Poucos são os trabalhos utilizando silanos sobre o aço-carbono. A maioria deles trata da utilização de silanos sobre ligas de alumínio, aço galvanizado, entre outros.
Franquet [2003a], utilizando a espectroscopia elipsométrica, mostrou que a espessura de um filme do bissilano BTSE sobre o alumínio não é uniforme e que a uniformidade do filme é mais influenciada pela concentração da solução de silanos do que pelo processo de cura. Além disso, as baixas concentrações influenciam na reprodutibilidade dos ensaios de caracterização das camadas. Com isso, ele mostrou que os diagramas de BTSE no alumínio para concentrações de 2 % a 4 % não são reprodutíveis. Esse fato também foi verificado neste trabalho em boa parte das amostras silanizadas na etapa dos ensaios preliminares.
Portanto, se para um bissilano, que é conhecido por reticular melhor do que um monossilano, os resultados de impedância não são reprodutíveis, é bastante provável que um monossilano apresente resultados de impedância tão ou menos reprodutíveis do que um bissilano. Mesmo assim, os tempos de hidrólise escolhidos para os monossilanos utilizados nesse trabalho foram baseados em ensaios prévios, que levaram em conta não só os melhores resultados de EIE, mas também a reprodutibilidade dos mesmos. De fato, foram conseguidos resultados com certa reprodutibilidade, mas nada que pudesse levar a concluir algo contrário aos resultados de Franquet anteriormente comentados.
De uma maneira geral, todas as amostras silanizadas com a dupla camada de diferentes silanos apresentaram uma maior proteção ao substrato. Isso ficou bastante evidente nos ensaios de EIE, nos quais os diâmetros dos arcos capacitivos aumentaram quando uma segunda camada de silanos era depositada sobre o aço. Isso somente não se verificou quando o silano mais externo utilizado foi o PhTMS. Uma hipótese para isso pode ser o surgimento de defeitos no filme base, que acabaram prejudicando os ensaios ou até mesmo o fato do PhTMS ter sido o
único silano utilizado como segunda camada que possuía um grupo orgânico não-funcional. Isso, de alguma forma, pode ter contribuído para a eventual deterioração do filme base e diminuir a proteção conferida ao substrato.
Ainda sobre os ensaios de EIE, as amostras de TEOS + GPTMS e TEOS + PhTMS apresentaram o que poderia ser a formação de um novo arco capacitivo ou então de uma reta. No caso de uma reta, ela poderia estar associada à chamada impedância de Warburg, o que sugere que um fenômeno de transporte de massa estaria ocorrendo [WOLYNEC, 2003].
Quando analisamos os valores obtidos para a impedância real das amostras, percebe-se que eles são ligeiramente mais baixos (de 1 kΩ a 2 kΩ) quando comparados a valores encontrados na literatura para condições de silanização semelhantes, como é o caso do trabalho com VS realizado por Aquino [2006]. Talvez isso seja devido ao que menciona Capiotto [2006], citando van Ooij [2000], que diz que os monossilanos ligam-se fracamente ao ferro, sendo facilmente removidos por água ou outros solventes.
Isso nos leva a pensar que durante o processo de silanização para a formação da segunda camada, a camada base pode ter sido bastante danificada, já que a amostra foi posta novamente em contato com uma solução que continha água, álcool ou uma mistura dos dois. Ainda, esse efeito pode ter sido mais proeminente quando da formação da segunda camada por PhTMS pelos motivos já citados.
Nos ensaios de aderência de diferentes tintas aos substratos tratados e não tratados, o resultado das amostras tratadas foi superior ao das amostras não tratadas. Via de regra, os resultados das amostras fosfatizadas foram superiores aos resultados das amostras silanizadas. Entretanto, houve resultados em que as amostras silanizadas obtiveram desempenho igual ao das amostras fosfatizadas.
Como exemplo disso, temos o caso da combinação TEOS + GPTMS e da combinação VS + GPTMS, tanto com tinta acrílica como com tinta PU.
Analisando os resultados quanto ao tipo de tinta empregada, as amostras pintadas com tinta PU se saíram melhores nesses testes do que as amostras pintadas com tinta acrílica. Isso vale tanto para a fosfatização quanto para a silanização. Como exceções a essa constatação têm-se os exemplos das combinações de VTMOS + AAPTS e VTMOS + GPTMS.
Os ensaios de névoa salina podem ter seus resultados apresentados conforme o tipo de tinta empregado. É bastante claro que a tinta acrílica não é a ideal para a proteção contra a corrosão. Os resultados das amostras fosfatizadas, silanizadas e não tratadas que foram pintadas com essa tinta foram inferiores aos resultados das amostras pintadas com tinta PU. Isso pode ser atribuído ao fato da tinta acrílica formar uma película muito porosa, permitindo a passagem de água e NaCl até o substrato. Com isso, não há a formação de uma barreira eficaz na proteção ao substrato, fato que pode ocasionar uma nova hidrólise dos silanos já depositados ou difusão através do filme.
Quanto às amostras silanizadas e pintadas com tinta PU, em vários casos esses resultados foram superiores aos resultados das amostras fosfatizadas e pintadas com a mesma tinta. Além disso, a própria amostra não tratada e pintada com tinta PU apresentou resultados de névoa salina tão bons quanto amostras silanizadas e pintadas com essa tinta.
Dentre os pré-tratamentos a base de silanos estudados com esse tipo de ensaio destacam-se as amostras tratadas com VTMOS + GPTMS e VS + GPTMS.
Também se pode destacar a combinação VTMOS + AAPTS, que apresentou grau de corrosão F1 durante as 96 horas de ensaio. Esses resultados podem ser atribuídos à ligação dos grupos amino do AAPTS com a tinta PU, bem como à ligação do grupo epóxi do GPTMS com a tinta PU, já que ambos os silanos apresentam grupos funcionais que são compatíveis com esse tipo de tinta.
As análises por MEV/EDS mostraram que nas amostras silanizadas houve o aparecimento de regiões escuras. Foi observado que, nessas regiões escuras das amostras silanizadas, apareciam picos referentes ao Si nas análises, indicando que nesses locais houve um aumento na presença desse elemento. De uma maneira
geral, para todas as amostras silanizadas houve um aumento na presença de átomos de Si.
Bons resultados, dentre os apresentados neste trabalho, também foram obtidos para as combinações TEOS + PhTMS e VTMOS + PhTMS. Porém, para essas combinações não se pode atribuir o bom resultado aos dois silanos em si, já que o silano PhTMS apresentou resultados inferiores nos ensaios de EIE. No caso do VTMOS + PhTMS, houve uma redução do arco capacitivo nesses ensaios.
Portanto, não se pode afirmar que o PhTMS se ligou à camada base de silano quanto os outros silanos utilizados como segunda camada. Já no caso do TEOS + PhTMS, o arco capacitivo se apresentou bastante semelhante ao arco apresentado pela amostra silanizada somente com TEOS, diferenciando-se desta somente nos pontos de freqüência mais baixa.
6 CONCLUSÕES
Com base no trabalho apresentado foi possível constatar, de um modo geral, que os monossilanos utilizados combinados com tintas apresentaram resultados promissores na proteção anticorrosiva ao aço AISI 1010.
Nos ensaios de impedância eletroquímica, houve um aumento visível do arco capacitivo para a maioria das amostras e, por conseqüência, na resistência da amostra tratada com a camada dupla de silanos.
Os testes de aderência também mostraram resultados promissores, com certas combinações de monossilanos atingindo os mesmos níveis de aderência do que o consagrado método da fosfatização.
Os resultados dos ensaios de névoa salina foram superiores para as amostras que foram fosfatizadas antes da pintura.
Os ensaios de MEV/EDS indicam um aumento da presença de Si em regiões escuras das amostras silanizadas.
No processo de silanização, os reagentes mais perigosos utilizados foram o HCl (decapagem), o etanol (solução) e o ácido acético (para regular o pH da solução). O silano em si contém apenas advertências quanto a possíveis irritações caso entre em contato com pele ou olhos. Portanto, embora seja necessário o constante aperfeiçoamento do processo de silanização, bem como sua adaptação para utilização em larga escala com maior economia e eficiência, esse tratamento é uma alternativa ambientalmente mais correta do que o processo de fosfatização, tendo em vista que o tratamento dos resíduos da silanização é mais simples do que o tratamento dos resíduos da fosfatização.
Por fim, por ter apresentado os melhores resultados nos testes realizados, conclui-se que a melhor combinação silanos/tintas foi VS + GPTMS pintadas com tinta PU. Combinação essa que reuniu um silano com características de bom
formador de rede (VS) e outro (GPTMS) com grupamento orgânico funcional compatível com a tinta PU.
7 SUGESTÕES DE TRABALHOS FUTUROS
• Investigar o comportamento da impedância de amostras silanizadas em função do tempo de imersão no eletrólito;
• Utilizar uma combinação de bissilanos e monossilanos;
• Aplicar a silanização a outros substratos, como alumínio, zinco, etc.;
• Incorporação de inibidores de corrosão no filme de silanos;
• Aplicação de outras tintas às camadas de silanos.
8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABEL, M-L., et al. Effect of solvent nature on the interaction of γ-glycidoxy propyl trimethoxy silane on oxidised aluminium surface: A study by solution chemistry and surface analysis. International Journal of Adhesion & Adhesives, v. 26, p. 16-27, 2006.
ASM Handbook, Volume 1, Properties and Selection: Irons, Steels, and High Performance Alloys. 2005
AQUINO, I. P. Caracterização da superfície do aço-carbono ABNT 1008 revestida com organo-silanos por meio de técnicas eletroquímicas e físico-químicas. São Paulo, 2006. Dissertação (Mestrado em Engenharia Química) – Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, 2006.
BONORA, P. L., DEFLORIAN, F., FEDRIZZI, L. Electrochemical impedance spectroscopy as a tool for investigating underpaint corrosion. Electrochimica Acta, v.
41, p. 1073-1082, 1996.
CABRAL, A. M., et al. A comparative study on the corrosion resistance of AA2024-T3 substrates pre-treated with different silane solutions: Composition of the films formed.
Progress in Organic Coatings, v. 54, p. 322-331, 2005.
CAPIOTTO, N. Uso do silano BTSE como protetivo contra a corrosão de laminados de aço-carbono. São Paulo, 2006. Dissertação (Mestrado em Engenharia Química) – Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, 2006.
CHILD, T. F., van Ooij, W. J. Application of silane technology to prevent corrosion of metals and improve paint adhesion. Trans IMF, n. 77(2), p. 64-70, 1999.
CUNLIFFE, A. V., et al. Optimum preparation of silanes for steel pre-treatment.
International Journal of Adhesion & Adhesives, v. 21, p. 287-296, 2001.
DAVIS, S. J., WATTS, J. F. Organization of methoxysilane molecules on iron.
International Journal of Adhesion & Adhesives, v. 16, p. 5-15, 1996.
DE GRAEVE, I., et al. Silane coatings of metal substrates: Complementary use of electrochemical, optical and thermal analysis for the evaluation of film properties.
Progress In Organic Coatings, v. 59, p. 224-229, 2007.
DOW CORNING – A Guide to Silane Solutions from Dow Corning. Disponível em:
http://www.dowcorning.com. Acesso em 07 ago. 2006.
DOW CORNING – Product Information – Organofunctional Silanes – Z-6040 Silane.
Disponível em: http://www.dowcorning.com. Acesso em 07 ago. 2006.
DOW CORNING – Product Information – Organofunctional Silanes – Z-6124 Silane.
Disponível em: http://www.dowcorning.com. Acesso em 07 ago. 2006.
DOW CORNING – Product Information – Organofunctional Silanes – Z-6137 Silane.
Disponível em: http://www.dowcorning.com. Acesso em 07 ago. 2006.
DOW CORNING – Product Information – Organofunctional Silanes – Z-6300 Silane.
Disponível em: http://www.dowcorning.com. Acesso em 07 ago. 2006.
DOW CORNING – Product Information – Organofunctional Silanes – Z-6518 Silane.
Disponível em: http://www.dowcorning.com. Acesso em 07 ago. 2006.
DOW CORNING – Product Information – Organofunctional Silanes – Z-6697 Silane.
Disponível em: http://www.dowcorning.com. Acesso em 07 ago. 2006.
FERREIRA, M. G. S., et al. Silanes and rare earth salts as chromate replacers for pre-treatments on galvanized steel. Electochimica Acta, v. 49, p. 2927-2935, 2004.
FLIS, J., KANOZA, M. Electrochemical and surface analytical study of vinyl-triethoxy silane films on iron after exposure to air. Electrochimica Acta, v.51, p. 2338-2345, 2006.
FRANQUET, A., et al. Determination of the thickness of thin silane films on aluminium surfaces by means of spectroscopy ellipsometry. Thin Solid Films, v. 384, p. 37-45, 2001.
FRANQUET, A., et al. Effect of bath concentration and curing time on the structure of nonfunctional thin organosilane layers on aluminium. Electrochimica Acta, v. 48, p.
1245-1255, 2003a.
FRANQUET, A., TERRYN, H., VEREECKEN, J. Composition and thickness of non-functional organosilane films coated on aluminium studied by means of infra-red spectroscopy ellipsometry. Thin Solid Films, v. 441, p. 76-84, 2003b.
FRANQUET, A., TERRYN, H., VEREECKEN, J. IRSE study on effect of thermal curing on the chemistry and thickness of organosilane films coated on aluminium.
Applied Surface Science, v. 211, p. 259-269, 2003c.
GAMRY INSTRUMENTS. Basics of Electrochemical Impedance Spectroscopy.
GAMRY 2007 Rev. 5. Disponível em http://www.gamry.com. Acesso em: 02 dez.
2008.
GENTIL, V. Corrosão. Rio de Janeiro: LTC, 2005.
HOCH, R. Manual de Pintura Industrial e Elementos de Pintura Imobiliária Profissional. Porto Alegre: Relâmpago, 2006.
MONTEMOR, M. F., et al. The corrosion performance of organosilane based pre-treatments for coatings on galvanized steel. Progress in Organic Coatings, v. 38, p.
17-26, 2000.
MONTEMOR, M. F., et al. The corrosion resistance of hot dip galvanized steel pretreated with Bis-functional silanes modified with microsilica. Surface & Coatings Technology, v. 200, p. 2875-2885, 2006a.
MONTEMOR, M. F., et al. Modification of bis-silane solutions with rare-earth cations for improved corrosion protection of galvanized steel substrates. Progress in Organic Coatings, v. 57, p. 67-77, 2006b.
Norma ASTM B 117 – Test Method of Salt Spray (Fog).
Norma ASTM D 3359 – Test Methods for Measuring Adhesion by Tape Test.
Norma NBR 8094 – Material Metálico Revestido e Não Revestido – Corrosão por Exposição à Névoa Salina.
OLIVEIRA, M. F. de. Estudo da influência de organo-silanos na resistência à corrosão de aço-carbono por meio de técnicas eletroquímicas. São Paulo, 2006.
Tese (Doutor em Engenharia) - Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, 2006.
PALANIVEL, V., ZHU, D., VAN OOIJ, W. J. Nanoparticle-filled silane films as chromate replacements for aluminium alloys. Progress in Organic Coatings, v. 47, p.
384-392, 2003.
PALANIVEL, V., HUANG, Y., VAN OOIJ, W. J. Effects of addition of corrosion inhibitors to silane films on the performance of AA2024-T3 in a 0,5M NaCl solution.
Progress in Organic Coatings, v. 53, p. 153-168, 2005.
PAN, G., SCHAEFER, D. W., ILAVSKY, J. Morphology and water barrier properties of organosilane films: The effect of curing temperature. Journal of Colloid and Interface Science, v. 302, p. 287-293, 2006.
PANOSSIAN, Z. Notas de aula da disciplina de Revestimentos Protetores Orgânicos, oferecida pelo PPGEM-UFRGS e ministrada pelo Prof. Dr. Alvaro Meneguzzi.
Disponível em http://www.nmead.ufrgs.br/cursos/index.php?category=MAT, acessado em 06/01/2009.
PLUEDDEMANN, E. P. Silane Coupling Agents. New York: Plenum Press, 1982.
SUEGAMA, P. H. Influence of silica nanoparticles added to an organosilane film on carbon steel electrochemical and tribological behaviour. Progress in Organic Coatings, v. 60, p. 90-98, 2007.
THOMPSON, I., CAMPEBELL, D. Interpreting Nyquist responses from defective coatings on steel substrates. Corrosion Science, v. 36, p. 187-198, 1994.
TRABELSI, W., et al. An electrochemical and analytical assessment on the early corrosion behaviour of galvanized steel pretreated with aminosilanes. Surface &
Coatings Technology, v. 192, p. 284-290, 2005.
TRABELSI, W., et al. The use of pre-treatments based on doped silane solutions for improved corrosion resistance of galvanized steel substrates. Surface & Coatings Technology, v. 200, p. 4240-4250, 2006.
VAN OOIJ, W. J., et al. Silane based chromate replacements for corrosion control, paint adhesion, and rubber bonding. Surface Engineering, v. 16, n. 5, p. 386-396, 2000.
VAN OOIJ, W., et al. The use of organofunctional silanes as a major constituent in organic coatings for enhanced corrosion protection. 2002a. Disponível em:
http://www.eng.uc.edu/~wvanooij/SILANE/use_orgfunsil.pdf. Acesso em: 02 dez.
2008.
VAN OOIJ, W., et al. Potential of silane for chromate replacement in metal finishing
industries. 2002b. Disponível em:
http://www.eng.uc.edu/~wvanooij?SILANE/pot_Chromate_repl.pdf. Acesso em: 02 dez. 2008.
VAN OOIJ, W., et al. Corrosion protection properties of organofunctional silanes – An overview. Tsinghua Science and Technology, v. 10, n. 6, p. 639-664, 2005.
WITUCKI, G. L. A silane primer: Chemistry and applications of alkoxy silanes.
Journal of Coatings Technology v. 65, n. 882, p. 57-60, 1993.
WOLYNEC, S. Técnicas eletroquímicas em corrosão. São Paulo: Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais, 1998.
YUAN, W., VAN OOIJ, W. J. Characterization of organofunctional silane films on zinc substrates. Journal of Colloid and Interface Science, v. 185, p. 197-209, 1997.
ZHU, D., VAN OOIJ, W. J. Corrosion protection of AA2024-T3 by bis-[3-(triethoxysilyl)propyl]tetrasulfide in sodium chloride solution. Part 2: mechanism for corrosion protection. Corrosion Science, v. 45, p. 2177-2197, 2003.
ZHU, D., VAN OOIJ, W. J. Corrosion protection of metal by water based silane mixtures of bis-[trimethoxysilylpropyl]amine and vinyltriacetoxysilane. Progress in Organic Coatings, v. 49, p. 42-53, 2004a.
ZHU, D., VAN OOIJ, W. J. Enhanced corrosion resistance of AA2024-T3 and hot-dip galvanized steel using a mixture of [triethoxysilylpropyl]tetrasulfide and bis-[trimethoxysilylpropyl]amine. Electrochimica Acta, v. 49, p. 1113-1125, 2004b.
ZHU, D. Corrosion protection of metals by silane surface treatments. Cincinnati, 2005. Thesis (PhD Degree). Department of Materials Science and Engineering of the College of Engineering, University of Cincinnati, 2005.