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3 REVISÃO DE LITERATURA

II. Paediatric Triage and Acuity System (Ped-

5.1 Desenvolvimento do software

O Software para Acolhimento com Classificação de Risco em Pediatria foi desenvolvido no período de setembro de 2015 a fevereiro de 2016, a partir de um trabalho conjunto do pesquisador e de um analista de sistemas contratado, com ampla experiência no desenvolvimento de softwares.

A linguagem utilizada para o desenvolvimento do software foi a CSharp (C#), elaborada pela Microsoft® e o banco de dados escolhido para ser utilizado foi o Microsoft® SQL Server® 2008 R2.

Cabe salientar que o software apresenta, como uma de suas características, a responsividade, ou seja, possui a capacidade de se adaptar à tela de diferentes tamanhos, podendo ser utilizado em diferentes tipos de dispositivos, como computador, tablete e

smartphones. Além disso, há a possibilidade de aplicação de zoom em qualquer ponto da tela,

facilitando seu uso por pessoas com baixa visão.

A tela inicial apresenta a identificação do software, bem como dois campos a serem preenchidos respectivamente com o login do usuário e sua senha, permitindo acesso a pessoas previamente cadastradas para seu uso (Figura 4).

Figura 4 – Tela de login do Software para Classificação de Risco em Pediatria.

O software é composto por nove módulos que interagem entre si para o funcionamento completo do sistema, podendo ser acessados por meio de um menu principal (Figura 5). São eles: Alterar senhas; Instituições; Profissionais; Discriminadores; Pacientes; Prioridades; Relatório de Prioridades; Relatório Tempo de Atendimento; e Relatório de Enfermeiros.

Figura 5 – Menu principal de acesso ao sistema.

Fonte: Software para ACCR em pediatria

Alteração de senha: oferece a possibilidade do administrador do sistema realizar

a alteração de uma senha cadastrada por um dos usuários do software, caso haja necessidade (Figuras 6 e 7). Tal módulo foi desenvolvido com intuito de possibilitar o cadastro de uma nova senha para o profissional que venha a ter problemas para lembrar a senha cadastrada ou, ainda, para que o administrador possa bloquear a senha de um profissional que não mais está autorizado a acessar o sistema.

Figura 6 – Tela inicial do módulo de alteração de senha.

Fonte: Software para ACCR em pediatria

Figura 7 – Módulo de alteração de senha.

Fonte: Software para ACCR em pediatria

Instituições: módulo destinado à realização do cadastro das instituições de saúde

seguinte, realizar o cadastro dos profissionais que utilizarão o sistema na instituição cadastrada.

Figura 8 – Módulo de cadastro de instituição de saúde.

Fonte: Software para ACCR em pediatria

Profissionais: módulo destinado à realização do cadastro dos profissionais que

utilizarão o software em cada instituição previamente cadastrada (Figura 9). Este módulo permite, ainda, a realização da edição do cadastro dos profissionais, possibilitando a correção de dados incorretos ou desatualizados e, permite também, a exclusão do cadastro de profissionais por parte do administrador do sistema na instituição.

Figura 9 – Módulo de cadastro de profissionais.

Fonte: Software para ACCR em pediatria

Os tipos de profissionais a serem cadastrados são:

• ADMINISTRADOR – que tem acesso irrestrito a todos os módulos do sistema;

• ATENDENTE – destinado aos profissionais que atuam na recepção do hospital;

• ENFERMEIRO – destinado ao uso dos enfermeiros que utilizarão o software para realização da classificação de risco.

• TÉCNICO DE ENFERMAGEM – destinado aos técnicos de enfermagem que utilizarão o software para auxílio do enfermeiro na operacionalização da classificação de risco.

Durante a realização do cadastro, o ADMINISTRADOR deverá inserir o endereço de e-mail do profissional a ser cadastrado. O profissional receberá, então, uma mensagem no endereço de e-mail cadastrado, enviada pelo sistema, na qual consta um link disponibilizando o seu cadastro de nova senha para acesso ao software.

Discriminadores: módulo no qual o administrador realiza o cadastro dos

discriminadores que são indicados a partir do protocolo utilizado. A edição dos discriminadores permite a constante atualização do software a partir das atualizações advindas de novas edições do protocolo utilizado. O cadastro dos discriminadores está atrelado ao cadastro dos sinais/sintomas a ele relacionados e que possibilitarão a realização da classificação de risco por parte do enfermeiro (Figura 10).

Figura 10 – Módulo de cadastro de discriminadores.

Fonte: Software para ACCR em pediatria

Pacientes: módulo destinado ao cadastro dos pacientes que buscam atendimento

no serviço de saúde. Esse cadastro é usualmente realizado na recepção do serviço de saúde, por profissional específico desse setor. Para a realização do cadastro do paciente, solicitam-se dados como: nome, sexo, data de nascimento, nome do responsável pelo paciente dentre outros.

Ao final do cadastro, o atendente selecionará a situação do paciente em relação ao fluxo de atendimento, dentre as seguintes possibilidades: aguardando classificação; atendido pelo médico; classificado; e desistiu do atendimento.

Após o cadastro do paciente pelo atendente da recepção, um profissional da equipe de enfermagem poderá acessar esse cadastro e adicionar dados vitais do paciente, relativos à sua condição de saúde (temperatura, frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão arterial, glicemia, peso, altura, escala de dor...). Em seguida, o enfermeiro poderá realizar a avaliação e a classificação de risco do paciente (Figuras 11 e 12).

Figura 11 – Módulo de cadastro de pacientes com dados de identificação, sinais vitais e

dados clínicos complementares.

Fonte: Software para ACCR em pediatria

Figura 12 – Módulo de classificação de risco.

Fonte: Software para ACCR em pediatria

Prioridades: módulo destinado à visualização e controle da lista de prioridades

realizar o acompanhamento da sequência de pacientes a serem atendidos, de acordo com a ordem de prioridades, bem como o tempo de espera de cada paciente (Figura 13).

Figura 13 – Módulo de prioridades.

Fonte: Software para ACCR em pediatria

Baseado no limite de tempo, estabelecido pelo protocolo, para o atendimento de cada nível de prioridade, o sistema está programado para emitir alerta visual para que o profissional identifique o paciente que atingir o limite máximo de tempo de espera indicado. Tal alerta é apresentado em uma caixa em tom avermelhado sobre os dados do paciente, contendo os dizeres: tempo de atendimento esgotado! O paciente terá que ser reavaliado!

Relatórios: módulos desenvolvidos com intuito de possibilitar a tomada de

decisão por parte dos gestores dos serviços de saúde que venham a utilizar o software. Podem ser gerados três diferentes tipos de relatório, de acordo com a necessidade do gestor:

• Relatório de prioridades – indica a quantidade de pacientes atendidos dentre os diferentes tipos de prioridade previstos no protocolo (Figura 14).

• Relatório tempo de atendimento – indica a média do tempo de atendimento para cada nível de prioridade, permitindo acompanhar se o tempo estipulado pelo protocolo para cada nível de prioridade está sendo obedecido (Figura 15).

• Relatório de enfermeiros – permite identificar o enfermeiro responsável pela realização de cada classificação de risco dos pacientes atendidos, bem como a data e o

horário nos quais cada classificação foi realizada. Além disso, permite saber quantos pacientes cada enfermeiro realizou a classificação de risco, em um determinado período de tempo (Figura 16).

Figura 14 – Relatório da quantidade de pacientes atendido de acordo com o nível de

prioridade.

Fonte: Software para ACCR em pediatria

Figura 15 – Relatório da média de tempo de atendimento de cada nível de prioridade.

Figura 16 – Relatório dos enfermeiros classificadores, data e horário da classificação de

risco.

Fonte: Software para ACCR em pediatria

A utilização dos relatórios está condicionada à senha do usuário cadastrado como ADMINISTRADOR, configurando uma importante ferramenta para auxílio na gestão do cuidado desenvolvido pela equipe atuante no ACCR.