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4 APLICAÇÃO DE ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO NA BIBLIOTECA

4.2 RESULTADOS E DISCUSSÕES

4.2.1 Dimensão Contexto

As informações coletadas no quadro 01 nos leva a percepção de que a BDM poderia aperfeiçoar o contexto baseado em Marques e Vechiato (2017), definindo a missão, público-alvo e disponibilizando essas informações para que seu público possa visualizar.

Todos os sites e intranets existem dentro de um determinado contexto empresarial ou organizacional. Seja explícito ou implícito, cada organização tem uma missão, objetivos, estratégia, equipe, processos e procedimentos, infraestrutura física e tecnológica, orçamento e cultura (MORVILLE, ROSENFELD, 2006, p. 26, tradução nossa).

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Nesse sentido a BDM está inserida dentro de um contexto organizacional e para oferecer serviços de qualidade, é importante ter uma missão definida em seu repositório. Ela atualmente se encontra sem uma missão definida, e em uma organização, essa situação não tem ponto positivo ao contrário, tal fato pode causar um esvaziamento dos objetivos uma vez que, estes são para atender a missão da organização.

Quadro 01 – Critérios de contexto I

Critérios Descrição Aspectos positivos Aspectos negativos

Público-alvo Nenhum Implícito no

sítio eletrônico.

Fonte: Adaptado de Marques e Vechiato (2017).

Uma sugestão interessante é criar uma missão para o repositório tendo em vista o propósito deste inserido no contexto da BCZM/UFRN e a missão do SISBI/UFRN. Essa descrição de sugestão é importante porque irá trazer um texto conciso e consistente, com a realidade da organização. O critério tipo de ambiente é importante pelo fato de ser por meio deste que é possível entender de que tipo de dados e/ou informações se trata para poder guiar a AI do repositório na dimensão contexto de forma mais consistente.

Quanto ao tipo de ambiente que no caso são informações técnico-científicas, elas atendem ao que é proposto pelo repositório. No caso dos objetivos da BDM da UFRN, é preciso entender que estes são elementos que a organização busca alcançar.

Nesse sentido, os objetivos têm que estar escritos em harmonia com a missão da

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organização. Dessa forma, um ponto positivo é a existência de seus objetivos definidos. Ademais não existe ponto negativo nos seus objetivos, porém é bom ressaltar a falta de alinhamento dos objetivos com a missão, pelo fato desta última não estar definida.

É importante alinhar os objetivos, para que estes funcionem, sejam consistentes com a realidade da organização, consigam alcançar ou almejar, o que a BDM propõe. Por isto, sugere-se alinhar esse objetivo a missão da organização, quando esta última for definida. Quanto ao critério público-alvo, é fundamental entender que ao ser inserido no contexto, permite entender a que cliente ou usuários serve a organização, para delimitar como trabalhar a AI da BDM contextualizada. O sítio aqui analisado apresenta implicitamente definido o seu público-alvo, o que favorece a uma análise negativa

Nesse contexto, compreende-se que a definição do público-alvo do repositório é importante porque permite situar a demanda para que este possa utilizar a BDM.

Pois, sabe-se que:

O usuário é fundamental na construção de um ambiente informacional, principalmente para a identificação dos serviços que serão oferecidos no mesmo. Em uma AI ou em qualquer processo de desenvolvimento de ambientes digitais, a identificação do público-alvo é requerida já no início do projeto (CAMARGO; VIDOTTI, 2011, p. 55 - 56).

Nessa direção, o público-alvo é uma das peças centrais na AI de um Ambiente Informacional Digital, para delimitar os serviços ofertados. Uma descrição de sugestão interessante é definir o público-alvo fazendo uma análise preliminar de sua política de informação e a partir daí pode-se chegar a uma análise preliminar de quem usa a BDM da UFRN. A partir do que foi analisado na dimensão contexto dos critérios de Marques e Vechiato (2017), é possível concluir que o website da BDM da UFRN precisa de melhorias significativas de modo a preencher o que está faltando. Porém, também é importante analisar os critérios de contexto na perspectiva de Camargo e Vidotti (2008), conforme é apresentado no quadro 02 abaixo:

Quadro 02 – Critérios de contexto II

Tópicos Critérios

Criação de comunidades e coleções

(x) Verificação da facilidade de utilização do recurso que possibilita a criação de

comunidades e coleções

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(x) Verificar da coerência da categoria da comunidade e da coleção em relação aos trabalhos submetidos

Auto-arquivamento

(x) Identificação da facilidade de utilização da ferramenta de auto-arquivamento

Políticas internas

( ) Verificação da política de acesso.

( ) Verificação da política de auto-arquivamento.

( ) Verificação da política de tipos e formatos de documentos.

Experiências de outras aplicações ou de outros usuários

( ) Verificação das atividades de documentar e reutilizar informações resultantes de experiências, erros, acertos e melhores práticas a fim de aperfeiçoar a eficiência operacional.

Fonte: Adaptado de Camargo e Vidotti (2008)

De modo geral a dimensão contexto precisa de melhorias significativas de modo que a BDM atenda ao que a organização propõe e o que o repositório pode fornecer em serviços no âmbito organizacional. Uma particularidade interessante dos repositórios digitais é que “[...] possibilitam o auto-arquivamento e a interoperabilidade entre diversos sistemas de informação por meio da coleta de metadados em arquivos abertos” (CAMARGO; VIDOTTI, 2008, p. 06). Nesse sentido, o contexto da BDM, se insere no âmbito do acesso aberto a informação, das informações técnico-científicas de qualidade, estruturada e organizada por metadados.

Por essa razão merece uma análise particular robusta no que se refere a contexto particular, ou seja, aquele tipo de ambiente específico que é o repositório.

No que se refere a criação de comunidades e coleções, é importante compreender que inserido no contexto possibilita e facilita procurar informações por áreas temáticas, tais como: estruturas departamentais e áreas e subáreas do conhecimento humano, no que tange aos cursos de graduação e de especialização. Isso é positivo porque facilita a localização de onde está a informação pelo qual o usuário necessita. Dessa forma, o cliente se situa no contexto organizacional.

No caso da consistência entre as áreas temáticas a BDM atende ao requisito, uma vez que as informações são bem hierarquizadas e relacionadas. Nessa direção não há melhorias a serem realizadas no que se refere ao critério de contexto Auto-arquivamento porque é preciso partir da compreensão de que o auto-Auto-arquivamento é o processo em que o discente faz o upload do próprio Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), seja de graduação ou especialização. Logo, o ponto positivo é que o

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arquivamento da BDM da UFRN, é de fácil utilização, por possibilitar ao aluno que aprenda rapidamente a fazer o depósito do TCC.

Quanto as políticas internas, é interessante observar que elas são as bases para os princípios, diretrizes e regulamentação do repositório para funcionar de modo adequado ao que se espera. No que se refere, a política foi possível perceber como fator negativo, a não existência no critério de contexto políticas internas de: política de acesso, política de auto-arquivamento, política de tipos e formatos de documentos.

Não foi encontrado nenhum fator positivo, porém é adequado ressaltar a existência de política de informação no sítio eletrônico da BDM da UFRN, que no caso não está presente no critério de avaliação políticas internas.

Uma sugestão de melhoria é incrementar a política de informação com as políticas dos critérios anteriormente mencionado, como forma de criar uma normativa mais consistente e robusta para o repositório. A partir do que foi analisado na dimensão contexto dos critérios de Camargo e Vidotti (2008), bem como de Marques e Vechiato (2017), é possível concluir que o website da BDM da UFRN, precisa de melhorias significativas de modo a preencher o que está faltando. Além disso, recomenda-se que sejam implementadas as melhorias que foram sugeridas baseadas na literatura científica.

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