A desregulação e posterior ausência do ciclo menstrual indiciam o estabelecimento da MP na mulher, contudo, a confirmação diagnóstica deve incluir o doseamento sérico do estradiol e FSH (estradiol < 20-30 pg/mL; FSH < 40 mUI/mL)(81).
Mudanças no estilo de vida abrangendo uma dieta equilibrada com baixa ingestão de gorduras, suplementação em cálcio e vitamina D, cessação tabágica e alcoólica e prática de atividade física regular podem minimizar os riscos da carência hormonal e surtir melhoras na qualidade de vida(81). Ainda assim, muito frequentemente, estas medidas não são suficientes, pelo que é necessário recorrer à TSH(81).
A TSH é a abordagem mais eficaz no tratamento dos SVM e do síndrome genito-urinário, sendo igualmente útil na melhoria do bem-estar psicológico e prevenção de problemas osteoarticulares, bem como do carcinoma do cólon nas mulheres pós-menopáusicas(81). Apesar da sua eficácia na diminuição da mortalidade global feminina e no restauro da qualidade de vida, a TSH está associada, juntamente com outros fatores, ao tromboembolismo venoso, cancro da mama e DCV(81, 82). A TSH está absolutamente contraindicada em situações de hemorragia genital não esclarecida, tumores hormonodependentes e doença hepática aguda(81).
Os componentes essenciais da TSH são os estrogénios e os progestativos. O seu mecanismo de acção é fundamentalmente genómico, através de recetores nucleares de estrogénios e progesterona, respetivamente(86).
Não deve ser iniciada a TSH sem uma avaliação prévia da história clínica da mulher, realização de exames específicos e análises clínicas(81). Quando implementada imediatamente após o início dos sintomas, a TSH apresenta uma maior segurança e eficácia, devendo a dose e a modalidade terapêutica ser ajustadas a cada mulher e utilizadas sempre na quantidade mínima eficaz(81).
Os estrogénios são hormonas de natureza endógena, atuando sobretudo nos órgãos reprodutores, mas com atividade noutros sistemas como o cardiovascular, músculo-esquelético e nervoso(86, 93). No corpo humano, o 17 β-estradiol é o estrogénio mais potente, seguindo-se a estrona e o estriol(86, 94). Uma vez que os sinais e sintomas do climatério são devidos à carência estrogénica, viabilizou-se a sua utilização como terapêutica(86). A TSH com estrogénios está frequentemente indicada no tratamento dos SVM, do síndrome genito-urinário (atrofia urogenital) e na prevenção da osteoporose(81). Os fármacos estrogénicos podem ser administrados por via oral, transdérmica ou local (vaginal) (Anexo XXXIV)(81).
43 O 17 β-estradiol está disponível sob a forma micronizada para administração oral (0,5 mg a 2 mg), facilitando a absorção. Existem ainda formulações transdérmicas e vaginais (normalmente cremes ou anéis)(86). Em alternativa pode usar-se o valerato de estradiol (1 mg a 2 mg), que funciona como um pró-fármaco(86).
O etinilestradiol constitui um derivado sintético do 17 β-estradiol, cuja associação em pequena dose (15 µg) com noretisterona revelou eficácia no alívio dos SVM e atrofia do endométrio(86).
Devido à fraca atividade sistémica do estriol, este é apenas utilizado em formulações tópicas(86).
Assim como os estrogénios, os progestativos são hormonas endógenas com ação principal nos órgãos reprodutores e com atividade noutros sistemas do organismo(86). A sua indicação terapêutica é fundamentalmente a proteção do endométrio contra a ação proliferativa da TSH com estrogénio e controlo dos ciclos na perimenopausa(81). Existem FF de administração oral, transdérmica e local para diversos fármacos (Anexo XXXV)(86). A escolha da terapia deve ser personalizada tendo em conta a ação e potência sobre os recetores(86).
Em termos farmacocinéticos, os progestativos orais têm uma grande variabilidade interindividual, podendo doses iguais do mesmo fármaco atingir concentrações séricas até 5 vezes superiores em algumas mulheres(86). Apesar da baixa biodisponibilidade e elevada taxa de depuração, que implica administrar doses elevadas e repetidas de progesterona diariamente, a via oral continua a mostrar um elevadíssimo grau de adesão(86, 95).
Não é possível alcançar níveis séricos adequados de progesterona natural para proteção endometrial através da via transdérmica, por isso, utilizam-se o levonogestrel e a norestinerona (derivados da testosterona), que são mais potentes e melhor absorvidos por esta via, sendo normalmente associados com estrogénios(86).
Aplicada localmente, a progesterona apresenta rápida absorção e elevada biodisponibilidade ao nível do endométrio(86, 96).
A TSH pode constituir-se muitas vezes numa combinação de estrogénios e progestativos – estroprogestativos(86). Estes podem ser utilizados segundo 2 regimes terapêuticos(86):
Regime sequencial cíclico – associação à TSH estrogénica, de um progestativo durante 10 a 14 dias por mês de tratamento;
Regime contínuo combinado – associação à TSH estrogénica, de um progestativo desde o começo do tratamento, contínua e simultaneamente.
44 Idealmente, a dose de progesterona micronizada no regime sequencial é de 200 mg/dia (10 a 14 dias) e 100 mg/dia no regime contínuo para uma dose de estradiol igual ou superior a 2 mg/50µg(86, 88).
Além destas, existem outras alternativas como a tibolona, um esteróide sintético com propriedades estrogénicas, androgénicas e progestagénicas(82). A tibolona tem sido usada ao longo de várias décadas no tratamento dos SVM e atrofia genital nas mulheres pós-menopáusicas, mantendo um perfil seguro em termos endometriais(82, 97).
As isoflavonas são suplementos fitoestrogénicos de venda livre, maioritariamente utilizados no alívio dos SVM(82). No entanto, a sua eficácia não parece totalmente comprovada e/ou aceite(81).
5. Conclusão
“Numa era em que a esperança de vida da mulher tem aumentado progressivamente, importa intervir na qualidade de vida após a menopausa, já que um terço desse período irá decorrer nesta fase”.
– Consenso Nacional sobre Menopausa, 2016 Assumida como um evento fisiopsicológico, ao qual se associam um leque de sintomas que afetam o bem-estar da mulher, a MP constrange sobremaneira o seu
acting quotidiano, consequentemente, ressaltando considerável influência a nível
pessoal, familiar e profissional.
Ao farmacêutico, como profissional de saúde mais próximo do utente, cumprirá aconselhar, reencaminhar e prevenir situações mais complexas, agindo preventivamente na abordagem da MP. Desta forma, antecipa-se ao fator negativo e tão perturbador que constitui a falta de conhecimento sobre este momento da vida da mulher.
O estudo e trabalho realizados neste âmbito, tornaram possível uma compreensão mais profícua do fenómeno, proporcionando-me um melhor nível de lucidez e intervenção farmacêutica.
45
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