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Determinação da capacidade de carga da estaca

4.2 Construção na rua Montese em São Vicente/SP

4.2.1.1 Determinação da capacidade de carga da estaca

Para a determinação da capacidade de carga foi utilizado o método desenvolvido por Aoki e Velloso. Os dados foram retirados da sondagem SPT, além do cálculo da área lateral de contato lateral, área de ponta, fatores de correção retirados em bibliografias específicas, como F1 e F2 para determinado tipo de estaca, coeficiente K e α.

Segue exemplo de cálculo para determinação da profundidade da estaca 1:

• O carregamento previsto é de 12,9 tf (Tabela 5);

Tabela 5 – Plano de carga.

Pilar Fx (tf) Fy (tf) Fz (tf) Mx (tfm) My (tfm) Mz (tfm)

P1 -0,1 0,0 12.9 0,1 1,0 0,0

Fonte: Adaptado do projeto estrutural.

• Coeficiente de segurança adotado é o valor 2,0;

• A profundidade da estaca é de 18 m

• Calculo da capacidade de carga com estaca de 30 cm de diâmetro, igual de projeto (D). Com D = 30 cm tem-se Ap = 706,86 cm2 e p (perímetro)

= 94,248 cm. Os resultados são mostradas na Tabela 6.

Tabela 6. Resultados do cálculo da capacidade de carga por atrito e ponta da estaca Camada carga, aplicando o coeficiente de segurança, é maior do que a prevista em projeto (12,9 tf).

Se utilizarmos a Equação (1) para o cálculo da capacidade por ponta o resultado seria 22,24 tf. Desta forma os resultados são maiores a 12,9 tf.

Tabela 7. Resultados do cálculo da capacidade de carga por ponta da estaca utilizando Equação (1)

5 ANÁLISE DOS RESULTADOS E CONCLUSÕES

Este trabalho mostrou o acompanhamento realizado in loco de algumas etapas da construção de sobrados na baixada santista. O objetivo foi de ressaltar a importância do estudo do solo para a execução de um projeto estrutural com duas opções de tipo de fundação (estaca e sapata). O acompanhamento das obras foi realizado diariamente, observando o cuidado das tarefas propostas pelo engenheiro e mestre de obra. Assim, foi possível observar como o engenheiro responsável pela parte estrutural da obra optou por um específico tipo de fundação, de acordo com a solicitação da obra e o conhecimento do solo na região.

Os laudos de sondagem SPT apresentaram semelhança nas 2 obras, em que inicialmente apresenta uma camada compacta até 3 m e na sequencia apresenta um solo argiloso condição mole onde o número de golpes médio foi de 1 golpe para os 30 cm finais até a profundidade de 11 m, que podem provocar patologias nas fundações típicas da região por falta de conhecimento das camadas de solo por parte do calculista.

Apesar do projeto arquitetônico e do tipo de solo serem muito parecidos, os engenheiros estruturais escolheram dois tipos de fundação diferentes. O engenheiro responsável pela primeira obra, optou pelo uso de fundação rasa, como sugestão de tentativa da construtora. Já o engenheiro responsável pela segunda obra, decidiu utilizar uma fundação profunda para suportar os carregamentos provenientes das sobrepostas.

Para o cálculo da resistência por ponta da estaca, foram utilizadas dois tipos de equações empíricas dando resultados diferentes.

Deste modo, foi verificado que a escolha das fundações está diretamente relacionada com a resistência do solo. Por isso, o estudo do solo é imprescindível em cada obra. Além disso, parâmetros utilizados por cada engenheiro também resultam em divergências na escolha da fundação, como mostrado nas duas obras visitadas.

Para trabalhos futuros sugere-se a escolha de equações empíricas para correlacionar a tensão admissível do solo com os ensaios de SPT é conferir através de ensaios reais e práticos.

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ANEXO A – PROJETO ESTRUTURAL DOS SOBRADOS DA RUA CAMAIORÉ

ANEXO B – PROJETO ESTRUTURAL DOS SOBRADOS DA RUA MONTESE

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