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2.5 COMPARATIVOS

2.5.6 Dimensionamento de Condutores – Rede Secundária

Segundo a NE-147E da CELESC D, o circuito secundário deve ser constituído por 4 condutores, sendo 3 fases e 1 neutro, instalados em duto exclusivo, com classe de tensão 0,6/1,0kV, isolação XLPE ou EPR, classe 2 (condutores encordoados, compactados ou não), de cobre com seções de 70mm² ou 120mm², ou de alumínio com seções de 120mm² ou 240mm². Para identificação das fases, deve-se usar anilhas com caracteres A, B e C, já, o condutor neutro é identificado pela cor, devendo este ser azul claro.

Para ramal de entrada de consumidores com seções de 35mm² ou 70mm² e para atendimento de edifícios de uso coletivo, os mesmos devem ser derivados diretamente do QDP,

não podendo ultrapassar a distância máxima de 100 metros. Os demais ramais de entrada devem ser derivados dos barramentos modulares isolados (BMI), localizados nas caixas de passagem, sendo que sua disposição nas caixas deve ser com 4 barramentos (3 fases + neutro), que podem possuir 4, 6 ou 8 saídas. A conexão entre o BMI e o tronco, ou quando houver a necessidade de derivação do circuito, deve ser realizada, através de conector do tipo H, e a recomposição da isolação do condutor feita através de manta termo contrátil.

Para o dimensionamento do circuito da rede secundária, devem ser feitos os cálculos de capacidade de condução de corrente e queda de tensão, sendo que a queda de tensão entre a saída do transformador e o ponto de entrega (barramento modulares isolados) deve ser menor ou igual a 3%.

As correntes máximas de projeto dos circuitos não devem ser superiores a 80% da capacidade da corrente nominal dos condutores indicados na NBR 5410, de forma a permitir a ligação de cargas superiores às dimensionadas em projeto, assim, como flexibilizar eventuais manutenções.

A seguir, são apresentados os Quadro 13 e o Quadro 14 onde constam as correntes admissíveis de projeto e de operação dos fatores de agrupamento dos condutores.

Quadro 13 – Correntes Admissíveis dos Condutores – CELESC D

Fonte: NE-147E, 2017.

Quadro 14 – Fator de Agrupamento – CELESC D

Fonte: NE-147E, 2017.

Os condutores da rede secundária padronizados pela CPFL ENERGIA seguem os mesmos critérios adotados pela CELESC D no que diz respeito à classe de tensão e disposição. Para o critério de isolação, os condutores das fases devem ser constituídos de isolação XLPE ou EPR e, para o condutor neutro, deve ser utilizada isolação em PVC. Os condutores devem

ser de cobre com seções de 70mm² ou 120mm², ou de alumínio com seções de 95mm² ou 185mm². Quando se tratar de regiões litorâneas, devem ser considerados exclusivamente condutores de cobre. Na identificação das fases, são utilizadas anilhas de nylon.

O ramal de entrada de consumidores deve ser derivado dos barramentos múltiplos isolados (BMI-CPFL), instalados em caixa de passagem, sendo que sua disposição nas caixas pode ser com 4 barramentos (3 fases + neutro) ou 5 barramentos (3 fases + 2 neutros). Os barramentos de fase devem ser com o mesmo número de saída, limitadas em 8. Já, o barramento de neutro pode possuir um número de saídas superior ao das fases. Para ramais com seção superior a 95mm², os mesmos devem ser derivados diretamente de transformador exclusivo.

Assim, como na CELESC D, para possibilitar eventuais ligações de cargas superiores às previstas em projeto e permitir flexibilidade de manutenção, a CPFL ENERGIA considera que as correntes máximas admissíveis para os condutores não devem ser superiores a 80% de sua capacidade, conforme Quadro 15.

Quadro 15 – Correntes Admissíveis dos Condutores – CPFL ENERGIA

Fonte: GED-4101, 2016.

Os critérios de queda de tensão para os circuitos secundários na CPFL ENERGIA seguem os mesmos adotados pela CELESC D.

Quando existirem duas redes secundárias adjacentes e estas estiverem a um comprimento menor ou igual a 40 metros, o circuito com maior seção deve ser prolongado até a caixa de passagem do outro circuito, para trechos maiores que 40 metros e menores que 80 metros, devem ser previstos interligação das caixas através de dois eletrodutos, sem instalação de condutores, para possibilitar recursos em caso de emergência.

Segundo a CEMIG D, o circuito secundário deve ser constituído por 4 condutores, sendo 3 fases e 1 neutro, instalados em duto exclusivo, com isolação XLPE ou EPR, de alumínio com seções de 120mm² ou 240mm². A identificação dos condutores deve ser feita com fitas nas cores branca, amarela e vermelha para fases A, B e C, respectivamente, e azul para o neutro.

Os ramais de entrada podem ser derivados por conectores de perfuração ou BMI, localizados nas caixas de passagem, sendo que, na utilização de BMI, a disposição nas caixas deve ser 4 barramentos (3 fases + neutro). A conexão entre BMI e tronco ou, quando houver

necessidade de derivação do circuito, deve ser realizada através de conector do tipo H, e a recomposição da isolação do condutor deve ser feita através de fita auto-fusão e fita isolante.

As correntes admissíveis de projeto dos circuitos não devem ser superiores a 80% da capacidade da corrente nominal dos condutores, de forma a permitir a ligação de novas cargas, reequilibrar circuitos, regularizar níveis de tensão e carregamento.

A seguir, são apresentados o Quadro 16 e Quadro 17 onde constam as correntes admissíveis e os fatores de agrupamento dos condutores.

Quadro 16 – Correntes Admissíveis dos Condutores – CEMIG D

Fonte: ND-3.3, 2014.

Quadro 17 – Fator de Agrupamento – CEMIG D

Fonte: ND-3.3, 2014.

Segundo a ND-3.5, os cálculos de quedas de tensão devem ser feitos, tomando-se por base, os dados do Quadro 18 e utilizando o valor de 0,85 para o fator de potência.

Quadro 18 – Coeficientes de Queda de Tesão – CEMIG D

Fonte: ND-3.3, 2014.

A máxima queda de tensão aceitável pela CEMIG D entre a saída do transformador e o ponto de entrega (barramento modulares isolados) é de 4%.

Quando existirem duas redes secundárias adjacentes e estas estiverem a um comprimento inferior a 50 metros o circuito com maior seção deve ser prolongado até a caixa de passagem do outro circuito, para trechos superiores a 50 metros e inferiores a 100 metros, deve ser prevista interligação das caixas através de um eletroduto com bitola mínima de 125mm, sem instalação de condutores, para possibilitar recursos em caso de emergência.