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Discussão e Implementação da Lei: Pessoas de Destaque

4 A PESQUISA: ASPECTOS REFLEXIVOS

5.3 PARANÁ E LEI MARIA DA PENHA: DISCUSSÃO E

5.3.2 Discussão e Implementação da Lei: Pessoas de Destaque

Em relação aos nomes que se destacaram no processo de discussão e implementação da Lei Maria da Penha no Paraná, vários foram os nomes mencionados pelo/as entrevistado/as, mas ainda assim exemplificativos como fez questão de afirmar cada entrevistado/a, pois a lista completa do número de participantes é muito maior.

Destacando a participação na discussão e aprovação da Lei Maria da Penha as entrevistadas, Elza Campos (UBM), Luci Belão (PM/PR) e Rosani (MMM) e mencionaram os nomes de Terezinha Maria Mafioletti e Carmen Regina Ribeiro, ambas integrantes da Secretaria Estadual de Saúde na época. Também foram ressaltados por outras entrevistadas como relevantes no processo de discussão e aprovação os nomes da Dr.ª Sandra Lia (CEVIGE) e de Luci Belão (PM/PR). No entanto, constatou-se que o nome mencionado mais vezes como relevante na discussão e aprovação da lei foi o da Dr.ª Clair, que na época da aprovação exercia o mandato de deputada federal pelo Paraná. A fala da Dr.ª Sandra Lia (CEVIGE) é exemplificativa disso:

A Dr.ª Clair. Eu não conheço nenhuma outra pessoa que tenha atuado na aprovação, tivemos depois. Agora recentemente tivemos o Deputado Doutor Rosinha, que teve uma atuação fundamental, a própria Deputada Rosane

Ferreira, mas naquela época não, fora a Dr.ª Clair não me recordo de ninguém (Dr.ª SANDRA LIA, CEVIGE).

Em relação aos nomes destacados pelo/as entrevistado/as neste segundo momento vivido no Paraná, o de implementar a Lei 11.340/06 houve dois vieses. Um deles relacionado a pessoas vinculadas a grupos ou programas, como o grupo que se formou na OAB sob a coordenação da Dr.ª Sandra Lia (CEVIGE), ou ainda vinculados a Rede Interinstitucional de Atenção à Mulher em Situação de Violência do Paraná (RIAMULHER/PR), criado em 2009 e lançado em 2010, e que aglutinava representantes de instituições da sociedade civil, de classe, dos movimentos sociais, de organizações feministas e de mulheres em ações de integração e articulação de serviços, discussão e encaminhamento de ações para o atendimento de mulheres em situação de violência. Também foi destacada a importância de um programa municipal anterior a Lei Maria da Penha, o "Mulher de Verdade", lançado em 2002 em Curitiba e que se destinava a organizar serviços e fluxos de atenção à saúde da mulher vítima de violência. O outro viés é o de classificação do nome pelo trabalho ou vínculo institucional da pessoa.

No que tange aos nomes que se destacaram na implementação da lei, mas com vinculação a um ou mais grupos as entrevistadas Elza Campos (UBM), Luci Belão (PM/PR), Dr.ª Luciane (JVFDM), Marisa (SMEM), Rosani (MMM) e Dr.ª Sandra Lia (CEVIGE) mencionaram: da Segurança Pública – Delegada Charis Negrão Tonhozi; da Secretaria de Saúde – Alaerte Leandro Martins, Carmen Regina Ribeiro, Lígia Cardieri, Maria Celi Albuquerque, Maria Goretti David Lopes, Terezinha Maria Mafioletti, Dr.ª Rose Mari Fischer e Dr. Rosires Pereira Almeida; da Secretaria de Justiça – Tamara Énke; do Poder Judiciário – Des.ª Denise Kruger Pereira e Des.ª Rosana Fachin; do Ministério Público, Dr.ª Maria Tereza Uille; do Legislativo – Deputada Estadual Elza Correia, Deputada Estadual Rosane Ferreira, Deputado Federal Doutor Rosinha; dos movimentos sociais – Elza Maria Campos, Heliana Hemetério; da OAB/PR – Dr.ª Sandra Lia Bazzo Barwinski.

De acordo com a Dr.ª Sandra Lia (CEVIGE), a lista é somente exemplificativa, pois somente considerando o grupo da OAB/PR, o envolvimento inicial foi de 33 entidades, chegando a 40. A fala de Luci Belão (PM/PR) ilustra a dificuldade de enumerar os nomes relevantes:

A luta foi e tem sido muito grande por todos os que realmente acreditam que as mulheres podem, devem e merecem viver sem violência. Seria difícil listar as organizações, fatos pessoas e instituições que participaram desta luta, porque com certeza me esqueceria de alguma e seria injusta, pois foram muitas as pessoas envolvidas nesta causa (LUCI BELÃO, PM/PR).

O segundo viés é o que vincula a importância da pessoa para o processo a partir do seu trabalho ou vínculo institucional que possui, o/as entrevistado/as destacaram entre outras pessoas, as que tiveram uma participação mais notória: Dr.ª Luciane Bortoleto (JVDFM), Dr.ª Mariana Seifert Bazzo (MP/PR) e a Secretária Roseli Isidoro (SMEM).

Para Elza Campos (UBM) deve-se destacar o nome da Secretária Roseli Isidoro, da Secretaria Municipal Extraordinária da Mulher da Prefeitura de Curitiba:

Eu acho que o nome da pessoa relevante para a compreensão desse processo de implementação hoje é a própria secretária da mulher Roseli Isidoro, porque ela, tem um papel público de responsabilidade para implementar a política publica (ELZA CAMPOS, UBM).

Joana destacou outros nomes relacionados ao Poder Judiciário que entende como fundamentais para a implementação do que determina a lei:

Em relação ao nosso estado, particularmente em relação ao Poder Judiciário, posso destacar a atuação da Dr.ª Luciane Bortoleto, juíza do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital que desde o início participou da implementação da lei, bem como da Desembargadora Rosana Fachin, do Desembargador Antônio Lopes Noronha, que na época era 1º Vice-Presidente do Tribunal de Justiça, do Desembargador Tadeu Marino Loyola Costa, então Presidente do Tribunal, e do Desembargador José Antônio Vidal Coelho, novo presidente eleito. Atualmente, o Tribunal de Justiça, através da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, em conjunto com outros órgãos do governo estadual e municipal e da sociedade civil, vem lutando para criar cada vez mais mecanismos para coibir a violência (JOANA).

Na mesma linha, a Dr.ª Luciane (JVDFM) apresenta os nomes que entende relevantes para o processo no âmbito do Tribunal de Justiça paranaense:

Do Juizado propriamente dito, no que diz respeito ao Tribunal de Justiça eu mencionaria o nome da Des.ª Rosana Fachin, e do Des. Antônio Lopes de Noronha que era a época primeiro Vice-Presidente do Tribunal de Justiça, que foram os dois desembargadores que abraçaram essa causa (Dr.ª LUCIANE, JVFDM).

A partir das entrevistas foi possível verificar que há o reconhecimento da participação de um significativo número de pessoas na discussão e implementação da Lei Maria da Penha no Paraná, merecendo destaque na fase de discussão e aprovação a colaboração os nomes da Deputada Federal a época, Dr.ª Clair, de Luci Belão (PM/PR) e da Dr.ª Sandra Lia (CEVIGE). Na segunda fase, a da implementação, muitos foram os nomes lembrados tanto ligados aos movimentos, órgãos do executivo estadual e municipal como ao Tribunal de Justiça, mas se destaca entre estes, o nome de algumas pessoas entrevistadas nesta pesquisa, são elas: Dr.ª Luciane (JVFDM), Elza Campos (UBM) e novamente a Dr.ª Sandra Lia (CEVIGE).