A divisão administrativa delimita as áreas de responsabilidade administrativa do território nacional a cargo de juntas de freguesias, câmaras municipais, governos civis e dos diversos órgãos de soberania.
125 – Marco de fronteira
a) Definição
Consideram-se como marcos de fronteira todos os sinais existentes no terreno que materializam a fronteira terrestre entre Portugal e Espanha e cuja coordenação e manutenção é da responsabilidade do Instituto Geográfico do Exército.
b) Procedimentos e convenções
Sempre que existam e se encontrem em vigor, são representados os marcos de fronteira principais ao longo da linha divisória entre Portugal e Espanha, bem como a respectiva numeração conforme representado na figura 1.
Para colocação de células de marco de fronteira, ver ITSCN50K12.
556 – Marco de fronteira - numeração
a) Definição
Numeração atribuída a cada um dos marcos de fronteira. b) Procedimentos e convenções
Para regras de colocação de toponímia, ver ITSCN50K13.
118 – Limite de país - LINHA
a) Definição
É considerado como limite de país a linha que, segundo os tratados internacionais, define a fronteira terrestre entre Portugal e Espanha.
b) Procedimentos e convenções
A linha que dá origem à representação de limite de país deverá ser obtida por generalização de dados provenientes da Carta Administrativa Oficial em vigor.
A linha que dá origem à padronização do presente objecto está frequentemente condicionada à posição do objecto 125 pelo que poderá não possuir uma representação contínua (ver figura 1).
Noutros casos, a linha que dá origem à padronização deve ser colocada a uma distância de 35 m de qualquer representação linear que se desenvolva paralelamente à linha de fronteira como por exemplo cursos de água, estradas, caminhos, etc., e obrigatoriamente do lado espanhol (ver caminho vicinal na
119 – Limite de país - PADRONIZADO
a) Definição
Convenção gráfica do objecto 118. b) Procedimentos e convenções
Existem duas formas distintas de representação da linha que delimita a fronteira terrestre entre Portugal e Espanha:
• A partir da listagem de coordenadas dos marcos de fronteira elaborada pelo Instituto Geográfico do Exército, no âmbito da Comissão Internacional de Limites;
• Utilização de acidentes topográficos naturais ou artificiais.
No primeiro caso (ver figura 1), embora a padronização do limite de país possa ser efectuada de forma semi-automática, o resultado obtido deverá sofrer ligeiros arranjos estéticos dado que entre marcos de fronteira só podem ser incluídos símbolos inteiros representativos do limite de país.
Figura 1 – Representação à escala 1:25000
No segundo caso, quando a fronteira terrestre é coincidente com um curso de água representado pelas suas margens, o limite de país será representado pelo centro do curso de água em causa, independentemente da sua largura (figura 2), excepto em casos de traçados específicos de fronteiras ao abrigo de tratados internacionais (ex.: Rio Minho, Rio Guadiana, Olivença).
Em casos de manifesta ilegibilidade, o limite de país poderá ser posicionado lateralmente em relação ao curso de água em causa, respeitando os critérios de distâncias mínimas de modo a evitar sobreposição de informação gráfica e obrigatoriamente do lado espanhol.
Quando a fronteira terrestre é coincidente com um curso de água representado apenas por uma linha, a delimitação de fronteira deverá obrigatoriamente ser colocada do lado espanhol (figura 3).
Figura 3 – Representação à escala 1:25000 Para padronização de limite de país, ver ITSCN50K09.
120 – Limite de distrito - LINHA
a) Definição
São considerados como limites de distrito as linhas que oficialmente demarcam as áreas do território continental nacional cuja responsabilidade pertence a um governo civil.
b) Procedimentos e convenções
A linha que dá origem à representação de limite de distrito deverá ser obtida por generalização de dados provenientes da Carta Administrativa Oficial em vigor e deverá ser colocada a uma distância de 35 m de qualquer representação linear que se desenvolva paralelamente ao limite de distrito como por exemplo cursos de água, estradas, caminhos, etc.
A linha que dá origem à padronização e que separa dois distritos deve ser única, do tipo line string ou complex chain.
Para digitalização de limite de distrito para padronização, ver ITSCN50K09.
121 – Limite de distrito - PADRONIZADO
a) Definição
Convenção gráfica do objecto 120. b) Procedimentos e convenções
independentemente da sua largura, tal como acontece com o limite de país (figura 2). Em casos de manifesta ilegibilidade, o limite de distrito poderá ser posicionado lateralmente em relação ao curso de água em causa, respeitando os critérios de distâncias mínimas de modo a evitar sobreposição de informação gráfica.
Quando a demarcação distrital é coincidente com a representação linear de um objecto como, por exemplo, um curso de água representado apenas por uma linha, uma estrada ou um caminho, o limite de distrito deverá ser posicionado lateralmente ao pormenor a que diz respeito. Embora não constitua uma regra rígida, a colocação lateral do limite de distrito relativamente a um elemento linear deve ser alternada em cada 2 a 2.5 km (figura 4), desde que não seja posta em causa a legibilidade da restante informação.
Para padronização de limite de distrito, ver ITSCN50K09.
Figura 4 – Representação à escala 1:25000
122 – Limite de concelho
a) Definição
São considerados como limites de concelho as linhas que oficialmente demarcam as áreas do território continental nacional cuja responsabilidade pertence a uma câmara municipal.
b) Procedimentos e convenções
A linha que define o limite de concelho deverá ser obtida por generalização de dados provenientes da Carta Administrativa Oficial em vigor e deverá ser colocada a uma distância que varia entre 15 e 20 m de qualquer representação linear de um objecto que se desenvolva paralelamente ao limite de concelho como por exemplo cursos de água, estradas, caminhos, etc.
A referida variação de distância está relacionada com as características gráficas do objecto vizinho, nomeadamente a espessura (WT).
A linha que define o limite de concelho e que separa dois concelhos deve ser única, do tipo line string ou complex chain.
123 – Limite de freguesia
a) Definição
São considerados como limites de freguesia as linhas que oficialmente demarcam as áreas do território continental nacional cuja responsabilidade pertence a uma junta de freguesia.
b) Procedimentos e convenções
A linha que define o limite de freguesia deverá ser obtida por generalização de dados provenientes da Carta Administrativa Oficial em vigor e deverá ser colocada a uma distância que varia entre 15 e 20 m de qualquer representação linear de um objecto que se desenvolva paralelamente ao limite de freguesia como por exemplo cursos de água, estradas, caminhos, etc.
A referida variação de distância está relacionada com as características gráficas do objecto vizinho, nomeadamente a espessura (WT).
A linha que define o limite de freguesia e que separa duas freguesias deve ser única, do tipo line string ou complex chain.
Para activar simbologia de limite de concelho, ver ITSCN50K17.
138 – Máscara Limites administrativos
a) Definição
Elemento auxiliar que tem como objectivo o mascaramento de todo o tipo de limites administrativos durante a produção automática de saídas gráficas e imagens matriciais da SCN50K, evitando o seccionamento dos mesmos.
b) Procedimentos e convenções
Para colocação de máscaras de limites administrativos deverá digitalizar-se um elemento do tipo SHAPE ou COMPLEX SHAPE sobre os objectos que se pretendem mascarar.