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Etapa 4 – Implementação e Monitorização Etapa 5 – Avaliação e Re-planeamento 1 2 3 4 5

Etapas de uma

Comunicação Estratégica

Figura 15 – Esquema dos Níveis de Participação Proposto pela Health Communication Partnership (Tapia, Brasington, & Van Litch, 2005).

A participação dos indivíduos, de um grupo ou de uma comunidade é variável em cada situação, o que requer um trabalho de base bem fundamentado de envolvimento; processo que nem sempre coincide com o início de um programa e deve corresponder a uma abordagem progressiva “step-by-step”.

No entanto, em todas as situações, aumentar as oportunidades de participação pelos que são directamente afectados por um problema, assunto ou necessidade é determinante para ajudar a reconhecer e a fomentar a capacitação e o conhecimento; para ajudar a fortalecer as aptidões e sobretudo a capacidade de desenvolvimento, de implementação e de avaliação da saúde, bem como incrementar actividades de comunicação nos programas.

Segundo o descrito, num programa ou acção devem ser envolvidos no Processo

Assistir às actividades dos programas Ser consultado num programa Definição de objectivos para o programa Poder decisivo nas acções Iniciação em novas actividades Defender políticas e outras mudanças macro

Participação na análise e na avaliação Seleccionar líderes e

outras pessoas de recurso

capacidades, das normas sociais e culturais de todos os envolvidos, bem como, sobre os potenciais constrangimentos à mudança individual e colectiva. A fase de design enfatiza o desenvolvimento de actividades para alcançar os objectivos definidos, e integra o que foi apreendido na fase anterior. A visão preconizada por esta etapa deve ser significante para os mais afectados e para reflectir sobre os seus pontos de vista e as suas preocupações.

O nível seguinte consiste em desenvolver e testar materiais, instrumentos e processos delineados na fase Design. A implementação e a monitorização de actividades desenvolvidas no plano estratégico caracterizam a quarta fase do Processo P. Por fim, na etapa de avaliação os interessados analisam a informação sobre saúde e o desenvolvimento do programa comunicação para determinar o seu valor e a sua contribuição nas mudanças individuais e colectivas ocorridas. Procedem também, à identificação de elementos que facilitaram ou impediram o sucesso do programa (Tapia, Brasington & Van Litch, 2005).

Para concluir, os processos de informação e de comunicação em saúde constituem meios exímios de análise da qualidade dos cuidados e das competências dos técnicos de saúde, pelo que podem influenciar os resultados da actividade dos técnicos em relação aos ganhos em saúde, bem-estar psicológico e qualidade de vida dos utentes (Teixeira, 2004).

3.2-

IN FO R MAÇÃO NO CO NT E X T O DA S AÚDE

A comunicação pressupõe o conteúdo ou a informação que pretendemos transmitir e também, as nossas intenções e emoções quando comunicamos com o outro. Consequentemente, a informação constitui um elo determinante no processo educativo, pois possibilita a partilha de conhecimentos e práticas que podem contribuir para alcançar melhores condições e qualidade de vida.

Reconhece-se que a informação de qualidade, pertinente divulgada oportunamente, é um poderoso instrumento de promoção da saúde. Uma selecção cuidada e a utilização adequada de meios de informação podem ser determinante na eficácia de programas de saúde.

A informação em saúde deve ser clara, compreensível, recordável, credível, consistente ao longo do tempo, baseada na evidência e personalizada. Concludentemente, a personalização da informação no contexto de saúde proporciona a economia de tempo, aumenta a satisfação e promove a intenção de mudança de comportamentos desfavoráveis à saúde. Entenda-se por personalização a adequação da informação às necessidades de informação do indivíduo num dado momento, de acordo com o seu nível sóciocultural e o seu estilo cognitivo (Teixeira, 2004).

Segundo o mesmo autor, há que ter em atenção que a natureza da informação e a quantidade de informação pode variar de pessoa para pessoa, por isso, há quem necessite de muita informação e haverá os que preferem pouca informação; há quem precise de informação sensorial (o que vou sentir) ou de informação de conforto (o que posso fazer) ou ainda, de informação de procedimento (o que vai acontecer).

Na disseminação de informação em saúde é fundamental seleccionar tanto a quantidade e a pertinência da informação, como o tipo de linguagem usada (DGS, 2005). O uso indiscriminado destes factores suscitam confusão e dificuldade na percepção da mensagem que se quer transmitir gerando o aparecimento de algumas barreiras de comunicação. O uso de léxico médico, palavras abstractas, a indiscriminação (dificuldade de diferenciar coisas aparentemente iguais) a polarização

Relativamente à transmissão de informação e mensagens o National Center for

Cultural Competence (2003) (NCCN) propõe algumas etapas para a escolha e adaptação de materiais de promoção de saúde, tais como: determinar a necessidade para a promoção da saúde, bem como a utilização de mensagens e materiais que a suportem; identificar e envolver parceiros importantes da comunidade; determinar o enfoque e a população alvo para a promoção da saúde, e os materiais a aplicar; perceber a população alvo; determinar o modo de transmissão da informação; criar critérios para a escolha de materiais de promoção para a saúde; recolher e analisar o material já existente; suscitar reacções na população alvo nomeadamente, obter o feed-back dos participantes sobre a informação e as mensagens transmitidas, por exemplo se é de fácil compreensão, se apresenta uma leitura fácil, o que é que poderia ser ainda incluído, as imagens usadas são perceptíveis, etc.; desenvolver e implementar um plano de disseminação das mensagens e criar um mecanismo para uma revisão periódica e modificação (Bronheim & Sockalingam, 2003).

No que concerne às mensagens de Promoção da Saúde são transmitidas ao público alvo e o seu conteúdo deve ter impacto sobre a sua consciência, os seus valores, as suas crenças e as suas atitudes e comportamentos, preconizando a promoção da saúde. Estas mensagens podem ser direccionadas à redução de risco, à acção comunitária, ou fomentar esclarecimento sobre questões específicas de saúde.

Na transmissão de mensagens de promoção da saúde podem ser utilizados vários formatos que podem incluir, folhetos, brochuras, materiais baseados na Internet, CD´s e DVD´s, cartazes, folhetos, anúncios ou artigos, outros periódicos, vídeos, anúncios de jornal, televisão ou rádio.

Relativamente aos dados sobre o estado de saúde geral ou oral que visam monitorizar os padrões de doença representam um componente essencial para os sistemas de informação nesta área (Figura 16).

Figura 16 – Componentes dos Sistemas de Informação de Saúde Oral (Petersen, Bourgeois, Bratthall & Ogawa, 2005).

Para além de informação epidemiológica, os decisores e os responsáveis pelo planeamento em saúde, necessitam de informação específica sobre os factores de risco da saúde, sobre a relação da saúde com a qualidade de vida, sobre a cobertura e utilização dos serviços de saúde, intervenção e cuidado, sobre os procedimentos administrativos e por último sobre a qualidade dos serviços e dos cuidados de saúde prestados (Petersen, Bourgeois, Bratthall & Ogawa, 2005).