Diagrama 1 Diagrama da problemática
3.3.1. Desporto Escolar
Relativamente à conceção e dinamização do desporto escolar, é fundamental, num primeiro ponto, apresentar a dinâmica em que se desenvolveu o processo de desporto escolar. Cada estagiário teve um papel de coadjuvação em dois núcleos de desporto escolar. Neste sentido, surgiu a oportunidade de trabalhar em duas dinâmicas diferentes. No núcleo de ginástica, assumi um papel de coadjuvação relativamente a questões relacionadas com o planeamento, avaliação e condução das sessões e no núcleo de voleibol, o acompanhamento surgiu mais em termos de condução da sessão e no acompanhamento da equipa aos torneios. Independentemente da diferente dinâmica destes dois núcleos, o facto de poder trabalhar com dois grupos tão distintos, ajudou a entender e conhecer várias metodologias de treino e aprofundar o conhecimento nestas duas modalidades tão distintas.
“A prática desportiva nas escolas, para além de um dever decorrente do quadro normativo vigente no sistema de ensino, constitui um instrumento de grande relevo e utilidade no combate ao insucesso escolar e de melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem.
Complementarmente, o Desporto Escolar promove estilos de vida saudáveis que contribuem para a formação equilibrada dos alunos e permitem o desenvolvimento da prática desportiva em Portugal.
49 O Programa do Desporto Escolar (…) reforça os mecanismos que contribuem para a aplicação do princípio da autonomia dos Agrupamentos de Escolas e das Escolas Não Integradas em Agrupamento (seguidamente designadas por escolas ou estabelecimentos de ensino) que tem vindo a nortear a ação do Ministério da Educação em todos os diversos domínios da política educativa. Assim, o Projeto de Desporto Escolar deve integrar-se, de forma articulada e continuada, no conjunto dos objetivos gerais e específicos do Plano de Atividades das Escolas, fazendo parte do seu Projeto Educativo”.
(Direção-Geral da Educação, 2009)
Tal como é referido na citação acima, o projeto de desporto escolar deve estar articulado com o plano anual de atividades e com o projeto educativo. Neste sentido, cada estagiário procedeu à elaboração da projeção das atividades de desporto escolar com o intuito de entender qual o papel a assumir neste contexto e enquadrá-lo com os documentos acima referidos.
Relativamente à ginástica, a dinâmica dos treinos desenrolou-se em duas sessões semanais e a estratégia utilizada para a condução das mesmas baseou-se no trabalho por estações. Numa breve caraterização do núcleo, tal como foi descrito no projeto de desporto escolar (2012-2013): caracterizou-se por ser um núcleo de ginástica que abrangia todo o Agrupamento de Escolas da Portela e Moscavide, encontrando-se assim aberto para todos os alunos pertencentes a este meio escolar. Esta atividade surgiu no seguimento do trabalho desenvolvido nos anos letivos passados. No presente ano letivo, tive a oportunidade de assumir o papel de coadjuvação do desporto escolar em conjunto com os meus colegas de estágio.
Os treinos do núcleo decorreram em 2 sessões semanais de 45 minutos, tendo, uma delas, sido realizada no pavilhão polidesportivo da escola EB 2,3 Gaspar Correia e a outra do pavilhão polidesportivo da ES da Portela.
Em termos da constituição do grupo, este foi um núcleo muito heterogéneo onde se puderam identificar claramente dois grupos distintos. Ao contrário do que se verificava no ano letivo passado, este ano tivemos um grupo constituído por alunos mais velhos (7º e 8º ano), com participação do núcleo do ano passado, e outro composto por alunos essencialmente do 5º e 6º ano e cujo nível de prática era superior ao grupo de alunos mais velhos.
Em termos da dinâmica de condução das sessões, cada um dos estagiários ficou responsável pelas atividades de uma ou duas estações durante um determinado período
50 de tempo e posteriormente era efetuada uma rotação. Esta decisão surgiu no final do 1º período, permitindo que cada estagiário trabalhasse mais pormenorizadamente as progressões e ajudas num determinado aparelho, desenvolvendo assim um maior conhecimento e contacto com o mesmo. Na 2ª etapa de formação, ou seja, no 2º período, além de assumir as tarefas já referidas, assumi ainda um papel preponderante na organização e planeamento da apresentação do dia 13 de abril. A gestão dos recursos para esta atividade foi uma tarefa que me foi atribuída e que, em conjunto com professor responsável, assumi como prioritária nesta etapa.
Neste encontro, a equipa conseguiu desenvolver um bom trabalho, apesar dos poucos treinos que tiveram em conjunto, isto porque, tal como já foi referido, há alunos que nunca treinaram em conjunto devido à pouca/nula disponibilidade que têm para treinar nas duas sessões semanais. Ainda assim, conseguiram obter a 3ª classificação, ganhando com este lugar, um maior sentido de responsabilidade, força de vontade e, principalmente, gosto pela prática.
Posteriormente, foi possível associar todo este trabalho feito no âmbito do núcleo de ginástica e dar continuidade ao Festival de Ginástica da Portela, numa ação socioeducativa que visa, através do desporto, criar um momento de partilha de experiências entre os diversos intervenientes do processo educativo e social e que é organizado todos os anos pelo AEPM. O núcleo fez parte da equipa organizadora e ofereceu uma apresentação a toda a comunidade escolar e local.
O núcleo de desporto escolar de voleibol surgiu numa perspetiva mais formativa, onde o meu papel passou pela coadjuvação da condução dos treinos. O núcleo de voleibol é um núcleo com muitos alunos, chegando a haver 60 alunos por sessão. Este panorama levou a que o professor responsável pelo núcleo me responsabilizasse pelo acompanhamento apenas da equipa competitiva, sendo essa a única responsabilidade atribuída. Todo o planeamento foi feito pelo professor responsável no início do ano letivo e dado a conhecer a meio do 1º período, antes do início das competições. Em termos de competição, foi feito um acompanhamento regular, chegando a assumir a inteira responsabilidade pela gestão da equipa nos últimos dois torneios da época competitiva. Esta situação tornou-se possível devido à disponibilidade demonstrada ao longo do ano e tornou-se numa mais-valia em termos formativos.
Terminado o ano letivo, é possível encarar o cumprimento das competências previstas no guia de estágio com sucesso e grande nível de autonomia. Em termos formativos, consegui criar um contacto próximo com ambas as modalidades, ganhando autonomia na aplicação de estratégias e garantir, através das mesmas, a evolução
51 pessoal dos alunos. A forma como das sessões se organizaram, permitiram a criação de oportunidades que me ajudaram a desenvolver as minhas competências dentro das duas modalidades, ganhando um domínio das matérias muito mais intuitivo.
Quanto à gestão e organização das competições de desporto escolar, hoje compreendo melhor este processo em comparação ao meu nível de conhecimento inicial e o mesmo aconteceu com o processo de inscrição das equipas de deporto escolar e a aplicação desses mesmos processos na prática, pois o domínio atual é muito mais evidente.