Quando analisado o total de palavras recordadas ou reconhecidas, verificamos que os dados obtidos pelos Experimento 1, 2 e 3 estão de acordo com o conceito de níveis de processamento proposto por Craik e Lockhart (1972), uma vez que o processamento semântico dos estímulos propiciou a melhor evocação tanto no teste de recordação livre, quanto no teste de reconhecimento, quando comparados ao processamento perceptual. Gallo, Meadow, Johnson e Foster, (2008) afirmam que esse efeito de níveis de processamento se deve ao fato de que os processamentos profundos no momento da codificação levam a representações mais distintas, assim a evocação é mais precisa.
As palavras coloridas foram mais recordadas do que as palavras não-coloridas, mostrando que aspectos perceptuais proeminentes dos estímulos auxiliam a recordação, tornando-a mais forte em relação às não-coloridas. Gallo (2008) interpreta dados semelhantes, afirmando que esse efeito se deve à distintividade dos estímulos.
De acordo com Tulving e Rosenbaum (2006) os eventos que são salientes, chamam mais atenção e facilitam a memória.
Nossos achados estão de acordo com a proposição de diversos autores que acreditam que a memória episódica pode ser formada por entrada direta do nível perceptual (Mayes & Roberts, 2001; Graham et al., 2000). Todavia, conforme Kisner (1973) afirma, quando uma pessoa lê uma palavra, automaticamente extraem-se as propriedades semânticas e verbais da mesma.
Foi mostrado que, em relação ao reconhecimento de imagens, sujeitos recordam mais imagens que eram coloridas do que preto e branco (Wichmann, Sharpe
& Gegenfurtner, 2002). Entretanto, a manipulação de características perceptuais não influenciou o reconhecimento das palavras. Dobbins e Davachi (2006) afirmam que durante o reconhecimento, o cérebro entra em um estado conhecido como “modo de
evocação episódica” (episodic retrieval mode), ou seja, em um estado cognitivo no qual uma pessoa mantém sua atenção para um evento passado, e suas pistas de evocação ficam online, de modo que, ignoram processamentos de tarefas irrelevantes e havendo sucesso, consegue relembrar o evento. Hipotetizamos que os sujeitos não se beneficiaram de maneira particular das cores pois, no caso das palavras, elas foram irrelevantes para o reconhecimento.
Além disso, quando estamos lembrando algo na recordação livre, vamos recrutando várias áreas cerebrais para recordar aspectos do objeto, ou seja, há um maior esforço cognitivo, enquanto que no teste de reconhecimento a pessoa pode apenas achar o estímulo familiar e não ter a lembrança em si (Tulving, 2001).
As análises do Experimento 3 mostraram que, na hora do teste de reconhecimento, não houve diferença se a palavra estava congruente ou incongruente em relação à sua forma apresentada durante a codificação, ou seja, o resultado está inconsistente com os achados da literatura (Morris, Bransford & Franks, 1977; Tulving, 2001, Reingold, 2002). Contudo, se pensarmos no fato de que a cor não facilitou o reconhecimento, então ela não pode ser considerada um estímulo forte o suficiente para utilizar no momento da codificação e evocação, ou seja, a cor não reflete um processamento apropriado para a transferência.
Ao voltarmos nosso olhar para o tempo que o sujeito demorou para reconhecer o estímulo e clicar na resposta adequada, as análises mostraram que o tempo de reação foi estatisticamente menor quando a palavra era colorida.
Gegenfurtner e Rieger (2000) afirmam que as cores fazem com que os sujeitos reconheçam as informações mais rápido. Esse fato nos faz refletir que talvez se trate de um processo automático, que demanda o mínimo de nossa capacidade cognitiva, e ocorrem sem intenção (Hasher & Zacks, 1979). Contudo ele não se traduz em melhora no reconhecimento.
8 – CONCLUSÃO
Com base nos resultados obtidos neste trabalho é possível concluir que:
1) Houve o efeito clássico de níveis de processamento, ou seja, as palavras processadas mais profundamente foram mais recordadas/reconhecidas do que as que foram processadas superficialmente.
2) A manipulação perceptual (cor) facilitou a recordação livre de palavras, mas não explicitamente o reconhecimento.
3) O tempo de reação do sujeito no teste de reconhecimento foi menor para as palavras coloridas, sugerindo que se trata de um processo automático.
4) Como a cor não facilitou de forma direta o reconhecimento, ela não refletiu um processamento apropriado para a transferência.
5) Não houve interação entre tipo de processamento (profundo ou superficial) e manipulação perceptual (cor), ou seja, não houve efeito facilitador do processamento superficial (de aspectos perceptuais) sobre a recordação de palavras coloridas em comparação com palavras não-coloridas.
9 – REFERÊNCIAS
Atkinson, R.C. & Shiffrin, R.M. (1968). Human Memory: A proposed system and its control processes. In K.W. Spence (Org), The Psychology of learning and motivation:
Advances in research and theory. Vol.2. (pp.89-195). Nova York: Academic Press.
Baddeley, A.D. (1978). The trouble with levels: A reexamination of Craik and Lockhart’s framework for memory research. Psychological Review, 85, 139-152.
Baddeley, A. (2003). Working memory: looking back and looking forward. Nature Review of Neuroscience, 4(10), 829-39.
Bear, M.F., Connors, B.W. & Paradiso, M.A. (2002). Neurociências: desvendando o sistema nervoso. Tradução de Jorge Alberto Quilefeldt. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed.
Capitani, E., Sala, S.D., Logie, R.H. & Spinnes, H. (1992). Recency, primacy and memory: reappraising and standardising the serial position curve. Cortex, 28, 315-342.
Challis, B.H., Velichkovsky, B.M. & Craik, F.I.M. (1996). Levels-of-Processing effects on a variety of memory tasks: New Findings and theoretical implications. Consciouness and Cognition, 5, 142-164.
Craik, F.I.M. & Byrd, M. (1982). Aging and cognitive deficits: The role of attentional resources. In F.I.M. Craik & S.E. Trehub (Eds.) Aging and cognitive processes (pp.191-211). New York: Plenum.
Craik, F.I.M., & Tulving, E. (1975). Depth of processing and the retention of words in episodic memory. Journal of Experimental Psychology: General, 104, 268-294.
Craik, F.I.M. & Lockhart, R.S. (1972). Levels of processing: a framework for memory research. Journal of Verbal Learning and verbal behavior, 11, 671-684.
Craik, F.I.M. (2002). Levels of processing: Past, present and future? Memory, 10 (5/6), 305-318.
Conway, M. (2008). Exploring episodic memory. In: Ekrem Dere; Alexander Easton;
Lynn Nadel & Joseph P. Huston (Eds). Elsevier Science. Handbook of episodic memory. (pp.19-29). Vol. 18.
Dobbins, I.G., Davachi, L. (2006).Functional Neuroimaging of Episodic Memory. In:
Cabeza, R. & Kingstone, A. (Eds). Handbook of Functional Neuroimaging of Cognition.
(pp. 229-268). 2nd Edition. London: MIT Press.
Eichenbaum, H. (2003). How does the hippocampus contribute to memory? Trends in Cognitive Sciences, 17 (10).
Einsten, G.O. & Hunt, R.R. (1980). Levels of processing and organization: additive effects of individual-item and relational processing. Journal of Experimental Psychology: Human Learning and Memory, 6 (5), 588-598.
Eysenck, M.W. (1978). Levels of processing: a critique. British Journal of Psychology, 69, 157-169.
Gallo, D.A., Meadow, N.G., Johnson, E.L. & Foster, K.T. (2008). Deep levels of processing elicit a distinctiveness heuristic: Evidence from the criteria recollection task.
Journal of Memory and Language, 58,1095-1111.
Gegenfurtner K.R. & Rieger J. (2000). Sensory and cognitive contributions of color to the recognition of natural scenes. Current Biology, Jun 29;10(13), 805-808.
Graham, H,S., Simonsa, J.S., Pratta, K.H., Pattersona, K. & Hodges, J.R. (2000).
Insights from semantic dementia on the relationship between episodic and semantic memory. Neuropsychologia, 38, 313-324.
Hale, T.S., Bookheimer, S., McGough, J.J., Phillips, J.M., McCracken, J.T. (2007) Atypical brain activation during simple e complex levels of processing in adults ADHD:
an fMRI study. Journal of Attention Disorders, 11(2), 125-140.
Hamann, S.B & Squire, L.R. (1996). Level-of-Processing effects in word-completion Priming: A neuropsychological study. Journal of Experimental Psychology: Learning, Memory and Cognition, 22, 4, 933-947.
Kandel, E.R. (2009). The biology of memory: A Forty-Year perspective. The Journal of Neuroscience, 14, 29(41), 12748-12756.
Kandel, E. R., Schwartz, J.H. & Jessel, T.M. (2003). Princípios da neurociência.
Tradução de Ana Carolina Guedes Pereira et al. Barueri: Manole. 4ª Ed.
Kapur, S., Craik, F.I.M, Tulving, E., Wilson, A.A., Houle, S. & Brown, G.M. (1994).
Neuroanatomical correlates of encoding in episodic memory: Levels of Processing effect. Processings of the National Academy of the USA, 91, 2008-2011.
Kisner, K. (1974). An analysis of the visual component in recognition memory for verbal stimuli. Memory and Cognition, 1, 4, 449-453.
Lent, R. (2001). Cem bilhões de neurônios: Conceitos fundamentais de neurociência.
São Paulo: Editora Atheneu.
Lespinet-Najib,V., N'Kaoua, B., Sauzéon, H., Bresson, C., Rougier, A. & Claverie, B.
(2004). Levels of processing with free and cued recall and unilateral temporal lobe epilepsy. Brain and Language, 89, 83-90.
Lockhart, R.S. (2002). Levels of Processing, transfer-appropriate processing, and the concept of robust encoding. Memory, 10 (5/6), 397-403.
Lockhart, R.S. & Craik, F.I.M. (1978). Levels of processing: a reply to Eysenck. British Journal of Psychology, 69, 171-175.
Lockhart, R.S. & Craik, F.I.M. (1990). Levels of processing: A retrospective commentary on a framework for memory research. Canadian Journal of Psychology, 44(1), 87-112.
Mayes, A. & Roberts, N. (2001). Theories of episodic memory. Philosophical Transaction of Royal Society London B, 356, 1395-1498.
Morris, C.D., Bransford, J.D. & Franks, J.J. (1977). Levels of Processing versus transfer appropriate processing. Journal of Verbal Learning and Verbal Behavior, 16, 519-533.
Nairne, J.S. (2002). The myth of encoding-retrieval match. Memory, 10 (5/6), 389-395.
Nelson, T.O. (1977). Repetition and depth of processing. Journal of Verbal Learning and Verbal Behavior, 16, 151-171.
Nyberg, L. (2002). Levels of processing: A view from functional brain imaging. Memory, 10 (5/6), 345-348.
Pernet, C., Valdois, S., Celsis, P. & Démonet, J.-F. (2006). Lateral masking , levels of processing and stimulus category: a comparative study between normal and dyslexic readers. Neuropsychologia, 44, 2374-2385.
Petersen, S.E. & Fiez, J.A. (1993). The processing of single words studied with positron emission tomography. Annual Review of Neuroscience, 16, 509-530.
Reingold, E.M. (2002). On the perceptual specificity of memory representations.
Memory, 10(5/6), 365-379.
Richardson-Klavehn, A., Gardiner, J.M. & Ramponi, C. (2002). Level of processing and the process-dissociation procedure: Elusiveness of null effects on estimates of automatic retrieval. Memory, 10(5/6), 349-364.
Rodrigues, C.C. Recordação livre de pseudopalavras: um estudo dos subsistemas de memória envolvidos nos efeitos de primazia e recência. [tese]. São Paulo:
Universidade Federal de São Paulo; 2004.
Roediger III, H.L. & Gallo, D.A. (2002). Levels of Processing: Some Unanswered Questions. In: M. Naveh-Benjamin, M. Moscovitch; & H.L. Roediger (Eds).
Perspectives on human memory and cognitive aging: Essays in honour of Fergus Craik. (pp. 28-47). New York: Psychology Press.
Schacter, D.L. & Tulving, E. (1994). What are the memory systems of 1994? In: Daniel L. Schacter & Endel Tulving (Eds). Memory Systems 1994. (pp.1-38). Cambridge MA:
The MIT Press.
Scolville, W.B. & Milner, B. (1957). Loss of recent memory after a bilateral hipocampal lesions. Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry, 20, 11-21.
Squire, L.R. (1986). Mechanisms of Memory. Science, 232, 1612-1619.
Squire, L.R. (1987). Definitions: From Synapses to Behavior. In: Memory and Brain.
(pp.3-9). New York: Oxford University Press.
Squire, L.R. & Kandel, E.R. (2003). Memória: da mente às moléculas. São Paulo:
Artmed, 251p.
Squire, L.R. & Zola-Morgan, S. (1991). The Medial Temporal Lobe memory system.
Science, 25, 1380-1386.
Suddendorf, T. & Corballis, M.C. (2008). Episodic memory and mental time travel. In:
Ekrem Dere, Alexander Easton, Lynn Nadel, Joseph P. Huston (Eds). Handbook of episodic memory. (pp.31-42). Elsevier Science.
Treisman, A. (1964). Monitoring and storage of irrelevant messages in selective attention. Journal of Verbal Learning and Verbal Behavior, 3, 449-459.
Toichi, M. & Kamio, Y. (2002). Long-Term memory and levels-of-processing in autism.
Neuropsychology, 40, 964-969.
Troyer,A.K., Häfliger, A., Cadieux, M.J. & Craik, F.I.M. (2006). Name and face learning in older adults: effects of level of processing,self-generation, and intention to learn.
Journal of Gerontology: Psychological Sciences, 61B, 2, 67–74.
Tulving, E. (1983). Elements of episodic memory. Oxford: Claredon Press.
Tulving, E. (2001). Episodic memory and commom sense: how far apart? Philosophical Transactions of Royal Society of London B, 356, 1505-1515.
Tulving, E. (2002). Episodic Memory: From Mind to Brain. Annual Review of Psychology, 53, 1-25.
Tulving, E. (1979). Relation between encoding specificity and levels of processing. In L.
S. Cermak & F. I. M. Craik (Eds.), Levels of processing in human memory. (pp. 405-428). Hillsdale, NJ: Erlbaum.
Tulving, E. & Rosenbaum, R. S. (2006). What do explanations of the distinctiveness effect need to explain? In: R. R. Hunt, & J. B. Worthen (Eds.). Distinctiveness and Memory. (pp. 407-423). New York, NY: Oxford University Press.
Tulving, E. & Schacter, D.L. (1990). Priming and human memory system. Science, 19, 247(4940), 301-306.
Tulving, E. & Craik, F.I.M. (2000). The oxford handbook of memory. New York: Oxford University Press, 700 p.
Vaz, L.J. Efeito de níveis de processamento sobre a recordação livre de itens distintos.
[tese]. São Paulo: Universidade Federal de São Paulo; 2004.
Walla, P., Hunfnagl, B., Lindiger, G., Imhof, H, Deecke, L. & Lang, W. (2001). Left temporal and temporoparietal brain activity depends on depth of word encoding: a magnetoencephalographic study in healthy young subjects. NeuroImage, 13, 402–409.
Wichmann F.A., Sharpe L.T. & Gegenfurtner K.R. (2002). The contributions of color to recognition memory for natural scenes. Journal of Experimental Psychology: Learning Memory and Cognition, 28 (3), 509-520.
ABSTRACT
Studies involving tests and manipulations have been contributing to the understanding of episodic memory. However, there is no consensus on the participation of other types of memory, in particular perceptual memory on the formation of episodic memory trace.
So the aim was to investigate the effects of levels of processing, the manipulation of perceptual characteristics, and the transfer-appropriate-processing in the formation of episodic memory trace. For this purpose, word lists were studied by two groups in three different experiments, according to type of processing used on encoding (semantic or perceptual task), and subsequently compared to the number of words recalled or recognized. As a result it was found that the perceptual manipulation of words facilitated free recall, but not recognition memory. Although the reaction time of the colored words was smaller, there was no effect of the transfer-appropriate-processing for this type of test. It was concluded that perceptual aspects of a stimulus that distinguish apart from others in the same "set" may have an auxiliary role in free recall of this set, but the key issue is the meaning of these stimuli.
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
“INTERAÇÃO ENTRE OS PROCESSAMENTOS SEMÂNTICO E PERCEPTUAL NA MEMÓRIA EPISÓDICA”
1) As informações expostas a seguir estão sendo fornecidas para a sua participação voluntária nesse estudo que visa avaliar a interação entre os processamentos semântico e perceptual na memória episódica.
2) Os sujeitos participantes desse estudo serão alocados em dois grupos de acordo com os seguintes critérios:
- Grupo Processamento Semântico: sujeitos de ambos os sexos, com idade entre 18 e 35 anos e com pelo menos 12 anos de escolaridade serão submetidos ao teste de recordação livre de palavras. Durante a apresentação das palavras, os sujeitos deste grupo deverão gerar um verbo associado a cada palavra exposta. Ao final da apresentação, os sujeitos deverão recordar o maior número possível de palavras.
- Grupo Processamento Perceptual: sujeitos de ambos os sexos, com idade entre 18 e 35 anos e com pelo menos 12 anos de escolaridade serão submetidos ao teste de recordação livre de palavras. Durante a apresentação dos estímulos, os sujeitos deste grupo deverão contar o número de vogais presentes em cada palavra apresentada. Ao final da apresentação, os sujeitos deverão recordar o maior número possível de palavras.
Todos os sujeitos não deverão apresentar qualquer histórico de doenças neurológicas e/ou psiquiátricas, dependência de álcool ou drogas de abuso, doenças endócrinas ou façam uso de drogas psicotrópicas.
3) Todos os procedimentos a serem adotados não oferecem riscos ao participante, bem como não interferem em sua integridade física, moral ou intelectual.
4) Em qualquer fase do estudo você terá acesso aos profissionais responsáveis pela pesquisa para esclarecimento de eventuais dúvidas. O principal investigador é o Prof. Dr.
Orlando Francisco Amodeo Bueno, que pode ser encontrado no endereço Rua Napoleão de Barros, 925, telefone (11) 2149-0155, e-mail: [email protected].
5) Se você tiver alguma dúvida ou consideração sobre a ética, entre em contato com o Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), Rua Botucatu, 572, 1o andar, cj. 14, telefone 5571-1062, fax 5539-7162, e-mail: [email protected].
6) Você poderá desistir de participar a qualquer momento, sem a necessidade de justificar sua decisão.
7) Sua participação nesse estudo será sigilosa e seu nome não será revelado. O nosso compromisso é utilizar os dados coletados somente para pesquisa.
9) Não há despesas pessoais para o participante em qualquer fase do estudo. Da mesma forma, não há compensação financeira relacionada a sua participação.
10) Em caso de danos pessoais diretamente causados pelos procedimentos propostos nesse estudo (nexo causal comprovado), o participante tem direito a tratamento médico na UNIFESP, bem como às indenizações legalmente estabelecidas.
Acredito ter sido suficientemente informado a respeito das informações que li ou que foram lidas para mim, descrevendo o estudo “Interação entre os processamentos semântico e perceptual na memória episódica”.
Eu discuti com o Prof. Dr. Orlando Francisco Amodeo Bueno sobre a minha decisão em participar desse estudo. Ficaram claros para mim quais os propósitos do estudo, os procedimentos a serem realizados, seus desconfortos e riscos, as garantias de confidencialidade e de esclarecimentos permanentes. Ficou claro também que minha participação é isenta de despesas e que tenho a garantia de acesso ao tratamento hospitalar quando necessário. Concordo voluntariamente em participar deste estudo e poderei retirar meu consentimento a qualquer momento, antes ou durante o mesmo, sem penalidades ou prejuízo ou perda de qualquer benefício que eu possa ter adquirido, ou no meu atendimento nesse serviço.
______________________________________ ___ / ___ / _____
Assinatura do voluntário Data
(Somente para o responsável do projeto)
Declaro que obtive de forma apropriada e voluntária o Consentimento Livre e Esclarecido deste voluntário para participação neste estudo.
_____________________________________ ___ / ___ / _____
Assinatura do pesquisador Data
Anexo 2- Lista do Experimento 1
Listas de 15 palavras utilizadas no Experimento 1.
Lista 1 -
jantar salsicha pinga Beliche palito zelador
abelha espuma fumaça Ângulo hélice trapo
carnê livro lâmpada neblina bola gengiva
mina chicote anjo bolso torre toco
grampo recibo ópera calha prego gíria
camisa granada esgoto banquete palmeira jumento
tornado pérola noz pipa laço foguete
novela vídeo sacola rosca tempo louça
coqueiro lagarto chiclete vassoura buzina trigo
disquete banqueta palhaço cabana ralador droga
tapete losango jangada dote tigela chocalho
espora patins mingau pincel esquilo carta
Lista 7 -
ouvido pirata cobertor ostra banca panqueca
cidade filhote gaiola ralo cavalo noiva
gola minuto veneno hospital contador incêndio
jardim planeta sapato diploma árvore tesoura
sino sono goma roupa festa gangorra
saleiro manual clube gaita rapto reprise
mente salame pitanga lança vírus joelho
zebra dominó manteiga deserto chinelo girassol
brinquedo gota ameba freio torresmo conde
sargento saco brasa futebol tromba praia
calcinha cinza tubarão batom janela revólver
Anexo 3 - Lista de 15 palavras utilizadas no experimento 2
Lista 1 Lista 2 Lista 3 Lista 4 Lista 5 Lista 6
voto horta salsa teclado espinha fábula
fralda vestido militar pulo perfume táxi
guitarra nervo cerca unha meia iogurte
jantar salsicha pinga beliche palito zelador
abelha espuma fumaça ângulo hélice trapo
carnê livro lâmpada neblina bola gengiva
mina chicote anjo bolso torre toco
grampo recibo ópera calha prego gíria
camisa granada esgoto banquete palmeira jumento
tornado pérola noz pipa laço foguete
novela vídeo sacola rosca tempo louça
coqueiro lagarto chiclete vassoura buzina trigo
disquete banqueta palhaço cabana ralador droga
tapete losango jangada dote tigela chocalho
espora patins mingau pincel esquilo carta
Lista 7 Lista 8 Lista 9 Lista 10 Lista 11 Lista 12
rubi pregador cérebro arado pinça vidraça
geléia creme régua banana tecla físico
caneta valsa cajado chalé abajur cimento
inverno mola espaço martelo xícara touro
ouvido pirata cobertor ostra banca panqueca
cidade filhote gaiola ralo cavalo noiva
gola minuto veneno hospital contador incêndio
jardim planeta sapato diploma árvore tesoura
sino sono goma roupa festa gangorra
saleiro manual clube gaita rapto reprise
mente salame pitanga lança vírus joelho
zebra dominó manteiga deserto chinelo girassol
brinquedo gota ameba freio torresmo conde
sargento saco brasa futebol tromba praia
calcinha cinza tubarão batom janela revólver
1º. Momento: Recordação Livre 2º. Momento: Recordação com pista Quais eram as 2 palavras coloridas:
L1 – meio L2 – primeiras L3 – primeiras
L4 – ultimas L5 – meio L6 – ultimas L7 – primeiras L8 – meio L9 – ultimas L10 – ultimas L11 – primeiras L12 – meio
3º. Momento: Falarei duas palavras que foram apresentadas da mesma cor. Qual era a cor das palavras?
L1 – Posição 14 e 15 (tapete e espora) – R: Preta L2 – Posição 5 e 6 (espuma e livro) – R: Preta L3 – Posição 1 e 2 (salsa e militar) – R: Amarela L4 – Posição 5 e 6 (ângulo e neblina)– R: Vermelho L5 – Posição 14 e 15 (tigela e esquilo) – R: Preta L6 – Posição 1 e 2 (fábula e táxi)– R: Verde L7 – Posição 5 e 6 (ouvido e cidade) – R: Verde L8 – Posição 9 e 10 (sono e manual) – R: Amarela L9 – Posição 1 e 2 (cérebro e régua) – R: Vermelho L10 – Posição 9 e 10 (roupa e gaita) – R: Verde L11 – Posição 14 e 15 (tromba e janela)– R: Vermelho L12 – Posição 9 e 10 (gangorra e reprise) – R:Amarela
Anexo 4 – Lista de palavras utilizados no experimento 3.
Lista 4 Lista 5 Lista 6