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Detalhamento de lajes

No documento NBR-6118-2014 (páginas 187-191)

20.1 Prescrições gerais

As armaduras devem ser detalhadas no projeto de forma que, durante a execução, seja garantido o seu posicionamento durante a concretagem.

Qualquer barra da armadura de flexão deve ter diâmetro no máximo igual a h/8.

As barras da armadura principal de flexão devem apresentar espaçamento no máximo igual a 2 h ou 20 cm, prevalecendo o menor desses dois valores na região dos maiores momentos fletores. Nas lajes maciças armadas em uma ou em duas direções, em que seja dispensada armadura trans- versal de acordo com 19.4.1, e quando não houver avaliação explícita dos acréscimos das armaduras decorrentes da presença dos momentos volventes nas lajes, toda a armadura positiva deve ser levada até os apoios, não se permitindo escalonamento desta armadura. A armadura deve ser prolongada no mínimo 4 cm além do eixo teórico do apoio.

A armadura secundária de flexão deve ser igual ou superior a 20 % da armadura principal, mantendo-se, ainda, um espaçamento entre barras de no máximo 33 cm. A emenda dessas barras deve respeitar os mesmos critérios de emenda das barras da armadura principal.

Os estribos em lajes nervuradas, quando necessários, não podem ter espaçamento superior a 20 cm.

20.2 Bordas livres e aberturas

As bordas livres e as faces das lajes maciças junto as aberturas devem ser adequadamente protegidas por armaduras transversais e longitudinais. Os detalhes típicos sugeridos para armadura complementar mostrados na Figura 20.1 são indicativos e devem ser adequados em cada situação, considerando a dimensão e o posicionamento das aberturas, o carregamento aplicado nas lajes e a quantidade de barras que está sendo interrompida pelas aberturas.

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2∅ 2∅ 2 1 As ≥ Asx h 2∅ ∅ ∅ 2∅

Figura 20.1 − Bordas livres e aberturas das lajes maciças

20.3 Lajes sem vigas

20.3.1 Armaduras passivas

Em lajes sem vigas, maciças ou nervuradas, calculadas pelo processo aproximado dado em 14.7.8, devem ser respeitadas as disposições contidas na Figura 20.2.

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% mínima da arma- dura total 50 Restante 33 Restante 100 100 Barr as super iores Barr as inf er iores Barr as super iores Barr as inf er iores Faixa e xter na Faixa inter na

Região dos apoios

Região centr al Eixo de apoio externo Face de

apoio apoio internoEixo de

Armadura contra colapso progressivo y ≥ 0,35 ≥ 0,35 ≥ 0,25 ≥ 0,25 ≥ 0,25 ≤ 0,125 ≤ 0,125 ≤ 0,125 ≤ 0,125 ≥ 0,25 ≥ 0,35 ≥ 0,25 ≥ 0,25 ≥ 15 cm ≥ 15 cm

Figura 20.2 − Lajes sem vigas

Pelo menos duas barras inferiores devem passar continuamente sobre os apoios, respeitando-se também a armadura contra colapso progressivo, conforme 19.5.4.

Em lajes com capitéis, as barras inferiores interrompidas, além de atender às demais prescrições, devem penetrar pelo menos 30 cm ou 24 f no capitel.

Devem ser atendidas as condições de ancoragem prescritas na Seção 9.

20.3.2 Lajes protendidas

20.3.2.1 Espaçamento máximo

Para que uma faixa de laje seja tratada como uma região protendida, na direção considerada, o espaçamento entre cordoalhas, cabos ou feixes de cabos deve ser no máximo de 6 h, não excedendo 120 cm.

Na seção da laje correspondente ao cabo ou feixe de cabos, o espaçamento entre eles deve resultar em uma tensão de compressão média igual ou superior a 1 MPa, considerando-se todas as perdas.

20.3.2.2 Largura máxima para disposição dos cabos em faixa externa de apoio

Cabos dispostos em faixa externa de apoio devem estar contidos em uma porção de laje, de tal forma que a largura desta não ultrapasse a dimensão em planta do pilar de apoio, tomada transversalmente à direção longitudinal da faixa, acrescida de 3,5 vezes a espessura da laje para cada um dos lados do pilar.

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20.3.2.3 Espaçamento mínimo entre cabos ou feixes de cabos

Entre cabos ou feixes de cabos, ou entre cabos e armaduras passivas, deve ser mantido um espaça- mento mínimo de 5 cm.

20.3.2.4 Cobrimento mínimo

O cobrimento mínimo de cabos em relação à face de aberturas nas lajes deve ser de 7,5 cm.

20.3.2.5 Desvio

O desvio no plano da laje de um cabo ou feixe de cabos deve produzir uma inclinação máxima de 1/10, na corda imaginária que une o início ao fim desse trecho, mantendo o seu desenvolvimento de acordo com uma curva parabólica em planta. Ao longo do desvio, o conjunto de cabos ou feixes deve estar disposto de tal forma a manter uma distância mínima de 5 cm entre cabos na região central da curva. Para os casos em que o desvio exceda os limites especificados, deve ser prevista armadura capaz de resistir à força provocada por esse desvio.

20.3.2.6 Armaduras passivas e ativas

Pode-se prescindir da armadura passiva contra o colapso progressivo, se pelo menos um cabo, em cada direção ortogonal, passar pelo interior da armadura longitudinal contida na seção transversal dos pilares ou elementos de apoio das lajes lisas ou cogumelo de edifícios comerciais e residenciais. Sobre os apoios das lajes lisas ou cogumelo protendidas, devem ser dispostas no mínimo quatro barras na face tracionada em uma faixa que não exceda a largura do apoio acrescida de 1,5 vez a altura total da laje para cada lado. As barras devem ser espaçadas em no máximo 30 cm e estendidas até uma distância mínima de 1/6 do vão livre na direção da armadura considerada, a partir da face do apoio. Nas lajes protendidas por monocordoalhas não aderentes, no máximo quatro cabos podem ser dispostos em feixe.

20.4 Armaduras de punção

Quando necessárias, as armaduras para resistir à punção devem ser constituídas por estribos verticais ou conectores (studs), com preferência pela utilização destes últimos.

O diâmetro da armadura de estribos não pode superar h/20 da laje e deve haver contato mecânico das barras longitudinais com os cantos dos estribos.

As regiões mínimas em que devem ser dispostas as armaduras de punção, bem como as distâncias regulamentares a serem obedecidas, estão mostradas na Figura 20.3.

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Armadura de punção Armadura contra colapso progressivo 2d 2d d ≤ 0,75d ≤ 0,5d

Figura 20.3 − Armaduras de punção

20.5 Lajes armadas com telas soldadas nervuradas

20.5.1 Ancoragem das telas soldadas nervuradas no apoio sobre vigas

As armaduras de lajes em tela soldada nervurada, produzidas com barras entalhadas conforme ABNT NBR 7481, devem ser estendidas integralmente até o apoio com ancoragem de 10 diâmetros, não inferior a 10 cm.

20.5.2 Emendas de armaduras em telas soldadas nervuradas

A emenda das armaduras em tela soldada nervurada pode ser realizada com: — duas malhas ou três fios, no caso de armadura principal;

— uma malha ou dois fios, no caso de armadura secundária.

Nas emendas de telas retangulares (em L ou T), a emenda na direção da maior dimensão da malha pode ser reduzida em relação ao estabelecido acima, se respeitar ao menos os critérios de emenda de barras isoladas para o caso.

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