• Nenhum resultado encontrado

Artigo 122º

Direitos do Aluno

1. O aluno tem direito a:

Ser tratado com respeito e correção por qualquer membro da comunidade educativa, não podendo, em caso algum, ser sujeito a qualquer tipo de discriminação;

Usufruir do ensino e de uma educação de qualidade, em condições de efetiva igualdade de oportunidades no acesso, de forma a propiciar a realização de aprendizagens bem sucedidas;

Usufruir do Projeto Educativo do Agrupamento, com vista a proporcionar-lhe condições para o seu pleno desenvolvimento físico, intelectual, moral, cultural e cívico e para a formação da sua personalidade; Ver reconhecidos e valorizados o mérito, a dedicação, a assiduidade e o esforço no trabalho e no desempenho escolar e ser estimulado nesse sentido;

Ver reconhecido o empenhamento em ações meritórias, designadamente o voluntariado em favor da comunidade em que está inserido ou da sociedade em geral, praticadas nas instalações do Agrupamento de Escolas ou fora delas, e ser estimulado nesse sentido;

Usufruir de um horário escolar adequado ao ano frequentado, bem como de uma planificação equilibrada das atividades curriculares e extracurriculares, nomeadamente as que contribuem para o desenvolvimento cultural da comunidade;

Beneficiar, no âmbito dos serviços de ação social escolar, de apoios concretos que lhe permitam superar ou compensar as carências de tipo sociofamiliar, económico ou cultural que dificultem o acesso à escola ou ao processo de ensino-aprendizagem;

Beneficiar de outros apoios específicos, necessários às suas necessidades escolares ou às suas aprendizagens, através dos Serviços de Psicologia e Orientação ou de outros serviços especializados de apoio educativo;

Poder usufruir de prémios ou apoios e meios complementares que reconheçam e distingam o mérito; Ver salvaguardada a sua segurança na escola e respeitada a sua integridade física e moral;

Ser assistido, de forma pronta e adequada, em caso de acidente ou doença súbita, ocorrido ou manifestada no decorrer das atividades escolares;

Ver garantida a confidencialidade dos elementos e informações constantes do seu processo individual, de natureza pessoal ou familiar;

Participar, através dos seus representantes, nos termos da lei, nos órgãos de administração e gestão do Agrupamento de Escolas, na criação e execução do respetivo Projeto Educativo, bem como na elaboração do Regulamento Interno;

Eleger os seus representantes para os órgãos, cargos e demais funções de representação no âmbito do Agrupamento de Escolas, bem como ser eleito, nos termos da lei e do presente RI;

Apresentar críticas e sugestões relativas ao funcionamento do Agrupamento de Escolas e ser ouvido pelos professores, diretores de turma e órgãos de administração e gestão do Agrupamento de Escolas em todos os assuntos que justificadamente forem do seu interesse;

Organizar e participar em iniciativas que promovam a sua formação e ocupação de tempos livres;

Ser informado sobre o Regulamento Interno do Agrupamento no início do ano letivo pelo professor titular de turma ou diretor de turma, em termos adequados à sua idade e ao ano frequentado, sobre todos os assuntos que justificadamente sejam do seu interesse, nomeadamente sobre o modo de organização do seu plano de estudos ou curso, programa e objetivos essenciais de cada disciplina ou área disciplinar, e os processos e critérios de avaliação, bem como sobre matrícula, abono de família e apoios socioeducativos, normas de utilização e de segurança dos materiais e equipamentos e das instalações, incluindo o plano de emergência, e, em geral sobre todas as atividades e iniciativas relativas ao Projeto Educativo do Agrupamento de Escolas;

Participar nas demais atividades do Agrupamento de Escolas, nos termos da lei e do respetivo Regulamento Interno;

Participar no processo de avaliação, nomeadamente através dos mecanismos de auto e hetero-avaliação; Beneficiar de um seguro escolar durante o período de frequência escolar dos estabelecimentos que integram o Agrupamento de Escolas, bem como no trajeto casa/escola e vice-versa, nos termos da legislação em vigor;

Utilizar as instalações a si destinadas e outras, com a devida autorização;

Usufruir de serviços com qualidade, nomeadamente no refeitório, no bufete e na papelaria; Ocupar na sala de aula o lugar adequado às suas características de audição, visão e concentração; Requisitar documentação de apoio na biblioteca do Agrupamento e nos Centro de Recursos Educativos dos estabelecimentos que integram o Agrupamento de Escolas;

Beneficiar de medidas adequadas à recuperação da aprendizagem nas situações de ausência devidamente justificada às atividades escolares.

2. A fruição dos direitos consagrados nas suas alíneas g), i) e r) do número anterior pode ser, no todo ou em parte, temporariamente vedada em consequência de medida disciplinar corretiva ou sancionatória aplicada ao aluno, nos termos previstos no Estatuto do Aluno.

Artigo 123º

Delegado e Subdelegado de Turma

1. Os alunos têm direito a ser representados pelo delegado e subdelegado da respetiva turma. 2. O delegado ou o subdelegado de turma deverão ter as seguintes características:

Sentido de responsabilidade; Sentido crítico;

Autonomia;

Capacidade de ouvir os outros;

Capacidade de comunicação das suas opiniões e das opiniões dos colegas da turma; Bom relacionamento com os colegas da turma e com os adultos.

Representar os alunos da turma nos órgãos e nas estruturas em que participe;

Comunicar ao professor titular da turma ou ao diretor de turma as opiniões dos colegas sobre assuntos relevantes relacionados com a vida da turma;

Colaborar com o professor titular da turma ou com o diretor de turma na análise e resolução de eventuais situações problemáticas verificadas na turma;

Transmitir informações à turma;

Colaborar com os professores da turma na realização de pequenas tarefas que promovam o bom funcionamento das aulas e das demais atividades educativas;

Zelar pela ordem e limpeza da sala de aula;

Ajudar e aconselhar os colegas sempre que estes o solicitem. 4. Ao subdelegado de turma compete:

Colaborar com o delegado de turma no cumprimento das tarefas decorrentes do cargo;

Substituir o delegado de turma no cumprimento das suas atribuições, nos casos de falta ou impedimento deste.

5. O delegado e o subdelegado da turma são eleitos em assembleia de turma, a realizar no início do ano letivo.

6. O mandato do delegado e do subdelegado de turma tem a duração de um ano.

7. O delegado ou o subdelegado de turma poderão ser destituídos do cargo em reunião de assembleia de turma especialmente convocada para o efeito, desde que, fundamentadamente, seja comprovado o não correto exercício das respetivas funções.

Artigo 124º

Representação dos Alunos

1. O direito de participação dos alunos no Agrupamento de Escolas exerce-se, nomeadamente, através da realização de assembleias de turma e de assembleias de delegados de turma.

2. O direito de representação dos alunos é assegurado pelos delegados e subdelegados de turma.

3. Os alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico têm direito a participar em reuniões de turma, com o diretor de turma, para apreciação de matérias relacionadas com o funcionamento da mesma.

4. As reuniões são convocadas pelo diretor de turma, por sua iniciativa ou por solicitação do delegado ou do subdelegado de turma.

5. As reuniões de turma são moderadas pelo diretor de turma.

6. Por iniciativa dos alunos ou por sua própria iniciativa, o diretor de turma poderá solicitar a participação na reunião da turma de um representante dos pais e encarregados de educação dos alunos da turma.

7. A assembleia de delegados de turma é convocada e presidida por um membro da Direção do Agrupamento de Escolas.

8. O aluno a quem tenha sido aplicada medida disciplinar sancionatória superior à de repreensão registada ou tenha sido, nos últimos dois anos escolares, excluído da frequência de qualquer disciplina ou retido em qualquer ano de escolaridade por excesso grave de faltas, nos termos do Estatuto do Aluno, não poderá ser eleito ou continuar a representar os alunos nos órgãos e estruturas da escola.

Artigo 125º

Direito de Associação

1. Aos alunos do ensino básico é reconhecido o direito de constituição de uma associação de estudantes. 2. A constituição de uma associação de estudantes deve obedecer à lei em vigor.

3. A atividade da associação de estudantes visa, nomeadamente, as seguintes finalidades: Representar os alunos junto dos órgãos de administração e gestão;

Propor e promover a realização de iniciativas facilitadoras da integração e vivência dos alunos no Agrupamento de Escolas.

Artigo 126º

Reconhecimento do Mérito

1. Quadro de Honra

a) É proposto para quadro de honra o aluno que reúna as seguintes condições:

- 1.º ciclo - ter obtido no mínimo Bom em todas as Componentes do Currículo e Muito Bom a Português ou Matemática.

- 2.º e 3.º ciclos - ter obtido classificação mínima de 4 em todas as disciplinas e Bom no comportamento. b) Não ter sido alvo de medidas disciplinares, nem ter apresentado faltas injustificadas.

c) A classificação atribuída nas disciplinas de Formação Musical, Classe de Conjunto, Instrumento e de Educação Moral e Religiosa não são consideradas para o efeito da atribuição de quadro de honra.

d) Nos casos excecionais, cabe ao conselho de turma/conselho de docentes deliberar por votação, por maioria, não podendo os docentes se abster.

2. Mérito académico

a) É reconhecido mérito académico ao aluno que tenha sido proposto para quadro de honra nos dois semestres letivos.

3. Mérito Social e de Cidadania

a) É reconhecido mérito social e/ou de cidadania ao aluno cujo conselho de turma considere, unanimemente, como tendo demonstrado atitudes excecionais, quer a nível da representação da escola quer na sua relação com a comunidade, ou que tenha realizado trabalhos/projetos/atividades de reconhecido mérito artístico, técnico, científico, social ou outros que reconhecidamente contribuíram para a redução da indisciplina e promoção do sucesso educativo.

b) A proposta de atribuição de mérito, devidamente fundamentada, é decidida na reunião de conselho de turma/conselho de docentes de final do ano letivo.

4. Mérito Desportivo

a) É reconhecido mérito desportivo aos alunos que ao nível do desporto sejam considerados merecedores face aos feitos e resultados alcançados.

b) A proposta de atribuição de mérito desportivo, devidamente fundamentada, deve ser apresentada pelos professores responsáveis, até ao final do ano letivo ao conselho de turma, que decidirá da sua atribuição.

5. Os prémios de mérito devem ter natureza simbólica ou material, podendo ter uma natureza financeira desde que, comprovadamente, auxiliem a continuação do percurso escolar do aluno.

6. O Agrupamento de Escolas pode estabelecer parcerias com entidades ou organizações da comunidade educativa no sentido de garantir os fundos necessários ao financiamento dos prémios de mérito.

7. Os prémios de mérito são homologados pela Direção do Agrupamento.

8. Os prémios de mérito deverão ser divulgados até 15 de julho, em local de grande visibilidade, para a comunidade em geral.

9. Deverá constar no processo individual do aluno um documento comprovativo da atribuição de prémio de mérito.

10. Os alunos contemplados receberão um prémio a ser entregue no início do ano letivo seguinte, em cerimónia própria para o efeito, organizada pela Direção do Agrupamento.