Artigo 79 — O Conselho Consultivo da Escola de Enfermagem
é o seu órgão consultivo e cabe-lhe o estudo de todas as questões técnicas administrativas e financeiras e se comporá de:
1) Membros permanentes:
a) Diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, como seu Presidente e no seu impedimento o Vice-Diretor;
b) Diretor da Faculdade de Higiene e Saúde Pública da Universidade de São Paulo;
c) Superintendente do Hospital das Clínicas; d) Diretora da Escola de Enfermagem. 2) Membros elegíveis:
a) Um professor representante das cadeiras não priva- tivas;
b ) Duas professoras, enfermeiras diplomadas, represen- tantes das cadeiras privativas;
c) Uma enfermeira diplomada representando o serviço de Enfermagem do Hospital das Clínicas.
§ 1" — Os membros serão eleitos por seus pares, por um perío- do de 2 anos.
S 2? — A renovação dar-se-á do seguinte m o d o : nos anos ím- pares, uma das professoras, representantes das cadeiras privativas e a enfermeira do Hospital das Clínicas; nos pares, a outra profes- sora das cadeiras privativas e o representante das cadeiras não privativas.
Artigo 8° — São atribuições do Conselho Consultivo:
1) — Fazer o regulamento, sugerir as modificações que forem aprovadas pela Congregação, pelo Conselho Universitá- rio e, depois submetidas ao Conselho Nacional de Educação;
2) — Aprovar a proposta orçamentária apresentada pela dire- tora;
3 ) — Autorizar a realização de cursos de aperfeiçoamento e de especialização, fixando as condições de inscrição e matrícula;
4 ) — Autorizar a realização de exames de revalidação de diplomas;
5) — Resolver sobre o contrato e o pagamento a professores
dos cursos de aperfeiçoamento, de especialização e ou- tros trabalhos dentro da verba orçamentária;
6) — Fixar anualmente o número de vagas, de acordo c o m as facilidades do ensino, dentro do limite aprovado pelo Conselho Nacional de Educação;
7) — Aprovar alterações nos Estatutos do Centro Acadêmico "31 de Outubro";
8) — Deliberar sobre qualquer assunto que interesse a Escola, e não seja da competência privativa da Diretora ou da Congregação.
Artigo 99 — O Conselho se reunirá ordinariamente na primei-
ra quinta-feira dos meses de fevereiro, maio, agosto e novembro, extraordinariamente, quando convocado pela Diretora ou requerida por dois terços dos seus membros, por ordem do seu presidente e com a antecedência mínima de 2 (dois) dias.
§ 1° — O Conselho deliberará somente com a presença de mais da metade de seus membros.
§ 2" — Suas reuniões constarão da ata lavrada pela Secretá- ria da Escola e será assinada pelos membros presentes.
§ 3? — O Presidente do Conselho terá voto de desempate. Artigo 10 — Os membros do Conselho Consultivo não perce- berão vencimentos ou remuneração pelos serviços que prestarem e que constituirão, entretanto, serviços públicos relevantes.
SECÇÃO II Da Congregação
Artigo 11 — A Congregação, órgão de direção pedagógica e didática da Escola, será constituída dos seguintes membros:
1 — Diretora da Escola de Enfermagem;
2 — 10 Professores das cadeiras privativas, eleitos pelos seus pares por 3 anos, em reunião presidida pela Diretora; 3 — 2 Professores das cadeiras não privativas, eleitos pelos
seus pares por 3 anos, em sessão a que presidiu a Diretora. Parágrafo único — A s eleições serão feitas para 5 professores das cadeiras privativas e 1 das cadeiras não privativas, de cada vez.
Artigo 12 — Compete à Congregação:
1 — Deliberar sobre todas as questões relativas ao provimento dos cargos docentes e indicar anualmente a pedido da Diretora, os professores das Disciplinas da Escola, os casos de contratos iniciais;
*2 — Proceder à eleição de dois nomes para nomeação da Dire- tora e Vice-Diretora;
3 — Elaborar o projeto de regimento e propor modificações para aprovação, na forma da lei;
4 — Aprovar os programas dos cursos de graduação;
5 — Organizar as comissões examinadoras para os concursos de habilitação;
6 — Organizar os programas para cursos de pós-graduação e os de especialização;
7 — Indicar a banca examinadora para os exames de revali- dação de diplomas;
8 — Resolver todos os casos que lhe forem afetos, relativos aos interesses do ensino e da disciplina da Escola;
9 — Prestar auxílio à Diretora na observância deste Regula- mento e do Regimento Interno da Escola.
Artigo 13 — A Congregação se reunirá ordinariamente de qua- tro em quatro meses e extraordinariamente quando convocada pelo respectivo Presidente ou requerida por dois terços de seus membros. § 1° — Suas reuniões constarão da ata lavrada pela Secretá- ria da Escola e será assinada pelos membros presentes.
§ 2° — A Congregação deliberará somente com a presença de mais da metade de seus membros.
SECÇÃO III Da Diretoria
Artigo 14 — A Diretoria, representada por uma Diretora que
satisfaça os requisitos do artigo 44 do Decreto-Lei n9 27.426, citado
pelo órgão executivo que coordena, fiscaliza e superintende todas as atividades da Escola.
* Parágrafo único — A Diretora da Escola de Enfermagem de São Paulo será nomeada em comissão pelo Governo do Estado pelo prazo de 3 (três) anos dentre os professores do estabelecimento, que seja brasileiro nato e mediante indicação de dois nomes eleitos pela Congregação.
Artigo 15 — São atribuições da Diretora:
1 — promover o progresso moral e material da Escola; 2 — assinar com o Reitor da Universidade e o Diretor da
Faculdade de Medicina, os diplomas conferidos pela Escola, e, com a Secretária desta, os certificados regulamentares; 3 — representar a Escola perante qualquer autoridade ou
repartição ou designar alguém que a represente;
4 — determinar a abertura de inscrições para matrícula aos vários cursos;
5 — superinteder todos os serviços docentes, técnicos e admi- nistrativos da Escola;
6 — apresentar relatório anual dos trabalhos do estabeleci- mento ao Sr. Diretor da Faculdade de Medicina nele assinalando as providências a serem tomadas para maior eficiência do ensino;
7 — elaborar a proposta do orçamento anual da Escola a ser submetido à Congregação e ao Conselho;
8 — convocar e presidir as reuniões da Congregação;
9 — prorrogar ou antecipar o horário do expediente de acordo com as necessidades do ensino;
10 — remover servidores de uma para outra secção de acordo com as necessidades do serviço;
11 — verificar a assiduidade dos professores, consignando suas faltas;
12 — solicitar à Congregação a substituição dos professores faltosos;
13 — dar posse, encaminhar pedidos de licença e visar por- tarias;
14 — propor substituição dos funcionários nos seus impe- dimentos;
15 — encerrar os termos de exame dos estudantes;
16 — acompanhar os atos e trabalhos escolares de qualquer natureza;
17 — autorizar o fornecimento de certidões, atendidas as res- trições legais;
18 — responder pela eficiência do trabalho dos estudantes nas instituições onde estejam praticando;
19 — informar e encaminhar os requerimentos sobre a matéria que exceda à sua competência e os recursos interpostos de seus atos e decisões;
20 — assinar a correspondência oficial;
21 — velar pela execução integral do plano didático, especial- mente quanto à observância de métodos, dos programas e do tempo de ensino e pela atenção rigorosa ao regime escolar nos termos deste Regulamento;
22 — exercer o poder diretivo e disciplinar sobre os funcioná- rios e resolver com a Congregação, sobre os casos disci- plinares de estudantes e professores;
23 — manter a ordem em todas as dependências da Escola e residências, aplicando, quando fôr necessário, as penali- dades discriminadas neste Regulamento;
24 — cumprir e fazer cumprir as disposições deste Regula- mento.
* Artigo 16 — A Diretora deverá se, substituída nos seus impe- dimentos pela Vice-Diretora que deverá ser nomeada dentre dois nomes de professores eleitos pela Congregação.
CAPITULO IV
Da Organização Didática do Corpo Docente
Artigo 17 — O Corpo Docente da Escola de Enfermagem de São Paulo compõe-se de:
a) professores privativos:
As professoras-enfermeiras da Escola de Enfermagem, b) professores não privativos:
1) professores e assistentes da Faculdade de Medicina ou de outras instituições da Universidade;
2) professores especializados para o ensino de certas ma- térias curriculares ou extra-curriculares de interesse para a Escola.
§ 1" — É requisito para pertencer ao Corpo Docente de que trata a alínea "a", ter o profissional seu diploma registrado na Diretoria do Ensino Superior ou nos órgãos que o antecederam no Ministério da Educação e Saúde.
Artigo 18 — A o professor compete:
1 — orientar o ensino de sua disciplina, de acordo c o m o me- lhor critério didático, seguindo programa por êle elabo- rado e aprovado pela Congregação;
2 — providenciar para que o curso tenha a máxima eficiência sugerindo medidas necessárias para o melhor desempenho de suas funções;
3 — propor aquisição do material necessário ao ensino de sua cadeira e zelar pela conservação do já existente;
4 — fazer parte da comissão examinadora dos concursos de habilitação à matrícula da Escola, dos cursos de pós-gra- duação, de especialização e da revalidação de diplomas
CAPITULO V