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DISCUSSÃO

No documento UNIVERSIDADE DE FRANCA (páginas 45-77)

freqüência de AC de um grupo de trabalhadores dos curtumes da cidade de Franca-SP, que estão em contínua exposição a diversos produtos químicos utilizados durante a curtição do couro. Há tempos que existe uma grande preocupação em relação a exposição humana a substâncias químicas no local onde se trabalha, especialmente porque diversos trabalhos da literatura mostram alterações significativas no DNA em células de indivíduos ocupacionalmente expostos a substâncias tóxicas nas mais diferentes áreas [20-21,64-65]. Durante o ano, os trabalhadores envolvidos no presente estudo estiveram continuamente expostos a uma mistura complexa de mais de 15 produtos pertencentes às diferentes classes químicas, o que mostra a preocupação em biomonitorar essa população.

A importância desse estudo é ainda maior visto que mutações no genoma são direta ou indiretamente responsáveis por várias anormalidades ou problemas de saúde humana [66], além das fortes evidências da sua relação com o desenvolvimento do câncer. Realmente, as alterações no DNA (mutações) caracterizam a primeira etapa da carcinogênese química denominada de iniciação [27]

o que pode ser comprovado pelo fato de 80% a 90% de todos os casos de câncer estarem associados a fatores ambientais, seja pelo estilo de vida ou ambiente em que o indivíduo vive ou trabalha.

Desta forma, a freqüência de AC foi avaliada em linfócitos do sangue periférico dos trabalhadores de curtumes, e também de um grupo de indivíduos controle (indivíduos não expostos). As freqüências de AC foram registradas incluindo ou excluindo os “gaps”, visto que a decisão de considerá-los ou não como uma alteração cromossômica é bastante controvérsa. Esse tipo de lesão pode ser

assumida como um sítio apresentando desespiralização ou como uma quebra de cadeia simples [67], devendo neste último caso, ser incluído entre os diferentes tipos de AC [68].

A análise da freqüência de AC em células de indivíduos do grupo controle foi feito para ter um padrão de comparação dos resultados obtidos no grupo exposto. A avaliação do nível de danos no DNA na população controle é essencial para a interpretação adequada dos dados obtidos por monitoramento de uma população ocupacionalmente ou acidentalmente exposta a um agente genotóxico. No presente estudo, as freqüências de AC assim como de MA encontradas nos dois grupos de indivíduos foram baixas; mas no entanto, não indica necessariamente, que esse resultado é decorrente apenas de mutações espontâneas [24], em especial no grupo exposto que, sabidamente, encontra-se em contato contínuo com uma variedade de substâncias químicas. Muitas, senão a maioria das mutações aparentemente espontâneas, podem normalmente ser induzidas por agentes físicos, químicos ou biológicos [69,70]. Além disso, o nível de AC obtido nos indivíduos do grupo controle é referido como frequência basal de aberrações cromossômicas [71], e isso valida os resultados registrados no grupo exposto. Outros trabalhos também obtiveram baixa freqüência de AC tanto no grupo controle como no grupo exposto (trabalhadores de laboratório) e no entanto, seus resultados foram significativamente maior no grupo exposto, o que evidencia ser resultado da exposição aos inúmeros compostos químicos utilizados nos laboratórios [72-73].

Independente do grupo analisado (exposto e controle), quase todos os indivíduos do presente trabalho apresentaram algum tipo de alteração cromossômica

em suas células, e os resultados mostram variação desses dados entre os indivíduos do mesmo grupo. A variabilidade é típica em sistemas biológicos, o que é extensivamente reportada por vários autores quando utilizam parâmetros citogenéticos em estudos de biomonitoramento [66,74-75].

De fato, mutações espontâneas podem ocorrer com ou sem uma causa conhecida, e sua freqüência pode ser influenciada por muitos fatores endógenos e exógenos como idade, sexo, infecções virais, radiações, presença de genotoxicantes em comidas, os hábitos diários da pessoa como por exemplo, o consumo de bebidas alcoólicas e a prática do fumo entre outros [76-78], sendo que a maioria desses relacionam-se diretamente com o estilo de vida de cada um. A forte influência desses fatores na freqüência de mutações é citada por Ames e Gold [79] que reforçam a teoria de Doll e Peto [80] de que a proporção de cânceres causados por componentes presentes nas dietas e cigarros é bastante alta.

Visto que diversos estudos têm demonstrado que o surgimento de uma mutação pode estar associado com fatores intra e inter-individuais, para todos os participantes do trabalho foi empregado um questionário com intuito de adquirir algumas informações consideradas importantes. No entanto, a heterogeneidade da população em relação ao consumo de bebidas alcoólicas e café impossibilitou a correlação com a freqüência de AC observada.

A idade também é um fator que pode influenciar a taxa de AC dos indivíduos, o que pôde ser observado no presente estudo quando os “gaps” são incluídos nos tipos de AC. Reagrupados por faixa etária, os indivíduos do grupo exposto entre 36-46 anos apresentaram maior freqüência de AC quando comparado

com indivíduos mais jovens. No grupo controle o resultado foi inverso, mas neste caso deve-se levar em conta que os indivíduos mais novos são exatamente os indivíduos fumantes, um outro fator que pode ter exercido influência.

Realmente, quando os indivíduos foram reagrupados de acordo com o hábito de fumar, os resultados obtidos mostraram que a maior freqüência de AC foi encontrada nos fumantes (grupos exposto e controle). Associado à literatura [81], esse dado reforça a idéia de que variáveis interindividuais parecem mesmo exercer uma certa influência sobre a taxa de alterações no DNA. O fumar é uma variável importante que interfere nas alterações do material genético e assim o nível basal de danos no DNA é frequentemente maior em indivíduos que fumam [66, 82-83]. Um estudo mostrou que até mesmo fumantes passivos, por viverem ao lado de fumantes, apresentaram aumento significativo na taxa de danos no DNA analisada pelo teste do cometa [84].

Vale ressaltar que a variabilidade também está associada ao fato de que cada indivíduo reage de forma diferente, própria e característica frente à indução de mutações e reparo de danos no DNA, resultando em taxas de mutação diferentes entre eles [85]; seja espontânea ou induzida. Essa variação na resposta pode estar associada ao polimorfismo genético, um biomarcador de susceptibilidade que não foi avaliado no presente trabalho, mas que pode ter contribuído para os resultados encontrados. Numerosos estudos epidemiológicos têm indicado que várias enzimas do metabolismo são polimórficas e que interferem na taxa de danos no DNA de indivíduos expostos a agentes genotóxicos [86]. O polimorfismo em genes do metabolismo pode contribuir para explicar a variabilidade interindividual quanto à susceptibilidade às

reações diversas frente as drogas e à mutagenicidade exercida pelos xenobióticos [87]. Além disso, indivíduos podem ser polimórficos para os genes de reparo com respeito aos diferentes tipos de alterações cromossômicas [88].

Mesmo com ausência de um dado significativo, não se deve colocar em questão o teste utilizado como parâmetro de análise. Monitoramento citogenético é bastante sensível a substâncias genotóxicas [89-90], especialmente o teste de AC em linfócitos periféricos humanos que, devido ao fácil acesso a essas células, tem sido tradicionalmente usado para monitorar efeitos da exposição a conhecidos ou suspeitos agentes mutagênicos [91-92].

Danos citogenéticos em indivíduos expostos têm sido reportados por muitos autores e a maior parte dos estudos publicados são restritos à população ocupacionalmente exposta a radiações ionizantes [93] e metais pesados [40,94].

Técnicas citogenéticas que detectam danos cromossômico permitem indicar o grau de exposição de um indivíduo a agentes genotóxicos. Considerando que dentre as mais utilizadas incluem as que detectam freqüência de trocas entre cromátides irmãs, micronúcleo e de AC numéricas e estruturais, o parâmetro de analise utilizado no presente estudo foi a freqüência de AC, considerado um importante biomarcador de exposição [8,95]. A exposição de agricultores a uma complexa mistura de pesticidas, uma categoria heterogênea de substâncias químicas, especificamente projetado para o controle de pestes, levou a um aumento significativo das freqüências de AC [96-97].

O monitoramento citogenético de indivíduos ocupacionalmente expostos a tintas [98]

também mostrou um aumento significativo na frequência de danos no DNA quando utilizado o teste de AC como parâmetro de análise.

Mesmo com o conhecimento da correlação entre mutagenicidade e carcinogenicidade, devido a consistente teoria de que o câncer é causado por mutações somáticas, é importante salientar que a toxicidade genética não é uma medida de carcinogenicidade. No entanto, é freqüentemente usada como indicador para o câncer, uma vez que os testes de mutagenicidade medem um evento inicial ou intermediário do processo de tumorigênese [99].

Os dados obtidos neste estudo mostram que, apesar da diferença não ser estatisticamente significativa, o aumento na freqüência de AC encontrada no grupo exposto deve ser considerado relevante. Esses trabalhadores encontram-se expostos direta e indiretamente a inúmeros compostos químicos e por isso fica impossível atribuir a exposição a um desses compostos especificamente. Entretanto, pode-se considerar as substâncias mais usadas e que conhecidamente, apresentam potencial genotóxico. Dados da literatura evidenciaram que a exposição ocupacional a solventes, substâncias também manipuladas diariamente pelos trabalhadores dos curtumes, resultou em um aumento significativo da incidência de danos cromossômicos quando comparada com a população em geral [100-101], dados esses que podem justificar os resultados aqui encontrados.

Além disso, esse grupo de trabalhadores também encontra-se exposto ao Cr, um dos metais mais pesados extensamente usados nas industrias de produção de pigmentos, soldadura de aço inoxidável e curtimento de couro [56-57].

O uso extenso do Cr em indústrias sempre causou uma certa preocupação quanto a segurança dos trabalhadores e populações circundantes.

Vários fatores pode afetar a taxa de absorção do metal bem como as propriedades

físicas das combinações e a rota de exposição primária [102]. Estudos prévios mostraram um aumento significativo da concentração do cromo na urina ou plasma de indivíduos ocupacionalmente exposto a esta substância dentro de curtumes [103-104].

Dentre as principais vias de exposição estão a inalação e absorção dérmica, embora ingestão de partículas aerotransportadas também pode ser considerada.

Também é importante citar um estudo realizado na região de Franca/SP que determinou a presença de metais pesados em amostras de água e sedimento coletadas ao longo do Córrego dos Bagres (Franca, SP), que recebe água da Estação de Tratamento de Efluente (ETE) das indústrias de curtume da cidade. Foram coletados amostras de vários pontos do córrego e dentre os metais pesados determinados em Espectrofotômetro de Absorção Atômica, estão o Cu, Fe, manganês (Mn), Zn e Ni e o Cr, metal que foi encontrado em todos os pontos de coleta, nas amostras de água e sedimento. O Cr é utilizado nos processos de curtição do couro por resultar na produção de um couro bastante flexível e resistente. Porém, além de tóxico aos organismos, mesmo em baixas concentrações, esse metal possui facilidade de entrar e permanecer nas cadeias tróficas por longos períodos. Sendo assim, torna-se necessário monitorar e pretorna-servar os ecossistemas aquáticos da poluição ambiental por metais pesados por meios de tratamentos eficientes dos efluentes industriais [105].

Mesmo com o resultado não significativo na comparação entre o grupo ocupacionalmente exposto a produtos químicos utilizados nos curtumes e o grupo controle, a diferença encontrada indica a relevância do biomonitoramento de grupos populacionais que se encontram em exposição a compostos tóxicos possíveis de serem mutagênicos e, de qualquer forma, fica evidente que indivíduos que se expõem

ocupacionalmente a compostos tóxicos, devem sempre tomar maiores precauções, principalmente no sentido de fazer uso de acessórios específicos de proteção, tais como máscaras, luvas, aventais entre outros.

CONCLUSÕES

A partir dos dados obtidos por meio da avaliação da freqüência de aberrações cromossômicas e índice mitótico em linfócitos do sangue periférico de dez trabalhadores dos curtumes da cidade de Franca-SP e dez indivíduos controle, constatou-se que não houve diferença estatisticamente significativa na freqüência de aberrações cromossômicas. Mesmo assim, a variação interindividual observada quanto à freqüência de aberrações cromossômicas pode indicar que diferentes variáveis influenciam a taxa de danos no DNA, entre eles o hábito de fumar, além de ingestão de café e/ou bebidas alcoólicas, além daquelas que dizem respeito a carga genética individual, que não foi avaliada no presente estudo.

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