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Desenho da Ponte

No documento alexdeassislauria (páginas 67-70)

5 METODOLOGIA

6.1.1 Desenho da Ponte

A seguir, far-se-á uma descrição das atividades didáticas desenvolvidas, constituindo assim o corpus de dados brutos da presente pesquisa. A primeira etapa se deu com o desenho da ponte e foi realizada no dia 27-11-15, às 18h30, em uma escola pública federal de Juiz de Fora. Vale ressaltar que os nomes dos alunos são fictícios de forma a preservar seu anonimato.

A atividade de desenho da ponte foi individual, por isso a importância dela está em verificar quais são os conhecimentos prévios desses estudantes e como os mesmos identificam as pontes.

Ao chegar à sala de aula, expliquei para os alunos o trabalho de construção de uma ponte de papel. A primeira parte da tarefa seria a elaboração de desenho de

uma ponte que eles já conhecessem ou que admirassem. Foi-lhes solicitado que buscassem informações na internet para auxiliá-los.

A aula iniciou-se às 18h30, porém os alunos começaram a chegar com uns 15 minutos de atraso. Então os esperei e iniciei a atividade com os nove primeiros alunos que estavam na sala de aula, são eles: Célia, Wilson, Tiago, Thayla, Rose, Vanderson, Fábio, Wallace e Tatiane. Depois disso, às 19h, chegaram outros quatro alunos: Raquel, Youssef, Lucas, Luís. A atividade foi iniciada quando escrevi no quadro: “Desenhe uma ponte que você conheça ou que você goste, podendo pesquisar na internet7 as pontes para auxiliá-lo”.

Cabe apresentar os referidos alunos. Célia tem 16 anos de idade, é assídua às aulas, dedicada e faz as atividades propostas, embora seja muito retraída. Wilson é um aluno inteligente, interessado e está sempre fazendo as atividades e tirando dúvidas. Tiago conversa bastante na sala de aula, porém costuma fazer as atividades. Tatiane está grávida e, mesmo com as dificuldades relativas a gravidez, consegue fazer as atividades muito bem. Rose tem muita dificuldade em Matemática, ela ficou muito tempo fora da sala de aula e está retornando aos estudos. Vanderson é interessando e consegue fazer as atividades de forma positiva. Fábio é pedreiro e ficou muito tempo sem estudar, mas tem interesse, apesar das dificuldades de aprendizagem. Wallace é um estudante com muita dificuldade em Matemática e não tem muito ânimo para os estudos. Thayla é uma aluna apática nas aulas expositivas, porém, em aulas mais dinâmicas, é mais produtiva. Raquel costuma chegar sempre atrasada às aulas, porém copia os exercícios e atividades, apesar de parecer desinteressada. Youssef é um aluno interessando, embora falte algumas aulas. Lucas também costuma faltar bastante, porém ele geralmente faz as atividades propostas e, quando vem à aula, leva a sério. Luís chega sempre atrasado por causa do trabalho e fica perdido quando chega à sala de aula.

Após isso, entreguei a folha de papel A4 para os alunos e eles deram início aos desenhos. Num primeiro momento, como era uma aula diferenciada, houve algumas dúvidas relevantes dos alunos: o aluno Wilson perguntou: “Professor, eu posso desenhar uma ponte qualquer do meu país ou de outros países?”; a aluna

Thayla se mostrou resistente no primeiro momento para realizar o desenho da ponte e disse: “Para que vamos fazer isso, professor? O trabalho não era fazer a ponte que o senhor disse?”; o aluno Wallace perguntou: “Professor, eu não tenho ideia da ponte e estou sem internet no meu celular, posso me juntar com outra pessoa aqui para olhar algumas pontes?”.

As respostas foram sendo dadas, expliquei para Thayla o porquê de realizar essa atividade anteriormente à construção da ponte e autorizei que Wallace pesquisasse na internet com outro colega algumas pontes para a sua melhor compreensão.

Nas anotações e gravações das atividades dos alunos, percebe-se que os estudantes Vanderson, Célia, Raquel e Luís já fizeram as atividades período passado e então já tinham uma ideia de ponte treliçada.

Na análise, observa-se que os alunos estavam utilizando pontes de outros países, como dos Estados Unidos, por exemplo. Um fato relevante é que dois estudantes estavam fazendo dois desenhos, um apresentando a ponte vista de lado e outro de cima. Pode-se dizer que os alunos estão utilizando as “lembranças da escola”, pois eles relembram os conceitos de vista superior, vista frontal, vista lateral que são conceitos da geometria.

Isso pode ser demonstrado pelo diálogo a seguir entre Wilson e eu: “Professor, dá uma olhada aqui e vê se tá certo!”. Então eu disse: “Muito bom, você quer fazer algo mais?” e Wilson disse: “Ah! Professor, esse ficou de lado a ponte, vou fazer uma por cima para você ter uma visão melhor”.

O objetivo dessa aula era que eles desenhassem a ponte no primeiro horário e, após isso, eu explicaria com uma aula expositivo-explicativa o conceito de polígonos e prismas para eles identificassem os polígonos que seu desenho possui. Contudo, foi preciso realizar o desenho da ponte nas duas aulas, pois os alunos tinham muitas dificuldades para desenhar e não foi estipulado tempo para terminar.

A atividade foi finalizada durante a explicação do conceito de polígonos e então ficou combinado que, na aula seguinte, concluiríamos a atividade do desenho, com a identificação pelos alunos dos polígonos na figura que produziram.

Na outra semana, expliquei, com uma aula expositivo-explicativa, os conceitos de polígonos: triângulos, quadrados, retângulos, paralelogramos, losangos, trapézio e também os conceitos de sólidos geométricos que são os prismas. Essa parte da aula expositivo-explicativa foi de extrema importância, pois

eles souberam que estávamos utilizando os conteúdos de geometria na realização das atividades da maquete da ponte de papel.

Sobre a identificação dos polígonos, a minha explicação no quadro-negro deu embasamento aos alunos para realizarem as atividades e fazerem a identificação correta de cada figura geométrica.

Após isso, foi explicado o conceito de prismas, pirâmides, cones, cilindro e esfera para que os alunos pudessem identificar algum desses elementos no desenho. A seguir, analisar-se-á a construção da maquete da Ponte de Papel treliçada.

No documento alexdeassislauria (páginas 67-70)

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