• Nenhum resultado encontrado

PROCESSO

Marcos de formação, práticas e os enfrentamentos no processo, qual caminho foi percorrido até chegar ao fim do curso? Qual a importância do apoio e acolhimento dos professores no processo?

Durante meu processo formativo e de encontro a minha identidade profissional, os principais momentos que marcaram meu desenvolvimento como pedagoga/pesquisadora foram as 4 principais oportunidades e meus adoecimentos durante esses 5 (contando o ano de 2021, que acabou sendo a mais por causa da pandemia da COVID 19) anos de graduação e as elenquei pela ordem das experiências mais impactantes no processo formativo para mim, consequentemente também as que mais influenciaram na minha saúde mental positivamente e como me proporcionaram experiências positivas com meus professores, onde passamos de uma relação profissional para uma relação mais próxima de acolhimento, com o mesmo nível de respeito que me fizeram dar continuidade à minha formação acadêmica.

"A HORTA” (De 24/07/2019 a 27/11/2019, de 01/11/2019 a 31/12/2019 e de

04/03/2020 a 31/12/2020)

Meu processo de reflexão sobre a horta se deu início em 2019, com a disciplina de Ensino das Ciências Naturais II, ministrada pela professora Silvia.

A disciplina e a metodologia utilizada pela professora possibilitaram aos alunos uma experiência com a natureza que nunca tivemos antes. Durante a disciplina pudemos exercitar novas possibilidades de trabalho práticas para o ensino das ciências naturais e ela nos propôs o projeto “mãos à horta”. Eu não fiquei nada feliz com essa proposta logo de início, plantar não era pra mim, a disciplina havia começado com um pé esquerdo, mas ela ministrava a disciplina de uma maneira muito divertida e propôs que plantássemos nossas hortas e fomos a partir dessa vivência com as plantas escrevendo um caderno de registros que nos ajudavam a fazer as ligações entre teorias e práticas.

Ao longo da disciplina ela nos fazia questionamentos, além de estimular e explorar nossa curiosidade sobre as experiências realizadas no laboratório de ciências (local onde, além de nos incentivar a reflexão nos passou diversos textos e vídeos que nos encorajaram a ser mais

25

curiosos), além de nos levar à horta da UFRN, a Horta Nutrir. Durante as aulas ela fazia muitas ligações interdisciplinares com a horta.

Foto 4: Visita à Horta comunitária Nutrir - 2019

A professora sempre dava incentivos para a turma, e um deles foi para algum aluno voluntário ir regar as plantas no laboratório e na horta do Centro de Educação (CE) fora dos horários das aulas dela, com isso minha amiga Leylane aceitou e começou a ir todos os dias no horário do intervalo, me convidando para ir junto.

26

Até então eu só a acompanhava e ficava observando, até que em algum momento comecei a ajudá-la com as plantas, comecei a criar gosto por regar e observar o crescimento das plantas e fui começando a me interessar.

Durante a disciplina fui descobrindo que plantar também era uma ótima atividade para a ansiedade. Todas as vezes que eu ia à horta, plantava, acompanhava as plantas, conversava com elas, regava e dançava com elas. Essa disciplina foi meu alívio, entre tantas outras disciplinas, pois me permitiu uma flexibilidade maior. Quando tinha crises de ansiedade entre as aulas, acabava indo na horta conversar com as plantinhas e com elas eu sentia paz, e tudo aquilo que estava acontecendo ia passar. Posso dizer que as plantas foram minhas companheiras nos momentos que eu queria ficar “sozinha” e elas foram minhas maiores confidentes durante os momentos que não queria contar meus segredos para outras pessoas.

A professora sabia do meu transtorno de ansiedade, e conversava comigo sobre isso também, e sobre tratamentos alternativos, como melhorar a alimentação (que também foi um dos temas das aulas), sobre como plantar poderia ser terapêutico, entre outros. Ela sempre acolheu todos os alunos bem e era muito carinhosa e atenciosa, além de ser bem calma. Até quando eu ficava maluca com as datas de entregas de atividades ela conseguia me acalmar.

Durante essa disciplina fomos levados em uma viagem para a praia de Pipa, o que tornou a disciplina ainda mais inesquecível. Durante a viagem fomos a uma exposição de trabalhos em uma escola pública de lá e conhecemos o Santuário Ecológico de Pipa, onde fizemos uma trilha e pudemos fazer ligações com as teorias trabalhadas nas aulas.

O fim da disciplina foi muito triste, só de pensar em ficar longe de tudo aquilo que me fez tão bem durante o semestre. Mas então surgiram oportunidades de bolsas de apoio técnico em novembro e dezembro de 2019 para o CE, que me inscrevi e fui aceita. Até então não sabia com quem iria trabalhar. Mas, por um acaso, acabei sendo designada para trabalhar no laboratório de ciências. Foi um dos melhores momentos para mim, o laboratório era um ambiente calmo, e estar com as plantas me deixava feliz, era como uma terapia, mas uma terapia espiritual me ligando com meu interior e com a natureza. Naquele ambiente não existiam preocupações, angústias e medos, éramos eu, as plantas e os cuidados com a Biblioteca do Laboratório.

27

Depois que essa bolsa acabou, surgiu a oportunidade de uma bolsa de monitoria para um projeto da professora Silvia, o “Por uma formação mais integral e interdisciplinar: a horta na formação inicial das/os pedagogas/os”, e eu logo me inscrevi também, eram duas vagas.

Fiz as provas de seleção com as outras meninas que participaram e passamos Leylane e eu. Logo começamos a trabalhar e iniciamos a pesquisa fazendo pesquisas sobre autores que abordaram essa temática na UFRN, e em outros meios que tem trabalhos acadêmicos, e cuidávamos da horta física da UFRN, eu ficava feliz trabalhando com Leylane e a professora. Um segredo é que durante o trabalho fazíamos uma festa com as plantas, tirávamos umas para dançar e nos divertíamos ali, acompanhando o crescimento das plantas, colocando-as no sol e regando.

Com o início da quarentena começamos a trabalhar remotamente e continuamos realizando as pesquisas até que nos foi dada a oportunidade de acompanhar as aulas da turma EAD de Ensino de Ciências I durante o ano letivo de 2020.6 (2020.1) que ocorreu entre do dia 08/09/2020 à 19/12/2020

Durante a disciplina auxiliamos a professora e a docente assistida com os planejamentos de aulas, acompanhamos as aulas síncronas, auxiliamos os alunos com dúvidas, e pensávamos em novas formas de dar aulas a distância, usando além do Sigaa e do moodle/ mandacaru UFRN. Nesse contexto de aula a distância no contexto da pandemia do COVID 19.

"NA SOLDA"

Em 2017.2 no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), cursei duas disciplinas: Desenvolvimento de Projeto Integrador e Tecnologia Mecânica II. Nesse momento conheci a professora Celina. Com ela desenvolvi um trabalho obrigatório do IF em dupla com meu colega M, e durante esse processo falamos de soldagem subaquática, que foi um tema muito interessante de fazer as pesquisas e de realizar práticas de soldagem. Esses estudos ocorreram durante quase todo o curso de mecânica.

Durante esse momento em que desenvolvi o projeto integrador e nas aulas descobri algo que gostava de estudar muito no curso técnico e quis continuar com esse tema em meu Trabalho

28

de Conclusão de Curso (TCC) do curso de mecânica. Minha professora se mostrou bem aberta para continuar trabalhando comigo, e inicialmente faria o TCC com o M.

Fazer o trabalho com uma professora com quem já tinha trabalhado antes e já conhecia ajudou a diminuir bastante a ansiedade com o peso de um TCC, além de que por ser em dupla senti uma segurança bem maior. Por problemas pessoais acabei não finalizando esse trabalho junto com minha dupla e iniciei um novo projeto com a mesma orientadora. Nesse caso meu novo trabalho abordou Mecânica e Pedagogia com o projeto intitulado “Análise das técnicas de aulas laboratoriais de solda a arco voltaico (TIG/MIG/ER)”, nesse momento consegui colocar em prática a relação que sempre pensei entre os cursos. O que me auxiliou a pensar em metodologias que eu acreditava que teriam sido boas, voltando ao meu pensamento como docente o que poderia fazer para auxiliar meus alunos.

Foto 6: Trabalho de Conclusão de Curso IFRN - 2018

"NO LABORATÓRIO DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL (17/04/2017 à

31/07/2018)"

Durante os cursos, sempre tive um sentimento de incapacidade, achava que não ia conseguir me sair bem e que nunca conseguiria ser uma pedagoga e diversas vezes tive vontade

29

de desistir. Mas ao longo do curso, recebi muito apoio e ajuda de algumas pessoas que se tornaram muito importantes para mim. A uma delas dou destaque, a professora Cibelle, minha primeira orientadora, e uma das primeiras pessoas que apostou na minha formação docente.

Quando entrei na universidade em 2017 a conheci na disciplina de Práticas pedagógicas Integradas (PPI I) do antigo currículo de Pedagogia da UFRN, onde ela foi professora titular da disciplina.

Durante a disciplina fizemos várias atividades e refletimos sobre a importância de se trabalhar as memórias, e lembrar sua história de formação anterior à entrada na universidade, com isso pudemos começar refletir sobre a construção de relações entre compreensão de educação, de escola e de ação docente, partindo das nossas experiências na educação básica.

Durante essa disciplina fizemos um vídeo, e nesse momento Cibelle foi me conhecendo e me chamou para conhecer o LTE (Laboratório de Tecnologia Educacional) do Centro de Educação (CE) o qual ela coordenava projetos voltados para desenvolvimento de estudos e práticas fazendo uso objetos educacionais digitais em contextos formais e não formais.

Com isso, fui selecionada como bolsista voluntária para o projeto Rede Educativa Chão da Escola durante o período de 17/04/2017 a 31/12/2017, durante essa experiência pude conhecer a equipe formada pelas coordenadoras, Cibelle e Flavia, uma equipe multidisciplinar com estudantes de diversos cursos, sendo eles Jornalismo, Tecnologia da Informação, Biblioteconomia e Pedagogia. Muitos deles se tornaram mais do que colegas, e os chamo com orgulho de amigos.

Essa experiência me mostrou a importância de se conhecer mais sobre os outros cursos e profissões, pois cada um tem um conjunto de conhecimento e me fez dar mais importância ao ensino de forma inter e multidisciplinar, percebendo a importância de se interligar os múltiplos conhecimentos e da pesquisa na educação, que permite o uso da curiosidade para se construir conhecimentos, me fazendo refletir sobre a importância do ato de construção de conhecimentos e de compartilhar experiências. Foi um dos primeiros momentos em que vi na prática conceitos trabalhados durante as aulas teóricas.

30

Também nesse período tivemos a oportunidade de desenvolver um material didático que unia o trabalho de todos os bolsistas, que se tornou real no formato de um livro com a tecnologia de realidade aumentada que apresentamos na CIENTEC no ano de 2017.

Foto 7: Livro de Realidade Aumentada LTE - 2017

Após a participação no projeto Rede Educativa Chão da Escola fui bolsista/monitora no projeto do BIRD (Banco Interdisciplinar de Recursos Digitais) durante o período de 05/03/2018 a 31/12/2018, onde fazia as pesquisas de objetos educacionais digitais para alimentar o sistema do banco com materiais de aulas, o que foi um processo muito interessante e importante para minha formação pois foi um momento de descobrir possibilidades de materiais que seriam úteis em minha atuação como docente.

Nesse momento consegui descobrir novos materiais mais lúdicos e tecnológicos que um dia poderia utilizar durante minhas práticas pedagógicas, fazendo a aproximação das tecnologias que se desenvolvem a cada dia e a sala de aula, com isso conseguindo um suporte para os estágios e em futuros empregos e descobri que pesquisar não era um processo tão complicado quanto imaginava todas as vezes que os professores falavam sobre.

Essa participação no BIRD me proporcionou a primeira oportunidade de participar de um Congresso e publicar um artigo escrito em conjunto com os outros bolsistas do projeto. Participamos do III Congresso sobre Tecnologias da Educação (Ctrl + E 2018) que ocorreu entre os dias 5 e 8 de junho de 2018 e o artigo resumido foi publicado nos Anais do III

31

Congresso sobre Tecnologias na Educação intitulado “Banco Interdisciplinar de Recursos

Digitais (BIRD): Concepção de um referatório para a Educação Básica”.

Durante esse período que estive atuando no LTE, também pude participar do evento I Encontro de Práticas Educativas Digitais (I e-PED), que foi um momento para as discussões sobre práticas e tecnologias.

E para minha experiência ser o mais completa possível e para me inserir no âmbito da pesquisa, pensando também no encontro e o diálogo com os teóricos, me inscrevi no projeto de pesquisa Mapeamento das necessidades de formação continuada dos professores municipais da rede pública de Natal-RN, fiz a seleção para tentar a bolsa e passei, assim durante o período de 05/08/2017 a 31/07/2018.

Foto 8: Logo do projeto de pesquisa - 2018

No fim da pesquisa, pude participar do CICT (Congresso de Iniciação Científica e Tecnológica), um evento que permite que os alunos de iniciação científica apresentem as pesquisas desenvolvidas na UFRN, que ocorreu nos dias 26/09/2018 a 09/11/2018 onde tive a honra de submeter meu trabalho e ser classificada para apresentá-lo na fase presencial do evento, e o trabalho foi publicado nos anais do evento.

32

Foto 9: E-mail do convite para apresentar no E-CICT - 2018

Ter esse momento na pesquisa realmente foi o momento que me fez pensar: “eu realmente quero ser pedagoga, eu quero continuar no curso”. A pesquisa também me proporcionou criar uma confiança maior em mim, pois essas oportunidades que proporcionadas pela professora Cibelle me mostraram como ela acreditava no meu potencial e que eu deveria ter mais fé em mim mesma, acreditar que eu era capaz de fazer qualquer coisa sozinha, e que se eu perseverar, poderia fazer coisas fantásticas e teria muitas oportunidades ainda. Estar na sala do laboratório me trazia muitos momentos de paz, era um ambiente acolhedor que eu gostava de estar e eu me sentia à vontade.

Sou muito grata por tudo que ela me mostrou e desenvolveu comigo, nunca soube como falar a ela com palavras, mas tentei sempre mostrar fazer o meu melhor e mostrar com meu esforço o quanto estava agradecida por tudo. E mesmo com os problemas de saúde e o transtorno de ansiedade, eu era capaz de fazer um bom trabalho.

Mesmo com todo esse apoio, tive que desistir de trabalhar no LTE, por complicações no meu transtorno de ansiedade. Os dois cursos e as bolsas acabaram me sobrecarregando e deixando meu tratamento de lado. Eu já estava voltando a ter problemas de sono (insônia), os tremores voltaram, estava sofrendo com falta de ar com mais frequência, sentia meu coração

33

acelerado, passei a comer todas as vezes que estava ansiosa, não conseguia me concentrar nas aulas, passava o dia me sentindo cansada (exausta) física e mentalmente, meu humor se alterava e eu ficava muito preocupada se iria conseguir dar conta de tudo.

Esse período pós-fim da bolsa em Julho de 2018, também foi o período que tranquei o curso técnico no IF pela primeira vez. Com isso acabei desistindo das duas coisas para me dedicar somente às disciplinas da universidade.

“ESTÁGIOS”

Durante o curso, fiz um total de 2 estágios não obrigatórios e 2 estágios obrigatórios. Meu primeiro estágio não obrigatório demorou um tempo para acontecer, pois preferi esperar ter mais conhecimento e me sentir mais preparada para poder iniciar minha atuação em escolas. Então quando já estava no 4º período, em 10/09/2018 iniciei meu primeiro estágio não obrigatório pelo curso de pedagogia, que se encerrou em 09/03/2019. Meu estágio aconteceu na E. M. Prof.ª Adelina Fernandes, na Zona Norte de Natal (a escola fica próxima a minha casa, por esse motivo a escolhi). Lá pude passar por 3 turmas de Ensino Fundamental II, auxiliando alunos com Necessidades Educacionais Especiais do 1°, 2° e 3° ano. Foi uma oportunidade incrível de ter experiências com turmas com alunos de 5 a 9 anos e pude aprender bastante com eles sobre inclusão e principalmente a lidar com as necessidades das crianças de diversas faixas etárias, com as professoras, com os gestores e todos os demais funcionários da instituição aprendi como funciona a organização escolar e sobre o funcionamento da coordenação e direção.

Após a finalização desse estágio fiz meu primeiro Estágio Supervisionado de Formação de Professores I em Educação Infantil no período de 20/05/2019 a 31/05/2019 que aconteceu no CMEI Santa Cecília, na Zona Norte. Esse estágio foi realizado em dupla com minha amiga Ana Liziane. Graças a ela pude ter percepções diferentes dos mesmos momentos durante o estágio e tivemos uma troca de experiências fantástica entre nós duas e os profissionais da escola. Nesse momento pude exercer a docência com turmas de educação infantil e isso me fez amadurecer bastante e saber se seria a profissão ou faixa etária dos alunos que eu realmente gostaria de trabalhar futuramente.

34

Foto 10: Estágio Supervisionado de Formação de Professores I em Educação Infantil

Um mês depois, decidi voltar para a educação infantil, e entrei em um estágio não obrigatório de 22/07/2019 a 29/09/2019 no CMEI Prof. Antônio Gurgel de Melo, na Zona Norte, por motivos de doença (sobre isso falarei mais à frente no fim deste capítulo) não pude concluir os 6 meses do estágio e tive que pedir a rescisão do meu contrato. Mas novamente, estar no ambiente escolar foi uma experiência nova e única, pois nessa nova oportunidade conheci muitas pessoas novas, novas realidades e novas metodologias.

35

Foto 11: Estágio não obrigatório em Educação Infantil

Como fiz o aproveitamento da disciplina de Estágio Supervisionado de Formação de Professores II graças ao estágio não obrigatório que fiz na E. M. Prof.ª Adelina Fernandes, não realizei o estágio obrigatório de Ensino Fundamental I, com isso entreguei para a coordenação um relatório detalhado e os documentos do estágio obrigatório que foi analisado e aprovado.

36

Por fim, meu último estágio foi o Estágio Supervisionado de Formação de Professores III em coordenação durante o período de 01/03/2021 a 10/03/2021, na instituição estadual Centro Educacional Alferes Tiradentes que ocorreu durante o período da quarentena de maneira remota, e me deu a oportunidade de presenciar a realidade das redes públicas de ensino durante a Pandemia da COVID 19.

De uma maneira geral, as experiências dos estágios foram em parte muito bons para meu trabalho com ansiedade, pois me fizeram ver que isso não iria me impedir de me tornar uma boa profissional, estar com os colegas do trabalho seria incrível e estar com os alunos além de ser um trabalho difícil, seria ao mesmo tempo maravilhoso, as experiências me fizeram ver que eu estava preparada para exercer essa profissão, eu amava os abraços todas as manhãs, os elogios, flores e todos os gestos de carinho que vinham por todos os lados, era uma sensação de dever cumprido, eu me sentia acolhida e amada, isso me deu forças para lutar e terminar o curso, além de continuar os tratamentos para a ansiedade.

“ADOECIMENTOS E OUTRAS PREOCUPAÇÕES”

Junto ao tratamento psicológico tive ajuda de muitos outros profissionais da saúde, sendo eles: otorrino, neurologista, ginecologistas, nutricionistas, endocrinologista, dentistas. Então para explicar, vou elencar alguns dos motivos para a busca por esses profissionais.

Durante o período que passei na universidade, não somente fui afetada em minha saúde mental, mas na física também. Minha sobrecarga não se dava somente por exigência da universidade, mas também pela exigência do auto cuidado. Durante o processo de formação, passei bastante tempo no hospital, pois além do acompanhamento psicológico com a psiquiatra e a psicóloga para os problemas relacionados a ansiedade e depressão, também tinha acompanhamento para a Rinite e para a SOP (Síndrome do Ovário Policístico), pois no período do tratamento da rinite, como falado no capítulo 1 deste memorial, acabei ganhando muito peso e com isso ocorreu uma desregulação hormonal, acompanhado de outros problemas de saúde. Foi um momento que iniciaram minhas crises de enxaqueca, aumento da compulsão alimentar, menstruação desregulada (houve momentos em que eu passei mais de 2 meses sem menstruar ou passar mais de 2 meses menstruada com uma intensidade irregular), desenvolvi uma resistência à insulina (bem próxima a diabetes e na infância já sofri de pré diabetes) e uma grande dificuldade de emagrecer

37

Durante o terceiro período na universidade peguei dengue pela quarta vez e fui internada

Documentos relacionados