ATIVIDADES DA COMPANHIA
A Companhia tem por objeto exclusivo realizar, sob o regime de concessão, mediante cobrança de pedágio, a exploração da infra-estrutura e da prestação de serviços públicos e obras, abrangendo a execução dos serviços de recuperação, manutenção, monitoração, conservação, operação, ampliação e melhorias no Corredor Rodoviário Marechal Rondon Oeste constituído pela Rodovia SP-300 e seus acessos, pelo prazo de 30 (trinta) anos, conforme o Edital nº 006/2008 e correspondente Contrato de Concessão.
O mapa abaixo mostra o trecho explorado pela Companhia:
Em termos de movimentação de cargas e passageiros, os volumes de tráfego no corredor rodoviário administrado pela Companhia são mais altos nas proximidades das seguintes cidades Bauru, Avaí, Pirajuí, Lins, Guaiçara, Birigui e Araçatuba, apresentando em toda sua extensão tráfego médio diário superior a 62 mil veículos. O tráfego atual, calculado pela métrica de veículo equivalente, é composto por um expressivo volume de ônibus e caminhões, que representam cerca de 63,4% do movimento total da rodovia.
OPERAÇÃO DA RODOVIA
O atendimento aos usuários da rodovia administrada pela Companhia iniciou-se no dia 07 de maio de 2009. A partir dessa data, os mais de 118 mil usuários diários passaram a contar com serviços de socorro médico e mecânico, resgate de animais na pista, caminhões de combate a incêndio, inspeção de
7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas
tráfego e telefone 0800 para solicitar atendimento 24 horas por dia, tendo sido realizados 20 mil atendimentos durante o ano de 2014.
A Companhia iniciou suas operações em 06 de maio de 2009, cobrando tarifas de pedágio em 4 praças que já operavam sob a administração do DER – Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo. No final do primeiro trimestre de 2010, a Companhia passou a operar em sua plena capacidade, com a construção de mais 4 praças de pedágio, além de 2 praças antigas que cobravam em apenas 1 sentido e passaram a cobrar de maneira bidirecional. Segue a relação das praças de pedágio localizadas no trecho administrado pela Companhia.
As atividades da Companhia são regulamentadas e fiscalizadas pela ARTESP – Agência de Transporte do Estado de São Paulo, e a rodovia é operada de acordo com o disposto no Contrato de Concessão.
Nos termos do Contrato de Concessão a quantidade de veículos é representada pela unidade de
“Veículo Equivalente”, a qual é uma unidade básica de referência em estatísticas de cobrança de pedágio no mercado brasileiro e que é usada como base para cobrança das tarifas de pedágio. O cálculo da unidade é realizado adicionando-se aos veículos leves (passeio), os veículos pesados (comerciais, como caminhões e ônibus) multiplicados pelos respectivos números de eixos, conforme tabela abaixo:
Cobrança Bidirecional Janeiro de 2010 P8 Castilho km 655+800 Cobrança Unidirecional Cobrança Bidirecional Março de 2010
P7 Guaraçaí km 621+250 Desativada
Cobrança Bidirecional Março de 2010
P6 Lavínia km 590+482 Desativada Cobrança Bidirecional Janeiro de 2010
P5 Rubiácea km 562+008 Cobrança Unidirecional
P2 Pirajuí km 400+809 Desativada Cobrança Bidirecional Janeiro de 2010
Cobrança Unidirecional Cobrança Bidirecional Fevereiro de 2010 Praça Municipio Localização Status Antes da Concessão Status Atual Início da Cobrança Bidirecional
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A tarifa de pedágio cobrada dos usuários das rodovias é reajustada anualmente pelo IPCA-Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo, calculado e divulgado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Os cálculos dos valores para reajuste das tarifas de cada praça de pedágio são elaborados em conformidade com a metodologia especificada no Contrato de Concessão e são baseadas em categorias de veículos, aplicando-se o fator multiplicador descrito na tabela acima.
A tabela abaixo apresenta a evolução do tráfego da rodovia desde o inicio da Concessão:
Veículos Equivalentes 2014 2013 2012 2011 2010
Passeio administrada, seguindo os termos e condições estabelecidas no Contrato de Concessão, de acordo com o qual, dentre outras obrigações, a Companhia deve fornecer garantias de cumprimento das obrigações neles estabelecidas, manter apólices de seguro adequadas, obter financiamentos para realização de investimentos necessários ao normal desenvolvimento dos serviços abrangidos, bem como tomar as providências necessárias a obtenção de todas as licenças ambientais. Em contrapartida a Companhia terá como principal fonte de receita o recebimento da tarifa de pedágio sendo, no entanto, facultado à Companhia explorar outras fontes de receitas complementares, acessórias ou alternativas a fonte principal, como rendimentos decorrentes de aplicações financeiras, cobrança por publicidade, entre outras.
O Contrato de Concessão determina metas que a Companhia precisa atingir no prazo da Concessão. Referidas obrigações de investimento podem ser divididas em três fases, conforme explicado abaixo.
A primeira fase é denominada “Programa Intensivo Inicial” com duração de 6 meses a partir da assinatura do Contrato de Concessão, sendo que, nessa etapa, a Companhia fez investimentos para melhorar os piores aspectos das condições das rodovias, aumentar a segurança, minimizar problemas críticos que representam riscos imediatos aos usuários e aos sistemas existentes, aumentar os níveis de conforto dos usuários e modernizar a aparência das rodovias. Nessa fase, a Companhia fez ainda reparos no pavimento e recuperou a sinalização da pista.
A segunda fase é uma continuação do trabalho concluído na primeira etapa, embora em menor escala, consistindo, basicamente, na realização de manutenção e melhorias nas rodovias. Atualmente, a Companhia se encontra nesta segunda fase.
Na terceira etapa, a Companhia está obrigada a desenvolver trabalhos de duplicação, reparo e melhoria de suas rodovias, ao mesmo tempo em que deve continuar a desempenhar suas obrigações relativas à segunda fase.
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A Companhia pretende financiar a maior parte de seu programa de investimentos por meio da geração de caixa próprio, da contratação de novos financiamentos e da emissão de valores mobiliários no mercado de capitais.