6.2. O plano de abastecimento de água e esgotamento sanitário para 2010-2039
7.2.3. Alternativas propostas
7.2.5.3. Desenvolvimento do plano
A gestão do manejo de águas pluviais e da drenagem no município de São Vicente é realizada sob a coordenação da Secretaria de Obras e Meio Ambiente - SEOBAM (macrodrenagem) e Secretaria de Desenvolvimento e Mobilidade Urbana - SEMURB (microdrenagem).
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110 Destaca-se ainda a Defesa Civil, que atua diretamente nos momentos críticos, em se tratando da ocorrência de inundações e deslizamentos associados ao sistema de drenagem.
A interface dos sistemas de drenagem dos municípios de Santos, Praia Grande e Cubatão gera uma interdependência, seja das ações de planejamento, seja das ações preventivas e corretivas, para fins de viabilidade operacional, bem como de otimização da aplicação de recursos humanos e financeiros.
O presente plano de contingência traça linhas gerais sobre as ações de resposta à ocorrência de enchentes e deslizamentos.
Cada instituição/órgão setorial, dentro de sua esfera de atribuição, deve interagir de maneira integrada para elaborar um planejamento, com foco na sua operacionalização diante do evento.
7.2.5.3.1. Ações preventivas para contingências
As possíveis situações críticas que exigem ações de contingências podem ser minimizadas através de um conjunto de procedimentos preventivos de operação e manutenção como os listados a seguir.
A - Ações preventivas de controle operacional
• Verificação das condições físicas de funcionamento das estruturas que compõem o sistema, como bocas de lobo, poços de visita, canais, redes tubulares, travessias, bueiros, comportas (necessidade da existência de um cadastro digital atualizado);
• Monitoramento dos níveis dos canais de macrodrenagem e operacional das comportas, bem como do nível da maré;
• Qualidade da água de escoamento superficial;
• Prevenção de acidentes nos sistemas:
- Plano de ação nos casos de quebra de equipamento e estruturas;
- Plano de ação em caso de falta de energia elétrica;
- Gestão de riscos ambientais em conjunto com órgãos ambientais e de recursos hídricos.
B - Ações preventivas de manutenção
• Programação de limpeza e desassoreamento das bocas-de-lobo, poços de visita, redes tubulares e canais;
• Plano de manutenção preventiva de travessias e canais, sobretudo em áreas mais propensas à ocorrência de inundações;
• Cadastro de equipamentos e instalações;
• Programação da manutenção preditiva em equipamentos críticos;
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• Registro do histórico das manutenções.
7.2.5.3.2. Ações corretivas para emergências
As emergências oriundas de situações imprevistas exigem ações imediatas que devem ser enfrentadas através de um conjunto de procedimentos corretivos. As emergências possíveis, suas origens e o plano corretivo emergencial respectivo são os listados a seguir.
A - Inundação das áreas planas
• Origens possíveis:
- Precipitação de intensidade acima da capacidade de escoamento do sistema e maré baixa;
- Maré alta e baixa intensidade de precipitação;
- Ocorrência simultânea de maré alta e precipitação de alta intensidade;
- Quebra de equipamentos por fadiga ou falta de manutenção;
- Mau funcionamento do sistema por presença de resíduos e entulhos, comprometendo a capacidade de escoamento;
- Ações de vandalismo e/ou sinistros.
• Ações emergenciais:
- Comunicação à população, instituições, autoridades e Defesa Civil;
- Reparo das instalações danificadas;
- Comunicação à Polícia.
B - Enxurradas nas áreas próximas aos morros
• Origens possíveis:
- Precipitação de intensidade acima da capacidade de escoamento do sistema;
- Mau funcionamento do sistema por presença de resíduos e entulhos, comprometendo a capacidade de escoamento;
- Ações de vandalismo e/ou sinistros.
• Ações emergenciais:
- Comunicação à população, instituições, autoridades e Defesa Civil;
- Reparo das instalações danificadas;
- Comunicação à Polícia.
C - Deslizamentos e movimentos do solo
• Origens possíveis:
- Precipitação de significativa intensidade em períodos intercalados com precipitações de
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112 menor intensidade, e prolongados;
- Desmoronamento de taludes ou paredes de canais - Erosões de encostas e fundos de vale;
- Rompimento de travessias;
- Obstrução do sistema de drenagem com lixo ou entulhos.
• Ações emergenciais:
- Comunicação aos órgãos de controle ambiental e Defesa Civil;
- Reparo das instalações danificadas;
- Comunicação à Polícia.
7.2.5.3.3. Atribuições/responsabilidades
Para fins de complementaridade do Plano de Contingência/Emergência se fazem necessárias as seguintes definições:
• Estabelecimento de mecanismo de coordenação;
• Atribuições e responsabilidades específicas das instituições envolvidas:
- Secretarias municipais;
- Coordenadoria de comunicação;
- Coordenadoria de apoio comunitário;
- Defesa Civil;
- Brigada Militar e Corpo de Bombeiros.
• Determinação de abrigos temporários.
7.2.5.3.4. Restauração da normalidade
Uma vez que tenha passado o efeito danoso da enchente, devem ser realizadas vistorias, a fim de avaliar o comprometimento das estruturas do sistema de drenagem, bem como das edificações e dos potenciais riscos de contaminação da população localizada na área de influência. Devem ser retirados os entulhos, resíduos acumulados e desobstruídas as vias públicas e redes de drenagem afetadas. Serão realizadas avaliações de danos em benfeitorias e determinação de áreas de risco de deslizamentos, não sendo liberadas as áreas para uso da população até que se tenha efetiva segurança quanto à ocorrência de novos deslizamentos e inundações.
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113 8. RESÍDUOS SÓLIDOS
8.1. Avaliação da prestação dos serviços de resíduos sólidos 8.1.1. Situação institucional dos serviços
Na Administração Direta do Município de São Vicente as secretarias municipais diretamente envolvidas com a questão dos Resíduos Sólidos Urbanos são a Secretaria de Obras e Meio Ambiente (SEOBAM), principal responsável pela gestão dos resíduos sólidos urbanos do Município e que promove e executa a política municipal de Meio Ambiente, gerencia o setor de gestão ambiental e autorizações nesse sentido, além de promover a educação ambiental em parceria com a Secretaria de Educação (SEDUC); a Secretaria de Saúde (SESAU), responsável pela gestão da coleta, transporte, tratamento e a disposição final dos resíduos sólidos dos serviços de saúde (RSS);
a Secretaria de Assistência Social (SEAS), que atua na reinserção de ex-catadores na sociedade; a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SEDEC), responsável pelos projetos sócio-economicos desenvolvidos no Parque Ambiental Sambaiatuba - PAS; a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Manutenção Viária (SEDUR), que junto com a SEOSP cuidam da gestão da drenagem urbana. Existe também na Administração Direta a Subprefeitura da Área Continental (SUPAC), que acompanha as demandas de saneamento básico e resíduos sólidos na Área Continental.
Na Administração Indireta do Município foi criada, em 06 de junho de 1977, a Companhia de Desenvolvimento de São Vicente (CODESAVI), sociedade de economia mista com capital quase exclusivamente do Município de São Vicente (99,9907258%), que atua, sob contratação da Administração Direta, nos serviços drenagem urbana e, principalmente, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, conservação de vias públicas e próprios municipais, roçagem mecânica, capinação, limpeza de canais, diques e valas, dentre outras competências que incluem o gerenciamento da execução direta ou indireta de obras e serviços; desenvolvimento de planejamentos, estudos e projetos relacionados com o desenvolvimento econômico-social-urbanístico-turístico; gerenciamento das atividades de coleta, transporte, transbordo e destinação final de resíduos sólidos urbanos (limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos – lixo doméstico e lixo originário da varrição e limpeza de logradouros e vias públicas) e educação ambiental, também atuando na reinserção social dos ex-catadores do antigo lixão do Sambaiatuba, atual Parque Ambiental Sambaiatuba - PAS.
8.1.2. Condição atual do sistema existente
A maior parcela do trabalho de acompanhamento e gerenciamento dos resíduos sólidos é feito pela Companhia de Desenvolvimento de São Vicente - CODESAVI.
Destacam-se os principais itens que competem à CODESAVI gerenciar neste item:
• Limpeza de logradouros e vias públicas;
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• Capinação e roçagem;
• Limpeza de canais, bueiros e bocas de lobo;
• Limpeza de praias;
• Resíduos da coleta seletiva porta a porta;
• Resíduos descartados regularmente e irregularmente;
• Resíduos domiciliares;
• Operação de transbordo;
• Central de triagem e pré-beneficiamento de resíduos.
A Empresa TERRACOM CONSTRUÇÕES LTDA é quem atualmente presta os serviços de coleta, transporte e destinação final dos resíduos sólidos de São Vicente (principal espécie de resíduos gerados na cidade), cabendo à SEOSP a responsabilidade pelo contrato e à CODESAVI o respectivo gerenciamento de sua execução, cabendo também à CODESAVI a operação de transbordo.