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3. MATERIAL E MÉTODOS

3.5. Distribuição e uso das palmeiras coletadas

3.5.1. Acrocomia intumescens Drude (Figura 5A)

Nomes populares: macaíba, macaúba, palmeira-barriguda.

Distribuição geográfica no Brasil: Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Alagoas (Nordeste), Rio de Janeiro (Sudeste). Domínio fitogeográfico Mata Atlântica (Leitman et al., 2010).

Utilidade: Frutos com mesocarpo comestível. Utilizada em arborização urbana de praças e vias, em construções civis e como artesanal, principalmente na cidade do Recife (Lorenzi et al., 2004).

Unidades de Conservação onde foram coletadas: RESEC e REBIO.

3.5.2. Attalea funifera Mart. ex Spreng. (Figura 5B) Nomes populares: piassava, piassaveira, piassaba-da-bahia.

Distribuição geográfica no Brasil: Bahia. Domínio fitogeográfico Mata Atlântica (Leitman et al., 2010).

Utilidade: O principal produto desta espécie é a “fibra de piassaba” ou simplesmente “piassaba”. Utilizada para o fabrico de vassouras, coberturas de quiosques e outras serventias. A amêndoa é oleosa e comestível (Lorenzi et al., 2004).

Unidades de Conservação onde foram coletadas: ESMAI.

3.5.3. Bactris acanthocarpa Mart. (Figuras 5C-E)

Nomes populares: maraiá, mané-velho-roxo, marajá, dendê-de-urubu.

Distribuição geográfica no Brasil: Pará, Amazonas, Acre e Rondônia (Norte), Maranhão, Pernambuco, Bahia, Alagoas (Nordeste), Espírito Santo (Sudeste). Domínios fitogeográficos Amazônia e Mata Atlântica (Leitman et al., 2010).

Utilidade: Os frutos são comestíveis e muito procurados pela fauna terrestre (Lorenzi et al., 2004).

Unidades de Conservação onde foram coletadas: Parque Estadual Dois Irmãos, RESEC, REBIO, ESMAI e PESC.

3.5.4. Bactris ferruginea Burret (Figuras 6A-B) Nomes populares: coco-de-fuso, coquinho, mané-véio.

Distribuição geográfica no Brasil: Pernambuco, Bahia (Nordeste), Minas Gerais, Espírito Santo (Sudeste). Domínio fitogeográfico Mata Atlântica (Leitman et al., 2010).

Utilidade: Frutos com mesocarpo comestível. O mesocarpo é também misturado com cachaça para o preparo da “batida de coquinho”. As folhas fornecem fibras de grande resistência, empregadas na confecção de fios de pesca (Lorenzi et al., 2004).

Unidades de Conservação onde foram coletadas: ESMAI, EMARC e PESC.

3.5.5. Bactris hirta Mart. (Figuras 6C-E)

Nomes populares: marajá, aricanga-falsa, tucum-mirim, ubimrana.

Distribuição geográfica no Brasil: Amazonas (Norte). Domínio geográfico Amazônia (Leitman et al., 2010). Segundo Lorenzi et al. (2004), ocorre em florestas tropicais primárias ou secundárias de terra firme, geralmente até altitudes de 600 m, sendo amplamente distribuída por toda a Amazônia, no Brasil, Peru, Colômbia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa, e na Mata Atlântica, entre Pernambuco e o Espírito Santo. Trata-se de uma das espécies mais variáveis dentre todos os Bactris brasileiros.

Utilidade: Grande potencial ornamental pelo seu pequeno porte e facilidade de cultivo, sendo ideal para ambientes internos ou jardins sombreados

Unidades de Conservação onde foram coletadas: PESC.

3.5.6. Cocos nucifera L.

Nomes populares: coqueiro, coqueiro-da-bahia, coco-da-bahia, coco, coqueiro-da-praia. Distribuição geográfica no Brasil: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Sergipe (Nordeste), Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro (Sudeste). Domínio fitogeográfico Mata Atlântica (Leitman et al., 2010).

Utilidade: Todas as suas partes são aproveitadas, sendo a palmeira de maior importância econômica em todo o mundo (Lorenzi et al., 2004).

Unidades de Conservação onde foram coletadas: PESC.

3.5.7. Euterpe edulis Mart. (Figura 7A)

Nomes populares: içara, palmito-doce, palmito-juçara, juçara, palmiteiro, ensarova, ripeira. Distribuição geográfica no Brasil: Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Sergipe (Nordeste), Goiás, Distrito Federal (Centro-Oeste), Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro (Sudeste), Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul (Sul). Domínios fitogeográficos Cerrado e Mata Atlântica (Leitman et al., 2010).

Utilidade: O seu principal produto é o “palmito”, consumido in natura ou em conservas. O tronco é empregado localmente em construções rurais. A planta pode ser cultivada com fins paisagísticos, o que já vem sendo feito no sul do país (Lorenzi et al., 2004).

Unidades de Conservação onde foram coletadas: ESMAI, EMARC e PESC.

3.5.8. Euterpe oleracea Mart. (Figura 7B)

Nomes populares: açaí-do-pará, açaí, palmito-açaí, açaizeiro, palmiteiro, uaçaí.

Distribuição geográfica no Brasil: Amapá, Pará, Tocantins (Norte), Maranhão (Nordeste). Domínio fitogeográfico Amazônia (Leitman et al., 2010). No entanto, nas últimas décadas, o fruto tem sido produzido e consumido em outras regiões do Brasil. Utilidade: As utilidades da planta vão desde o tradicional "vinho do açaí", até cremes, sucos, sorvetes, picolés, licores e mingau. Produz ainda palmito comestível. A semente pode ser utilizada no artesanato (Lorenzi et al., 2004).

Unidades de Conservação onde foram coletadas: Parque Estadual Dois Irmãos, RESEC, REBIO e ESMAI.

3.5.9. Elaeis guineensis Jacq. (Figuras 7C-D) Nomes populares: dendezeiro.

Distribuição geográfica no Brasil: Bahia (Nordeste). Domínio fitogeográfico Mata Atlântica (Leitman et al., 2010).

Utilidade: Espécie largamente difundida no país, introduzida pelos escravos africanos, principalmente nas regiões norte e sul da Bahia, onde é cultivada em plantações extensivas voltadas para a obtenção de óleo da polpa e da amêndoa, destinado à culinária e indústria, respectivamente. Possui atributos ornamentais e pode ser utilizada em arborização de parques e grandes jardins (Lorenzi et al., 2004).

Unidades de Conservação onde foram coletadas: Parque Estadual Dois Irmãos, RESEC, REBIO, EMARC e PESC.

3.5.10. Geonoma pauciflora Mart. (Figuras 8A-B) Nomes populares: ouricana-mirim, ouricana, urucana.

Distribuição geográfica no Brasil: Pernambuco, Bahia, Alagoas (Nordeste), Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro (Sudeste), Paraná, Santa Catarina (Sul). Domínio fitogeográfico Mata Atlântica (Leitman et al., 2010).

Utilidade: A planta é elegante, podendo ser utilizada com fins paisagísticos (Lorenzi et al., 2004).

Unidades de Conservação onde foram coletadas: ESMAI.

3.5.11. Mauritia flexuosa L.f. (Figuras 8C-D)

Nomes populares: buriti, miriti, muriti, buritizeiro, carandá-guaçu, moriti.

Distribuição geográfica no Brasil: Amazonas, Tocantins, Acre, Rondônia (Norte), Maranhão, Piauí, Ceará, Bahia (Nordeste), Minas Gerais, São Paulo (Sudeste). Domínios fitogeográficos Amazônia, Caatinga e Cerrado (Leitman et al., 2010).

Utilidade: As folhas são utilizadas na cobertura de casas. Os frutos servem de alimento, na forma de suco e doce. O pecíolo é utilizado na confecção de brinquedos. A planta pode ser utilizada com fins paisagísticos (Lorenzi et al., 2004).

Unidades de Conservação onde foram coletadas: Parque Estadual Dois Irmãos.

3.5.12. Polyandrococos caudescens (Mart.) Barb. Rodr. (Figuras 9A-B)

Nomes populares: buri, palmito-amargoso, palha-branca, palmito-da-folha-prateada.

Distribuição geográfica no Brasil: Bahia, Alagoas, Sergipe (Nordeste), Espírito Santo, Rio de Janeiro (Sudeste). Domínio fitogeográfico Mata Atlântica (Leitman et al., 2010). Utilidade: A planta é muito ornamental, principalmente pela folhagem prateada, podendo ser cultivada no paisagismo em geral (Lorenzi et al., 2004).

Unidades de Conservação onde foram coletadas: EMARC e PESC.

3.5.13. Syagrus botryophora (Mart.) Mart. (Figura 9C) Nomes populares: pati, patioba.

Distribuição geográfica no Brasil: Bahia, Sergipe (Nordeste), Minas Gerais, Espírito Santo (Sudeste). Domínio fitogeográfico Mata Atlântica (Leitman et al., 2010).

Utilidade: Seu tronco é utilizado localmente para construções rurais e seus frutos são ricos em óleo comestível. A planta é extremamente ornamental, com potencial para cultivo no paisagismo em geral de regiões tropicais e subtropicais (Lorenzi et al., 2004).

Unidades de Conservação onde foram coletadas: EMARC.

3.5.14. Palmeira de gênero desconhecido (Figura 9D)

Distribuição geográfica no Brasil: Tamandaré, Pernambuco, na Reserva Biológica de Saltinho-REBIO.

Nota: Trata-se de uma palmeira rara, havendo apenas dois exemplares da espécie na reserva. Esse espécimen vegetal está sendo estudado pelo Botânico Judas Tadeu de Medeiros Costa, UFPE, Recife, Pernambuco, visando a sua classificação.

Unidades de Conservação onde foram coletadas: REBIO.

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