4. RESULTADOS
5.5. Dinâmica, padrões demográficos do perfilhamento e diagramas de
A maior taxa de aparecimento de perfilhos (TAP) concentrou-se no verão, devido ao fato da abundância dos fatores de crescimento como água, temperatura, luminosidade e nutrientes (principalmente o nitrogênio). A meta de 30 cm de altura pós-pastejo resultou em maiores valores de TAP no verão e no outono (Tabela 22). Vários autores (MATTHEW et al., 1995; UEBELE, 2002; SANTOS, 2002, SBRISSIA et al., 2003; BARBOSA, 2004) associaram aumento na intensidade de desfolhação a aumentos em densidade populacional de perfilhos. De acordo com LEMAIRE (1997) e MATTHEW et al. (1999), quando um pasto é submetido à desfolhação severa, a expansão foliar é responsável pela regeneração da capacidade de absorção de luz e suprimento de carbono do dossel, podendo, também, levar à redução do tamanho de perfilhos individuais, acompanhado pelo aumento da sua densidade populacional. Para as demais épocas do ano não houve diferenças entre as alturas pós-pastejo de 30 e 50 cm. Essa ausência de efeito da altura pós-pastejo também foi registrada por COELHO et al. (1999) para Panicum maximum manejado sob duas alturas pós-pastejo (20 e 40 cm), por BARBOSA (2004) para capim- tanzânia manejado com 25 e 50 cm de altura pós-pastejo e por LOPES (2006), que observou, de forma geral, um comportamento semelhante entre as alturas pós-pastejo de 30, 50 e 50 rebaixando para 30 cm, com exceção do outono em que houve superioridade da altura pós-pastejo de 30 cm no capim-mombaça.
Com relação à freqüência de pastejo, de forma geral, não houve diferenças nas épocas do ano, com exceção do final da primavera, época em que a meta de 90% de IL resultou em maior valor de TAP em relação às de 95% de IL. Isso indica que nessa época metas de manejo que mantenham a massa de forragem mais baixa e com uma menor quantidade de colmos e, especialmente, de material morto, favorecem o perfilhamento e o
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restabelecimento do crescimento e produção dos pastos no início da nova estação de crescimento. BARBOSA (2004) não registrou diferenças entre as metas de 90 e 95% de IL em experimento análogo com o capim-tanzânia. No entanto, quando os pastos foram manejados com a meta de 100% de IL, houve redução dos valores de TAP.
Assim como verificado para a TAP, os maiores valores de taxa de mortalidade de perfilhos (TMP) concentraram-se no período de verão (Tabela 23), demonstrando uma alta renovação na população de perfilhos do capim- tanzânia nessa época do ano, ou seja, alto aparecimento acompanhado de alta mortalidade de perfilhos. Essa maior renovação de perfilhos indica gerações de menor longevidade que proporciona um perfil mais jovem da população de perfilhos do pasto. Perfilhos jovens (< 2 meses de idade) de Panicum maximum cvs. mombaça e tanzânia sabidamente possuem maior taxa de aparecimento e de alongamento de folhas que perfilhos mais velhos (> 4 meses de idade) (CARVALHO, 2002; BARBOSA, 2004), o que explica o acúmulo elevado de forragem com alta proporção de folhas nessa época do ano, particularmente para o tratamento 95/30 (Tabela 25, 26, 27).
Vale destacar, ainda, que a senescência dos perfilhos deriva de diferentes fatores. Uma das principais causas da senescência é a decapitação de meristemas apicais pelo pastejo. Esse fenômeno é particularmente importante em estandes de plantas na fase reprodutiva, quando os ápices são elevados pelo alongamento dos entrenós do colmo para o horizonte de pastejo (LEMAIRE & CHAPMAN, 1996). Todavia, em estandes vegetativos em regimes de desfolhação muito intensos pode haver comprometimento da rebrotação das plantas se os meristemas apicais forem removidos. De acordo com MARSHALL (1987), a longevidade de plantas individuais e, conseqüentemente, do pasto, depende da capacidade de substituição dos perfilhos mortos, que também é afetada pelos picos estacionais de morte e aparecimento, especialmente aqueles associados com eventos de florescimento.
Em relação à intensidade e freqüência de pastejo, não houve diferenças para a TMP para o final da primavera e inverno/início da primavera (Tabela 23). . Segundo MATTHEW et al. (1999), o processo de perfilhamento nas gramíneas é de grande importância para a produção forrageira e o manejo tem papel crucial, uma vez que as taxas de aparecimento e mortalidade de perfilhos
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resultam em mudanças na dinâmica da população de perfilhos e produtividade do pasto durante o ano. Nesse sentido a TMP nos tratamentos 90/50 e 95/30 seguiram o padrão da TAP no verão, ou seja, altas taxas de aparecimento foram acompanhadas de altas taxas de mortalidade de perfilhos. No tratamento 95/50 a TAP foi mais baixa, mas a TMP também, fato que evidencia a capacidade da gramínea em renovar seus perfilhos nos períodos de condições favoráveis de crescimento e abre a possibilidade de se manipular o processo por meio de ajustes na freqüência e intensidade de pastejo, ou seja, manejo.
Em relação aos padrões demográficos de perfilhamento, o número de perfilhos surgidos no início do experimento foi elevado (Figuras 19 a 22), conseqüência da época do ano em que foram iniciadas as avaliações (final da primavera). O final da primavera foi marcado por abundância dos fatores de crescimento (água, luz, temperatura) e coincidiu com a aplicação de fertilizante nitrogenado na área (Tabela 1), fatores esses importantes para estimular o perfilhamento. No verão, o perfilhamento permaneceu elevado, principalmente em função das altas taxas de aparecimento de perfilhos (Tabela 22). Entretanto, à medida que se aproximou do final de outono e início do inverno, a situação se inverteu, ou seja, a diminuição na disponibilidade de fatores de crescimento levou a uma redução no perfilhamento, caracterizada por redução das taxas de aparecimento de perfilhos (Tabela 22) no período do inverno. No final do inverno e início da primavera, ocorreram as primeiras chuvas, houve aumento da luminosidade e da temperatura média diária, o que estimulou novamente o perfilhamento.
As variações sazonais nas taxas de aparecimento e mortalidade de perfilhos são fundamentais para a compreensão dos mecanismos envolvidos na dinâmica de perfilhamento em uma pastagem. Apesar disso, a simples observação das taxas de aparecimento e sobrevivência de perfilhos não indica se numa dada época do ano a população de perfilhos foi mantida estável, ou seja, se o aparecimento de perfilhos foi suficiente para manter a população em equilíbrio (SBRISSIA, 2004). No sentido de se entender de forma integrada esse conhecimento, BAHMANI et al. (2003) elaboraram, para azevém perene, um índice que permitisse avaliar de forma conjunta os efeitos do aparecimento e da mortalidade de perfilhos sobre a densidade populacional. No Brasil, esse índice foi utilizado pela primeira vez por SBRISSIA (2004) em pastos de capim
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Brachiaria brizantha cv. Marandu manejados sob lotação contínua. A premissa
básica para a compreensão e interpretação dos dados reside no fato de que se o índice de estabilidade for menor que 1, significa que naquele ciclo de pastejo (mês ou época do ano) os pastos têm sua estabilidade comprometida, uma vez que não estão sendo eficientes em repor perfilhos em número suficiente relativamente à sobrevivência dos perfilhos existentes.
No presente trabalho, os diagramas de estabilidade foram gerados por ciclo de pastejo (Figuras 23 a 26). Um ponto em comum verificado em todos os tratamentos foi que o índice de estabilidade durante os primeiros ciclos foi maior que 1 e com picos elevados, indicando estabilidade na população de perfilhos e sugerindo, inclusive, aumento da população, conseqüência das boas condições de crescimento existente no final da primavera. A partir daí, houve aumento no índice de estabilidade em todos os tratamentos até atingir um pico representado pelo verão, marcado pelas maiores taxas de aparecimento de perfilhos (Tabela 22). Isso indica que essa época foi responsável pela alta capacidade de renovação do pasto, pois foi marcada também por uma alta mortalidade de perfilhos (Tabela 23) sem, no entanto, comprometer a estabilidade do pasto. Após o verão, houve uma redução no índice de estabilidade para todos os tratamentos, marcando a entrada do outono. Essa redução foi acentuada em todos os tratamentos com a entrada do inverno. No tratamento 90/50 observou-se o limiar do índice de estabilidade da população de perfilhos, que é 1. Essa redução observada no índice de estabilidade para todos os tratamentos foi ocasionada pelas menores taxas de aparecimento e sobrevivência de perfilhos ocorridas durante o inverno. Vale destacar que mesmo nesse período desfavorável ao crescimento das plantas forrageiras, nenhum dos tratamentos apresentou índice de estabilidade inferior a 1, indicando que mesmo sob condições de pastejo muito freqüente e intenso (tratamento 90/30) o capim-tanzânia é capaz de manter estável seu estande. Outra característica comum a todos os tratamentos foi que, a partir do final do inverno/início da primavera, houve um crescimento abrupto no perfilhamento, demonstrando, novamente, a capacidade do capim-tanzânia em renovar seus perfilhos e a importância de se assegurar condições propícias ao perfilhamento dos pastos no início da nova estação de crescimento.
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Apesar de todos os tratamentos terem apresentado índice de estabilidade acima de 1, no trabalho de BARBOSA (2004) em que uma alta intensidade (25 cm) foi associada com uma baixa freqüência de pastejo (100% de IL) foram constatados índices de estabilidade baixos, indicando que intervalos muito longos de pastejo associados a resíduos muito baixos podem comprometer a produtividade e a persistência do capim-tanzânia.
De maneira geral, a análise dos diagramas de estabilidade indicou que a população de perfilhos se apresentou estável durante todo o ano, com maior estabilidade no período de primavera-verão e menor no outono-inverno, época de florescimento mais intenso das plantas, demonstrando a persistência e a resiliência dessa gramínea quando bem manejada.
5.6. Acúmulo de forragem e composição morfológica da forragem produzida
A taxa de acúmulo de MS é uma característica importante no manejo da pastagem, pois permite que o equilíbrio entre a oferta e a demanda de forragem seja alcançada sem prejudicar o desempenho animal (HODGSON, 1990). O maior acúmulo de MS total ocorreu para o tratamento 95/30, seguido do 90/30 (Tabela 25). A superioridade desses tratamentos foi conseqüência, principalmente, do elevado acúmulo de MS de lâminas foliares (Tabela 26) e das taxas de acúmulo de MS e lâminas foliares (Tabela 28 e 29), principalmente nas épocas de final de primavera e verão. Nesses períodos as taxas de crescimento foram bastante elevadas, justificadas pelas altas taxas de alongamento (Tabela 13) e aparecimento de folhas (Tabela 14), além das altas taxas de aparecimento de perfilhos (Tabela 22). BARBOSA (2004) identificou o tratamento 95/25 como o mais produtivo (15.120 kg/ha), e o tratamento 90/50 como o menos produtivo (9.440 kg/ha), considerando-se o acúmulo de MS total. Para o acúmulo de MS de lâminas foliares, o tratamento 95/30 e o 90/30 apresentaram os maiores acúmulos de lâminas foliares (Tabela 25), fato que deve ser considerado, pois poderá proporcionar ao animal uma forragem com maior valor nutritivo que, conseqüentemente, deverá favorecer seu desempenho.O tratamento 90/50, apesar de ter resultado no maior número de
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ciclos de pastejo realizados ao longo do experimento, apresentou menor acúmulo de matéria seca total durante o período experimental. Esses resultados são semelhantes àqueles de BARBOSA (2004), que registrou menores valores de acúmulo de MS total para o tratamento 90/50 relativamente aos tratamentos 90/30, 95/30, 95/50, 100/30 e 100/50.
Em relação às alturas pós-pastejo, maior acúmulo de forragem (Tabela 25) e de lâminas foliares (Tabela 26) foi registrado para os tratamentos de altura pós-pastejo 30 cm em relação àqueles de 50 cm, com exceção ao inverno/início da primavera. A maior proporção de folhas remanescentes da altura pós-pastejo de 50 cm contribuiu para que as metas pré-pastejo avaliadas (níveis de IL) fossem alcançadas mais rapidamente (Figura 11), aumentando, assim, o número de ciclos de pastejo realizados ao longo do experimento (Tabela 4). Entretanto, o maior número de ciclos de pastejo não foi suficiente para compensar o menor acúmulo de forragem por ciclo de pastejo e as elevadas taxas de acúmulo de matéria seca dos tratamentos de altura pós- pastejo 30 cm, principalmente durante o período de final da primavera e verão (Tabela 28). BARBOSA (2004) observou o mesmo comportamento manejando o capim-tanzânia segundo protocolo experimental análogo ao utilizado neste experimento, situação em que o acúmulo de forragem foi maior para a altura pós-pastejo de 25 em relação à de 50 cm. Da mesma forma, DIFANTE (2005), trabalhando com o capim-tanzânia manejado com alturas pós-pastejo de 25 e 50 cm e meta pré-pastejo de 95% de IL, concluiu que o manejo do pasto com 25 cm de resíduo proporcionava maiores ganhos por área e maior estabilidade de produção, apesar de resultar em um menor número de ciclos de pastejo.
Levando-se em consideração os valores de acúmulo de MS total (Tabela 25), o tratamento 95/30 foi mais produtivo que o 90/30 em cerca de 9%. No entanto, para os valores de acúmulo total de lâminas foliares não houve diferença (Tabela 26) e, em relação ao número de ciclos de pastejo, o tratamento 90/30 proporcionou um ciclo a mais. Diante disso, parecer ser sensato afirmar que a meta de 90% de IL, associada à altura pós-pastejo de 30 cm, poderia permitir uma flexibilidade no manejo desse capim, ou seja, permitir que em determinadas épocas do ano quando necessário seja possível antecipar um pouco a entrada dos animais nos pastos em relação à meta de
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95% de IL sem prejuízos para a produção e produtividade dessa gramínea forrageira.
Para a taxa de acúmulo de MS (Tabela 28) e taxa de acúmulo de lâminas foliares (Tabela 29), foi verificado um padrão de resposta muito parecido, segundo o qual maiores taxas foram registradas para os tratamentos 95/30 e 90/30 durante o final da primavera e verão. Esse comportamento reflete as elevadas taxas de alongamento de folhas (Tabela 13), baixa senescência (Tabela 18) e altas taxas de aparecimento de perfilhos (Tabela 22) nessas épocas do ano. De acordo com McKENZIE et al. (1999), o acúmulo de biomassa verde total no dossel resulta da eficiência de interceptação da luz incidente, do desenvolvimento de novos perfilhos, da senescência e morte de perfilhos e da intensidade do processo de alongamento de colmos do pasto.
Em relação à composição morfológica da forragem em pré-pastejo, na época de outono foi verificado aumento da contribuição de colmos, o que era esperado, uma vez que é a época do ano em que normalmente ocorre o florescimento do capim-tanzânia (Tabela 30 e Figura 27). Para a porcentagem de material morto, o maior valor foi registrado no inverno/início da primavera (Tabela 30 e Figura 27), o que está relacionado com a alta taxa de senescência de folhas (Tabela 18), típica dessa época do ano. As maiores porcentagens de lâminas foliares na massa de forragem pré-pastejo foram registradas no final da primavera (97%) e no verão (86%), e estiveram associadas às maiores taxas de alongamento (Tabela 13) e aparecimento de folhas (Tabela 14) e taxa de aparecimento de perfilhos (Tabela 22) registradas nessas épocas do ano. De acordo com CARNEVALLI (2003), pastos de capim-mombaça manejados com 95% de IL apresentaram maior produção de folhas que pastos manejados com 100% de IL, fato esse que resultou em melhor aproveitamento da forragem ofertada aos animais, uma vez que as perdas por pastejo foram mais baixas. Com relação à intensidade de pastejo, a autora propôs a utilização de uma altura pós-pastejo de 30 cm, uma vez que essa foi a condição que propiciou uma colheita mais eficiente da forragem produzida relativamente à altura pós-pastejo de 50 cm. De maneira análoga, BARBOSA (2004) sugeriu a meta de 95% de IL associada à altura pós-pastejo de 25 cm como a mais indicada para o manejo do capim-tanzânia.
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6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Assim como relatado por vários autores (UEBELE, 2002; CARNEVALLI, 2003; BARBOSA, 2004, DIFANTE, 2005, ZEFERINO, 2006; SOUZA JÚNIOR, 2007), a altura apresentou relação positiva e consistente com a interceptação luminosa pelo dossel ao longo da rebrotação e, por isso, pode ser considerada um parâmetro confiável para ser utilizado no manejo do pasto para as condições de pré-pastejo. No presente experimento as metas de 90 e 95% de IL estiveram consistentemente associadas a valores de altura de 65 e 75 cm, respectivamente, independentemente da época do ano e do estádio de desenvolvimento das plantas (vegetativo ou reprodutivo). Para as alturas pós- pastejo de 30 e 50 cm, não houve dificuldades em se manter as metas pré- estipuladas, particularmente a de 50 cm. As freqüências (90 e 95% de IL) assim como as intensidades de pastejo avaliadas (30 e 50 cm de altura pós- pastejo) foram determinantes da velocidade de rebrotação dos pastos após as desfolhações. Assim, a altura pós-pastejo de 50 cm resultou em um ciclo de pastejo a mais em comparação à de 30 de cm. Porém, o maior número de ciclos de pastejo não foi suficiente para compensar a menor eficiência de colheita nesses tratamentos, implicando em menor acúmulo de forragem ao final do período experimental.
A variação sazonal das condições climáticas influenciou fortemente as características morfogênicas e estruturais do pasto. Dessa forma, influenciou o acúmulo de forragem, onde as maiores produções foram registradas nas épocas de final da primavera e verão, conseqüência das altas taxas de alongamento de folhas, aparecimento foliar e aparecimento de perfilhos. Isso demonstra que o manejo do pastejo durante essas épocas do ano deve ser ajustado com a finalidade de propiciar o melhor aproveitamento possível da
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forragem produzida. O tratamento 95/30 foi o que apresentou o maior acúmulo de MS total, seguido do 90/30. Quanto ao acúmulo de MS de lâminas foliares não houve diferença, no entanto, o tratamento 90/30 proporcionou um ciclo a mais de pastejo. Diante disso, a meta de 90% de IL, associada à altura pós- pastejo de 30 cm, poderia permitir flexibilizar e maximizar a produção de forragem do capim-tanzânia e dinamizar o gerenciamento da propriedade, respeitando os limites ecofisiológicos dessa espécie forrageira, gerando poucos impactos na produtividade dessa gramínea em relação ao manejo do pasto com entrada dos animais baseada nos 95% de IL e saída com 30 cm de altura pós-pastejo.
Dessa forma, o manejo de pastos de capim-tanzânia sob pastejo rotativo deveria buscar a entrada dos animais quando 95% da luz incidente estivessem sendo interceptados, ou seja, uma altura de 75 cm, e uma saída quando uma altura de 30 cm fosse atingida durante o rebaixamento. Nas épocas do ano ou condições em que vários pastos chegassem em condição de pastejo de maneiro muito próxima (70 cm de altura), poderia se flexibilizar o manejo por meio de entrada dos animais um pouco mais cedo, com 90% de IL ou 65 cm de altura, sem prejuízos para a produção e produtividade dos pastos.. Vale destacar, contudo, que aumentos na freqüência de desfolhação implicam em maior remoção de forragem e podem levar a maior extração de nutrientes, o que no longo prazo poderá resultar em redução do vigor e produtividade do pasto e até degradação do mesmo caso não seja realizada uma política adequada de reposição de nutrientes
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