SINAIS – LIBRAS TÓPICO 3 – AQUISIÇÃO DE L2
TÓPICO 1
APONTAMENTOS INICIAIS A RESPEITO DO CONTEXTO HISTÓRICO E DO PERCURSO DA EDUCAÇÃO DA CRIANÇA SURDA
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Olá! Estamos começando mais uma unidade e para início de conversa é bom começar entendendo que todos nós estamos inseridos em um contexto histórico, social e político, independentemente da sua classe social, você também faz parte de um contexto histórico-social. Quando falamos da educação de crianças surdas, precisamos entender o percurso histórico que está ligado ao contexto atual desses sujeitos.
Para Lopes (2007, p. 7), “a surdez é uma grande invenção”, se a surdez é uma invenção, ela está inserida em um contexto histórico, quando em um dado momento surge a surdez e juntamente com ela surgem também os processos educacionais destinados a ela, bem como suas metodologias, teorias e filosofias.
Tudo tem um começo, bem como uma história por detrás desse começo.
Sabemos que nem todo percurso é constituído apenas de fatores positivos, muitas vezes, na verdade são mais fatores negativos do que positivos, porém todos eles fazem parte da constituição de um sujeito e até mesmo de um conjunto de pessoas. Com os surdos esse processo não foi diferente. Diante disso, nós temos vários caminhos e percursos teóricos que abarcam a caminhada da alfabetização e letramento dos surdos.
2 ORALISMO, COMUNICAÇÃO TOTAL E BILINGUISMO
Caro acadêmico, a história da educação de surdos é dividida em três grandes perspectivas. Temos a visão oralista, a visão da comunicação total e a da educação bilíngue. A primeira surgiu no século XVI, prevalecendo até meados do século XX. Nessa perspectiva oralista, o surdo era privado de seu processo identificatório enquanto sujeito surdo, bem como em relação à questão intelectual/
cognitivo, identificando assim a surdez como uma condição patológica, ou seja, uma deficiência, sendo que os profissionais responsáveis pela aprendizagem nesta perspectiva são os fonoaudiólogos, médicos e professores.
Na perspectiva oralista, os surdos eram ensinados a falar e a fazer leitura labial por incansáveis atendimentos de fonoaudiologia, sendo proibidos de
DA EDUCAÇÃO DA CRIANÇA SURDA
utilizar qualquer sinal gestual, chegando a ficar com as mãos amarradas para não gesticularem, inclusive era aconselhado manter distância de outros surdos, para evitar que esses viessem a utilizar a língua de sinais, entendendo que estes deveriam socializar apenas com pessoas ouvintes.
De acordo com Lacerda (1998), na perspectiva oralista o propósito da educação de surdos era que esses pudessem estar inseridos no mundo ouvinte.
Todavia, com a imposição da oralidade, afastavam o surdo do mundo e da cultura surda, impossibilitando-o de adquirir sua língua natural, impedindo-o de instrumentar-se de recursos que o possibilitasse de se desenvolver linguisticamente e consequentemente enquanto ser social e pensante.
De acordo com Lopes (2007, p. 41):
Era necessário que os filhos surdos de nobres aprendessem a falar, ler, escrever, fazer contas, rezar, assistir à missa e confessar-se mediante o uso da palavra oralizada. A palavra falada conferia a visibilidade necessária a um nobre, que servia de modelo a outros por sua educação e posição. Os procedimentos de controle do corpo e de “cura” da deficiência por meio de terapias da fala submetiam aqueles que eram surdos a um duro processo de “normalização” de disciplinamento.
Assim era necessária a oralização desses surdos, pois os descendentes de nobres eram julgados se podiam ou não assumir suas posses mediante a apropriação da palavra. A perspectiva oralista exigia que os surdos se reabilitassem e que “superassem” a surdez, que falassem e, de certo modo, que se comportassem como se não fossem surdos. Impuseram a oralização para que os surdos fossem aceitos socialmente e, nesse processo, deixava-se a imensa maioria dos surdos de fora de toda a possibilidade educativa, de desenvolvimento pessoal e de integração na sociedade, obrigando-os a se organizar de forma quase clandestina.
FIGURA 1 – ORALISMO: PROIBIÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE SINAIS
FONTE: <https://goo.gl/qTuyxV>. Acesso em: 19 ago. 2018.
DA EDUCAÇÃO DA CRIANÇA SURDA
As famílias nobres com membros surdos do século XVI, época em que surgiram os primeiros trabalhos pedagógicos com surdos, contratavam professores para que seus entes não fossem privados de falar e, principalmente, dos direitos legais que só eram garantidos àqueles que pudessem verbalizar, como dito anteriormente.
O professor Pedro Ponce de Leon, por exemplo, utilizava estratégias de ensino que visavam sempre à língua falada, porém oralizar para quem não escuta é um tanto quanto complexo, então os docentes recorriam à língua escrita e usavam-na como ponto de partida para seus trabalhos. “Falava-se da capacidade do surdo em correlacionar as palavras escritas com conceitos, sem necessitar da fala”
(LACERDA, 1998, p. 2). A partir da leitura-escrita, esses professores buscavam estratégias para desenvolver, posteriormente, habilidades de articulação das palavras e leitura labial, pois o tempo todo se buscava a normalização desse sujeito surdo dentro do contexto do mundo ouvinte.
De acordo com Lopes (2007), ao citar Lulkin (2000, p. 50):
[...] os interesses religiosos, econômicos e jurídicos eram os promotores de uma educação que precisava ser demonstrada perante uma
“oficialidade”. Manter o trabalho em espaços reservados (mosteiros e conventos) implicava, eventualmente, convidar autoridade para atestar a qualidade e eficiência dessa educação feita de forma privada.
Ou seja, a educação dos surdos nobres por meio da pedagogia oralista era tão importante que tinha até mesmo fiscalização governamental para acompanhar a educação privada destinada a estes surdos.
Ainda de acordo com Lopes (2007, p. 41-42):
É importante mencionar que o Monastério de Oña, onde Ponce de Leon trabalhava com surdos oriundos da nobreza, atraiu muitos outros surdos. Destaca-se, entretanto, que os filhos surdos de famílias nobres, embora atraíssem a atenção de outros surdos, eram atendidos separadamente. Embora não se desejasse a formação de grupos surdos, esse foi um movimento que reuniu surdos em um mesmo espaço. Nesse grupo, os gestos que as crianças traziam de casa transformaram-se em uma forma de comunicação possível entre elas dentro daquele espaço educacional. Mesmo que tais gestos não sejam apontados na literatura como uma língua surda, eles podem e marcam um lugar surdo.
Como podemos observar na citação, a nobreza era educada separadamente dos demais, apesar de a educação ser prioritariamente de maneira individual, o fato de aglomerar muitos surdos foi um fator positivo a estes, pois mesmo de forma rudimentar dialogavam entre eles utilizando gestos, apesar de ser de forma clandestina, pois o objetivo da escola era a pedagogia oralista.
DA EDUCAÇÃO DA CRIANÇA SURDA
Uma das maiores preocupações dos instrutores de surdos nobres era a possibilidade de cada surdo se aproximasse dos demais – aquilo que hoje se costuma designar por aproximação surda. Com isso, pretendia-se impedir eventuais articulações entre os surdos nobres e os demais surdos; afinal, a preocupação era manter, com o maior cuidado, a diferença entre esses diferentes, manter cada um em sua própria de ser, pensar, agir e produzir sentidos. Em outras palavras, tratava-se de manter cada um na e com a sua própria cultura... (LOPES, 2007, p. 42).
Assim, os nobres eram educados separados dos pobres, havendo instituições para nobres e instituições para pobres, pois uns eram educados para serem cultos e conhecedores da ciência, já os outros eram educados para serem servis. De acordo com Lopes (2007), todo o processo educacional era um divisor de águas. Se pararmos para pensar, será que isso acabou? Ou será que ainda temos escolas e escolas, ou seja, escolas para surdos ricos e escola para surdos pobres? São perguntas que precisam nos instigar a mudanças de paradigmas.
FIGURA 2 – LINGUAGEM ORAL E DE SINAIS
FONTE: <https://goo.gl/AcYhZW>. Acesso em: 19 ago. 2018.
Prezado acadêmico, é importante nos lembrarmos que todas essas perspectivas almejavam o melhor para o surdo, dentro de um contexto social, cultural e político de um determinado tempo. Para nós, atualmente, é fácil julgar essas teorias, porém precisamos entender e aprender esses processos para melhorarmos o hoje no fazer diário pedagógico.
Já a comunicação total surgiu na esteira do fracasso da concepção oralista.
Segundo Ciccone (1990), os profissionais que defendem a Comunicação Total concebem o surdo de forma diferente dos oralistas: ele não é visto só como alguém que tem uma patologia que precisa ser tratada e eliminada, mas sim como uma pessoa, e a surdez como uma marca que repercute nas relações sociais e no desenvolvimento afetivo e cognitivo dessa pessoa. Diferentemente do Oralismo, a Comunicação Total acredita que o aprendizado da língua oral não assegura o pleno desenvolvimento da criança surda.
DA EDUCAÇÃO DA CRIANÇA SURDA
Para Ciccone (1990), muitas crianças que foram expostas sistematicamente à modalidade oral de uma língua, antes dos três anos de idade, conseguiram aprender esta língua, mas, no desenvolvimento cognitivo, social e emocional, não foram bem-sucedidas, sendo que a Comunicação Total valoriza a comunicação e a interação e não apenas a língua em si. Seu objetivo maior não se restringe ao aprendizado de uma língua.
Os defensores da filosofia da Comunicação Total recomendam então o uso simultâneo de diferentes códigos, ou seja, a Língua de Sinais, a datilologia, o português sinalizado etc. Todos esses códigos manuais são usados obedecendo à estrutura gramatical da língua oral, não se respeitando a estrutura própria da Língua de Sinais. Tal abordagem compreende, então, que a criança seja exposta ao alfabeto digital; à língua de sinais; à amplificação sonora e ao português sinalizado.
A Comunicação Total chegou ao Brasil na década de setenta e vem sendo adotada em escolas mais recentemente. Os Estados Unidos são o maior representante desta abordagem, que sofreu muitas críticas, uma vez que não trouxe os benefícios esperados no âmbito do desempenho acadêmico das crianças com surdez no que se refere ao seu processo de escolarização (leitura e escrita).
Por mais que a comunicação total mescle recursos linguísticos e pedagógicos visando proporcionar aos alunos surdos melhores condições de ensino, tal perspectiva não irá conseguir minimizar as dificuldades apresentadas pelos estudantes surdos em sala de aula, a principal delas é a defasagem na leitura e escrita, além do conhecimento dos demais conteúdos ministrados em sala de aula.
Além dessas modalidades, o Oralismo e a Comunicação Total têm ainda o bimodalismo e o bilinguismo. O bimodalismo é um exemplo de estratégia educacional que surgiu a partir da abordagem da comunicação total. Esta modalidade é reconhecida como uma abordagem educacional própria para o ensino e comunicação dos surdos, pelo fato de ter se tornado “comum”, ou melhor, o mais frequente meio de comunicação entre surdos e ouvintes. Esse fato pode ser explicado pelo próprio significado da palavra bimodalismo ou educação bimodal, mas conhecido como português sinalizado.
No bimodalismo existe o uso simultâneo da língua de sinais e do português, essa mescla feita pela comunicação bimodal evidencia que os estudantes surdos não adquirem nem uma língua nem outra. O bimodalismo está atrelado ao fato de que a maioria dos surdos nasce em família de ouvinte, e que mesmo após seus filhos serem diagnosticados com um déficit auditivo é comum que, em um instinto de proteção, os pais tendam a educar seus filhos surdos como se fossem ouvintes.
Podemos pensar a prática bimodal como mais uma das possibilidades de comunicação e de educação para surdos. Contudo, não podemos acreditar que essa é a melhor opção de abordagem educacional para surdo, uma vez que ela ainda é feita e pensada por e para ouvintes.
DA EDUCAÇÃO DA CRIANÇA SURDA
Já o bilinguismo é uma filosofia que vem ganhando força na última década, principalmente, no âmbito nacional. Segundo Quadros (1997), o bilinguismo é uma proposta de ensino usada por escolas que se propõem a tornar acessível à criança duas línguas no contexto escolar. Os estudos têm apontado para essa proposta como sendo a mais adequada para o ensino das crianças surdas, tendo em vista que considera a língua de sinais como língua natural e parte desse pressuposto para o ensino da língua escrita.
Porém esse termo bilinguismo não é utilizado apenas quando se trata da educação de surdos. O Brasil é considerado um país monolíngue, assim como diversos outros países do continente sul-americano. No entanto, sabemos que existem vários grupos que falam diversas outras línguas, caracterizando assim o Brasil como bilíngue, embora não reconhecido como tal.
No bilinguismo, a pessoa com surdez utiliza a Língua de Sinais (Libras) e a língua da comunidade ouvinte (Língua Portuguesa, no caso do Brasil), valoriza a educação inclusiva, onde ouvintes e surdos convivem no mesmo espaço educacional, define que para os alunos com surdez a primeira língua é a Libras e a segunda é a Língua Portuguesa na modalidade escrita, orienta para a formação inicial e continuada de professores e formação de intérpretes para a tradução e interpretação da Libras e da Língua Portuguesa, respeita as especificidades e a forma de aprender de cada um.
Além disso, o Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005, garante as pessoas com surdez o direito a uma educação que garanta a sua formação, em que a Libras e a Língua Portuguesa, na modalidade escrita, constituam línguas de instrução e que o acesso às duas línguas ocorra de forma simultânea no ambiente escolar. Portanto, a educação bilíngue para surdos passa pelo reconhecimento da Libras enquanto língua e que essa deve ser ensinada nas escolas regulares em conjunto com a língua portuguesa, na modalidade escrita.
A proposta bilíngue exige um compromisso sociopolítico-acadêmico que contemple a integridade e a diferença entre as modalidades das línguas envolvidas no processo, bem como a formação de professores bilíngues e de professores de libras, e a formação de intérpretes, pois para haver uma educação bilíngue se fazem necessários esses profissionais na escola.
O bilinguismo surgiu como opção pedagógica para educação de surdos, depois de constatarem que a simples aceitação dos sinais na escola, ou de que a mescla de língua de sinais e língua oral, não é o suficiente para afastar as defasagens educacionais dos alunos surdos. Para a educação bilíngue, os aspectos de acesso a duas línguas, preservando os processos naturais de desenvolvimento do indivíduo, nos quais a língua se mostre instrumento indispensável, levando em consideração a constituição do sujeito surdo, pois o mais importante é o desenvolvimento do aluno surdo de forma integral, valorizando esse enquanto sujeito de direito.
DA EDUCAÇÃO DA CRIANÇA SURDA
3 REFLETINDO A RESPEITO DO DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM NA CRIANÇA SURDA
Refletindo a respeito do desenvolvimento da linguagem da criança surda, é importante levar em consideração que os fortes preconceitos relacionados à surdez se sustentam na crença, praticamente inabalável, desde os tempos de Aristóteles, e reforçada por diversos estudos ao longo dos tempos, de que a linguagem falada era essencial para o desenvolvimento do pensamento humano desde a primeira infância.
Entretanto, estudos sobre cognição e linguagem, como os efetivados nas teorias de aprendizagem mais conhecidas, como o behaviorismo, que tem em Frederic Skinner um de seus mais importantes representantes; o construtivismo genético de Jean Piaget; e o sociointeracionismo, representado por Lev Vygotsky, entre outras, além da neurociência e de teorias marcadamente linguísticas, como a abordagem gerativista, que tem em Noam Chomsky seu principal representante, mostraram que o importante para o desenvolvimento do pensamento é a comunicação e não a língua que se usa.
Além disso, outros estudos indicavam que crianças surdas, filhos de pais surdos, teriam um desempenho escolar superior aos das crianças surdas, filhas de pais ouvintes, o que reforçava a premissa anterior de que para o desenvolvimento cognitivo o que importa é a comunicação e não o estilo que se usa.
Com esse novo direcionamento nas pesquisas sobre a relação entre o pensamento e a linguagem, além da realização de diversos estudos referentes às línguas de sinais que demonstravam que estas desempenham no desenvolvimento cognitivo e afetivo dos surdos, o mesmo papel das línguas orais para os ouvintes, além de pressões resultantes de movimentos de surdos, respaldados em pressupostos de direitos humanos, recolocaram as línguas de sinais na posição de destaque na educação e inclusão social de surdos. Atualmente, as leis “da Acessibilidade” e “da Libras” garantem ao surdo o direito de ser educado em sua primeira língua, de ter atendimento jurídico, de saúde, enfim, de todos os serviços prestados pelo governo, em Libras, além das traduções de programas televisivos, de serviços bancários etc.
Enfim, a Libras tem o mesmo status da Língua Portuguesa.
Para discutirmos a respeito do desenvolvimento da linguagem da criança surda é importante levarmos em consideração o contexto histórico da educação de surdos, até porque a educação das crianças surdas enfrentou e passou por diferentes movimentos ao longo da história da educação. Assim como a educação especial, a educação de crianças surdas passou pelo preconceito e exclusão à inclusão escolar e social nos tempos atuais. No entanto, esta discussão e reflexão têm apresentado avanços na medida em que envolve tanto os docentes como as pessoas que discutem sobre a surdez como um todo.
Como podemos ver no processo histórico dos surdos no cronograma a seguir da educação de surdos:
DA EDUCAÇÃO DA CRIANÇA SURDA
FIGURA 3 – CRONOGRAMA DA HISTÓRIA DOS SURDOS PARTE 1
FONTE: <https://goo.gl/awdD5g>. Acesso em: 26 ago. 2018.
Como podemos observar na Parte 1 do cronograma, aproximadamente no ano 3000 a.C. os surdos já tinham uma história, por mais que não seja positiva, mesmo assim é uma história. Enquanto no Egito os surdos eram tratados como deuses, na China a história nos diz que eles eram lançados ao mar.
DA EDUCAÇÃO DA CRIANÇA SURDA
FONTE: <https://goo.gl/awdD5g>. Acesso em: 26 ago. 2018.
FIGURA 4 – CRONOGRAMA DA HISTÓRIA DOS SURDOS PARTE 2
Como podemos ver na figura anterior, por volta do ano de 530 d.C., os monges beneditinos utilizavam uma forma de sinais para se comunicarem entre eles para não quebrarem seus votos de silêncio. Podemos observar que cada etapa da história está constituída de altos e baixos, mais lutas do que qualquer outra coisa. Essas lutas constituíram e constituem o sujeito surdo.
DA EDUCAÇÃO DA CRIANÇA SURDA
FIGURA 5 – CRONOGRAMA DA HISTÓRIA DOS SURDOS PARTE 3
FIGURA 6 – CRONOGRAMA DA HISTÓRIA DOS SURDOS PARTE 4
Com o fim da Idade Média, há um começo para a educação de surdos. Em 700 d.C. John Beverley ensinou um surdo a falar. No Renascimento, a surdez passa a ser tratada pelos médicos e analisada pela ciência. Em Constantinopla, os surdos realizavam alguns serviços para a corte, sendo introduzidos no mercado de trabalho.
FONTE: <https://goo.gl/awdD5g>. Acesso em: 26 ago. 2018.
FONTE: <https://goo.gl/awdD5g>. Acesso em: 26 ago. 2018.
DA EDUCAÇÃO DA CRIANÇA SURDA
FONTE: <https://goo.gl/awdD5g>. Acesso em: 26 ago. 2018.
Rudolfo Agricola faz uma distinção entre surdez e mutismo e Leon, segundo Bonet, desenvolveu um alfabeto manual que ajudava os surdos a soletrar as palavras.
FIGURA 7 – CRONOGRAMA DA HISTÓRIA DOS SURDOS PARTE 5
FIGURA 8 – CRONOGRAMA DA HISTÓRIA DOS SURDOS PARTE 6
FONTE: <https://goo.gl/awdD5g>. Acesso em: 26 ago. 2018.
DA EDUCAÇÃO DA CRIANÇA SURDA
L’Épée se interessou pelos surdos quando teve de dar prosseguimento à educação religiosa de duas irmãs gêmeas surdas, que estavam sendo educadas utilizando gravuras. Decidiu mudar a metodologia utilizada anteriormente, porque achava que desta forma a compreensão das meninas ficaria restrita ao significado físico da imagem, sendo impossível transmitir por figuras o sentido mais profundo da fé.
De acordo com Reily (2004, p. 115):
Resolveu ensinar linguagem pelos olhos, em vez de pelos ouvidos, apontando os objetos com uma mão e escrevendo o nome correspondente numa lousa, com a outra. [...] logo as meninas estavam lendo e escrevendo os nomes das coisas. No entanto, esse sistema não permitia maiores avanços, porque não contemplava nenhuma gramática, nem sentidos abstratos, essenciais para o ensino religioso, restringindo-se à nomeação de objetos presentes, visíveis, perceptíveis pelos sentidos. [...]
porém, deu-se conta de que as meninas já deveriam possuir um sistema gramatical, pois elas se comunicavam entre si com muita fluência.
L´Épée aprendeu os sinais com suas alunas surdas. Também observou que os surdos das ruas de Paris desenvolviam uma comunicação gestual bastante satisfatória, levou-os para residir no convento e, com este conjunto de sinais estabelecido, adaptou-os e acrescentou outradaptou-os, desenvolvendo um método para aproximar adaptou-os sinais à língua francesa, que ficaram conhecidos como sinais metódicos.
Em 1775, L’Epée fundou uma escola para surdos, a primeira em seu gênero, com aulas coletivas, na qual professores e alunos usavam os chamados sinais metódicos. A proposta educativa da escola era que os professores deveriam aprender tais sinais para se comunicarem com os surdos; eles aprendiam com os surdos e, com essa forma de comunicação, ensinavam o francês falado e escrito.
DA EDUCAÇÃO DA CRIANÇA SURDA
FIGURA 9 – CRONOGRAMA DA HISTÓRIA DOS SURDOS PARTE 7
FIGURA 10 – CRONOGRAMA DA HISTÓRIA DOS SURDOS PARTE 8 FONTE: <https://goo.gl/awdD5g>. Acesso em: 26 ago. 2018.
FONTE: <https://goo.gl/awdD5g>. Acesso em: 26 ago. 2018.
DA EDUCAÇÃO DA CRIANÇA SURDA
FIGURA 11 – CRONOGRAMA DA HISTÓRIA DOS SURDOS PARTE 9
FONTE: <https://goo.gl/awdD5g>. Acesso em: 26 ago. 2018.
A escolarização do surdo brasileiro teve seu início ainda no período imperial, em 1855, com a chegada do professor surdo francês E. Huet. Em 26 de setembro de 1857, foi fundado o Instituto Nacional de Surdos-Mudos, atual Instituto Nacional de Educação do Surdo (INES), que adotava a língua de sinais.
Esta língua de sinais que deu origem à Libras, constitui-se, naturalmente, pela interação da língua de sinais francesa (LSF), já constituída em seus aspectos gramaticais, com conjunto de sinais utilizados pelos surdos brasileiros.