2.2 PROCEDIMENTOS DE GERENCIAMENTO E PLANEJAMENTO
2.2.4 Diagrama de Rede
Com todas as informações sobre sequência e duração das atividades obtidas, utiliza-se o diagrama de rede, que descreve os caminhos seguidos pelas atividades através de suas dependências, assim como seus respectivos tempos de execução.
Dentre os diferentes modelos de diagrama, fez-se a escolha do método de REDES DE ATIVIDADES EM SETAS (AES) por apresentar facilidade de entendimento e definição.
Busca-se com o gerenciamento de redes de setas utilizar os modelos PERT e a CPM que possuem como característica, o desenvolvimento de artigos grandiosos dentro do meio fabril.
Program Evaluation and Review Technique – Técnica de Avaliação e Revisão de Programas, tem como sigla PERT, foi desenvolvida na época da Guerra Fria no ano de 1957, com intuito de planejar e controlar a criação do Projeto Polaris que seria essencial para os Estados Unidos em épocas de guerra por se tratar de um míssil balístico que seria transportado e lançado por um submarino. A produção em série alcançou dados que jamais haviam sido estimados, utilizando a técnica PERT para a determinação dos prazos de entrega de forma probabilística (LIMMER, 1997).
O desenvolvimento da técnica CPM deu-se pela necessidade de encontrar mais funções para o computador mais avançado para a época de 1957, o Univac I. Com a intenção de acelerar o processo de execução das obras da construção civil, matemáticos da empresa responsável pelo computador, buscaram encontrar as atividades certas que necessitavam de um maior controle para que não houvesse atrasos nas obras, pois acelerar todas as atividades não seria a maneira correta. A solução encontrada foi a utilização de eventos representados por nós, que seriam interligados pelas atividades através de flechas, nascendo ali o caminho crítico que
definiu a técnica Critical Path Method (Método do Caminho Crítico) – CPM (LIMMER, 1997).
Com a semelhança presente nestes dois modelos de planejamento, houve a fusão dos mesmos, resultando em um método eficaz para utilização no planejamento de projetos da construção civil, denominado PERT/CPM.
Segundo Vergara (2017), a principal diferença existente entre estes dois modelos está em como o tempo é tratado. A CPM traz o tempo como um indicativo determinístico da atividade, não levando em consideração fatores que podem o tornar variável, diferenciando-se da PERT que tem como parâmetro estas avaliações que tornam a realização das atividades de forma mais viável.
A técnica representada pelo diagrama de redes, tem como objetivo neste tcc, determinar o cronograma de execução das atividades que compõe a etapa de montagem de estruturas em concreto pré-moldado. O diagrama traz consigo as atividades determinadas pela EAP, assim como as suas respectivas durações, tendo em vista a organização do trabalho e determinação das atividades críticas que irão fornecer o prazo de execução (MATTOS, 2010).
As setas determinam as atividades que ocorrem entre os eventos de início e fim, estes representados por círculos nomeados por letras. A determinação das atividades segue as representações da EAP (MATTOS, 2010).
A definição do momento em que ocorre um evento, se dá quando todas as atividades que convergem para ele são finalizadas, podendo ser uma ou mais. Com isso as atividades que iniciam a partir dele, estão livres para execução. O diagrama inicia-se sempre em um evento único de onde partem as atividades iniciais com destinos diferentes, por este motivo elas não possuem predecessoras. O evento inicial é o ponto de partida do projeto (MATTOS, 2010).
São descritas as demais atividades conforme a sequência de sucessoras definidas no quadro de EAP. O evento final ocorre quando as atividades finais, que
Renan Régis Kercher ([email protected]). Trabalho de conclusão de curso Santa Rosa DCEENG/UNIJUÍ, 2019
não possuem sucessora, destinam suas flechas para este ponto. Tem-se assim todas as atividades determinadas pela EAP presentes no diagrama (MATTOS, 2010).
Segundo Mattos (2010), algumas considerações que devem ser feitas pelo planejador são:
Fazer sempre a verificação final com a intenção de evitar que tenha atividades sem sucessoras.
Evitar inconformidades e desentendimentos com flechas voltadas para a esquerda. O digrama deve seguir-se sempre para a direita.
Ter-se primeiramente todas as flechas identificadas antes de colocar os eventos previne erros de desenho e de má orientação das flechas. O método das setas para o diagrama de redes com seus eventos e atividades está nomeado através de letras para facilitar a representação, Figura 4.
Figura 4: Representação do método das setas
Fonte: Mattos (2010)
As atividades que só podem ser realizadas com o término de outra, seguindo uma linha contínua sem que haja a execução de demais atividades no mesmo período de tempo, são chamadas de atividades em série, tendo um tempo maior de execução
em relação às chamadas atividades em paralelo, que possuem como características o ganho de tempo, por permitir o desenvolvimento de mais de uma atividade ao mesmo tempo. Isso só é possível quando uma destas atividades não depende de outra que esteja em execução, para ser iniciada (QUEZADO, 1999).
A escolha dos números normalmente é realizada de cinco em cinco ou de dez em dez prevendo que caso ocorra alguma necessidade de inclusão de eventos após o término do diagrama, esta pode ser feita com uma interpolação simples no presente diagrama, o que não seria conveniente caso estivessem numerados de um em um.
É muito comum em diagramas de rede do modelo PERT/CPM, a utilização de atividades fantasmas que tem por objetivo corrigir falhas de orientações lógicas mas que não geram nenhuma atividade, nem tempo real. Ela possui a característica de ter a seta pontilhada (QUEZADO, 1999).