De acordo com as entrevistas semiestruturadas, foram encontrados os desafios relacionados ao gerenciamento de equipes de teste distribuídas. Segundo os entrevistados, dentre todos os desafios relatados por eles, os principais que trazem dificuldades no gerenciamento das equipes foram relacionados à: comunicação, confiança, diferenças culturais, dispersão geográfica e temporal, espírito de equipe e tecnologia de colaboração.
A partir dos dados das entrevistas, foram categorizadas grandes áreas de desafios (Figura 4.2). Para cada grande área, um ou mais desafios encontrados foram associados. Alguns dos desafios encontrados foram comuns a diferentes grandes áreas, mesmo assim, o seu contexto foi apresentado separadamente para um melhor entendimento.
Figura 4.2. Desafios extraídos das entrevistas semiestruturadas. Fonte: Elaboração própria.
Em seguida serão apresentados alguns trechos das entrevistas transcritas que permitem ilustrar estes resultados.
4.4.1
Confiança
A confiança entre equipes de teste distribuídas por muitas vezes fica comprometida. De acordo com Evaristo & Scudder (2000), a construção desse tipo de relacionamento é muitas vezes impedido pela distância. Os desafios encontrados a partir das entrevistas semiestruturadas relacionados à confiança foram:
Gerenciar a ausência de contato pessoal.
Manter a confiança nos resultados das atividades de teste.
De acordo com os entrevistados, o contato pessoal está intimamente ligado ao sentimento de confiança. Como o gerente de teste muitas vezes não mantém um contato pessoal com os membros da sua equipe distribuída, a confiança entre as pessoas pode ser afetada. Outro desafio levantado está relacionado à confiança do gerente de teste nos resultados das atividades do projeto. Segundo relatos, existe desconfiança nos resultados das atividades quando as equipes estão geograficamente distribuídas, muitas vezes pelo fato do gerente de teste não saber como as atividades foram realizadas.
As evidências da existência dos desafios encontrados são demonstradas nas seguintes citações:
“(...) o fato de que a distribuição geográfica impede as relações, digamos assim as relações mais amenas, aquelas que não são necessariamente realizadas com a execução do trabalho mas aquela conversa que você troca com o colega de trabalho durante o café ou a conversa que você troca com o colega de trabalho durante o almoço, tudo isso permite a criação de laços no ambiente de trabalho e facilitam a comunicação, que torna mais forte as relações de confiança entre as pessoas e quando você esta geograficamente distribuído você perde tudo isso (...) Eu cheguei a presenciar esse tipo de comportamento, esse tipo de desconfiança da parte das pessoas que estavam fora da nossa equipe, no que diz respeito a solicitar uma atividade, quando recebe a atividade, ficar confirmando 2 ou 3 vezes, fazendo a mesma pergunta ou pergunta para diferentes pessoas para garantir que o output daquela atividade solicitada é exatamente o que é esperado então isso dava a impressão que existia uma desconfiança por parte das pessoas que estavam do outro lado com relação as nossas entrega.”
“(...) a gente precisava no início das atividades sempre está mostrando que as pessoas poderiam confiar na gente, então principalmente como eu falei, nossa gerente tinha certa desconfiança com a equipe da gente (...).”
Entrevistado 7.
4.4.2
Conflito
Como em qualquer ambiente, os conflitos em ambientes de DDS são comuns. De acordo com Mele (2011), o conflito representa um choque entre aspectos divergentes que podem ser relacionados a interesses, objetivos ou comportamentos. Os desafios encontrados a partir das entrevistas semiestruturadas que podem gerar conflitos em uma equipe de teste de DDS foram:
Gerenciar a relação entre testadores e desenvolvedores quanto aos relatórios de defeitos.
Gerenciar os recursos de teste.
Gerenciar mudanças do planejamento e alocação.
Priorizar as atividades de teste entre os gerentes.
Gerenciar as diferenças de trabalho devido à cultura.
De acordo com os entrevistados, existem conflitos relacionados aos relatórios de defeitos quanto à prioridade de correção de uma requisição de mudança (RM) entre os desenvolvedores e testadores. Então um dos desafios do gerente é minimizar esses conflitos. Como os testes necessitam de recursos e os mesmos nem sempre estão à disposição de todos por diversos fatores, os gerentes têm como desafio gerenciar os recursos de teste que estão disponíveis para não gerar conflitos. As equipes de teste dependem da equipe de desenvolvimento para realizar algumas das suas atividades, deste modo, quando ocorre um atraso na versão do software, em alguns casos a equipe terá que fazer horas extras, podendo acarretar no surgimento de conflitos entre a equipe. Quando o planejamento e a alocação dos testes precisam ser modificados, alguns conflitos precisam ser gerenciados. A priorização das atividades pode gerar conflitos, devido aos interesses particulares dos gerentes de cada produto. Questões culturais também causam conflitos, relacionados na forma que os artefatos de teste são gerados, como também, na velocidade da execução das atividades.
As evidências da existência dos desafios encontrados são demonstradas nas seguintes citações:
“Às vezes para você poder fazer os testes, você precisava tanto de hardware e também de software às vezes a gente esperava por uma build que ia sair determinada data, mas aí aquela build não saia naquela data, só saia 2 dias depois e a gente tinha que manter o planejamento de testes(...) isso aí gerava hora extra, a equipe ficava estressada, gerava alguns conflitos internos por esse ponto também, essa questão de atraso tanto por parte dos desenvolvedores em disponibilizar a versão do software a ser testada quanto as vezes pela disponibilização do hardware, o hardware não só a disponibilização mas o hardware as vezes chegava com problemas, chegava quebrado tinha todos esses tipos de problemas.”
Entrevistado 4.
“Existe sim conflitos entre os membros da equipe do projeto, desde conflito interno pessoas que tão dentro do mesmo grupo a conflitos de priorização de atividades, pessoas que tão no nível gerencial que estão querendo buscar recursos, mais recursos para os seus produtos e assim tentar dar uma cobertura melhor para o seu produto (...) existe conflitos, por exemplo, as pessoas aqui no Brasil costumam a questionar às vezes a qualidade dos artefatos do trabalho gerado pelas pessoas que estão às vezes nos Estados Unidos e na China, muitas vezes as pessoas encontram um defeito reportado por uma pessoa de lá que não tem uma quantidade mínima de informação necessária para alguém resolver aquela CR, nem log, nem screenshots nem nada, coisa que a gente costuma fazer seguindo todas as regras (...).”
Entrevistado 9.
“(...) briga entre recursos, entre uma e outra, então o conflito acontecia normalmente quando a demanda de atividades era muito maior que a quantidade de pessoas (...) existe interesses internos em um puxa de lado pro outro, então para mim o conflito acontecia (...) existem conflitos com relação a prioridades de atividades. (...) nossa equipe não é tão independe de teste da equipe de desenvolvimento, a gente tem que ter um cuidado extra com relação as demais equipes do projeto quando a gente estiver abrindo uma CR, então normalmente a gente tem um perfil um pouco mais conservador (...) aquela filosofia vou abrir a CR, vou jogar para todo mundo ver aumentar a prioridade lá em cima, esse não é o melhor caminho para você ter como é que se diz as suas CRs sendo corrigidas.” Entrevistado 7.
4.4.3
Diferenças Culturais
As diferenças culturais são sentidas quando as equipes trabalham distribuídas principalmente quando a distância é global. Os desafios encontrados a partir das entrevistas semiestruturadas relacionados às diferenças culturais foram:
Lidar com os hábitos culturais.
Gerenciar formas de resolução de problemas.
Medir a performance e os níveis de qualidade.
De acordo com os entrevistados, quando o projeto envolve equipes de mais de um país, a comunicação é realizada no idioma inglês, como esse não é o idioma nativo de todos os membros, existe um desafio cultural ligado ao sotaque e até mesmo as gírias utilizadas, além disso, como os horários de almoço podem ser diferentes por questões culturais, algumas reuniões podem ser comprometidas. A resolução de problemas é influenciada pela cultura de cada país, ou seja, caso ocorra algum problema no projeto ou na equipe de teste, as atitudes dos membros para resolver a questão poderão ser diferentes devido às questões culturais. As atividades realizadas por equipes distribuídas podem ser executadas de maneiras diferentes devido às diferenças culturais, assim, o gerente tem o desafio de medir a performance das equipes e os níveis de qualidade de cada equipe.
As evidências da existência dos desafios encontrados são demonstradas nas seguintes citações:
“Se a gente tem pessoas que tem, vamos dizer assim níveis de qualidade diferente, tipo o que eu considero qualidade você pode não considerar como qualidade, imagine com culturas diferentes então tipo, eu posso achar que o device tá muito ruim você pode achar que ele tá muito bom e estamos no mesmo país e viemos do mesmo lugar, imagine se você põe o pessoal da China, que está acostumado com outro tipo de qualidade ele também vai ter outros níveis ali, então eu acho que as diferenças culturais impactam sim as atividades realizadas de uma maneira geral porque tipo até a forma como você vai lhe dar com o problema, você nota que o Japão ele vai hierarquizar o negócio, o Estados Unidos vai falar com uma certa forma a gente vai lhe dar com outra entendeu”.
“Quando a nossa equipe foi criada e a gente começou trabalhar com a chefe, uma coisa que ficou muito evidente vindo dela como feedback é que a forma de trabalhar, com a forma de se comunicar com a gente era muito diferente da forma com que ela se comunicava com outras equipes de teste que ela tinha na China porque as pessoas não estavam acostumadas a receber atividades de liderança e que não gostavam desse tipo de atividade e que gostavam de receber as atividades bastantes detalhadas para que pudessem ser executadas (...).”
Entrevistado 2.
“Gírias faladas por nativos é uma dificuldade relacionada às diferenças culturais”. Entrevistado 3.
“(...) questão cultural mesmo, a questão da produtividade, os brasileiros tinham uma cultura totalmente diferente do indiano, do chinês e às vezes era observado que tipo os testadores do Brasil tinha uma produtividade menor que o chinês, mas muitas vezes o pessoal dizia não, porque isso é cultural (...) que gerava uma diferença de produtividade, por isso que medir produtividade é muito complicado, (...) a questão até da comunicação ou do sotaque é atrapalhava um pouco as vezes no entendimento era complicado (...) mas a questão dos feriados, a questão da cultura local que tinha algumas necessidades.”
Entrevistado 4.
“A gente percebe é aqui em recife, por exemplo, as pessoas costumam a maioria das pessoas costumam tirar 2 horas de almoço, as pessoas trabalham das 8 às 12 e das 14 às 18 e se você ver as pessoas que trabalham em São Paulo mesmo, eles não costumam tirar todo esse período, eles já tiram um período menor no almoço no máximo 1 hora e eles costumam a marcar reuniões nesse horário de almoço que as pessoas de Recife as vezes não estão disponíveis, isso é ainda pior quando a gente ver na cultura americana, na cultura americana eles costumam a começar a trabalhar as 9 da manhã trabalhar até as 5 da tarde e praticamente eles não tem intervalo de almoço.”
Entrevistado 9.
4.4.4
Espírito de Equipe
O espírito de equipe pode ficar comprometido quando as equipes estão distribuídas. De acordo com Carmel (1999), quando apresentadas as dificuldades como distância e diferença
culturais, o espírito de equipe geralmente desaparece. O desafio encontrado a partir das entrevistas semiestruturadas relacionado à espírito de equipe foi:
Gerenciar o comprometimento da equipe.
Como as equipes estão distribuídas e muitas vezes as pessoas nem mantêm um contato periódico, e em algumas grandes equipes existem membros que nem se conhecem, assim, o espírito de equipe pode ficar comprometido.
A evidência da existência do desafio encontrado é demonstrada na seguinte citação:
“Quando você está co-localizado o sentimento de equipe é maior porque você está do lado da pessoa, a questão da comunicação interpessoal é bem melhor e o próprio fortalecimento do espírito de equipe, tá todo mundo junto ali se conhece, eu acho que há um comprometimento maior entre as partes para poder fazer o trabalho.”
Entrevistado 4.
4.4.5
Dispersão Geográfica e Temporal
A dispersão geográfica que é caracterizada pela distância física entre os stakeholders e a dispersão temporal que é caracterizada pelas diferenças de fusos horários existentes, ampliam as dificuldades e desafios presentes no desenvolvimento tradicional (PRIKLADNICKI, 2003). Os desafios encontrados a partir das entrevistas semiestruturadas relacionado à dispersão geográfica e temporal foram:
Realizar treinamento remoto.
Agendar horário de reunião.
Manter encontros presenciais.
Gerenciar as atividades de teste em execução.
Ao proporcionar um treinamento remoto, fica difícil saber se o treinamento foi realizado de forma eficiente, assim, o gerente tem o desafio de certificar se as informações passadas foram compreendidas. Devido ao fuso horário, é difícil conseguir agendar reuniões em um horário que todas as suas equipes possam participar, com isso, a mesma reunião pode ser realizada mais de uma vez, dependendo do nível da dispersão entre as equipes. Devido à
distância, a presença do líder em uma de suas equipes distantes é um desafio. Verificar se todas as equipes que possuem um fuso horário muito diferente estão realmente trabalhando nas atividades de forma correta é um desafio para o gerente de teste.
As evidências da existência dos desafios encontrados são demonstradas nas seguintes citações:
“Quando tinha alguns integrantes trabalhando na China, não existia nenhum horário em que conseguisse colocar Estados Unidos, Brasil e China em uma única reunião (...) precisava repetir essa mesma reunião em outro momento para que a outra equipe que estivesse disponível em alguma conferência via telefone.”
Entrevistado 2.
“Eu também acho que a diferença de fuso horário causa estresse sobre o gerente que pode ser um desafio para o equilíbrio entre a vida profissional, com grandes projetos, há sempre algo a ser feito em algum lugar para se certificar de que toda a equipe está trabalhando na tarefa mais crítica ou na última versão do software etc. E assim o gerente de projeto pode sentir, por vezes, como eles estão trabalhando dia e noite.”
Entrevistado 6.
“(...) a questão do treinamento também é uma coisa importante como passar um treinamento remotamente para uma pessoa certo, então esse é um dos grandes problemas também certo passar um treinamento, então as vezes a pessoa pode até ser avaliada como a pessoa que não tem aquele conhecimento técnico mas ele nem passou pelo treinamento correto.”
Entrevistado 7.
“Uma coisa que eu acho complicada não tá, não tá perto mesmo, não tá junto, eu como líder eles estão lá e eu to aqui entendeu, às vezes eu sinto a necessidade de ir passar um tempo lá, de tá perto isso pra mim, mas talvez seja um problema pessoal meu e não da distribuição das tarefas entendeu, de ter um relacionamento mesmo onde tá o pessoal, mas de sentir como parte do time.”
________________________________ 9
Artefatos produzidos durante o processo de teste e requeridos para planejar, projetar e executar testes, entre eles documentação, roteiros, entradas/inputs, resultados esperados (FEWSTER & GRAHAM, 1999).
4.4.6
Comunicação
Em projetos distribuídos, a comunicação é a base para definir como serão repassadas as informações para as equipes do projeto. De acordo com Carmel (1999), para que uma equipe distribuída obtenha o sucesso, a comunicação deve ser clara e efetiva. Os desafios encontrados a partir das entrevistas semiestruturadas relacionado à comunicação foram:
Gerenciar testware9.
Incentivar a melhoria do idioma necessário para a equipe.
Minimizar problemas da comunicação não sincronizada para não comprometer as atividades de teste e a correção dos defeitos.
Gerenciar o vocabulário técnico da equipe de teste.
Certificar que as tarefas e expectativas foram entendidas.
Durante o processo de teste são gerados vários artefatos que podem ser chamados de testware. A documentação de teste precisa ser gerenciada para que todos os integrantes da equipe possam ter acesso para consultá-la e utilizá-la de forma adequada, visando não engessar o processo de teste, além disso, a mesma deve ser escrita de forma que todos possam entender. O idioma é um dos grandes desafios da comunicação em equipes distribuídas, os membros das equipes precisam dominar a língua padrão utilizada, pois pode comprometer a criação dos casos de teste, como também a execução dos mesmos, demandando mais tempo para entender o que foi escrito, além disso, o entendimento de algumas atividades. Assim, o gerente de teste tem o desafio de fazer com que sua equipe aprimore cada vez mais o idioma padrão de comunicação da empresa. Quando existe uma grande diferença de fuso horário a comunicação muitas vezes é realizada por email, e um dos desafios é manter a informação mais clara possível, pois, se isso não acontecer, pode atrasar alguma atividade do projeto, porque se alguém não entende a informação passada, dependendo do fuso horário a pessoa só irá responder no outro dia, além disso, os defeitos podem não ser corrigidos, por problemas de comunicação não sincronizada. Como em um projeto de software existem equipes com habilidades diferentes, o gerente tem como desafio, fazer com que a sua equipe de teste, se comunique com a equipe de desenvolvimento de forma clara e simples na abertura e fechamento de requisições de mudanças, evitando termos muito técnicos de testes, que irão dificultar nas correções dos defeitos. Outro desafio para o gerente de teste é certificar se as tarefas e expectativas do projeto foram entendidas pelos membros das equipes.
As evidências da existência dos desafios encontrados são demonstradas nas seguintes citações:
“A gente acaba tentando fazer com que todo mundo tenha mesma linguagem eu acho que a gente acaba engessando o negócio e fazendo com que demore-se mais tempo do que necessário, como por exemplo com os templates, eu entendo as necessidades dos templates, eu entendo porque precisamos deles e tal, mas assim eu acho que a gente acaba querendo que todo mundo fale a mesma língua, então a gente acaba atrasando muita coisa, então por exemplo, as vezes por esta próximo acaba sendo mais, a gente acaba ganhando muito mais eficiente e tudo mais, e nem sempre precisa está próximo, mais por que se você tiver que está longe, você acaba tendo que mandar aquele formulário naquele formato e aí que você acaba perdendo tempo e o e-mail às vezes também as pessoas acabam tendendo a fazer um e-mail mais formal mas assim sem qualidade entendeu, eu acho que tem desafio grande de como é que pode melhor simplificar (...).”
Entrevistado 1.
“Fuso horário definitivamente, quando a gente trabalha com fusos muito diferentes isso pode atrapalhar um pouco porque se não existe nenhum momento de interseção entre o horário de um testador e o horário de um desenvolvedor, por exemplo, que pode tá num fuso totalmente diferente do nosso, a comunicação ela vai se dá sempre de maneira off-line não sincronizada (...) na comunicação existe sim com bastante frequência eu diria que um dos maiores impactantes é o fato da questão de, as pessoas precisarem se comunicar em uma língua que não é sua língua natural (...), se a atividade de criação de testes ela é alocada para uma pessoa que não está acostumada a desempenhar essa atividade ou ela não tem experiência suficientemente grande com execução de testes para conhecer o vocabulário padrão que é utilizada, ela pode criar um teste que dificulta bastante para uma terceira pessoa ler e executar (...) para relatórios de defeitos é o problema clássico, do não entendimento entre os testadores e desenvolvedores porque os testadores não conseguem apontar o problema é, de forma simples e objetiva para o desenvolvedor na maior parte dos casos por não conhecer o vocabulário mais técnico ou não ter conhecimento e habilidades (...)”.
Entrevistado 2.
“Comunicação oral - Perda de tradução e compreensão.” Entrevistado 3.
“O principal era o diálogo entre o desenvolvedor e o testador, para entendimento do cenário da falha, muitas vezes o desenvolvedor que pegou sua falha para corrigir, a sua falha que você abriu, ele está no fuso horário diferente do seu aí tipo não tinha um momento que os dois, o testador e desenvolvedor tivesse uma conversa para esclarecer uma dúvida, às vezes você colocou algo na solicitação de mudança, o desenvolvedor não entendia ou podia corrigir outra coisa que não tinha nada a ver ou podia simplesmente terminar a CR não corrigir o problema porque achou que não era um problema (...) outra questão da própria execução também tinha a