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-pados em seis reinos, divididos em dois grandes impérios. Essa nova classificação, baseada em pesquisas realizadas na sequência de DNA, é a seguinte:
1. Império procariota: reino Bactéria;
2. Império eucariota: reinos Protozoa, Animalia, Fungi, Plantae e Chromista.
NOTA: eucariota são organismos que apresentam orga- nelas m embranosas e o DNA está contido em crom os somos intranucleares; procariota são organism os que não possuem núcleo diferenciado e o DNA permanece mergulhado no citoplasma.
D essa form a, os parasitos que podem atingir os hu m anos (e os anim ais) são: Protozoa, P latyhelm inthes, Nematoda, Acantocephala e Arthropoda.
A ssim , nos dem ais capítulos deste livro, para cada espécie de interesse parasitológico no Brasil, darem os a sua morfologia, biologia, métodos de diagnóstico, epide- m iologia, profilaxia e citações das drogas m ais eficazes para a terapêutica.
C la s s if ic a ç ã o d o s P a r a sito s c o n f o r m e S u a T r a n sm iss ã o
A seguir, m ostrarem os a classificação dos parasitos conforme os seus mecanism os de transmissão. Este qua dro visa, unicamente, possibilitar ao estudante um enten dimento global do relacionam ento dos parasitos com os humanos e o meio ambiente, facilitando o estudo nos capí tulos próprios, dos aspectos epidemiológicos e profiláticos de cada um:
1. Parasitos transm itidos entre pessoas devido ao con tato pessoal ou objetos de uso pessoal (fôm ites).
S. scabiei, P. pubis, P. humanus, T. vaginalis.
2. Parasitos transm itidos pela água, alim entos, mãos sujas ou poeira: E. histolytica, G. lamblia, T. gondii, H. nana, cisticercose (ovos de T. solium), A. lumbri-coides, T. trichiura, E. vermicularis.
3. Parasitos transm itidos por solos contam inados por larva (geo-helm intoses): A. duodenale, N. am eri canas, S. stercoralis.
4. Parasitos transm itidos por vetores ou hospedeiros intermediários: Leishmania sp., T. cruzi, Plasmodium
sp., S. mansoni, T. solium, T. saginata, W. bancrofti, O. volvulus, M. ozzardi.
5. Parasitos transmitidos por mecanismos diversos: lar vas de moscas (miíases), T. pénétrons (bicho de pé). (Classificação modificada de Camargo. E. Ciências Patológicas, Ed. Guanabara Koogan, 1983, pág. 54.)
D e n o m in a ç ã o d a s D o e n ç a s P a r a s itá r ia s
Existe grande controvérsia quanto à term inação das palavras indicadoras de doenças parasitárias. Os sufixos
ose, íase e ase (que indicam doença) têm sido usados indiscriminadamente, gerando dúvidas. Para norm atizar a grafia, alguns pesquisadores reunidos (Kassai e cols., 1988) apresentaram um trabalho no qual sugerem que “dos três sufixos, deve-se agregar apenas ‘ose’ ao nome do gênero do agente etiológico, para designar doença ou infecção”, o que resultaria: esquistossom ose, ancilostom ose, leishmaniose etc. Já segundo a Nomenclatura Internacional de Doenças (O M S), deve-se acrescentar “íase” ao nom e do agente etiológico. A ssim , teríam os esquistossom íase, ancilosto míase, leishmaníase etc. Mas preferimos grafar os nomes das doenças segundo sua maior eufonia, isto é, a pronúncia mais agradável. Assim, usaremos toxoplasmose (em vez de toxoplasmíase), amebíase (em vez de amebose) etc.
H o m e o p a t ia e D o e n ç a s P a r a sitá r ia s
Denise Lessa Aleixo
Silvana Marques de Araújo
M edicam entos hom eopáticos, ultradiluídos ou ultra- m oleculares são sinônim os de com postos m anipulados segundo a farmacopeia homeopática por meio de diluições e agitações sucessivas e padronizadas cham adas “dina m izações” na homeopatia. A relação entre a hom eopatia e a p arasito lo g ia existe desde o século X V III, quando
Christian Friedrich Sam uel Hahnem ann (1755-1843), o ?ai da homeopatia, administrou em indivíduo sadio, quina, a substância utilizada na época para o tratamento da m alá ria (Hahnemann, 1835). Neste experimento observou que rs ta substância produzia sintomas similares aos da própria malária. A partir destes resultados, Hahnemann estabeleceu is leis que definem a homeopatia, que se fundamentam em rrincípios distintos da medicina convencional: a similitude,
:u seja, as doenças podem ser tratadas com substâncias q ae produzem sintomas semelhantes aos provocados pela rrópria doença, em pregando doses infinitesimais,
respei-tando a individualidade do paciente, tratando o indivíduo como um todo. Este pensamento nos remete à homeostase orgânica, que nas parasitoses reflete desbalanço da relação parasito-hospedeiro, que deve ser equilibrada favorecendo o hospedeiro.
Vários estudos tentam explicar os mecanismos de ação de substâncias ultradiluídas. As teorias mais aceitas incluem a da memória da água, a formação de clusters, nanopartí- culas e a hormesis. A utilização de medicamentos homeo páticos cresce à medida que os medicamentos tradicionais não alcançam os efeitos desejados ou produzem efeitos co laterais que com prom etem a adesão ao tratam en to . Considerando agentes infecciosos de uma m aneira geral, vários relatos podem ser encontrados na literatura. A utili zação na clínica segue a mesm a tendência, inclusive com definição de políticas mundiais e nacionais para incremento da sua utilização.
Considerando pesquisa básica em parasitologia, inú m eros m odelos experim entais utilizando o desenvolvi m ento de in fe cçõ e s/in festaç õ es por p arasito s já estão estab elecid o s, co n stitu in d o um a ex celen te ferram en ta para av aliaçõ es de efic ácia e m ecanism os de ação de novas substâncias, sejam elas utilizadas ponderalm ente ou ultradiluídas.
A adm inistração de m edicam entos ultradiluídos em infecções por protozoários, já conta com resultados inte ressantes e promissores. Estudos sobre homeopáticos em infecções parasitárias m ostram que estes m edicam entos interferem no balanço im unológico do hospedeiro sendo importantes variáveis o medicamento e as associações, a dinamização utilizada, a dose e a frequência de adm inis tração. N a infecção experim ental de cam undongos por
Trypanosoma cruzi, a utilização de homeopáticos influen cia a parasitemia, a mortalidade, o tempo de sobrevida, os parâmetros hematológicos e imunológicos com aumento de apoptose, modulação do balanço Thl/Th2 em animais trata dos com relação ao controle. A diminuição da parasitemia e a redução da mortalidade com aumento de sobrevida destes animais pode ser observada em determinadas dinamizações dependendo da frequência de adm inistração do hom eo pático e da suscetibilidade do animal. Em camundongos e ratos naturalm ente infectados por coccídeos, o m edica mento ultradiluído eliminou a infecção nos camundongos e reduziu o número de cistos eliminados em ratos. Em expe rimentos laboratoriais, camundongos tratados pré-infecção contra o Toxoplasma gondii com medicamento ultradiluído em altas potências apresentam m elhor condição clínica
com poucas alterações oculares com relação ao controle. Em humanos, casos de toxoplasmose ocular tratados com hom eopáticos tiveram bons resultados com m elhora na acuidade visual e melhora do paciente como um todo.
Estes resultados direcionam o entendimento do efeito destes medicamentos para a teoria da “transmissão de infor mação” : medicamentos homeopáticos informariam como o organismo deve reagir - medicamentos preparados a partir de soro de animal suscetível, informam sobre suscetibili dade; medicamentos preparados a partir de soro de animal resistente, informam sobre resistência.
Paralelo a estes estudos cientificam ente refinados, a aplicação prática dos hom eopáticos na m edicina veteri nária, especialmente na pecuária, consolidou-se. Hoje em dia, produtos hom eopáticos estão sendo considerados no mundo todo devido aos benefícios no controle de doenças, incluindo as endo e ectoparasitoses, e melhora na produtivi dade dos animais de maneira segura ao meio ambiente. Da mesma forma na agricultura, a utilização de homeopáticos melhora a produtividade, controlando insetos e pragas sem causar impacto ambiental colaborando para a sustentabili- dade e a proteção do ambiente como um todo.
M esm o com os avanços nesta área da ciência, ainda é necessária a utilização de m etodologias m odernas, em experimentos com rigor científico buscando uma linguagem comum que permita uma aproximação entre os conceitos da m edicina convencional e da hom eopatia, utilizando o que cada um a delas tem de m elhor para o benefício da humanidade.
P r o t o z o a
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