reality of covariance matrix in a complex normal distribution Luís Miguel Grilo 1* , Carlos Agra Coelho 2*
1. Descrição da problemática
Num mundo globalizado em constante mutação e em procura acelerada pela redução de custos, as empresas tendem a adotar novas formas de organização, nomeadamente, recorrendo à constituição de Equipas Virtuais. A principal distinção entre uma equipa convencional e uma equipa virtual é o fator localização (Bell & Kozlowski, 2002).
Vários autores (Cvitovich, 2008; Ebrahim et al, 2012, entre outros) referem que o sucesso deste tipo de organizações de trabalho - pode levar a um aumento de eficiência e eficácia, apenas e se, estas forem geridas de forma a potenciar os seus benefícios e a minimizar as suas desvantagens.
A constante procura das empresas pela redução de custos levou a que, hoje em dia, as organizações de suporte sejam compostas por diversos grupos de indivíduos dispersos em termos geográficos e por diferentes fusos horários. As equipas de tecnologias de informação e comunicação são constituídas por um misto de grupos especializados localizados, por vezes,
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em continentes diferentes daquele onde o cliente se encontra Offshore, próximos do cliente
Nearshore e nas instalações do cliente Onshore (Carmel & Tija, 2005).
Como se pode observar, esta dinâmica leva à criação de equipas virtuais, as quais além de prestarem um serviço de qualidade ao cliente - interno e/ou externo – no caso de prestação de serviços em regime de Outsourcing; devem funcionar como se de uma equipa homogénea de trabalho se tratasse. Apesar de trabalharem no mesmo projeto, tendo em conta todas as variáveis, localizações geográficas dispersas, diferentes culturas, fusos horários, e por vezes, objetivos de carreira diferentes, estas equipas teriam à partida todos os ingredientes para não serem eficientes. Contudo, em algumas equipas verifica-se precisamente o contrário, pois, de acordo com os indicadores internos da empresa para a qual trabalham, são eficientes e eficazes. Quais serão então os ingredientes desse sucesso? O que os move e faz atuar como uma só equipa e serem altamente eficientes e eficazes? E porque é que esta eficácia se mantém ao longo do tempo? São estas e outras interrogações que justificam per si, o estudo desta temática. 1.1. Objetivo do Estudo
A presente investigação pretende aprofundar o conhecimento sobre os fatores chave de sucesso das equipas virtuais, em especial, das equipas de suporte às Tecnologias de Informação e Comunicação em regime de Outsourcing do ponto de vista das próprias equipas.
1.2. Significado da Pesquisa
Com o aumento do número de empresas a aderir à implementação de equipas virtuais, concomitantemente, nos últimos anos, os investigadores têm vindo a orientar as suas investigações para este tipo de organizações. A ênfase tem sido posta em dimensões específicas, colocando a equipa como elemento central das investigações, mas sem considerar o seu ponto de vista. Através de uma nova abordagem, relegando o papel do investigador para segundo plano e assumindo as equipas virtuais objeto do estudo um papel ativo; pretende-se identificar os fatores chaves de sucesso das equipas virtuais, de acordo com o ponto de vista das próprias equipas. Com este facto em mente, e, tendo em consideração que a investigação vista deste prisma poderia ser útil para o desenvolvimento do conhecimento, considerou-se oportuno avançar com este tipo de abordagem.
1.3. Hipóteses a Investigar
O sucesso das equipas objeto da presente investigação mede-se, confrontando as métricas dos níveis de serviço entregue mensalmente, com os níveis de serviço previamente definidos por contrato.
Reconhecendo que os processos utilizados pelas equipas objeto desta investigação, são
standards, e que, os conhecimentos técnicos dos membros das equipas são os adequados para o
desempenho cabal das tarefas, resta centrar a investigação na área motivacional. Sendo as equipas heterogéneas (idade, género, cultura, experiência, antiguidade na empresa/grupo de trabalho, nível de conhecimentos e/ou experiências profissionais e localização geográfica), até
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que ponto, estas variáveis tem impacto no espírito de coesão da equipa e afetam a eficácia da mesma? De acordo com os indicadores internos da empresa, qual é a razão ou razões, para que a equipa se mantenha altamente eficiente e eficaz?
Nesse sentido formulam-se as seguintes hipóteses:
1. A motivação das equipas é considerada um fator essencial para o sucesso das Equipas Virtuais;
2. A existência de instrumentos e métodos para lidar com as diferenças individuais e culturais favorece a coesão e, é considerado pelos membros um fator de sucesso das equipas virtuais;
3. Os processos de comunicação formal e informal que promovem a participação ativa dos membros das Equipas Virtuais são percecionados pelos mesmos como essenciais para o seu sucesso;
4. A boa organização e coordenação do trabalho das Equipas Virtuais é considerado pelas mesmas um fator de sucesso;
5. Os membros das equipas consideram que a capacidade de prevenir e gerir conflitos e divergências potencia o sucesso das Equipas Virtuais.
2. Metodologia
2.1. Dados
Para a recolha dos dados recorreu-se à utilização de um sítio online onde se colocou um questionário com respostas fechadas, que incluem em relação a cada inquirido: género, região do mundo onde se encontra, idade (por intervalos), senioridade, tipo de cliente, e diversas questões com o objetivo de “responder” às hipóteses identificadas em 1.3., cujas respostas são dadas utilizando uma Escala de Likert (1 a 5, onde 1 significa que não é importante e 5 muito importante).
Foi aplicado um pré-teste que foi validado, tendo sido em seguida aplicado o questionário. Do total da população de 1.380 elementos, recolheram-se 265 respostas, o que corresponde a uma taxa de participação de 19,2%. Numa primeira análise dos dados, verificou- se que 34 respondentes (12,8% do total), não tinham concluído o questionário, não se utilizou um método de imputação explícita, tendo sido as suas respostas eliminadas (método “listwise”). 2.2. Análise dos dados
O questionário utilizado contém três dimensões - A equipa, Ambiente de Trabalho e Liderança, totalizando 39 itens. Observou-se a existência de uma diversidade de respondentes, quer em termos culturais, idade, género e senioridade.
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A abordagem utilizada centrou-se na análise dos três grupos de questões que compõem o questionário; aplicou-se o teste de fiabilidade, α de Cronbach; e efetuou-se também uma análise global.
Para fundamentar as hipóteses descritas em 1.3, utilizou-se o método de Análise em Componentes Principais, adaptado a variáveis ordinais “Categorical Principal Components
Analysis / Nonlinear Principal Component Analysis” (Gifi,1990; Blasius & Gower, 2005).
3. Conclusão
Com base no questionário elaborado e aplicado, conseguiu-se atingir o objetivo principal deste estudo – justificar as hipóteses que foram selecionadas para fundamentar os Fatores Chave de sucesso das Equipas Virtuais de Tecnologias de Informação em Regime de Outsourcing, do Ponto de Vista dos Membros da Equipa.
Referências
BLASIUS, J. & GOWER, J. C. (2005) Multivariate Prediction with Nonlinear Principal Components Analysis: Application. Quality & Quantity, 39, 373–390.
BELL, B. S. & Kozlowski, S. W. J. (2002) A typology of virtual teams: Implications for effective leadership, http://digitalcommons.ilr.cornell.edu/hrpubs/8/ (acedido em 22 de Setembro de 2012).
CARMEL, E., TIJA, P. (2005) Offshoring Information Technology: Sourcing and Outsourcing
to a Global Workforce. Cambridge University Press.
CVITKOVICH, K. (2008). Raising the bar: leading global virtual teams. Mobility, November issue, 1-6.
EBRAHIM, N., AHMED, S., RASHID, A., HANIM, S. & TAHA, Z. (2012). Technology Use in the Virtual R&D Teams. American Journal of Engineering and Applied Sciences, 5 (1) 9-14. GIFI, A. (1990) Nonlinear multivariate analysis. Chichester, John Wiley & Sons.
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Análise de Dados em Economia e Gestão – Sábado, 12 de Abril, Salão Nobre (10h20)
Abordagem exploratória: análise hibrida de indicadores de
sustentabilidade empresarial
Winston Jerónimo1 e Ana Amaro2
1
CENSE, Center for Environmental and Sustainability Research. Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa,
Portugal. Is recipient of PhD fellowship SFRH/BD/35747/2007 from Fundação de Ciência e
Tecnologia. [email protected]
2
Instituto Superior de Gestão, [email protected]. Sumário
A sustentabilidade empresarial é um tema de crescente importância sendo atualmente assumida pelos responsáveis das empresas como um processo de relevância estratégica para a sobrevivência da empresa no médio e longo prazo.Baseando-nos na divulgação realizada pelas empresas pretende-se, com este trabalho, identificar relações de interdependência entre três dimensões: Economia, Ambiente e Sociedade (Triple Bottom Line – TBL). Foram analisados os relatórios relativos a 2011 de 85 empresas (modelo de relato proposto pelo Global Reporting Initiative), distribuídas por 36 sectores económicos e com uma dispersão geográfica por 36 países pelos 5 continentes. Para analisar os dados utilizaram-se técnicas estatísticas descritivas, análise de contingência e de variância e ainda análise de correspondências. Devido ao carácter exploratório da análise, assim como a reduzida dimensão de amostra e grande variabilidade observada nos indicadores analisados, todas as técnicas (mesmo às análise de contingência e variância) foram utilizadas na ótica da exploração dos dados e não na da inferência estatística. Concluiu-se que as empresas centram a sua atenção em indicadores “ancora” e por esse motivo encontrámos baixa representatividade na integração e potenciais trade-off entre as dimensões. Encontrámos associações nos binómios Economia-Ambiente e Economia-Sociedade, no primeiro caso centrado no indicador económico Vendas e no segundo Remunerações.
Palavras-chave: Desenvolvimento sustentável, Relatórios de responsabilidade social, GRI, Triple Bottom Line, Análise exploratória de dados.
1. Introdução
Num mundo em que a dinâmica da população humana continua em crescendo, com a inevitável necessidade de obter mais recursos para fazer face às suas necessidades, cabe às empresas desenvolver e implementar estratégias que permitam a sustentabilidade dos sistemas onde operam melhorando os seus processos de produção e consumo, assim como o seu
relacionamento com as diferentes partes interessadas que com ela interatuam.
Nos últimos trinta anos tem-se observado um movimento crescente que revindica através de grupos de pressão que as empresas alterem e se adaptem aos princípios propostos pelo desenvolvimento sustentável, que implementem praticas de responsabilidade social em investimento ético (Hubbard, 2011). Tem-se observado que esta mudança tem sido lenta mas
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registam-se indícios de consolidação na modificação dos comportamentos, na gestão de riscos e na construção da imagem corporativa (Roca & Searcy, 2011; Holder-Webb et al., 2009).
Um dos normativos de relato com mais aceitação entre as empresas para demonstrarem e comunicarem a sua sustentabilidade é o Global Report Initiative (GRI) que surge em 1999 (GRI, 2006; 2011). A adesão a este tipo de relato tem tido um crescimento exponencial e começa a ser aceite como a tradução prática da sustentabilidade empresarial. (Moneva et al., 2006). O relato da sustentabilidade é um ato voluntário acarretando custos para a empresa (Branco & Rodrigues, 2006). Este normativo cobre através dos seus indicadores de progresso e avaliação as três dimensões da sustentabilidade “Economia, Ambiente, Sociedade” o denominado (TBL) sendo considerados os pilares da sustentabilidade (Elkington, 1999). Acreditamos que na interdependência das dimensões se potencia efeitos sinérgicos de sustentabilidade.