Frustração! Esse foi o sentimento que permeou a fala dos nossos entrevistados durante o último ano de contato com eles. Tanto em nível local quanto em nível nacional, os militantes, gestores ou não, expressavam um misto de desespero, descontentamento e indignação. Afinal, junto do que se manifestava como “a crise do Governo Dilma”, veio uma série de polêmicas em torno do corte de verbas, do possível fim da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial e da extinção de uma série de órgãos estaduais e municipais.
No caso específico de Sergipe, o sentimento de insegurança e insatisfação já perturbava os gestores raciais há algum tempo, quando, com a morte do Governador Marcelo Déda, em 2013, eles previam o esfacelamento da Copir Estadual. Afinal, nas palavras do “Entrevistado 12”, “Marcelo Déda era aberto a nossas demandas, mas o seu substituto... quando ele assumiu, eu fiquei um mês trabalhando exonerado”. Além desse relato, a “Entrevistada 4” já manifestava, desde 2012, o receio da mudança de Prefeito, alegando que a secretaria à qual estava vinculada era fruto da abertura da liderança política do dirigente presente até aquele momento, coisa que ela não sabia se permaneceria com o substituto.
Em 2014-2015, a instabilidade tomou forma definitiva no cenário sergipano. Algumas instituições foram fechadas, os seus dirigentes foram exonerados e uma série de entidades raciais que se diziam insatisfeitas com as repostas dadas pelo poder institucional acabou assumindo outras formas de atuação. Com isso, novos discursos passaram a configurar a ação desses grupos, de forma que alianças foram revistas e estratégias foram modificadas. Num primeiro momento, podemos destacar que diversas entidades do movimento negro passam a negar o Governo Federal como representativo das demandas raciais. Muitos dos militantes consideraram-se traídos pelos Governos Lula e Dilma, mas sobretudo pelo Governo Dilma, o qual, nas
palavras dos militantes, teria “aberto mão” da Seppir e das políticas raciais em geral. Paralelamente, os militantes em Sergipe exaltam a política local, destacando, em especial, a “falta de compromisso” do Prefeito da capital, do Governador do Estado e de suas cúpulas. No caso do Prefeito de Aracaju, João Alves Filho, assim que tomou posse, em 2013, no lugar de Edvaldo Nogueira (PC do B), a Copir Municipal foi extinta, ficando a Capital do Estado sem nenhum órgão de igualdade racial. No caso do Governador do Estado, Jackson Barreto, o qual entrou em exercício em 2013, como substituto de Marcelo Déda (PT), a Copir Estadual, depois de muita briga, também deixou de existir, de forma que o Estado também não apresentava nenhum órgão específico para tratar da questão racial.
Diante desse cenário, frustradas com o poder institucional, diversas lideranças do movimento negro passaram a reivindicar um novo discurso, agora o de “movimento autônomo”. Podemos assim citar o exemplo do PPLE (Partido de Livre Expressão Negra) e da Auto-Organização das Mulheres Negras de Sergipe. Tais movimentos surgem como resposta à insatisfação da política racial local e nacional e buscam atuar como uma frente de luta contra o poder “institucional-conservador”.
Com base nesse cenário, o objetivo deste capítulo foi analisar quem são esses novos sujeitos políticos atuais que buscam manter o militantismo racial em Sergipe, mas sem maiores articulações com o poder institucional. Que movimentos são esses? Como surgiram? E de que forma foram desconstruindo os discursos em prol da aproximação e do consenso com o Estado?
5.1 Fim da Seppir?
O suposto fim da Seppir foi motivo de polêmica desde o final do Governo Lula (2010) e início do Governo Dilma (2011), já que, com a transição entre eles, não se sabia ao certo o que permaneceria. Depois de anunciados os Ministérios e Secretarias da nova Presidenta, o clima foi acalmado, até que, em
2014, o anúncio de cortes de verbas e de alguns ministérios voltou a inflamar os ânimos de militantes negros fora e dentro do Governo.
Diante da iminência de extinção da Seppir, diversas entidades do movimento negro manifestaram-se contra o fim dela, alegando, dentre outras coisas, o retrocesso na promoção da igualdade racial e um possível distanciamento entre movimento negro e Estado. Um dos atos que mais chamou atenção foi o envio de uma carta à Presidenta Dilma, reivindicando-se a manutenção do status de ministério à Seppir. Reunindo a assinatura de 158 entidades29 dos movimentos negros, de afins e de algumas personalidades30, o
29Abaça Ogum de Ronda / SE; AFROUNEB – Núcleo Interdisciplinar de Estudos Africanos e
Afro-Brasileiros / UNEB – Santo Antonio; Agentes de Pastoral Negros – APN’S; Alteritas: diferença, arte e educação / MG; Articulação de Mulheres de Asé IYagba / RN; Articulação Popular e Sindical de Mulheres Negras de São Paulo – APSMNSP; Associação Afro Cultural de Matriz Africana São Jerônimo / BA; Associação Afro religiosa e Cultural Ilê Iyaba Omi – ACIYOMI / PA; Associação Brasileira de Pesquisadores Negros – ABPN; Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombola do Maranhão – ACONERUQ; Associação Cultural Afro-brasileira de Oxaguiã / PA; Associação de Defesa Ambiental COROPOS / RJ; Associação de Educadores da USP – AEUSP; Associação de Mulheres Negras Aqualtune / RJ; Associação de Mulheres Negras Chica da Silva; Associação de Mulheres ODUM-AMO / SP; Associação Nacional das Baianas de Acarajé / BA; Associação dos Pesquisadores Negros da Bahia; Associação Pró Moradia e Educação dos Empregados e Aposentados dos Correios – AME; Associação de Sambistas e Comunidades de Terreiro de Samba do Estado de São Paulo – ASTECSP; Batuque Afro Brasileiro de Nelson da Silva / MG; Bocada Forte Hip Hop / SP; Centro de Cultura Negra do Maranhão – CCN; Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades – CEERT / SP; Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afrobrasileira – CENARAB; Centro dos Estudantes de Santos e Região Metropolitana da Baixada Santista – CES; Centro de Estudos e Referência da Cultura Afro-Brasileira – CERNEGRO / AC; Cia de Teatro é Tudo Cena / RJ; CIR – Comissão de Igualdade Racial da OAB/RJ; Clube de Mães de Ilha de Mare / BA; Coletivo de Empreendedoras Negras Makena / SP; Coletivo de Entidades Negras – CEN; Coletivo de Estudante Negro do Mackenzie – AFROMACK / SP; Coletivo Feminista Baré do Amazonas; Coletivo Hip Hop Feminino Maria Amazonas; Coletivo Mulheres Encrespa de MG; Coletivo Nacional de Juventude Negra – ENEGRECER; Coletivo Quilombação / SP; Comissão de Jornalistas Pela Igualdade Racial – COJIRA/SP; Comissão Nacional dos Pontos de Cultura – GT Gênero; Comitê Impulsor Nacional da Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e Pelo Bem Viver; Confederação Nacional das Associações de Moradores – CONAM; Confederação Nacional Quilombola – CONFAQ; Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE; Conselho Estadual de Mulheres de Goiás – CONEM; Cooperativa de Mulheres Flor do Mangue de Salvador / BA; Coordenação Estadual de Quilombos Zacimba Gaba / ES; Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas – CONAQ; Coordenação Nacional de Entidades Negras – CONEN; E’léékò: Gênero e Cidadania / RJ; Federação Árabe Palestina do Brasil – FEPAL; Federação das Associações Comunitárias e Entidades do Estado de São Paulo – FACESP; Federação das Favelas do Estado do Rio de Janeiro – FAFERJ; Federação Nacional das Associações de Pessoas com Doença Falciforme – FENAFAL; Diretoria Racial da Federação Nacional dos Trabalhadores de Metrôs e Metrô Ferroviário – FENAMETRO; Fórum de Entidades Negras do Maranhão; Fórum de Juventude Negra do Amazonas; Fórum de Matriz Africana do Município de Cariacica / ES; Fórum Mineiro de Entidades Negras – FOMENE; Fórum Nacional de Juventude Negra – FONAJU; Fórum Nacional de Mulheres Negras – FNMN; Fórum Permanente Afrodescendente do Amazonas – FOPAAM; Fórum Sergipano das Religiões de Matriz Africana; GERA – Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Formação de Professores da
documento manifestou apoio à Presidenta, exigindo, no entanto, o mesmo da parte dela:
Senhora Presidenta Dilma, todos nós saímos e sairemos às ruas
em defesa da legitimidade do seu Governo, ungido pelo voto de 54
milhões de brasileiros, em defesa da democracia e da vida. Mas
UFPA; Grêmio Recreativo Escola de Samba Ipixuna do Amazonas; Grupo de Cultura Afro AFOXÁ / PI; Grupo Cultural Adimó / PI; Grupo de Estudos Afro-Amazônico (NEAB) UFPA; Grupo de Estudos Afro-Brasileiros e Educação – GEABE/FATEC / RJ; Grupo de Estudos e Pesquisas em políticas públicas, história e educação das relações raciais e de gênero da UNB; Grupo Mais Mulheres no Poder / MG; Ile Axé Elegbara Barakitundegy Bamine; Ilê Axé Olorum Funmi / SC; Ile Jena Delewa – BA; Ile Ofá Odé – BA; Ilu Oba De Min Educação, Cultura e Arte Negra / SP; Instituto AMMA Psique e Negritude / SP; Instituto Brasileiro da Diversidade – IBD; Instituto Cultural Afro Mutalembê – Amazonas; Instituto Centro Educacional e Cultura Nina Souza – CENS / AP; Instituto Ganga Zumba; Instituto Luiz Gama / SP; Instituto Mocambo / AP; Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social de Belém; Instituto Padre Batista / SP; Instituto Palmares de Promoção da Igualdade / BA; Instituto Pérola Negra do Rio de Janeiro; Instituto Pretos Novos / RJ; Irmandade Santa Bárbara / SE; Kwè Cejá Gbé / RJ; Liga Brasileira de Lésbicas; Liga Nacional Panela de Expressão – ES; Liga Oficial dos Blocos Afros e Escolas de Samba de Sergipe; Marcha Mundial de Mulheres; Movimento Internacional da Paz – MINPA; Movimento de Luta por Terra – MLT; Movimento Negro Unificado – MNU; Movimento Sem Terra – MST; Nação Hip Hop Brasil; N`Ativa / AC; Núcleo de Debates de Diversidades e Identidades de MG; Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros do CEFET – RJ; Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros do Colégio Pedro II; Núcleo de Estudos Afro- Brasileiros da FURB; Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da FURG; Núcleo de Estudos Afro- Brasileiros da IFPA; Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros NEAF – UFT; Núcleo de Estudos Afro- Brasileiros da UDESC; Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UEL; Núcleo de Estudos Afro- Brasileiros da UEMG; Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFMA; Núcleo de Estudos Afro- Brasileiros da UFOP; Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFPI; Núcleo de Estudos Afro- Brasileiros da UFRPE; Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFSB; Núcleo de Estudos Afro- Brasileiros da UFTO; Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFPR; Núcleo de Estudos Afro- Brasileiros da UNB; Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UNICENTRO; Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro-Brasileiros e Indígenas: NEABI – UFPB; Núcleo de Estudos Sobre Educação, Gênero, Raça e Alteridade (NEGRA) da UNEMAT; Núcleo Vida e Cuidado (NUVIC): estudos sobre violência; Observatório da Mulher; Observatório das Políticas de Democratização de Acesso e Permanência na Educação Superior da UFRRJ; Organização Cultural Remanescentes de Tia Ciata / RJ; Organização de Economia Solidária – OPES; Pastoral da Juventude do Meio Popular – PJMP; Quilombação – Coletivo de Ativistas Antirracistas / SP; Rede Nacional Afro LGBT; Rede Amazônia Negra – RAN; Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana – REATA; Rede Aruanda Mundi; Rede de Jovens do Nordeste – RJNE; Rede Mulher e Mídia; Rede Nacional Lai Lai Apejo – Saúde da População Negra e AIDS; Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde – RENAFRO; Nacional das Religiões de Matriz Africana – Núcleo Sergipe; Rede Sapatá – Promoção de Saúde e Controle Social de Políticas Públicas para Lésbicas e Bissexuais Negras; Secretaria Nacional de Combate ao Racismo da CUT – SNCR/CUT; Secretaria Nacional de Igualdade Racial da CTB; Secretaria Nacional de Mulheres da CTB; Setorial de Combate ao Racismo da Central de Movimentos Populares – CMP; Sindicato dos Trabalhadores dos Correios da Grande São Paulo, Sorocaba e Região – SINTECT/SP; União Brasileira de Estudantes Secundaristas – UBES; União Brasileira de Mulheres – UBM; União das Comunidades Tradicionais Afro-amazônicas – UNIMAZ; União das Escolas de Samba Paulistana – UESP; União de Mulheres de São Paulo; União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Santos – UMES Santos; União Nacional dos Estudantes – UNE; União de Negros Pela Igualdade – UNEGRO; Visão Mundial; Yle Ase Obe Fara BARAHUMERJIONAN / SE.
30 Dexter (Marcos Fernandes de Omena) – Rapper; GOG (Genival Oliveira Gonçalves) –
Rapper e poeta; Hélio Santos – Professor universitário (Visconde de Cairu – Salvador); Leci Brandão – Deputada Estadual e cantora; Valter Silvério – Professor universitário (UFSCAR).
entendemos como inaceitável a desmontagem de estruturas administrativas, de controle social e de diálogo entre governo e sociedade, que vem pautando a luta contra toda forma de preconceito e desigualdade, e a duras penas tem conseguido
alterar a realidade de milhares de brasileiros e brasileiras, com a redução da pobreza, das diferenças regionais e culturais. Portanto,
agora é o momento de continuar, aprimorar a gestão pública para consolidação das iniciativas criadas e de pavimentação da trilha da cidadania. Por isso, as entidades dos movimentos sociais,
cidadãos e cidadãs, intelectuais, artistas e militantes assinam o Manifesto abaixo, contra a alteração do desenho institucional nas Secretarias de Políticas para as Mulheres, da Promoção da Igualdade Racial, de Direitos Humanos e de Juventude e em defesa do
fortalecimento institucional desses órgãos, pois queremos que o
Brasil dê um salto para o futuro, eliminando de vez a chaga dos preconceitos, do racismo, do sexismo e das desigualdades sociais e regionais. (Carta à Presidente Dilma, 2015)
Com o título de “Nenhum direito a menos, democracia se faz com diálogo e participação”, a carta defende expressamente o fortalecimento institucional de órgãos como a Seppir e a Secretaria de Políticas para as Mulheres. De acordo com o conteúdo apresentado, a existência de tais órgãos foi uma conquista há muito pretendida pelos movimentos sociais, conquista esta que fora galgada com muita luta e que, portanto, não pode ser simplesmente extinta. Além disso, fica claro no conteúdo apresentado que, apesar de todos os desafios e dificuldades enfrentados, a manutenção daqueles órgãos é uma das maneiras mais viáveis para se manter o estreitamento da relação entre estado e sociedade civil.
Em Sergipe, o possível fim da Seppir também gerou reações por parte de lideranças do movimento negro. Prova disso são as assinaturas das entidades negras sergipanas “Abaça Ogum de Ronda”, “Irmandade Santa Bárbara” e “Yle Asse Obe Fara BARAHUMERJIONAN” na carta enviada à Presidenta; e as falas dos entrevistados que manifestavam com muita indignação o possível fim do Órgão.
Entretanto, apesar de reunir tantas entidades de caráter diverso, a defesa pela manutenção da Seppir não foi necessariamente uma postura unânime das diversas entidades que compõem o movimento negro no Brasil. Em meio aos manifestos em prol da Seppir, emergiram outros bastante críticos no que tange a ela. Um exemplo representativo disso foi o editorial postado
pelo site Afropress31, em 1º de setembro de 2015. Nessa postagem, havia uma
crítica bastante enfática à carta entregue pelas entidades do movimento negro à Presidenta:
Há, contudo, um vício de origem no verborrágico manifesto de duas páginas e 763 palavras: a Seppir é um órgão de Estado, um
puxadinho, que serviu para que os governos do lulopetismo fizessem acenos para os negros com as tais políticas de promoção da igualdade racial – que passam ao largo da herança
maldita de quase 400 anos de escravismo... Ainda que fosse possível, a tal igualdade racial acena em políticas do “ministério
fantasia” e até num Estatuto da Igualdade Racial, tornado letra morta
desde a nascença, quem fala de igualdade toma algo como paradigma e, nesse caso, igualdade racial seria igualdade a que e a quem? Aos brancos? Ora, toda a luta histórica dos negros numa
sociedade racista é precisamente para garantir o direito ao exercício da diferença porque, como humanos, somos todos diferentes e não queremos absolutamente ser iguais a brancos, amarelos e ou indígenas, se é para tratar a questão partindo da
premissa falsa, segundo a ciência já demonstrou, de que as raças existem. (Afropress, 2015)
Diferentemente do manifesto em favor da Seppir, o texto do editor-chefe da Afropress foi enfático ao considerar a Secretaria como “um órgão de Estado” e não como uma “conquista do movimento negro”. Para ele, a Instituição é um “ministério morto” que não representa os interesses da população negra, sendo tão somente uma manobra política do Governo Lula e do PT para conquistarem o público negro.
Outra questão ressaltada pelo autor do texto e que merece destaque foi em relação ao pressuposto da política racial do Governo: enquanto este construiu a sua política com base no pressuposto da igualdade racial, o editor- chefe defende a diferença, inclusive em termos biológicos. Trata-se, portanto, de uma perspectiva ideológica mais extremista, se comparada a outras propostas de superação do racismo.
Ao final do texto, o autor conclui fazendo uma distinção entre “os negros do PT e do PC do B” e os demais negros brasileiros. Para o autor, aqueles são meros ocupantes de cargos, que agem visando a interesses próprios e não
31 A Afropress é uma agência de notícias on-line, criada em 2007, e que se apresenta como
“um jornalismo crítico e independente de partidos e de Governos”. Fruto da ONG ABC sem Racismo, o site é dirigido e editado pelo jornalista e militante negro Dojival Vieira.