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DOUGLAS VARGAS

31. Sobre o tema recursos e sobre as disposições contidas entre os artigos 574 a 580 do CPP, é correto afirmar que:

(A) os recursos, em regra, são obrigatórios.

(B) ficam prejudicados os recursos que, por erro, falta ou omissão dos funcionários, não tive-rem seguimento ou não fotive-rem apresentados dentro do prazo.

(C) o Ministério Público não poderá desistir de re-curso que haja interposto.

(D) é admissível recurso da parte que não tiver in-teresse na reforma ou modificação da decisão.

(E) o recurso será interposto sempre por petição, assinado pelo recorrente, vedada a atuação do representante.

Letra c.

(A) Incorreta. Os recursos são, em regra, voluntá-rios (art. 574 CPP).

(B) Incorreta. Não ficam prejudicados, na forma do art. 575 do CPP.

(C) Correta. É o que prevê o CPP em seu artigo 576. “Art. 576. O Ministério Público não poderá de-sistir de recurso que haja interposto.”

(D) Incorreta. Na verdade, o CPP considera essa modalidade de recurso inadmissível, na forma do art. 577, parágrafo único, do CPP.

(E) Incorreta. Existe possibilidade de interposição por termos nos autos. Ademais, há a possibilidade de assinatura pelo representante.

32. Caberá recurso em sentido estrito, nos termos do art. 581 do CPP, exceto:

(A) da decisão que não receber a denúncia ou a queixa.

(B) da decisão que concluir pela incompetên-cia do juízo.

(C) da decisão que pronunciar o réu.

(D) das sentenças definitivas de condenação ou absolvição proferidas por juiz singular.

(E) da decisão que conceder ou negar a ordem de habeas corpus.

35 Letra d.

Note que a assertiva solicita a exceção.

(A) É hipótese de RESE, na forma do art. 581, I, CPP.

Art. 581. Caberá recurso, no sentido estrito, da decisão, despacho ou sentença:

I – que não receber a denúncia ou a queixa;

II – que concluir pela incompetência do juízo; (...) IV – que pronunciar o réu; (Redação dada pela Lei n. 11.689, de 2008) (...)

X – que conceder ou negar a ordem de ha-beas corpus.

33. Caberá apelação, nos termos do art. 593 do CPP, no seguinte caso:

(A) Da decisão que anular o processo da instru-ção criminal, no todo ou em parte.

(B) Da decisão que decidir o incidente de falsidade.

(C) Da decisão que decretar medida de seguran-ça, depois de transitar a sentença em julgado.

(D) Da decisão que revogar a medida de segurança.

(E) Das decisões do Tribunal do Júri, quando ocorrer nulidade posterior à pronúncia.

Letra e.

(A) Incorreta. É hipótese de RESE, na forma do art.

581, XIII, CPP.

(B) Incorreta. É hipótese de RESE, na forma do art.

581, XVIII, CPP.

(C) Incorreta. É hipótese de RESE, na forma do art.

581, XIX, CPP.

(D) Incorreta. É hipótese de RESE, na forma do art.

581, XXII, CPP.

(E) Correta. É hipótese de APELAÇÃO, na forma do art. 593, III, “a”, do CPP.

Art. 581. Caberá recurso, no sentido estrito, da decisão, despacho ou sentença:

XIII – que anular o processo da instrução crimi-nal, no todo ou em parte;

XVIII – que decidir o incidente de falsidade;

XIX – que decretar medida de segurança, de-pois de transitar a sentença em julgado;

XX – que impuser medida de segurança por transgressão de outra;

XXII – que revogar a medida de segurança;

(...)

Art. 593. Caberá apelação no prazo de 5 (cin-co) dias: (Redação dada pela Lei n. 263, de 23.2.1948) (...)

III – das decisões do Tribunal do Júri, quando:

(Redação dada pela Lei n. 263, de 23.2.1948) a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia; (Re-dação dada pela Lei n. 263, de 23.2.1948) 34. Sobre o processo de restauração de autos

pre-visto entre os artigos 541 e 548 do CPP, é corre-to afirmar:

(A) Os autos originais de processo penal extra-viados só podem ser restaurados em caso de extravio em primeira instância.

(B) Em sede de restauração de autos, é veda-da a realização de reinquirição veda-das testemu-nhas, ainda que as sentença não tenha sido proferida.

(C) O Ministério Público e as partes poderão ofe-recer testemunhas e produzir documentos, para provar o teor do processo extraviado ou destruído.

(D) Julgada a restauração, os autos respectivos não valerão pelos originais.

(E) Os selos e as taxas judiciárias, já pagos nos autos originais, serão novamente cobrados.

Letra c.

(A) Incorreta. “Art. 541. Os autos originais de pro-cesso penal extraviados ou destruídos, em primeira ou segunda instância, serão restaurados.”

(B) Incorreta.

Art. 543. O juiz determinará as diligências ne-cessárias para a restauração, observando-se o seguinte:

I – caso ainda não tenha sido proferida a sen-tença, reinquirir-se-ão as testemunhas podendo ser substituídas as que tiverem falecido ou se encontrarem em lugar não sabido.

(C) Correta. “Art. 543, V – o Ministério Público e as partes poderão oferecer testemunhas e produzir do-cumentos, para provar o teor do processo extravia-do ou destruíextravia-do.”

(D) Incorreta. “Art. 547. Julgada a restauração, os autos respectivos valerão pelos originais.”

(E) Incorreta. “Art. 545. Os selos e as taxas judiciá-rias, já pagos nos autos originais, não serão nova-mente cobrados.”

35. Sobre o processo sumário, no âmbito da instru-ção, via de regra e observada a previsão do art.

532 do CPP, indique quantas testemunhas arro-ladas pela acusação e quantas testemunhas ar-roladas pela defesa poderão ser inquiridas:

(A) Cinco testemunhas arroladas pela acusação e cinco pela defesa.

(B) Oito testemunhas arroladas pela acusação e oito pela defesa.

(C) Três testemunhas arroladas pela acusação e três pela defesa.

(D) Onze testemunhas arroladas pela acusação e onze pela defesa.

(E) Não há limite previsto no Código de Pro-cesso Penal.

Letra a.

A resposta está no art. 532 do CPP, segundo o qual:

“Art. 532. Na instrução, poderão ser inquiridas até 5 (cinco) testemunhas arroladas pela acusação e 5 (cinco) pela defesa. (Redação dada pela Lei n.

11.719, de 2008).”

36. Sobre o tema instrução criminal, é correto afirmar que:

(A) o procedimento será comum ou especial, sen-do que o procedimento especial será ordiná-rio, sumário ou sumaríssimo.

(B) o procedimento será sumário quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada for igual ou superior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade.

(C) o procedimento será sumaríssimo quando ti-ver por objeto crime cuja sanção máxima co-minada seja inferior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade.

(D) o procedimento será o comum ordinário para as infrações penais de menor potencial ofen-sivo, na forma da Lei n. 9.099/1995.

(E) nos procedimentos ordinário e sumário, ofe-recida a denúncia ou queixa, o juiz, se não a rejeitar liminarmente, recebê-la-á e ordenará a citação do acusado para responder à acu-sação, por escrito, no prazo de 10 (dez) dias.

Letra e.

(A) Incorreta. É o procedimento COMUM que se di-vide em ordinário, sumário ou sumaríssimo.

(B) Incorreta. Este é o procedimento ordinário.

(C) Incorreta. Este é o procedimento sumário.

(D) Incorreta. De fato, observa-se a Lei n.

9.099/1995 para as IMPO’s, mas o procedimento é o procedimento comum sumaríssimo.

(E) Correta. “Art. 396. Nos procedimentos ordinário e sumário, oferecida a denúncia ou queixa, o juiz, se não a rejeitar liminarmente, recebê-la-á e orde-nará a citação do acusado para responder à acusa-ção, por escrito, no prazo de 10 (dez) dias.”

37. Sobre as citações no processo penal, assinale a alternativa correta:

(A) A citação inicial far-se-á por mandado, quan-do o réu estiver no território sujeito à jurisdi-ção do juiz que a houver ordenado.

(B) Quando o réu estiver fora do território da ju-risdição do juiz processante, será citado me-diante edital.

(C) A citação do militar far-se-á pessoalmente.

(D) O processo terá completada a sua formação quando realizada a intimação do acusado.

(E) Não sendo encontrado o acusado, será pro-cedida a citação por precatória.

Letra a.

(A) Correta. “Art. 351. A citação inicial far-se-á por mandado, quando o réu estiver no território sujeito à jurisdição do juiz que a houver ordenado.”

(B) Incorreta. Trata-se de caso de citação por pre-catória, não por edital.

(C) Incorreta. Far-se-á por intermédio do chefe do respectivo serviço.

(D) Incorreta. Quando realizada a CITAÇÃO do acusado.

(E) Incorreta. Nesse caso, será realizada a citação por edital.

38. É hipótese de suspeição do magistrado:

(A) a sua participação como testemunha em de-terminado processo.

(B) a sua atuação como advogado em determina-do processo.

(C) a sua participação como autoridade policial em determinado processo.

(D) ter o magistrado funcionado como juiz de ou-tra instância, pronunciando-se de fato sobre a questão.

(E) a inimizade capital do juiz contra qualquer das partes.

Letra e.

Art. 252. O juiz não poderá exercer jurisdição no processo em que (causas de impedimento):

I – tiver funcionado seu cônjuge ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colate-ral até o terceiro grau, inclusive, como defensor ou advogado, órgão do Ministério Público, auto-ridade policial, auxiliar da justiça ou perito;

II – ele próprio houver desempenhado qualquer dessas funções ou servido como testemunha;

III – tiver funcionado como juiz de outra instân-cia, pronunciando-se, de fato ou de direito, so-bre a questão;

IV – ele próprio ou seu cônjuge ou parente, con-sanguíneo ou afim em linha reta ou colateral até o terceiro grau, inclusive, for parte ou

direta-37 (A) Incorreta. É hipótese de impedimento, e não de suspeição, conforme art. 252 supra.

(B) Incorreta. É hipótese de impedimento, e não de suspeição, conforme art. 252 supra.

(C) Incorreta. É hipótese de impedimento, e não de suspeição, conforme art. 252 supra.

(D) Incorreta. É hipótese de impedimento, e não de suspeição, conforme art. 252 supra.

(E) Correta. “Art. 254. O juiz dar-se-á por suspeito, e, se não o fizer, poderá ser recusado por qualquer das partes: I – se for amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer deles.”

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