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2 No dia a dia você se considera causador

No documento Consciência ambiental e mudanças de atitudes (páginas 101-105)

de algum dano ao meio ambiente

?

Sim Não Não sei

Figura 8 – Responsabilidade nos impactos ambientais Para Boff (1999), a comunidade tem que se inserir no ecossistema local de modo a cuidar dele, se não a capacidade para identificar a responsabilidade de causar danos ambientais,

muito longe está a busca do equilíbrio com a natureza. Ainda refere-se a um exemplo do primeiro mundo, onde constataram que o aumento dos conhecimentos sobre a crise ecológica não tem levado a transformação nas atitudes, mais respeito ou maior veneração para com a natureza. Segundo o autor citado é preciso sofrer com a degradação do meio ambiente, para se indignar com o sofrimento de animais e com a destruição do verde. Geralmente aquele que não se considera como causador diário de impactos ambientais também não passou pela experiência de visitar um aterro sanitário (lixão) ou não está desperto para a agravante das pessoas que vivem do lixo.

Del Rio; Oliveira (1999) observam com uma definição que se conforma com este modo de se ver isento das agressões ao ambiente quando relatam que o indivíduo ou grupo enxerga, interpreta e age em relação ao meio de acordo com seus interesses, necessidades ou desejos, enfim, sob a influência de sua herança cultural. Daí, conforme os aproximados 41% de resultados com resposta negativa para a questão (figura 9) se contextualiza com o pensamento desse grupo, que parece estar preocupado com o ambiente, mas não é capaz de enxergar a ponta do próprio nariz, ou seja, suas responsabilidades ambientais.

6% 68% 16% 9% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70%

3- A forma de desenvolvimento atual é a única maneira de suprir o desejo e a necessidade humana, mesmo com as conseqüências ambientais conhecidas, ou seja, é inevitável desenvolver usando e destruindo a natureza?

Sim Não Não sei

Não respondeu

Figura 9 – A forma atual de desenvolvimento É de senso comum a compreensão que a forma do desenvolvimento humano atual aliada a degradação ambiental não condiz com o ideal para vida humana ou da maioria das outras formas de vida existentes no planeta, observa-se na figura 9, com 68% das respostas dos pesquisados. O ambiente é depositário de toda espécie de resíduos, efluentes e emissões

gerados nos processos de extração, produção e consumo de bens e produtos para a comunidade humana. A permanência do paradigma desenvolvimentista na forma de pensar dos pesquisados, combinado com a falta de informação, impede a percepção de que o crescimento desenfreado da população aliado ao consumismo trás trágicos resultados à natureza. Talvez, ainda regidos pelo paradigma cartesiano mecanicista onde a destruição ambiental é aceita na troca pelo progresso, por não conhecer alternativas sustentáveis as quais tem sido projetadas e adotadas por muitas comunidades com soluções simples para o desenvolvimento social e ambiental como os processos de produção limpa, emissão zero ou eco-eficiência. Dias (2000), afirma que o binômio produção-consumo gera uma maior pressão sobre os recursos naturais aumentando o consumo de matéria-prima, água, energia elétrica, combustíveis fósseis, desflorestamentos, etc. o que agrava a degradação ambiental, com perda de qualidade de vida, moradias inadequadas, poluição, exploração de áreas de preservação com desequilíbrios nos ecossistemas. De acordo com Quintas (1996) o desenvolvimento sustentável aspiração dos ambientalistas requer que a sociedade tenha novas prioridades, uma nova ética e recuperação dos interesses sociais coletivos. Falta muita informação para aqueles que ainda não reconhecem os problemas que vigoram no modelo de desenvolvimento econômico do “modelo sistêmico” (Dias, 2000).

Para Chauí (1995) a sensação só é processada e conduzida a uma percepção quando ocorre uma atividade de entendimento do que se sente, estar no mundo como sujeitos ativos, interagindo com o mundo. A falta um consenso de ação para reagir diante das afrontas ao meio ambiente faz com que as associações sociais para defender as causas ambientais sejam quase que inócuas ou de efeito pequeno. Não há um direcionamento que efetive ações que possam mitigar ou sanear os problemas ambientais vividos, por falta de conhecimento, por não haver uma identificação de crédito com qualquer das entidades existentes que poderiam atuar diante de um fato significativo.

Assim, na figura 10, 28 % das respostas, o que equivale à maioria, indicam como o principal procurado diante de uma situação de degradação ambiental seja um amigo, ao invés de órgãos responsáveis oficialmente pela proteção e conservação ambiental.

Observa-se que a assinatura de um abaixo-assinado, com 18% das respostas, é uma forma de amparo emocional, o qual também tem seus objetivos muito distantes de propósitos mais determinados para quem deveria ter uma maior preocupação diante do assunto. Com 10% das respostas, a busca por um político foi a terceira alternativa mais marcada, o que revela para a população amostrada a esperança da consciência ambiental na esfera do governo, que é

conhecimento geral, pouco tem feito diante do imenso poder responsabilidade administrativa que centraliza, resumindo-se em ações isoladas de uns poucos políticos que dominam a questão ambiental. Aproximadamente 6% dos pesquisados responderam pela participação numa audiência pública, o que demonstra a busca por resultados, responsabilizando governantes diante da indignação presenciada.

18% 28% 10% 8%8% 1,5% 6% 4,5% 11% 5% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30%

4- Conhecemos diversas agressões ao ambiente (poluição, exploração de recursos naturais, tragédias ecológicas), com relação aos impactos ambientais degradantes à natureza o que você fez para mudar a situação?

Assinou um abaixo assinado Tratei do assunto com um amigo

Tratei do assunto com um político

Estive presente a uma manifestação

Fiz contato com um órgão ambiental

Fiz minha filiação a uma ONG (meio ambiente)

Participei de uma audiência pública

Procurei passar o fato para a imprensa

Não fiz nada Outro

Figura 10 – Atitudes diante da degradação ambiental De fato a variação de respostas proposta neste questionamento procura demonstrar que a maioria dos pesquisados realmente tem interesses pelo ambiente e se preocupam com as degradações que tomam conhecimento, sendo que na maioria das respostas houve alguma ação diante do fato. Pode-se extrair deste posicionamento uma forma diferente do paradigma contemporâneo que aceita a atual forma desenvolvimentista, supõe-se que são indícios de um novo paradigma. Cerca de 11% dos pesquisados colocaram que realmente nada fizeram perante tal situação, como já visto, possivelmente, se enquadrando dentro do grupo que não acredita na responsabilidade que deveria ter com a natureza.

0% 25% 63% 6%6% 0% 0% 20% 40% 60% 80%

5 -Você classifica a qualidade ambiental em Foz

No documento Consciência ambiental e mudanças de atitudes (páginas 101-105)