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CAPÍTULO V - COCLUSÕES E REFLEXÕES

3. Desenvolvimento do estudo

No decorrer do Estudo existiram alguns momentos marcantes, uns pela positiva, outros pela negativa. Negativamente posso afirmar que foi o tempo que demoraram determinados passos neste estudo, ter de esperar, como já referi três semanas para adiantar trabalho, esperar semanas para conseguir marcar uma reunião com as pessoas responsáveis pelas entidades formadoras, tudo isto foi muito negativo (se bem que já sabia que é algo normal neste tipo de trabalhos) e contribuiu para que as tarefas a realizar se prolongassem no tempo, ficando no final com menos tempo (que o esperado e até o desejado) para analisar os resultados.

Posso indicar momentos bastante positivos, conhecer pessoas novas que trabalham no terreno e que contribuíram muito para que percebesse como se desenvolvem os Cursos EFA, pois ao ler a legislação há aspectos que se perdem e que nem prestamos tanta atenção. Existiu um momento particular bastante marcante (e não sei ainda dizer que foi positivo ou negativo). Numa reunião com a Coordenadora dos Cursos EFA de uma escola pública (ME) foi-me dito que não realizavam avaliação.

102 Naquela escola não se fazia avaliação mas antes validação e certificação. Foi-me ainda dito que a primeira informação que se dá aos Formandos naquela escola é a de que eles no Curso que vão frequentar não serão avaliados. Os Formadores e Mediadores estão

“proibidos” de falar em avaliação. Este foi sem dúvida um momento muito estranho, no qual eu percebi que a Coordenadora estava completamente confusa no que dizia respeito à avaliação mas não podia entrar em confronto com ela, pois estava ali em nome da ANQ, I.P. Compreendi que existia uma grande confusão conceptual, que torna difícil para os Formandos daquela entidade perceberem como seriam avaliados ou se seriam avaliados e dificulta também a operacionalização da avaliação.

Este facto fez-me perceber que talvez fosse importante para todas as entidades, a ANQ, I.P. construir um documento com a clarificação conceptual relacionada com os Cursos EFA e em especial com a avaliação no âmbito destes Cursos. Também uma outra sugestão relaciona-se com o facto do DRQ integrar na sua equipa um especialista em avaliação. Julgo que faz falta uma pessoa no DRQ mais ligada à operacionalização dos Cursos, nomeadamente ligado à avaliação no seio dos mesmos, pois dessa forma talvez se conseguisse dar informações (disponibilizar recursos materiais e pedagógicos) mais concretas e eficazes. Era importante alguém que conhecesse (na prática) como ocorre a avaliação nos Cursos EFA para ajudar na concepção dos referenciais de formação. Isto porque a avaliação deveria estar sempre presente, não só na operacionalização nas entidades formadoras mas também no momento da concepção.

Fazendo um balanço geral desta minha experiência posso afirmar com toda a certeza que aprendi muito e que era o que faltava à minha formação académica. Apesar deste estudo ter naturalmente, limitações várias, sinto que o fiz com muito esforço, empenho e dedicação. Sinto-me realmente orgulhosa dos seus resultados e especialmente, da forma como foi desenvolvido. Aprendi a ouvir críticas que me ajudaram a melhorar o trabalho e que contribuíram para aprender mais, aprendi a trabalhar com pessoas de outras áreas e a ouvir os seus saberes e experiências e, principalmente, aprendi a tornar os obstáculos em pontos positivos. Não me posso esquecer que foi um estágio e que estava inserida numa instituição e foi para eles que desenvolvi este trabalho, o que me pode ter limitado em alguns aspectos mas também isso me ensinou a ouvir o que se esperava de mim e a ter de conciliar os meus objectivos, enquanto “aprendiz” de avaliação, com os objectivos de uma instituição para a qual estava a “trabalhar”.

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105 Ligações electrónicas

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AEXOS

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