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DESAFIOS E PERSPECTIVAS DE CONTINUIDADE

No documento SD sobre temas de Astronomia. (páginas 192-197)

Total de atividades realizadas

7. DESAFIOS E PERSPECTIVAS DE CONTINUIDADE

Aproximando-se da conclusão deste capítulo, sem a pretensão de esgotar temáticas ou construir conclusões definitivas, são feitas, agora, algumas consi-derações que refletem os desafios e as perspectivas de continuidade que se des-pontam no horizonte da DC por meio da extensão universitária.

Inicialmente, tem-se ciência das limitações das análises aqui propostas, embora sejam indicativas de que o ensino de Astronomia e a DC são potenciali-zados na confluência entre ensino e extensão. Como perspectiva de continuida-de, destaca-se a intenção de ampliar a amostra de respondentes, bem como de realizar entrevistas e diálogos com as escolas que apresentam maior frequência de participação nas atividades. Tal estratégia, além de permitir aprofundar o es-tudo dos imbricamentos entre atividades de ensino não formal e ensino escolar, propicia ganhos mútuos e qualifica o trabalho de Ensino de Astronomia feito na universidade, sintonizado com as demandas escolares.

Retomando o objetivo deste capítulo, que foi o de examinar alguns indícios das potencialidades e desafios que emergem a partir de iniciativas de DC desen-volvidas no âmbito de um projeto de extensão com foco em ensino de Astrono-mia, busca-se uma síntese das reflexões desencadeadas no texto. Inicialmente, uma ideia emergente das análises é de que as atividades de extensão, de alguma forma, potencializam e complementam as atividades da educação formal no que diz respeito à Astronomia. A análise das avaliações das escolas enuncia o poten-cial motivador da Astronomia, a relação das oficinas com os temas previstos nos currículos e o acesso a atividades e recursos diferenciados como elementos que justificam essa ideia. Reverberando com a premissa de que a DC oportuniza ex-periências diferenciadas de formação profissional e pessoal para os professores (JACOBUCCI; FURQUIM, 2011), é possível supor que as atividades de educa-ção não formal promovidas pelo planetário da Univates constituem um espaço de aprendizagens de conceitos e práticas para os professores.

Uma segunda constatação é que as iniciativas de virtualização foram bem acolhidas pelas escolas, consolidando um modelo híbrido de extensão e DC do

planetário Univates. Mesmo com o iminente fim da pandemia, percebeu-se que é fundamental manter atividades virtualizadas, aliadas às atividades presenciais, para ampliar o alcance das iniciativas e suas possíveis reverberações no que diz respeito à democratização do conhecimento.

Por outro lado, estabelecer um processo de trocas de saberes mais dialó-gico e simbiótico, sem desconstituir o papel estratédialó-gico das universidades na disseminação e produção de conhecimento, é um desafio relevante que emer-giu da análise. Todavia, se a extensão é a instância da atuação universitária mais promissora para a ecologia de saberes (SANTOS, 2011), é por meio dela que se pode avançar no que concerne a estabelecer processos mais dialógicos em torno dos temas de Astronomia.

Por último, é possível concluir, com base em estudos de referência da área, que as ações de extensão do planetário situam-se em um continuum de iniciativas que aproximam educação formal e não formal, constituindo-se como espaço de confluência entre escolas e universidades.

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