• Nenhum resultado encontrado

Design centrado no usuário consiste em colocar o usuário no centro da atenção durante todo o desenvolvimento de um projeto (figura 3), seja produto ou serviço. O usuário participa de forma integral durante todo o processo, utilizando metodologias de pesquisa para entender o seu comportamento. No fim, baseando-se em pesquisa e observação, é possível criar hipóteses e testá-las (KALBACH, 2009).

Entendendo que o design centrado no usuário é para facilitar o desenvolvimento de um projeto e entregar valor real para as pessoas, Kalbach (2009, p. 39) ainda argumenta que:

Ao considerar cuidadosamente o real contexto de uso antes que um produto seja lançado no mercado, o design centrado no usuário aumenta potencialmente as taxas de adoção e diminui a curva de aprendizagem. Neste sentido, o design centrado no usuário busca reduzir o risco de uma falha no produto.

Figura 8 - Estrutura de Desenvolvimento DCU

Fonte: Site Product Tribe, 2018.

Para Lowdermilk (2013) o design centrado no usuário DCU4, surge através do IHC5 tornando-se uma metodologia de design para software, sendo utilizada por designers e desenvolvedores, conforme estrutura na figura 8. O DCU facilita a criação de artefatos digitais que atendam às necessidades dos usuários. Segundo Lowdermilk

4 Design centrado no usuário 5 Interação Humano-Computador

(2013, p.26) “ao colocar usuários no centro de seu processo de desenvolvimento, você eliminará a ambiguidade e chegará ao ponto central de suas necessidades”.

Seguindo este conceito, Lowdermilk (2013, p. 35), resume DCU como: a) O mundo da usabilidade é amplo e foca no estudo das interações humanas com qualquer produto (idem);

b) A interação humano-computador (IHC) é um subconjunto da usabilidade que foca especificamente nas interações humanas com produtos ligados à computação (idem);

c) Design centrado no usuário (DCU) é uma metodologia usada por desenvolvedores e designers para garantir que estão criando produtos que atendem às necessidades dos usuários (idem);

d) Experiência de usuário (UX, ou User Experience) é um dos vários focos do DCU. Ela inclui toda a experiência do usuário com o produto, incluindo reações físicas e emocionais (idem);

e) O DCU não é subjetivo e, com frequência, baseia-se em dados para fundamentar as decisões de design(idem);

f) O DCU envolve muito mais do que criar aplicativos agradáveis do ponto de vista estético. O design desempenha uma função importante; contudo, não representa o único foco (idem);

g) O DCU, na realidade, pode promover economia de tempo ao ajudar você a evitar erros que podem custar caro (idem);

h) O DCU não representa uma distração que nos impede de terminar o trabalho. Ele garante que iremos focar nos aspectos corretos: atender às necessidades dos usuários usando a solução tecnológica adequada (idem).

Já o autor Norman (2002), defende a ideia que o design centrado no usuário é uma filosofia baseada nas necessidades e interesses do usuário, em que se deve dar atenção especial à criação de produtos compreensíveis e de fácil utilização. Sendo assim Nornam (2002, p. 222) argumenta que o design deve:

i.Tornar fácil determinar as ações possíveis a qualquer momento (fazer uso de coerções).

ii.Tornar as coisas visíveis, inclusive o modelo conceitual do sistema, as ações opcionais e os resultados das ações.

iii.Tornar fácil avaliar o estado atual do sistema.

iv.Seguir os mapeamentos naturais entre as intenções e as ações exigidas; entre as ações e o efeito resultante; e entre as informações visíveis e a interpretação do estado do sistema.

Neste contexto o design deve garantir que o usuário possa descobrir o que fazer e que consiga entender o que está acontecendo, que ele tenha o controle da situação. Para isso o autor Norman (2002, p. 222) justifica porque é importante olhar para as experiências cotidianas das pessoas:

O design deve fazer o uso das características inerentes naturais das pessoas e do mundo, deve explorar os relacionamentos naturais e as coerções naturais. Tanto quanto possível, deve operar sem instruções ou rótulos. Qualquer instrução ou treinamento necessário só deve precisar ser dado uma única vez; a cada explicação, a pessoa deve dizer: “É claro” ou “Sim, compreendo”. Uma explicação simples basta se houver racionalidade no design, se tudo tiver seu lugar e sua função, e se os resultados das ações forem visíveis. Se a explicação induzir a pessoa a pensar ou a dizer “Como vou conseguir me lembrar disso?”, o design terá falhado.

Entendendo que o design centrado no usuário é colocar o usuário no centro da atenção durante cada etapa de um projeto, fazendo-o presente de forma integral e entendendo as suas experiências cotidianas, realizando pesquisas aprofundadas baseadas em dados, tendo como objetivo entregar o valor real ao usuário e garantir a melhor experiencia possível, Norman (2002, p. 223) nos indica os sete princípios da transformação de tarefas difíceis em tarefas simples, sendo eles simples e objetivos:

1. Usar ao mesmo tempo o conhecimento no mundo e o conhecimento na cabeça (NORMAN, 2002, p. 223);

2. Simplificar a estrutura das tarefas (idem);

3. Tornar as coisas visíveis: assegurar que as lacunas de execução e avaliação sejam encurtadas ou superadas (idem);

4. Fazer corretamente os mapeamentos (idem);

5. Explorar o poder das coerções naturais e artificiais (idem); 6. Projetar para o erro (idem);

7. Quando tudo o mais falhar, padronizar (idem).

Ao compreender a importância do design centrado no usuário como é descrevido por Norman, devemos também citar as vantagens de adotar este mindset ao projeto. O autor Lowdermilk (2013, p. 40), mostra estas vantagens escritas por Ariane Kempken, e ela descreve da seguinte forma:

O UCD6 define um conjunto de métodos que incorporam as necessidades dos usuários no desenvolvimento de produtos e serviços para cortar custos, fornecer inovações reais e fornecer uma vantagem estratégica em relação aos competidores.

Reduzindo custos. O UCD solicita a ajuda dos usuários para expor problemas

e detectar falhas o quanto antes no processo de desenvolvimento. Ele fornece mecanismos baratos para reduzir os com frequência exponencialmente maiores custos de corrigir problemas em ciclos de desenvolvimento posteriores e os custos de falhas depois que um produto ou serviço é lançado.

Fomentando inovação real. O UCD estuda o comportamento dos usuários

enquanto estes interagem com um produto ou serviço dentro de seu contexto da vida real. Ao fazer isso, ele expõe as necessidades que os usuários não estavam cientes ou que poderiam não ser capazes de articular. Essas ideias e a exposição direta à experiência do usuário levam melhorias não óbvias e ao desenvolvimento de produtos e serviços verdadeiramente inovadores.

Fornecendo uma vantagem estratégica. O UDC considera todos os fatores

da experiência dos usuários: cultural, social, cognitivo e físico. Ao criar um entendimento mais profundo do usuário, ele permite a oportunidade de estabelecer relacionamentos a longo prazo. Os quais resultam em uma maior ressonância da marca, lealdade dos consumidores e vantagem estratégica sobre os competidores.

Seguindo este contexto podemos concluir que o design centrado no usuário serve para trazer um esclarecimento total sobre o usuário e suas necessidades aplicando métodos de pesquisa para gerar oportunidades são mais adequadas enquanto a verdadeira necessidade e sucesso na experiencia do produto ou serviço.

Documentos relacionados