Estágio 3 Não realizável: Expectativa de perda ao longo da vida para ativos que
10. Derivativos e Instrumentos de Hedge 1 Derivativos
Os Derivativos são compostos por operações contratadas com finalidade de hedge e constitui uma ferramenta imprescindível na gestão financeira das instituições, haja vista a evolução e diversificação dos produtos utilizados no mercado financeiro globalizado.
Sua utilização tem como objetivo minimizar os riscos de mercado originados na flutuação das taxas de juros, do câmbio, dos preços dos ativos, entre outros.
a) Política
Os derivativos negociados pelo Banco são, basicamente, operações de swap e contratos futuros utilizadas como instrumentos destinados à proteção das operações em moedas estrangeiras frente aos riscos de variações cambiais e de taxas de juros para proteção de posições prefixadas.
b) Objetivos e Estratégias de Gerenciamento de Riscos e Efetividade
Os contratos de derivativos utilizados pela Instituição são de operações de swap realizadas como instrumentos de proteção contra as variações cambiais sobre as captações internacionais e de contratos no mercado futuro de dólar da B3 como instrumento de proteção das demais exposições cambiais. Para proteção de posições prefixadas são utilizados contratos de DI de um dia na B3.
Para parte das captações no exterior, o Banco realiza hedge accouting na mesma moeda, visando eliminar a exposição ao risco de variação cambial.
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A efetividade é verificada na realização das operações de hedge accouting através da metodologia Offset que projeta tanto o passivo objeto quanto as operações classificadas como hedge accouting, demonstrando a eficácia esperada para o vencimento das operações partir da contratação é realizada a verificação gerencial da efetividade, criando-se histórico de avaliação do comportamento da operação, com indicação de que as variações das compensações situam-se num intervalo entre 80% e 125%.
Dentro deste contexto, verifica-se que os efeitos da variação cambial nas operações de hedge accouting é equivalente ao gerado nas operações objeto de hedge
accouting.
Em 31 de dezembro de 2017 a efetividade posicionou-se em 101,22%.
c) Riscos Associados
Os principais fatores de risco dos derivativos da Instituição estão relacionados com as oscilações do câmbio, de taxa de juros e os resultados obtidos atenderam adequadamente os objetivos de proteção patrimonial.
O gerenciamento dos riscos é controlado e supervisionado de forma independente das áreas geradoras da exposição ao risco. Sua avaliação e medição são realizadas diariamente baseando-se em índices e dados estatísticos, utilizando-se de ferramentas tais como V@R não paramétrico e análise de sensibilidade a cenários de
stress.
O modelo utilizado para o cálculo do V@R é a Simulação Histórica, que consiste na replicação da distribuição das variações passadas observadas no mercado. Trata-se de um modelo não paramétrico, ou seja, não assume que os retornos seguem uma determinada distribuição probabilística.
Sua metodologia de cálculo consiste em mapear os fluxos de caixa por fator de risco (book), marcá-los a mercado pela estrutura temporal correspondente e aplicar 100 variações passadas (cenários) da estrutura temporal para estimar a perda potencial. As simulações de 100 variações sobre a estrutura temporal vigente gerará 100 possíveis resultados diferentes e, consequentemente, 100 variações do valor presente a mercado da carteira. A perda máxima esperada de um dia para outro (V@R), com 95% de grau de confiança, será obtido identificando-se a sexta pior variação de todas as opções simuladas.
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d) Valor Justo
Os contratos de derivativos referem-se a operações de swap, classificadas na categoria de hedge de valor justo, em conformidade com o Parágrafo 86 “a”, da IAS 39, bem como operações com Contratos Futuro, todas registradas na B3.
Para obtenção do valor justo das operações de swap, estima-se o fluxo de caixa de cada uma de suas partes descontado a valor presente, de acordo com as taxas divulgadas pela B3, ajustadas pelos spread de risco, apurado no fechamento da operação.
A posição desses instrumentos financeiros tem seus valores referenciais registrados em contas de compensação e os ajustes em contas patrimoniais, tendo como contrapartida contas de resultado.
e) Segregação por Ativo e Passivo, Categoria, Risco e Estratégia
Hedge Accounting da Captação Externa Contrato de swap
Descrição
Valor de referência
(nocional) Valor justo
Efeito acumulado (exercício atual) Valor a 31/12/2017 31/12/2016 31/12/2017 31/12/2016 Receber Pagar 31/12/2017 31/12/2016 31/12/217 31/12/2016 Posição ativa Moeda estrangeira 354.647 270.891 414.685 415.135 13.448 27.721 (556) (5.456) Posição passiva Taxas – (CDI) 354.647 270.891 401.793 392.870 13.448 27.721 (556) (5.456) Circulante 4.170 5.042 (78) (569) Não circulante 9.278 22.679 (478) (4.887) Indexador Faixa de vencimento Mercado de registro Valor base Ajuste Riscos
Ativo Passivo Curva Valor justo V@R (i)
Dólar CDI 01 a 90 dias B3 12.675 2.186 2.186 (464) 91 a 360 dias 12.274 2.129 1.906 (462) Acima de 360 240.592 10.029 7.191 (5.048) Dólar Pré-fixado Acima de 360 B3 89.106 2.518 1.609 (2.525) Total geral em 31/12/2017 354.647 16.862 12.892 (8.499) Total geral em 31/12/2016 270.891 41.498 22.265 (5.294)
(i) Value at Risk – Ferramenta de medida de risco utilizada para estimar a maior perda esperada, num determinado
nível de confiança, dentro de um horizonte de tempo.
O Banco iniciou suas operações de Hedge em 2004, quando ocorreram as primeiras Captações Externas, com o objetivo de eliminar a exposição cambial. Na posição vigente, a operação mais antigas data de 2010.
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Instrumentos de proteção demais exposições cambiais (i)
Contratos Futuros – B3 Descrição
Valor de referência Valor justo Efeito acumulado (exercício atual) Valor a
31/12/2017 31/12/2016 31/12/2017 31/12/2016 Receber Pagar
31/12/2017 31/12/2016 31/12/217 31/12/2016
Moeda estrangeira
Compra 13.263 15.571 13.263 15.571 - - - -
Indexador Faixa de vencimento Mercado
de registro Valor base
Ajuste Riscos
Curva Valor justo V@R (ii)
Dólar 01 a 90 dias B3 13.263 - - (270)
Total geral em 31/12/2017 13.263 - - (270)
Total geral em 31/12/2016 15.571 - - (197)
(i) Operação com derivativo realizada pelo Banco com a finalidade de proteger, complementarmente, as demais
exposições cambiais.
(ii) Value at Risk – Ferramenta de medida de risco utilizada para estimar a maior perda esperada, num determinado
nível de confiança, dentro de um horizonte de tempo.
Instrumentos de proteção de exposição a taxa de juros prefixada (i)
Contratos de Futuro – B3 Descrição
Valor de
referência Valor justo Efeito acumulado (exercício atual) 31/12/2017 31/12/2017
Valor a
Receber Pagar
31/12/2017 31/12/2017