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Direitos do paciente oncológico

No documento Guia do Paciente Oncológico (páginas 33-39)

• Receber informações claras, objetivas e compreensíveis da equipe médica e multidisciplinar sobre: suspeitas diagnósticas; diagnósticos realizados; ações terapêuticas; riscos, benefícios e inconvenientes provenientes das medidas diagnósticas e

terapêuticas propostas; duração prevista do tratamento proposto e o que julgar necessário.

• Receber esclarecimentos sobre os documentos e formulários que lhe sejam apresentados para assinar, de forma a permitir sua compreensão e entendimento para uma opção consciente.

• Buscar segunda opinião em relação ao seu diagnóstico ou

tratamento e, se desejar, substituir o médico responsável pelo seu atendimento.

• Receber auxílio adequado e oportuno, de acordo com sua necessidade, para a garantia do seu conforto e bem-estar, por profissional habilitado, presente no local, em qualquer situação.

• Consentir ou recusar, de forma livre, voluntária e esclarecida, com adequada informação, procedimentos diagnósticos e/ou terapêuticos a que será submetido, para os quais deverá conceder autorização por escrito, no Termo de Consentimento.

• Receber, por escrito, o diagnóstico e o tratamento indicado, com o nome e a assinatura do profissional e seu número de registro no órgão de regulamentação e controle da profissão.

• Receber, quando solicitar, toda e qualquer informação sobre os medicamentos que lhe serão administrados, sua origem e prazo de validade e as prescrições médicas com informações digitadas ou em caligrafia legível, sem a utilização de códigos ou abreviaturas, com o nome das substâncias, nome legível do profissional, assinatura e seu número de registro no órgão de controle e regulamentação da profissão.

• Ser prévia e claramente informado quando o tratamento proposto estiver relacionado a projeto de pesquisa em seres humanos, observando o que dispõe a Resolução 196, de 10/10/1996, do Conselho Nacional de Saúde.

• Ter seu prontuário elaborado de forma legível, contendo o conjunto de documentos padronizados com informações a respeito de seu histórico médico, início e evolução de sua doença, exames, condutas terapêuticas, descrição dos procedimentos realizados e demais anotações pertinentes.

• Solicitar cópia ou ter acesso às informações existentes em seu prontuário, a qualquer momento, de acordo com a legislação vigente.

• Ter assegurados, em todos os momentos de atendimento, sua integridade física, psíquica e moral, privacidade, individualidade, sigilo de toda e qualquer informação pessoal e segurança do procedimento.

• Expressar suas preocupações e queixas para a direção da instituição, através de contato pessoal, escrito ou telefônico, e receber as informações e esclarecimentos pertinentes, de acordo com suas normas e regulamentos.

• Ser respeitado pela instituição e demais pacientes em suas crenças e valores pessoais e religiosos sem que lhe cause constrangimento ou alteração do seu tratamento.

• Ser informado, orientado e, se necessário, treinado sobre como conduzir seu autocuidado, recebendo instruções e orientações médicas claras e legíveis sobre a continuidade de seu tratamento, como o nome dos medicamentos.

• Ter asseguradas, durante a sua estadia na instituição, sua segurança e a de seus pertences que forem considerados

• Ter garantia de comunicação com o meio externo, como acesso ao telefone.

• Indicar uma pessoa responsável para participar das decisões sobre os cuidados de sua saúde, no caso de impossibilidade futura de expressar sua vontade.

• Receber ou recusar assistência moral, psicológica, social ou religiosa.

• Ter assegurada, após a alta hospitalar, a continuidade da assistência médica.

• Ter assegurada, durante a assistência e após a alta, a assistência para o tratamento da dor quando existirem meios para aliviá-la e as orientações necessárias para o atendimento domiciliar, mesmo quando considerado fora de possibilidades terapêuticas atuais.

• Ter prioridade de atendimento em casos graves e/ou de maior sofrimento, sendo esta classificação realizada por um profissional da saúde.

• Se criança ou adolescente, ter seus direitos na forma do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90) assegurados, entre eles, a permanência em tempo integral de um dos pais ou responsável ao seu lado.

• Sendo idoso, obter o cumprimento do disposto nos artigos 16 a 18 do Estatuto do Idoso – direito a acompanhante, opção por tratamento que lhe seja mais favorável, bem como o de ser atendido por profissionais treinados e capacitados para o

• De acordo com o Decreto 6.523, de 31/7/2008, que regulamenta o Código de Defesa do Consumidor (Lei Federal 8.078/90), em seu artigo 6º, é assegurado às pessoas portadoras de câncer o atendimento em caráter preferencial.

• Toda mulher que teve uma ou ambas as mamas amputadas ou mutiladas em decorrência do tratamento do câncer tem direito à realização de cirurgia plástica de reconstrução mamária, quando devidamente recomendada pelo médico responsável. No caso de paciente com câncer que se encontra coberta por plano de saúde privado, a obrigatoriedade da cobertura está prevista na Lei Federal 10.223/01.

• Ser informado sobre todos os seus direitos, responsabilidades e normas institucionais e ter suas dúvidas esclarecidas e respostas para suas reclamações.

• Recusar tratamentos dolorosos ou extraordinários para tentar prolongar a vida.

• Tomar ciência das condições para admissão de pacientes nesta instituição.

• Designar médico responsável pelo seu tratamento durante o período de cuidados nesta instituição.

• Prestar informações precisas, completas e acuradas sobre o seu histórico de saúde, doenças prévias, internações, procedimentos médicos anteriores e outros problemas relacionados à saúde.

• Informar as mudanças inesperadas de seu estado de saúde atual aos profissionais responsáveis pelo seu tratamento.

• Procurar obter todos os esclarecimentos necessários para a compreensão dos procedimentos e tratamentos realizados e propostos confirmando o entendimento sobre eles.

• Conhecer e atender às normas de funcionamento da instituição.

• Seguir as instruções recomendadas pela equipe multiprofissional que o assiste, sendo responsável pelas consequências da sua recusa.

• Respeitar o horário para as consultas, quimioterapias e retiradas de

Deveres do paciente

No documento Guia do Paciente Oncológico (páginas 33-39)

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