naturalm ente infectados por coccídeos, o m edica­ mento ultradiluído eliminou a infecção nos camundongos e reduziu o número de cistos eliminados em ratos. Em expe­ rimentos laboratoriais, camundongos tratados pré-infecção contra o Toxoplasma gondii com medicamento ultradiluído em altas potências apresentam m elhor condição clínica

com poucas alterações oculares com relação ao controle. Em humanos, casos de toxoplasmose ocular tratados com hom eopáticos tiveram bons resultados com m elhora na acuidade visual e melhora do paciente como um todo.

Estes resultados direcionam o entendimento do efeito destes medicamentos para a teoria da “transmissão de infor­ mação” : medicamentos homeopáticos informariam como o organismo deve reagir - medicamentos preparados a partir de soro de animal suscetível, informam sobre suscetibili­ dade; medicamentos preparados a partir de soro de animal resistente, informam sobre resistência.

Paralelo a estes estudos cientificam ente refinados, a aplicação prática dos hom eopáticos na m edicina veteri­ nária, especialmente na pecuária, consolidou-se. Hoje em dia, produtos hom eopáticos estão sendo considerados no mundo todo devido aos benefícios no controle de doenças, incluindo as endo e ectoparasitoses, e melhora na produtivi­ dade dos animais de maneira segura ao meio ambiente. Da mesma forma na agricultura, a utilização de homeopáticos melhora a produtividade, controlando insetos e pragas sem causar impacto ambiental colaborando para a sustentabili- dade e a proteção do ambiente como um todo.

M esm o com os avanços nesta área da ciência, ainda é necessária a utilização de m etodologias m odernas, em experimentos com rigor científico buscando uma linguagem comum que permita uma aproximação entre os conceitos da m edicina convencional e da hom eopatia, utilizando o que cada um a delas tem de m elhor para o benefício da humanidade.

P r o t o z o a

E r z :

No documento human b * ea^o PARASITOLOGIAI (páginas 43-46)