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Constituição de Pessoa Jurídica Para a Administração do Direito de Imagem

2. INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA E DO IMPOSTO DE

2.3. Constituição de Pessoa Jurídica Para a Administração do Direito de Imagem

Conforme exposto nos tópicos anteriores, para que o Fisco seja obrigado a acatar o planejamento tributário realizado por parte do Contribuinte, este deve realizá-lo revestido da devida legalidade.

Nesse sentido, considerando que o sistema tributário brasileiro tem uma alta taxa de tributação, bem como um complexo sistema tributário – que muitas vezes torna-se confuso até mesmo para profissionais da área – e que os desporto, quando praticado em alto rendimento, movimenta substanciais valores, faz-se necessário um efeitvo planejamento tributário.

Diante deste cenário os clubes e desportistas começaram a procurar maneiras de recolherem menos tributos. A primeira delas é a divisão dos valores a serem recebidos pelos desportistas em diferentes tipos de vencimentos, conforme exemplificado no tópico 3. Entretanto, mesmo com tal divisão e uma consequente diminuição de verbas trabalhistas e de contribuições, a carga tributária seguia sendo alta, fato que ensejou a prática de outra ténica: a constituiçao de pessoa jurídica para o recebimento de direito de imagem a fim de que os valores recebidos fossem tributados pela pessoa jurídica ao invés de pela pessoa física, alcançando-se assim a diminuição da carga tributária. Ressalta-se que tal prática atualmente é expresamente autorizada pelo artigo 87-A da Lei 9.615/98

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, inclusive, tal entendimento já está sendo aplicado pelo Conselho Administrativo de Recursos Federais (CARF), conforme abaixo:

(...) DIREITO DE IMAGEM. DIREITO PERSONALÍSSIMO. VERTENTE PATRIMONIAL. OBJETO CONTRATUAL LÍCITO. CESSÃO OU EXPLORAÇÃO DE USO DE IMAGEM POR TERCEIROS. ART. 11 E 20 DO CC/02. ATLETA PROFISSIONAL. ART. 87-A DA LEI 9.615/98.

O direito de imagem, não obstante ser personalíssimo, pode ser cedido ou explorado por terceiro, uma vez que possui vertente patrimonial disponível. Raciocínio do art. 11 e 20 do CC/02. No que se refere a atletas, o art. 87-A da Lei 9.615/98, a Lei Pelé, reconhece expressamente tal disponibilidade.

(...) EXPLORAÇÃO DO DIREITO PATRIMONIAL DE SERVIÇO PERSONALÍSSIMO POR PESSOA JURÍDICA. APLICABILIDADE DO ART. 87-A D87-A LEI 9.615/98. IMPOSSIBILID87-ADE DE DESLOC87-AMENTO OU RECLASSIFICAÇÃO DO RENDIMENTO A PESSOA FÍSICA. ESPORTISTA.

A possibilidade de exploração de serviços de caráter personalíssimo por pessoa jurídica foi expressamente reconhecida pela legislação civil e tributária. No que se refere especificamente a exploração de serviços de caráter personalíssimo vinculados ao uso de imagem de atletas, dispõe o art. 87-A da Lei 9.615/98 - Lei Pelé DIREITO DE USO DE IMAGEM. CONTRATO COM PATROCINADOR.

OBRIGAÇÕES PERSONALÍSSIMAS. CLAUSULAS DE GARANTIA OU RESCISÃO VINCULADAS AO ATLETA. VALIDADE DO CONTRATO.

A inclusão de obrigações personalíssimas além de ser adequada, não descaracteriza o contrato de exploração de direito de uso de imagem. Tampouco clausulas de garantia pessoal de cumprimento, assim como o fato das causas de rescisão se relacionarem a condutas da pessoa física comprometem a natureza jurídica

53BRASIL. Art. 87-A.O direito ao uso da imagem do atleta pode ser por ele cedido ou explorado, mediante ajuste contratual de natureza civil e com fixação de direitos, deveres e condições inconfundíveis com o contrato especial de trabalho desportivo.

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contratual.54

Tal entendimento também vem sendo aplicado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST):

DIREITO DE IMAGEM . NATUREZA JURÍDICA . INTEGRAÇÃO.

O contrato de cessão do direito de exploração da imagem de atleta profissional ostenta natureza civil e, embora possa ser firmado de forma paralela ao contrato de trabalho, com ele não se confunde, devendo prevalecer o quanto ajustado livremente entre as partes, conforme o art . 87-A da Lei n.º 9.615/98. Assim, se houver contrato de cessão de exploração de direito de imagem, os valores percebidos a esse título, em princípio, não se destinam à contraprestação pecuniária devida ao atleta profissional, na condição de empregado, e, portanto, não constituem salário55

Para melhor entendimento de tal sistemática, é importaante exemplificar como ocorre tal planejamento: o jogador (pessoa física) cria uma pessoa jurídica da qual este pode ser sócio ou não, e cede onerosamente ou gratuitamente seu direito de imagem para esta pessoa jurídica, que por sua vez vai administrar o direito de imagem do desportista. Após isso, o atleta ao ser contratado pelo clube celebra contrato de exploração de direito de imagem (ressalta-se que tal contrato deve respeitar o limite de 40% da remuneração total do atleta, leia-se, salário acrescido do direito de imagem, nos termos do Parágrafo Único do artigo 87-A da Lei 9.615/1998

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). Como o direito de imagem desse atleta é admistrado pela pessoa jurídica, ela que irá receber os valores, sendo repassados, após isso, os valores ao desportista. Dessa forma, a tributação dar-se-à de forma mais benéfica, conforme exemplificado abaixo:

Jogador de futebol constitui Pessoa Jurídica

Gráfico próprio

54BRASIL. Acórdão nº 2402-005.703 – Processo Administrativo nº 15983.720065/2015•11 – Recurso Voluntário 4ª Cânara/2ª Turma Ordinária do CARF – Relatora: Bianca Felicia Rothschild – Data da Sessão:15/03/2017

55RR-2551500-44.2008.5.09.0006, 1ª Turma, Relator Ministro Luiz José Dezena da Silva, DEJT 26/04/2019

56 BRASIL. Art. 87-A (...) Parágrafo único. A garantia legal outorgada às entidades e aos atletas referidos neste artigo permite-lhes o uso comercial de sua denominação, símbolos, nomes e apelidos.

Cessão do Direito de Imagem

Clube celebra contrato com o atleta no qual parte dos rendimento será recebido por direito de imagem o qual é administrado pela Pessoa Jurídica

Pessoa Jurídica recebe os valores a título de direito de imagem

Repassa os valores

para o desportista

que pode ser sócio

ou não

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Ainda no tocante ao direito de imagem, tratando-se de direito da personalidade, ressalta-se que o artigo 129 da Lei nº 11.196/05 autoriza que direitos personalíssimos ressalta-sejam prestados por pessoa jurídica, ou seja, além da Lei Pelé permitir a constituição de pessoa jurídica para tal fim, o ordenamento jurídico brasileiro autoriza expressamente a prestação de serviços pessonalíssimos por tais pessoas, in verbis:

Art. 129. Para fins fiscais e previdenciários, a prestação de serviços intelectuais, inclusive os de natureza científica, artística ou cultural, em caráter personalíssimo ou não, com ou sem a designação de quaisquer obrigações a sócios ou empregados da sociedade prestadora de serviços, quando por esta realizada, se sujeita tão-somente à legislação aplicável às pessoas jurídicas, sem prejuízo da observância do disposto no art.

50 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil57.

Por fim, ao analisar-se a atual legislação vigente, conclui-se que o ordenamento jurídico permite a criação de pessoa jurídica com a finalidade de cessão de direito de imagem, sendo, portanto, totalmente lícito o planejamento tributário/elisão fiscal que busca a sua desonenaração, pautando-se nas previsões legais, conforme vem decidindo o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF):

(...) COMISSÃO TÉCNICA. TÉCNICO. TREINADOR DE CLUBE PROFISSIONAL DE FUTEBOL. CONSTITUIÇÃO DE PESSOA JURÍDICA PARA EXERCÍCIO E

PAGAMENTO DOS SERVIÇOS. CARÁTER PERSONALÍSSIMO.

POSSIBILIDADE. DESCONSIDERAÇÃO DOS NEGÓCIOS FIRMADOS.

É lícita a constituição de pessoas jurídicas tendo por objeto a atribuição de direitos patrimoniais relacionados com a atividade profissional de atletas, técnicos e comissão técnica, bem como relacionados com a cessão de direito ao uso de imagem, nome, marca ou som da voz. (...)58

**

DIREITO DE IMAGEM. ASPECTO PATRIMONIAL. POSSIBILIDADE DE

57BRASIL. Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso.(Redação dada pela Lei nº 13.874, de 2019)

§ 1Para os fins do disposto neste artigo, desvio de finalidade é a utilização da pessoa jurídica com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza.(Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)

§ 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, caracterizada por:(Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)

I - cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-versa; (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)

II - transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor proporcionalmente insignificante; e(Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)

III - outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)

§ 3º O disposto no caput e nos §§ 1º e 2º deste artigo também se aplica à extensão das obrigações de sócios ou de administradores à pessoa jurídica. (Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)

§ 4º A mera existência de grupo econômico sem a presença dos requisitos de que trata o caput deste artigo não autoriza a desconsideração da personalidade da pessoa jurídica.(Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)

§ 5º Não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da finalidade original da atividade econômica específica da pessoa jurídica.(Incluído pela Lei nº 13.874, de 2019)

58BRASIL. Acórdão nº 2403-002.718, processo nº10580.728140/2010-04 – relator: Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto- 4ª Câmara/3ªTurma Ordinária de julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – Sessão:

10/07/2014

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CESSÃO

O direito à imagem decorre do direito à personalidade, esse sim,intransmissível e irrenunciável. Já aquele, o direito de imagem, direito decorrente do direito de personalidade, pode - em seu, patrimonial - ser transmitido, explorado por pessoa jurídica constituída para este fim.59

No entanto, caso reste comprovada a não exploração de tal direito, ocorrerá a reclassificação de tais rendimentos como trabalhistas, conforme posicionamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF):

“JOGADOR DE FUTEBOL. CONTRATO DE EXPLORAÇÃO DO DIREITO DE IMAGEM CELEBRADO COM O CLUBE. VALOR DESPROPORCIONAL. FALTA DE COMPROVAÇÃO DA EFETIVA EXPLORAÇÃO. INAPLICABILIDADE DO ART. 87-A DA LEI 9.615/98.Conquanto o direito de imagem goze de natureza tipicamente civil, há de ser reconhecida a sua natureza salarial, quando, (...) não havendo comprovação da devida exploração da imagem contratada - a qual é o objeto central do contrato de cessão de uso de imagem - resta evidenciada a fraude na contratação, artifício usado para evitar o pagamento integral dos tributos e demais encargos envolvidos, inclusive com a utilização de pessoa jurídica interposta60.”

Também vem decidindo neste sentido o Tribunal Superior do Trabalho (TST):

(...) DIREITO DE IMAGEM. NATUREZA JURÍDICA. Havendo contrato de cessão de exploração de direito de imagem, os valores percebidos a esse título, em princípio, não se destinam à contraprestação pecuniária devida ao atleta profissional, na condição de empregado, e, portanto, não constituem salário. No entanto, em razão da aplicação do princípio da primazia da realidade, e em respeito às disposições do art. 9.º da CLT, se for constatado que o pagamento da verba visou mascarar o pagamento de salários, constituindo, portanto, fraude trabalhista e efetivo desvirtuamento da finalidade do contrato civil celebrado entre as partes, é possível atribuir natureza salarial aos valores auferidos sob esse título. Dessa feita, como na hipótese dos autos foi comprovado o intuito fraudulento na celebração do contrato de licença do uso de imagem (premissa fática inconteste à luz da Súmula n.º 126), decidiu bem a Corte Regional em conferir natureza salarial à parcela percebida pelo reclamante a título de direito de imagem (...)61

Ainda, ao mesmo tempo que a legislação permite a constituição de pessoa jurídica para o recebimento de direito de imagem, bem como autoriza o atleta a cedê-la para o clube, ela estabelece o limite de que os valores recebidos a título de direito de imagem não podem ultrapassar 40% dos recebimentos do desportista (somando-se verba trabalhista ao direito de imagem), conforme o parágrafo único do artigo 87-A da Lei nº 9.615/98

62

. Tal limite foi

59Acórdão nº 2201-003.748, processo nº 18470.728514/2014-66 – relator: Conselheiro Carlos Henrique de Oliveira – 2ª Câmara/ 1ª Turma Ordinária de julgamento do Conselho Administrativos de Recursos Fiscais – Sessão:

05/07/2017

60BRASIL. Acórdão nº 2402-005.703, Recurso Voluntário nº 15983.720065/2015-11, Relator: Bianca Felicia Rothschild, Data de julgamento: 15/03/2017

61BRASIL. RR-48-23.2011.5.05.0029, 1ª Turma, Relator Ministro Luiz José Dezena da Silva, DEJT 26/04/2019

62 Art. 87-A. O direito ao uso da imagem do atleta pode ser por ele cedido ou explorado, mediante ajuste contratual de natureza civil e com fixação de direitos, deveres e condições inconfundíveis com o contrato especial de trabalho desportivo. (Incluído pela Lei nº 12.395, de 2011).

Parágrafo único. Quando houver, por parte do atleta, a cessão de direitos ao uso de sua imagem para a entidade de prática desportiva detentora do contrato especial de trabalho desportivo, o valor correspondente ao uso da imagem não poderá ultrapassar 40% (quarenta por cento) da remuneração total paga ao atleta, composta pela soma do salário e dos valores pagos pelo direito ao uso da imagem. (Incluído pela Lei nº 13.155, de 2015)

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estabelecido porque muitas vezes observavam-se discrepâncias entre os valores recebidos a título de direito de imagem e a título de salário.

Portanto, o planejamento tributário pode ser definido como um estudo prévio da legislação vigente para dele resultar um plano de ação que visa evitar a concretização do fato gerador e, como consequência, o nascimento da obrigação tributária, ou para que, mesmo concretizando-se o fato gerador, isso venha a ocorrer com uma menor carga tributária.

Ressaltando-se, aqui, que sempre deverá ser observado se o contribuinte não se utilizou de meios ilícitos para alcançar tal objetivo, tais como fraude, simulação e a sonegação fiscal. Caso constate-se a utilização de um desconstate-ses meios ilícitos, estará caracterizada a evasão fiscal e o planejamento não será acatado pelo Fisco, enquanto que, contrario sensu, se realizado por meios lícitos, o planejamento tributário será classificado como elisão fiscal e o Fisco se verá obrigado a respeitá-lo e acatá-respeitá-lo.

Dito isso, o planejamento tributário realizado através da constituição de pessoa jurídica para recebimento de direito de imagem mostra-se totalmente válido, uma vez que está de acordo com a legislação vigente. Por fim, destaca-se apenas que o Contribuinte deve se atentar ao limite de 40% dos valores recebidos, bem como a não realizar tal planejamento com abuso de forma, o que poderá levar o Fisco a não acatá-lo.

Superada a discussão sobre a legalidade da constituição de pessoa jurídica com fim de

cessão do direito de imagem, levantam-se algumas indagações, tais como: o que levaria o

desportista a constituição de tal pessoa jurídica? E como é a participação dos desportistas nos

rendimentos da pessoa jurídica cessionária? Tais questões serão trabalhadas a seguir.

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2.4. Imposto Sobre Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR)

O imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza é imposto com incidência anual, de competência da União Federal, conforme definido pelo artigo 153, III da Constituição Federal de 1988

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e, nas palavras de Hugo de Brito Machado:

O imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza, ou simplesmente imposto de renda, como é geralmente conhecido, pertence à competência da União Federal (CF. art. 153, III e CTN artigo 43).

Justifica-se que seja esse imposto de competência federal porque só assim pode ser utilziado como instrumento de redistribuição de renda, buscando manter em equilíbrio o desenvolvimento econômico das diversas regiões. (...)

O imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza incide, em regra sobre as rendas e proventos auferidos em determinado período. O imposto em princípio é anual. Existem porém, ao lado dessa incidência genérica, incidências específicas, denominadas incidências na fonte. 64

A fim de regulamentar o tributo de sua competência, a União Federal o fez através de diversas legislações esparças, mas quando se fala de regra matriz, temos sua definição no artigo 43 a 45 do Código Tributário Nacional, in verbis:

Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica:

I - de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; estabelecerá as condições e o momento em que se dará sua disponibilidade, para fins de incidência do imposto referido neste artigo

Art. 44. A base de cálculo do imposto é o montante, real, arbitrado ou presumido, da renda ou dos proventos tributáveis.

Art. 45. Contribuinte do imposto é o titular da disponibilidade a que se refere o artigo 43, sem prejuízo de atribuir a lei essa condição ao possuidor, a qualquer título, dos bens produtores de renda ou dos proventos tributáveis.

Parágrafo único. A lei pode atribuir à fonte pagadora da renda ou dos proventos tributáveis a condição de responsável pelo imposto cuja retenção e recolhimento lhe caibam.

Diante disso, a renda pode ser definida como o acréscimo patrimonial que a pessoa jurídica ou física aufere em um período determinado por lei. Neste sentido é o ensinamento de Edmar Oliveira Andrade Filho:

Fato é que o “conceito constitucional de renda” tem sido traduzido por acréscimo patrimonial, como tem decidido a nossa mais alta Corte de Justiça. De fato, o

63 Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:

(...)

III - renda e proventos de qualquer natureza

64 Machado Hugo de Brito Curso de Direito Tributário. 38º ed. São Paulo. Malheiros, 2017. Pág. 319

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Plenário do STF, por ocasião do julgamento do RE nº 117.887-6-SP, decidiu que

“o conceito implica reconhecer a existência de receita, lucro, proveito, ganho, acréscimo patrimonial que ocorrem mediante o ingresso ou o auferimento de algo, a título oneroso”. Existem outras manifestações daquele tribunal no mesmo sentido, ou seja, de que a expressão renda e proventos de qualquer natureza utilizada no texto constitucional significa que a lei tributária, ao erigir as hipóteses de incidência desse imposto, deve erigir uma situação em que tenha ocorrido um acréscimo patrimonial, isento de condições. No que diz respeito ao conceito de lucro, a Constituição é igualmente omissa e existem dúvidas sobre a possibilidade de exigência da contribuição social sobre os superávits de entidade que obtêm rendimentos que não decorram da exploração de atividade empresarial, como são os denominados “fundos de pensão”65.

Nas palavras de Hugo de Brito Machado:

Tendo em vista o disposto no art. 153, III, da CF e no art. 43 do CTN, podemos afirmar que o âmbiyo materia de incidência do imposto de renda é a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda, assim entendido como o produto do capital, do trabalho, ou da combinação de ambos, e de proventos de qualquer natureza, assime ntendidos os acréscimos patrimomiais não compreendidos no conceito de renda. (...)

Quando afirmamos que o conceito de renda envolve acréscimo patrimonial, como o conceito de proventos também envolve acréscimos patrimonial, não queremos dizer que escape à tributação a renda consimoda. O que não se admite é a tributação de algo que na verdade em momento algum ingressou no patrimônio, implicando incremento do valor líqido deste. Como acréscimo se há de entender o que foi auferido, menos parcelas que a lei, expressa ou implicitamente, e sem violência à natureza das coisas admite sejam diminuídas da determinação desse acréscimo.66

Já Rangel Perruci Fiorin, define a regra matirz de incidência do Imposto de Renda como:

Segundo o art. 43 do Código Tributário Nacional, o Imposto Sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza tem como fato gerador a aquisição de disponibildiade econômica ou jurídica de renda e dos proventos de qualquer natureza.(...)

Ainda nete caminhar, temos que a renda que viabiliza a cobrança do Imposto de Renda é entendida como o produto do capital, do trabalho ou combinação de ambos, enquanto os proventos de qualquer natureza são entendidos como acréscimos patrimoniais não compreendidos no conceito de rendas.67

Portanto, pode-se definir a regra matiz de incidência do Imposto Sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza, como o acréscimo patrimonial que a pessoa física ou jurídica obteve durante determinado período, após as deduções autorizadas por lei.

Já a base de cálculo do imposto vai depender se tratamos de pessoa física ou juridica.

Quando tratar-se de pessoa jurídica, a base de cálculo será o lucro, que por sua vez pode ser presumido, real ou arbitrado, conforme ensina Hugo de Brito Machado:

65 ANDRADE FILHO, Edmar Oliveira. Imposto de Renda das Empresas. 13ª. ed. São Paulo: Editora Atlas, 2018. Pág. 14

66 Machado Hugo de Brito Curso de Direito Tributário. 38ª ed. São Paulo. Malheiros, 2017. Pág. 320-321

67 Fiorin, Rangel Perucci. Direito Tributário, Vol.4 – Coleção Exame da Ordem. 1ª ed. São Paulo. Editora Atlas, 2010. Pág.35

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A base de cálculo do imposto é o montante real, arbitrado ou presumido da renda ou dos proventos tributáveis (CTN, art. 44). A forma de determinação da base de cálculo varia de acordo com o tipo de contribuinte.

Tratando-se de pessoa jurídica a base de cálculo do imposto é o lucro , que pode ser, conforme critério de determinaçao, real, arbitrado e presumido. Tratando-se de pessoa física, ou natural, a base de cálculo do imposto era a renda líquida, mas agora passou a ser o rendimento.68

Por fim, destaca-se que o Imposto Sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza é extremamente importante para o desenvolvimento das atividades do Estado brasileiro, levando-se em consideração que, para caracterizar o fato gerador do imposto, basta auferir renda. Neslevando-se sentido ensina Rangel Perucci Fiorin:

Explicamos, por fim, que o Imposto Sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR) é a principal fonte de renda da União Federal, justamente por tributar tudo e todos que tiverem a disponibilidade econômica da renda ou dos proventos de qualquer natureza, ressalvada a isenção especificada em lei69.

Isso posto, passa-se a tratar o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) e o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ).

2.4.1. Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF)

O Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), assim como o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, é de competência da União Federal e tem sua previsão legal no artigo 153, III da Constituição Federal de 1988

70

.

O IRPF irá incidir progressivamente, dependendo do rendimento mensal da pessoa física, conforme previsto no artigo 1º, IX da Lei nº 11.482/07, abaixo:

Art. 1º O imposto de renda incidente sobre os rendimentos de pessoas físicas será calculado de acordo com as seguintes tabelas progressivas mensais, em reais:

(...)

IX. A partir do mês de abril do ano-calendário de 2015:

Tabela Progressiva Mensal

Consoante anteriormente exposto, a base de cálculo para a apuração do Imposto de Renda da Pessoa Física passou a ser o rendimento bruto mensal, ressaltando-se que após o ano

68 Machado Hugo de Brito Curso de Direito Tributário. 38ª ed. São Paulo. Malheiros, 2017. Pág. 326

69 Fiorin, Rangel Perucci. Direito Tributário, Vol.4 – Coleção Exame da Ordem. 1ª ed. São Paulo. Editora Atlas, 2010. Pág 38

70 Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:

(...)

III - renda e proventos de qualquer natureza

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calendário é realizada a declaração do Imposto de Renda, onde são declaradas as deduções permitidas e feitos os ajustes. Ao final, tal declaração irá resultar em uma restituição ou em uma complementação do imposto, como ensina Hugo de Brito Machado:

Agora o imposto incide, em regra, sobre o rendimento bruto mensal auferido pela pessoa física. Diz-se “em regra” porque algumas deduções são ainda admitidas, tais como pensões alimentícias e encargos por dependentes. Anualmente, porém, é feita uma declaração para fins de ajuste, sendo paga uma complementação, ou obtida a restituição do que porventura tenha sido pago a mais.71

Portanto, o Imposto de Renda da Pessoa Física irá incidir progressivamente, utilizando como base de cálculo o rendimento mensal da pessoa física.

Isso posto, ressalta-se que os ganhos de um desportista profissional, facilmente ultrapassam os R$ 4.664,68 e, por esse motivo, ao receberem rendimentos pela pessoa física, os mesmos serão tributados pelo imposto de renda na alíquota de 27,5%, que será aplicada sob o total dos valores recebidos pelo Contribuinte, o que acaba por onerar suas atividades, exemplo:

Renda Alíquota Valor devido

R$ 1.000.000,00 27,5 % R$ 275.000,00

Tabela Própria

Portanto, caso opte por receber os valores pagos à titulo de direito de imagem por pessoa física, o desportista irá realizar o pagamento de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) com base no seu rendimento mensal e levando em consideração a tabela progressiva do imposto.

2.4.2. Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ)

Os clubes e desportistas, assim como todos os contribuintes brasileiros, estão expostos a uma grande carga tributária e, assim, se veem obrigados a realizarem estudos com a finalidade de diminuir a sua carga tributária. Tal estudo, conforme exposto nos tópicos acima, é o caminho para o desenvolvimento de um planejamento tributário, de modo que muitos Contribuintes chegaram à conclusão de que a maneira mais eficaz de se economizar é por meio da constituição de pessoa jurídica para o recebimento das verbas não trabalhistas pagas pelos clubes.

Ao constituirem pessoa jurídica para o recebimento de tais valores, o Contribuinte terá a base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), apurada conforme previsão do

71 Machado Hugo de Brito Curso de Direito Tributário. 38ª ed. São Paulo. Malheiros, 2017. Pág. 326

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artigo 44 do Código Tributário Nacional (CTN)

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, que são: (i) lucro presumido; (ii) lucro real; e (iii) lucro arbitrado, ressaltando-se ainda que tal escolha é pautada em um planejamento tributário, onde o Contribuinte faz estudos e análises projetando o lucro que terá no ano, bem como qual a forma mais vantajosa de apurar os tributos devidos.

Sendo assim, passemos à exposição das características de cada forma de apurar Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), o Programa de Integração Social e o Programa de Formação de Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP).

(i) Lucro Presumido

Essa é a forma mais simples de se apurar o quanto deve ser pago à título de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e de Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), é inclusive a forma normalmente escolhida pelos desportistas. Aqui o Contribuinte apura o valor a ser pago a título de IRPJ e de CSLL com base num cálculo presumido do lucro que sua empresa irá obter durante o ano fiscal. Nesse sentido, ensina Edmar Oliveira Andrade Filho:

Pois bem, a expressão lucro presumido é ambígua, isto é, designa mais de uma coisa. Ela serve para fazer referência a um regime de tributação ao qual algumas pessoas podem aderir como sujeitos passivos do Imposto de Renda e serve também para designar a base de cálculo do Imposto de Renda devido pelas pessoas que vierem a aderir a essa sistemática de tributação.

No primeiro caso, o conceito de “lucro presumido” como sistemática de apuração do Imposto de Renda decorre da conjunção de diversas normas do direito positivo que prescrevem as formas e as condições pelas quais as pessoas jurídicas podem ingressar, manter-se e sair dessa sistemática de apuração do imposto. No segundo caso, o lucro presumido é a base de cálculo do imposto que será determinada, grosso modo, pela aplicação de um percentual sobre o montante da receita bruta decorrente da venda de mercadorias e de serviços, e acrescido de outras receitas e ganhos de capital, apurados na forma da lei73

Nas palavras de Hugo de Brito Machado:

As firmas individuais e as pessoas jurídicas cuja receita bruta seja inferior a determinado montante e que atendam, ainda, a outraz exigências da lei ficam dispensadas de fazer a escrituração contábil de suas transações e o imposto de renda, nesses casos, é calculado sobre o lucro presumido, que é determinado pela aplicação de coeficientes legalemnte definidos, sobre a receita bruta anual, conforme a natureza a natureza da atividade74

Poderão optar pela apuração pela sistemática de Lucro Presumido as pessoas jurídicas não obrigadas à tributação pelo lucro real, prevista no artigo 59 da Instrução Normativa nº 1700

72 Art. 44. A base de cálculo do imposto é o montante, real, arbitrado ou presumido, da renda ou dos proventos tributáveis.

73ANDRADE FILHO, Edmar Oliveira. Imposto de Renda das Empresas. 13ª. ed. São Paulo: Editora Atlas, 2018.

Pág. 611

74 Machado Hugo de Brito Curso de Direito Tributário. 38ª ed. São Paulo. Malheiros, 2017. Pág. 328

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de 2017 da Receita Federal do Brasil

75

, bem como do artigo 14 da Lei nº 9.718/98

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e aquelas pessoas jurídicas cuja receita total do último ano calendário seja igual ou inferior a R$

75BRASIL. Art. 59. São obrigadas ao regime de tributação do IRPJ com base no lucro real as pessoas jurídicas:

I - cuja receita total no ano-calendário anterior tenha excedido o limite de R$ 78.000.000,00 (setenta e oito milhões de reais) ou de R$ 6.500.000,00 (seis milhões e quinhentos mil reais) multiplicado pelo número de meses de atividade no período, quando inferior a 12 (doze) meses;

II - cujas atividades sejam de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, agências de fomento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras de títulos, valores mobiliários e câmbio, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização e entidades de previdência privada aberta;

III - que tiverem lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior;

IV - que, autorizadas pela legislação tributária, usufruem de benefícios fiscais relativos à isenção ou redução do imposto;

V - que, no decorrer do ano-calendário, tenham efetuado pagamento mensal pelo regime de estimativa, na forma prevista nos arts. 33 e 34;

VI - que exploram as atividades de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber, compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring); ou

VII - que exploram as atividades de securitização de créditos imobiliários, financeiros e do agronegócio.

§ 1º Considera-se receita total o somatório:

I - da receita bruta mensal;

II - dos ganhos líquidos obtidos em operações realizadas em bolsa de valores, de mercadorias e futuros e em mercado de balcão organizado;

III - dos rendimentos produzidos por aplicações financeiras de renda fixa e de renda variável;

IV - das demais receitas e ganhos de capital;

V - das parcelas de receitas auferidas nas exportações às pessoas vinculadas ou aos países com tributação favorecida que excederem o valor já apropriado na escrituração da empresa, na forma prevista na Instrução Normativa RFB nº 1.312, de 28 de dezembro de 2012; e

VI - dos juros sobre o capital próprio que não tenham sido contabilizados como receita, conforme disposto no parágrafo único do art. 76.

§ 2º A obrigatoriedade a que se refere o inciso III do caput não se aplica à pessoa jurídica que auferir receita de exportação de mercadorias e da prestação direta de serviços no exterior.

§ 3º Para fins do disposto no § 2º, não se considera direta a prestação de serviços realizada no exterior por intermédio de filiais, sucursais, agências, representações, coligadas, controladas e outras unidades descentralizadas da pessoa jurídica que lhes sejam assemelhadas.

§ 4º São obrigadas ao regime de tributação do IRPJ com base no lucro real as pessoas jurídicas que exploram atividades de compra de direitos creditórios, ainda que se destinem à formação de lastro de valores mobiliários.

76Art.14. Estão obrigadas à apuração do lucro real as pessoas jurídicas:

I - cuja receita total no ano-calendário anterior seja superior ao limite de R$ 78.000.000,00 (setenta e oito milhões de reais) ou proporcional ao número de meses do período, quando inferior a 12 (doze) meses;

II-cujas atividades sejam de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras de títulos, valores mobiliários e câmbio, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização e entidades de previdência privada aberta;

III-que tiverem lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior;

IV-que, autorizadas pela legislação tributária, usufruam de benefícios fiscais relativos à isenção ou redução do imposto;

V-que, no decorrer do ano-calendário, tenham efetuado pagamento mensal pelo regime de estimativa, na forma doart.

2° da Lei n° 9.430, de 1996;

VI - que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber, compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring).

VII - que explorem as atividades de securitização de créditos imobiliários, financeiros e do agronegócio.(Incluído pela Lei nº 12.249, de 2010)

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78.000.000,00 (setenta e oito milhões de reais), conforme previsto no artigo 214 da Instrução Normativa nº 1700 de 2017 da Receita Federal do Brasil

77

e no artigo 13 da Lei nº 9.718/98

78

.

A opção por tal sistemática de apuração se da como pagamento da primeira quota de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPJ) correspondente ao primeiro período de apuração de cada ano caléndario, nos termos do §2º do artigo 214, da Instrução Normativa nº 1700 de 2017 da Receita Federal do Brasil

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que converge com o §1º do artigo 26 da Lei nº 9.430/96

80

.

Dito isso, passamos a forma de apuração dos dois tributos. Para a apuração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, primeiro é necessário calcular a base de cálculo, que será determinada pela aplicação de um percentual de 1,6%, 8%, 16% ou 32%, nos termos do artigo 33, da Instrução Normativa nº 1700 de 2017 da Receita Federal do Brasil

81

, conforme tabela abaixo:

77Art. 214. As pessoas jurídicas não enquadradas nas disposições contidas no art. 59, cuja receita total no

77Art. 214. As pessoas jurídicas não enquadradas nas disposições contidas no art. 59, cuja receita total no

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