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RCR = 2,5 × hAp × P (3.2)

Fonte: Lamberts et al. (2016). Onde: RCR  Razão da cavidade do ambiente (adimensional);

hp Altura da parede entre o plano iluminante e o plano de trabalho (m);

P  Perímetro do ambiente (m); A  Área do ambiente (m2);

Tabela 3.2 – Limite máximo aceitável de DPIL (W/m2) – método das atividades da edificação.

Ambientes Atividades LIMITES DPIL

(Nível A) (Nível B) DPIL (Nível C) DPIL (Nível D) DPIL K RCR

Armazém, Atacado Material pequeno/leve Material médio/volumoso 0,80 1,20 6,00 4,00 10,20 5,00 12,24 6,00 14,28 7,00 16,32 8,00

Átrio h ≤ 12,20 m – – 0,30 0,36 0,42 0,48 h > 12,20 m – – 0,20 0,24 0,28 0,32 Auditórios e anfiteatros Auditório 0,80 6,00 8,50 10,20 11,90 13,60 Centro de convenções 1,20 4,00 8,80 10,56 12,32 14,08 Cinema 1,20 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 Teatro 0,60 8,00 26,20 31,44 36,68 41,92

Banco/Escritório Área de atividades bancárias 0,80 6,00 14,90 17,88 20,86 23,84

Banheiros Banheiros 0,60 8,00 5,00 6,00 7,00 8,00

Biblioteca

Área de arquivamento 1,20 4,00 7,80 9,36 10,92 12,48 Área de leitura 1,20 4,00 10,00 12,00 14,00 16,00 Área de estantes 1,20 4,00 18,40 22,08 25,76 29,44 Casas de máquinas Casa de máquinas 0,80 6,00 6,00 7,20 8,40 9,60 Centro de Convenções Espaço de exposições 1,20 6,00 15,60 18,72 21,84 24,96

Circulações Circulações l < 2,4 m 7,10 8,52 9,94 11,36

Comércio

Área de vendas 0,80 6,00 18,10 21,72 25,34 28,96 Pátio de área comercial 1,20 4,00 11,80 14,16 16,52 18,88

Provador 0,60 8,00 10,20 12,24 14,28 16,32

Cozinhas Cozinhas 0,80 6,00 10,70 12,84 14,98 17,12

Depósitos Depósitos 0,80 6,00 5,00 6,00 7,00 8,00

Dormitórios Alojamentos 0,60 8,00 4,10 4,92 5,74 6,56

Escadas Escadas 0,60 10,00 7,40 8,88 10,36 11,84

Escritório Escritório Planta livre 0,60 1,20 8,00 4,00 11,90 10,50 14,28 12,60 16,66 14,70 19,04 16,80

Garagem Garagem 1,20 4,00 2,00 2,40 2,80 3,20 Ginásio/Academia Área de ginástica 1,20 4,00 7,80 9,36 10,92 12,48 Arquibancadas 1,20 4,00 7,50 9,00 10,50 13,00 Esportes de ringue 1,20 4,00 28,80 34,56 40,32 46,08 Quadras de esportes – Classe 4 (mais de 5000 pessoas) 1,20 4,00 7,80 9,36 10,92 12,48 Quadras de esportes – Classe 3 (menos de 5000 pessoas) 1,20 4,00 12,90 15,48 18,06 20,64 Quadras de esportes – Classe 2 (jogos classificatórios com presença de espectadores) 1,20 4,00 20,70 24,84 28,98 33,12 Quadras de esportes – Classe 1 (recreação sem presença de espectadores) 1,20 4,00 32,40 38,88 45,36 51,84 Hall de entrada Vestíbulo 1,20 4,00 8,00 9,60 11,20 12,80 Cinema 1,20 4,00 8,00 9,60 11,20 12,80 Hotel 1,20 4,00 8,00 9,60 11,20 12,80

Salas de espetáculos Salas de espetáculos 0,80 6,00 8,00 9,60 11,20 12,80

Hospitais Circulação l < 2,4 m 9,60 11,52 13,44 15,36 Emergência 0,80 6,00 24,30 29,16 34,02 38,88 Enfermaria 0,80 6,00 9,50 11,40 13,30 15,20 Exames/Tratamento 0,60 8,00 17,90 21,48 25,06 28,64 Farmácia 0,80 6,00 12,30 14,76 17,22 19,68 Fisioterapia 0,80 6,00 9,80 11,76 13,72 15,68 Sala de espera/Estar 0,80 6,00 11,50 13,80 16,10 18,40 Radiologia 0,80 6,00 14,20 17,04 19,88 22,72 Recuperação 0,80 6,00 12,40 14,88 17,36 19,84 Sala de enfermeiros 0,80 6,00 9,40 11,28 13,16 15,04 Sala de operação 0,80 6,00 20,30 24,36 28,42 32,48 Quartos de pacientes 0,80 6,00 6,70 8,04 9,38 10,72 Suprimentos médicos 0,80 6,00 13,70 16,44 19,18 21,92 Igreja/Templo Assentos 1,20 4,00 16,50 19,80 23,10 26,40 Altar/Coro 1,20 4,00 16,50 19,80 23,10 26,40 Sala de comunhão/Nave 1,20 4,00 6,90 8,28 9,66 11,04 Laboratórios Salas de Aula Med./Ind./Pesq. 0,80 0,80 6,00 6,00 10,20 19,50 12,24 23,40 14,28 27,30 16,32 31,20

Lavanderia Lavanderia 1,20 4,00 6,50 7,80 9,10 ‘10,40

Museu Restauração 0,80 6,00 11,00 13,20 15,40 17,60

Sala de exibição 0,80 6,00 11,30 13,56 15,82 18,08 Oficinas Seminários/Cursos 0,80 6,00 17,10 20,52 23,94 27,36

Mecânica 1,20 4,00 6,00 7,20 8,40 9,60

Quartos de hotéis Quartos de hotéis 0,80 6,00 7,50 9,00 10,50 13,00

Refeitórios Refeitórios 0,80 6,00 11,50 13,80 16,10 18,40 Restaurantes Salão 1,20 4,00 9,60 11,52 13,44 15,36 Hotel 1,20 4,00 8,80 10,56 12,32 14,08 Lanchonete/Café 1,20 4,00 7,00 8,40 9,80 11,20 Bar/Lazer 1,20 4,00 14,10 16,92 19,74 22,56

Sala de Aula/ Treinamento Sala de Aula/Treinamento 1,20 4,00 10,20 12,24 14,28 16,32 Sala de espera/Convivência Sala de espera/Convivência 1,20 4,00 6,00 7,20 8,40 9,60 Sala de Reuniões/Conferência/ Multiuso Sala de Reuniões/Conferência/ Multiuso 0,80 6,00 11,90 14,28 16,66 19,04 Vestiário Vestiário 0,80 6,00 8,10 9,72 11,34 12,96 Transportes Área de bagagem 1,20 4,00 7,50 9,00 10,50 12,00 Aeroporto/Pátio 1,20 4,00 3,90 4,68 5,46 6,24 Assentos/Espera 1,20 4,00 5,80 6,96 8,12 9,28 Terminal/Bilheteria 1,20 4,00 11,60 13,92 16,24 18,56

Para classificação do sistema de iluminação, além dos limites de potência instalada estabelecidos acima, deverão ser respeitados os critérios de controle do sistema de iluminação, de acordo com o nível de eficiência pretendido, conforme os requisitos elencados no Quadro 3.2. Devido a grande quantidade de requisitos a serem analisados (3 x 202 = 606 avaliações), esta etapa foi realizada utilizando-se o sistema Web Prescritivo, desenvolvido pelo LabEEE da UFSC, uma ferramenta de avaliação da eficiência energética de edificações pelo método prescritivo do RTQ-C e disponível na Web no seguinte endereço eletrônico: http://www.labeee.ufsc.br/sites/default/files/webprescritivo/index.html. Os resultados da simulação estão contidos no Anexo A.

Quadro 3.2 – Relação entre os requisitos e níveis de eficiência do sistema de iluminação.

PRÉ-REQUISITO NÍVEL A NÍVEL B NÍVEL C

Divisão dos circuitos x x x

Contribuição da luz natural x x Desligamento automático do

sistema de iluminação x

Fonte: Lamberts et al. (2016).

3.2.3. EFICIÊNCIA DO SISTEMA DE CONDICIONAMENTO DE AR

O sistema de climatização avaliado pela presente análise consiste em aparelhos de condicionamento de ar do tipo janela e split. Esta ação incidiu na perspectiva da possível substituição das máquinas existentes, que se encontravam ao final da sua vida útil por equipamentos tecnologicamente mais avançados, com compressores rotativos ou scroll que apresentam maior rendimento (PESSOA; GHISI, 2015). Para o correto dimensionamento dos equipamentos da forma adequada ao ambiente, devem ser consideradas, também, todas as ações de natureza operacional e de manutenção que possam maximizar a economia de energia nas instalações da edificação, desde que atendam as especificações das normas ABNT (2008a, 2008b, 2008c). O presente trabalho não se debruçou sobre o cálculo da carga térmica, portanto, foram propostos condicionadores de ar que possuíam o selo Procel nível A em substituição aos ineficientes encontrados.

A determinação do nível de eficiência de um sistema de condicionamento de ar depende, também, do cumprimento dos pré-requisitos. Os sistemas de climatização possuem exigências apenas para a classe A, portanto, caso os requisitos não sejam atendidos, este não poderá ser A. Os sistemas de condicionamento de ar são tratados de dois modos distintos no RTQ-C: dependendo, caso as máquinas sejam avaliadas pelo PBE/Inmetro ou não. Os sistemas compostos por equipamentos dos tipos janela e Split, avaliados pelo PBE/Inmetro,

são classificados através do nível de eficiência que o mesmo atribui a cada modelo (LAMBERTS et al, 2016; SCALCO et al, 2014).

Os sistemas compostos por condicionadores que não estão abrangidos por nenhuma norma de eficiência do Inmetro, por sua vez, são avaliados através do seu desempenho em relação aos níveis fornecidos pelo RTQ-C. Como todos os equipamentos encontrados na edificação em análise são classificados pelo Inmetro, a categorização da eficiência do sistema de climatização ocorrerá pelo primeiro método. O governo federal também passou a exigir o cumprimento das seguintes diretrizes contidas no Art. 3º da IN n.º 002/2014/SLTI/MPOG:

Nas aquisições ou locações de máquinas e aparelhos consumidores de energia, que estejam regulamentados no âmbito do PBE, conforme publicação no sítio eletrônico: Sitio do Inmetro: http://www.inmetro.gov.br/consumidor/tabelas.asp

Deverá ser exigido, nos instrumentos convocatórios, que os modelos dos bens fornecidos estejam classificados com classe de eficiência "A" na ENCE vigente no período da aquisição (BRASIL, 2014a, p. 102).

Há cinco níveis de eficiência, tanto para classificações parciais como para totais, e são: A (mais eficiente), B, C, D e E (menos eficiente). Inicialmente, foram analisados todos os ambientes climatizados com condicionadores de ar do tipo janela, Split e Split Hi-wall. Foram coletados dados relevantes referentes aos ambientes no que diz respeito à: marca, modelo, quantidade de condicionadores de ar por local, tensão, corrente, potência dos equipamentos expressa em Unidade Térmica Britânica (BTU) e em kW, a área dos ambientes e o nível da etiqueta Procel de cada equipamento. Para a obtenção de nível A, as edificações que contiverem condicionadores de ar do tipo janela ou do tipo Split, precisam garantir sombreamento permanente no aparelho de janela e nas unidades condensadoras que existirem, como premissa básica. Tal análise deve ser feita em cada ambiente separadamente (SILVA, 2015).

O nível da etiqueta Procel foi consultado com o modelo do equipamento nas tabelas disponíveis nos sites da Eletrobrás e do Inmetro. O restante dos dados foi coletado passando- se de sala em sala e armazenados nas tabelas contidas no Apêndice B e no Anexo B. O estudo foi feito de acordo com o método comparativo para verificar o quanto está sendo gasto e o quanto poderia ser economizado se fossem utilizadas unidades condicionadoras de ar eficientes no lugar das atuais ineficientes. O estudo também procurou simular o nível de eficiência do sistema de condicionamento de ar que seria registrado caso a instituição recebe- se a etiqueta do Procel. As questões seguintes visam auxiliar a descrição do sistema de climatização utilizado na instituição: quais os tipos de aparelhos utilizados (Split ou janela)? Qual o tipo de compressor (alternativo ou rotativo)?

a) Procedimento para cálculo do coeficiente de ponderação

O coeficiente de ponderação é um número que representa a parcela de importância de cada equipamento no sistema de climatização analisado. Os coeficientes iniciais calculados foram determinados por grupos de potências e marcas. Dividiu-se a potência em BTU/h de cada grupo pela quantidade total para obter o coeficiente inicial. Este coeficiente é multiplicado pelo nível da etiqueta Procel do aparelho tal como mostrado na Figura 3.3 e pela quantidade de equipamentos na edificação, resultando em um coeficiente final que, somado, gera o valor do coeficiente final do sistema (LAMBERTS et al., 2016).

Figura 3.3 – Equivalente numérico para cada nível de eficiência

Fonte: Lamberts et al. (2016).

As cargas térmicas de projeto do sistema de aquecimento e resfriamento de ar deveriam ter sido calculadas de acordo com normas e manuais de engenharia de comprovada aceitação nacional ou internacional. Nos casos em que duas, ou mais, unidades de condicionamento partilhavam o mesmo ambiente, por exemplo, uma biblioteca com uma central de condicionamento para áreas comuns e dois Splits em uma sala de computadores e servidores, cada um destes sistemas tem potências e eficiências diferentes. Casos como este são resolvidos pela mesma Equação 3.3 que determina a eficiência geral do sistema. Assim, o nível de eficiência do condicionamento de ar da área é determinado da seguinte maneira:

 Determinar a eficiência de cada sistema individualmente;

 Ponderar o equivalente numérico de cada sistema por sua potência divida pela capacidade total (soma das capacidades de todos os sistemas);

 O somatório destes coeficientes determinará a eficiência total.

Equação 3.3 – Determinação da eficiência total do sistema condicionador de ar.

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