Art. 38 - Os Mui Poderosos Consistórios de Príncipes do Real Segredo se compõem de Obreiros investidos nos graus 31 (trinta e um) acima, e são criados e estabelecidos pelo Supremo Conselho em local de alto progresso Maçônico, podendo sua jurisdição abranger mais de uma região geo-econômica, e se fará seções nos graus 31 (trinta e um) e 32 (trinta e dois).
Art. 39 - Não se conferirá denominação a Mui Poderoso Consistório de Príncipes do Real Segredo, cujo título será formado pela designação do Corpo seguida do número correspondente à quantidade dessas Oficinas Litúrgicas já instaladas, o que deve constar de sua Carta Constitutiva.
Art. 40 - O Local da sede do Mui Poderoso Consistório de Príncipes do Real Segredo denomina-se ACAMPAMENTO.
Art. 41 - Instalado o Mui Poderoso Consistório de Príncipes do Real Segredo, filiar-se-ão a ele, obrigatoriamente, os Obreiros dos graus 31 (trinta e um) a 33 (trinta e três) de sua jurisdição, sendo isentos dessa filiação os Soberanos Grandes Inspetores Gerais.
Art. 42 - O Mui Poderoso Consistório de Príncipes do Real Segredo realizará, no mínimo, 02(duas) seções no ano. O Quorum para seu funcionamento é de 11 (onze) membros efetivos. Em caráter excepcional, poderá ser fundado e funcionar com o mínimo de 03 (três) Membros.
Art. 43 - O Presidente do Mui Poderoso Consistório de Príncipes do Real Segredo, será sempre um Grande Inspetor Geral designado Pelo Soberano Grande Comendador.
Parágrafo único – A Presidência do Mui Poderoso Consistório de Príncipes do Real Segredo n 01, situado
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no Acampamento onde o Supremo Conselho tem sua sede, é exercida pelo Lugar-Tenente Comendador, ou um Grande Inspetor Geral designado Pelo Soberano Grande Comendador.
Capítulo III
(NORMAS GERAIS PARA OS CORPOS E OBREIROS) Seção I – (Das atividades e regularidade das Oficinas)
Art. 44 - Todas as Oficinas Litúrgicas deverão ter: a)- Regimento interno, que disporá sobre suas organizações, disciplinas de trabalhos, atribuições dos membros da administração, e direitos e deveres dos Obreiros;
b)- Estandarte, c)- Timbre.
Parágrafo único – O Regimento interno e o timbre, assim como o projeto do estandarte, deverão ser previamente aprovados pelo Supremo Conselho.
Art. 45 - O Funcionamento regular das Oficinas Litúrgicas está sujeito às seguintes exigências:
a) – remessa obrigatória do quadro de Obreiros, será até 21 de março de cada ano;
b) – recolhimento da anuidade, (ou mensalidade) ocorrerá no mesmo período; c) – comunicação imediata das elevações de
grau;
d) – remessa de relatório anual, após o término de cada exercício;
e) – outras eventuais determinações do Supremo Conselho.
Art. 46 - O não cumprimento das exigências torna a Oficina passível das seguintes sanções:
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a) – situação de irregularidade;
b) - suspensão de atendimento aos expedientes;
c) – proibição de realizar sessões iniciáticas; d) - proibição de acesso dos Obreiros às
Oficinas Superiores.
Art. 47 - A Oficina considerada irregular, no decurso de 12 (doze) meses, passará à categoria de inativa.
Art. 48 - Para retornar à atividade, a Oficina inativa deverá apresentar requerimento ao Supremo Conselho, juntando o quadro de Obreiros, comprovante de que se acha em condições de cumprir suas obrigações legais, e a quitação de suas taxas em atraso.
Parágrafo único – Constituído o processo, o Supremo Conselho, depois de solicitar o parecer expresso da Delegacia Litúrgica, decidirá sobre o atendimento, ou não. Em caso negativo, a Oficina será considerada extinta e cassado o documento autorizativo de seu funcionamento.
Art. 49 - A Oficina que tiver cassado o documento de autorização para funcionamento não poderá obter revalidação do mesmo, se houver outra Oficina de igual categoria em funcionamento no local. Neste caso os Obreiros ficarão sob a jurisdição da Oficina regular. Art. 50 - Sempre que possível nas Augustas Lojas de Perfeição, o maior número de sessões deverá ser de grau 04 (quatro); nos Sublimes Capítulos Rosa-Cruz, de 15 (quinze); nos Ilustres Conselhos Filosóficos de Kadosh, de grau 19 (dezenove); e nos Mui Poderosos Consistórios de Príncipes do Real Segredo, de 31 (trinta e um), tendo em vista proporcionar o acesso a seus quadros a maior frequência dos Obreiros às sessões.
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Art. 51 - As Oficinas Litúrgicas organizarão o calendário anual de seus trabalhos, remetendo-o ao Supremo Conselho para reconhecimento.
Art. 52 - Nos trabalhos iniciáticos, as Oficinas deverão observar com rigor a decoração apropriada e as formalidades previstas nos Rituais.
§ 1 - Em todas as Sessões plenárias, ordinárias ou magnas, além do Estandarte, é obrigatória a presença do Livro da Lei e a leitura pelo Orador do respectivo versículo. Sobre o ara, deverão estar exemplares das Grandes Constituições, do Regulamento Geral e do Regimento da Oficina.
§ 2 - O Estandarte do Supremo Conselho deverá estar sempre presente nos trabalhos das Oficinas, à esquerda do Presidente; nas sessões comemorativas ou cívicas, a Bandeira Nacional estará sempre em seu lugar de honra, à direita do Presidente.
Art. 53 - Oficinas da mesma categoria poderão realizar, em conjunto, sessões comemorativas, iniciáticas ou de instrução, devendo cada uma gravar sua própria ata.
Art. 54 - Nenhuma Oficina pode intervir na economia ou administração interna de outra ou na concessão de graus, entretanto seus membros deverão freqüentar as oficinas de graus, imediatamente inferiores. Art. 55 - As deliberações da Oficina, bem como a leitura das atas, serão procedidas nos graus a que correspondam os assuntos tratados. As sessões de finança e eleitorais serão sempre realizadas no último grau de competência da Oficina, e privativas de seus membros efetivos.
Art. 56 - As Oficinas, através das Delegacias Litúrgicas, após a remessa do quadro de Obreiros, receberão uma Palavra Anual, que deverá ser transmitida
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pelo Presidente aos membros da Oficina, em sessão regular.
Parágrafo único – A Palavra Anual servirá para identificar os Obreiros pertencentes aos Corpos do Rito, provando, também, sua regularidade.
Art. 57 - Duas ou mais Oficina Litúrgicas de igual categoria, com sede no mesmo local, poderão fundir-se por decisão de seus Obreiros, mediante aprovação do Supremo Conselho, após ouvida a Delegacia Litúrgica. § 1 - A fusão, permitida apenas para as Augustas Lojas de Perfeição e os Sublimes capítulos Rosa-Cruz, deve ser decidida pelo mínimo de 2/3 (dois terços) dos Obreiros de cada Oficina, especialmente convocados para as sessões, assim lavrando-se nas respectivas atas, que serão assinadas pelos visitantes.
§ 2 - Concedida a fusão, a nova Carta Constitutiva ou o Brevê designará como data de fundação a da Oficina mais antiga, independentemente do título distintivo que decidirem manter.
Art. 58 - A mudança de título distintivo de Oficina implicará na expedição de novo documento constitutivo, mantida a data de fundação.
Seção II – (Das Administrações e das Eleições)
Art. 59 - AS administrações das Oficinas terão, obrigatoriamente, os cargos de Presidente, 1 e 2
Vigilantes, Orador, Secretário, Chanceler, e Cobridor Guarda do Templo.
Parágrafo único – No Mui Poderoso Consistório de Príncipes do Real Segredo, bem como nos demais Corpos, as funções de Secretário e Chanceler são cumulativas e o cargo denomina-se Secretário-Chanceler.
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Art. 60 - As Administrações das Oficinas terão, também obrigatoriamente, comissão de elevação e de finanças, compostas, cada uma delas, por 03 (três) membros no mínimo.
Parágrafo único – Os regimentos internos das Oficinas poderão prever outros cargos e comissões, assim como adjuntos, necessárias ao desenvolvimento de suas atividades.
Art. 61 - Os Presidentes das Oficinas têm os seguintes títulos:
a) – Augusta Loja de Perfeição “TRÊS VEZES PODEROSO MESTRE”
b) – Sublime Capítulo Rosa-Cruz “ILUSTRE IRMÃO ATHERZATA”
c) – Ilustre Conselho de Kadosh “GRANDE VENERÀVEL OU SÁBIO MESTRE”
d) – Mui Poderoso Consistório de Príncipes do Real Segredo “SOBERANO DOS SOBERANOS”.
Art. 62 - Nos trabalhos ritualísticos de cada grau, deverá ser observada a composição administrativa da Câmara, com os respectivos títulos e funções.
Art. 63 - Os cargos obrigatórios previstos no Art. 59 são eletivos, os demais, incluindo-se os das comissões, são preenchidos por designação do Presidente do Corpo.
Art. 64 - Os cargos de Presidente da Augusta Loja de Perfeição, do Sublime Capítulo Rosa-Cruz, e do Ilustre Conselho Filosófico de Kadosh n 1, Oficinas vinculadas diretamente ao Supremo Conselho, em cuja sede funciona, são privativos de nomeação do Soberano Grande Comendador, com aprovação do Supremo Conselho.
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Art. 65 - Em seus regimentos internos, as Oficinas fixarão o período eletivo de suas administrações, o qual não poderá ser inferior a 02 (dois) anos, sendo permitida a reeleição.
Art. 66 - As eleições para as administrações das Oficinas Litúrgicas, realizar-se-ão nos mês de novembro, empossando a Diretoria Eleita até a última sessão do ano. § 1 - O ato eleitoral, convocado com antecedência mínima de 15 (quinze) dias, proceder-se-a por escrutínio secreto, compondo a mesa presidente, o Orador e o Secretário, funcionando, ainda, 02 (dois) escrutinadores nomeados pelo Presidente.
§ 2 - No caso de chapa única, a eleição poderá ser feita por votação simbólica ou aclamação, se assim concordar o plenário, registrando-se a ata.
§ 3 - Para o cargo de Presidente, bem como para os demais cargos eletivos, a aprovação deverá ser por no mínimo 2/3 (dois Terços) dos votos dos presentes no plenário; para os demais cargos, poderá ocorrer por maioria simples.
§ 4 - Dentro de um prazo máximo de 15 (quinze) dias, as Oficinas deverão enviar ao Supremo Conselho, através da Delegacia Litúrgica, cópia fiel da ata e a relação nominal dos votantes.
§ 5 - Somente poderão votar os Obreiros regulares e ativos pertencentes ao quadro da Oficina. Seção III – (Dos Graus e Interstícios)
Art. 67 - Os 33 (trinta e três) graus do Rito Escocês Antigo e Aceito e respectivas denominações, são os estabelecidos no Art. 61 do Estatuto do Supremo Conselho.
Art. 68 - Serão conferidos pelas Oficinas Litúrgicas, com todas as formalidades do Rito, os
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seguintes graus iniciáticos: 04 (quatro), 09 (nove), 14 (quatorze), 15 (quinze), 18 (dezoito), 19 (dezenove), 22 (vinte e dois), 28 (vinte e oito), 30 (trinta), 31 (trinta e um), 32 (trinta e dois).
Art. 69 - Os graus: 05 (cinco), 06 (seis), 07 (sete), 08 (oito), 10 (dez), 11 (onze), 12 (doze), 13 (treze), 16 (dezesseis), 17 (dezessete), 20 (vinte), 21 (vinte e um), 23 (vinte e três), 24 (vinte e quatro), 25 (vinte e cinco), 26 (vinte e seis), 27 (vinte e sete), e 29 (vinte e nove), são considerados intermediários, e são concedidos pelas respectivas Oficinas, em sessão de instrução obrigatória, realizada em câmara referente ao grau iniciático anterior. Parágrafo único – A Oficina poderá fazer elevação de grau intermediário, com as formalidades do respectivo Ritual, de acordo com autorização e instrução expedidas pelo Supremo Conselho.
Art. 70 - Somente o Supremo Conselho pode conferir o grau 33 (trinta e três).
Art. 71 - As elevações a graus superiores serão concedidas:
a) – por solicitação ex-officio da Oficina Litúrgica; e
b) – a requerimento do Obreiro interessado, através da Oficina Filosófica a que estiver vinculado, a qual deverá emitir parecer sobre o pedido.
Art. 72 - Para ingressar na Augusta Loja de Perfeição, proponente, de qualquer rito, deverá comprovar, documentalmente, sua condição de Mestre Maçom, dirigirá súplica à Oficina Litúrgica, provando desde logo que:
a) - que foi exaltado ao grau 03 (três) há mais de três meses;
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b)- reside na região em que está situada a Loja de Perfeição ou que, na localidade onde reside, não há Oficina dessa categoria em
funcionamento;
c) - cumprir as demais exigências administrativas estabelecidas pelo Supremo Conselho.
Art. 73 - Nenhuma Oficina poderá conceder ao mesmo Obreiro, vários graus a um só tempo, nem conceder mais de um grau na mesma sessão, exceto tratando-se de graus intermediários.
Art. 74 - Para as elevações de graus iniciáticos serão observados os seguintes interstícios: dos 3 aos 4 (Três meses); dos 4 aos 9 (Três meses); dos 9 aos 14, (Três meses); dos 14 aos 15 (Três meses); dos 15 aos 18, (Três meses); dos 18 aos 19; (Três meses); dos 19 aos 22, (Três meses); dos 22 aos 28, (Três meses); dos 28 aos 30, (Três meses); dos 30, aos 31, (Três meses); dos 31 aos 32, (Três meses); dos 32 aos 33, (seis meses).
Art. 75 - Somente o Soberano Grande Comendador ou o Supremo Conselho poderá conceder redução de interstício, em caráter excepcional, através de pedido fundamentado da Oficina Litúrgica correspondente.
Art. 76 - Para cada grau de iniciação, o Supremo Conselho expedirá certificado e identificação correspondente, não podendo o Obreiro ser elevado sem que esteja de posse dessa documentação, relativa ao grau anteriormente colado.
Parágrafo único – As Oficinas poderão emitir certificados referentes aos graus intermediários, para comprovação da situação do Obreiro observado os termos do anexo deste regulamento.
Art. 77 - O Obreiro filiado a mais de uma Oficina da mesma categoria será elevado de grau em sua Oficina de
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origem, salvo expresso consentimento e pedido desta para que a outra Oficina realize a elevação.
Art. 78 – Não será concedida elevação de grau sem que o Obreiro seja considerado habilitado pela respectiva Comissão. Mediante o cumprimento, além do interstício, das seguintes exigências:
a) – frequência a, no mínimo, metade do número de sessões relativas a seu grau e anteriores, a partir da última elevação, ressalvados os casos que a Oficina considerar justificáveis;
b) - elaboração de trabalho escrito para comprovação de seu conhecimento, sobre temas relacionados com a ritualística, doutrina e filosofia dos graus já conferidos;
c) – estar em dia com suas obrigações pecuniárias. Parágrafo único – A exigência da alínea (b) deste artigo poderá ser dispensada, a critério da Oficina, quando se tratar de Obreiro de notório conhecimento maçônico ou possuidor de elevados méritos, consignados através do exercício de altas funções na Ordem e nos Corpos do Rito. Art. 79 - A elevação ao primeiro grau de Corpo imediatamente superior, observadas as exigências do artigo anterior, será processada mediante prévia súplica do Obreiro, encaminhada por ofício com as informações e o parecer da Oficina.
Art. 80 - A elevação de grau deverá ser comunicada pela Oficina à Delegacia Litúrgica, no prazo de 15 (quinze) dias, acompanhando os respectivos emolumentos. A Delegacia transmitirá o expediente ao Supremo Conselho, nos 15 (quinze) dias seguintes.
Art. 81 - O Processo de elevação ao grau 33 (trinta e três), é organizado pelo Mui Poderoso Consistório de Príncipes do Real Segredo, com os registros dos artigos 78 e 79, e encaminhado ao Supremo Conselho, através da Delegacia Litúrgica, se for este o caso.
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Parágrafo único – Ao respectivo expediente deverá ser anexado o número relativo aos emolumentos fixados pelo Supremo Conselho, em cheque nominativo ou comprovante do correspondente deposito bancário.
Art. 82 - O Obreiro colado no grau que dá acesso ao quadro de uma Oficina superior, não estará desobrigado de frequentar a imediatamente inferior, desde que aquela funcione em seu domicílio.
Seção IV – (Da irregularidade e julgamento dos Obreiros) Art. 83 - Tornar-se-á irregular e ficará privado de seus direitos o Obreiro que:
a) – deixar de frequentar a Oficina a que pertença por mais de um ano, sem justificativa;
b) - praticar falta grave, apurada em processo regular na própria Oficina;
c) - abjurar ou deixar de observar o compromisso de fidelidade ao Rito;
d) - depreciar ou veicular, injustificavelmente, em prejuízo da Ordem Maçônica, da Oficina, de Maçons individuais, ou profano, os atos de decisões do Supremo Conselho e dos Órgãos e Corpos subordinados.
e) – deixar de cumprir com suas obrigações pecuniárias pelos que não tiveram renovadas suas carteiras de identificação ou por motivo de inadimplência.
Art. 84 - Compete às Oficinas Litúrgicas a formação do processo disciplinar contra Membros de seus quadros, assim como o julgamento.
Parágrafo único – O Processo terá origem em representação escrita, apresentada ao Presidente da Oficina, que encaminhará ao Orador para o devido processamento.
Art. 85 - Os direitos Maçônicos no Rito suspendem-se com o recebimento e apresentação da denúncia, nos termos da legislação, e por ato declaratório do Soberano Grande Comendador.
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Art. 86 - As Oficinas Litúrgicas funcionarão como tribunais de primeira instância, em sessão correspondente ao grau mais elevado de cada uma.
Art. 87 - Ao acusado será assegurada ampla defesa, conforme os princípios constitucionais em vigor, sendo a sessão de julgamento convocada com antecedência mínima de 15 (quinze) dias.
Art. 88 - No caso de condenação, a Oficina encaminhará ao Supremo Conselho cópia fiel da ata de julgamento, depois de transitada em julgado a decisão.
Art. 89 - Da sentença cabe recurso ao Supremo Conselho, em razões arguidas por escrito, no prazo de 15 (quinze) dias, a partir do conhecimento da decisão pelo acusado ou pelo Orador, conforme a parte recorrente. Parágrafo único – A parte recorrida manifestar-se-à sobre o recurso no mesmo prazo.
Art. 90 - Os Presidentes das Oficinas Litúrgicas são, disciplinar e penalmente, julgados pelo Supremo Conselho, conforme o procedimento previsto no regimento interno da Oficina-Chefe.
Art. 91 - A penalidade de exclusão ou suspensão do Obreiro de uma Oficina Litúrgica, se referendada pelo Supremo Conselho, surte os mesmos efeitos para o punido perante as demais Oficinas.
Art.92 - Os Grandes Inspetores Gerais (graus 33) gozam de foro privativo e só podem ser julgados pelo Supremo Conselho ou Tribunal por este instituído.
Art. 93 - O Obreiro tornado irregular poderá readquirir a regularidade, mediante documento fundamentado, dirigido à Oficina em que se iniciou o processo de que lhe resultou a irregularidade.
§ 1 - se a irregularidade houver decorrido dos motivos previstos nos itens 1 e 2 do Art. 83, a própria
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Oficina decidirá a reinclusão do Obreiro em seu quadro e, pagos os emolumentos devidos, comunicará ao Supremo Conselho.
§ 2 - Nos demais casos, a decisão da Oficina dependerá de homologação do Supremo Conselho, ao qual deverá ser encaminhado o processo.
§ 3 - Quando o Obreiro não estiver mais domiciliado na jurisdição da Oficina, cujo quadro integrava, o pedido poderá ser formulado à Oficina da mesma categoria sediada em seu atual domicílio, a qual solicitará a manifestação daquela e observará os procedimentos dos parágrafos anteriores.
Seção V – (Da filiação de Obreiros)
Art. 94 - O Obreiro regular de Oficina Litúrgica poderá filiar-se a outra da mesma categoria, por motivo de transferência de domicílio ou razões justificáveis. § 1 - O interessado dirigirá requerimento com as razões do pedido, histórico de sua vida Maçônica, e prova de sua regularidade, incluindo a de recolhimento das taxas regulamentares.
§ 2 - O requerimento será submetido à apreciação da Oficina, em sessão ordinária e, se concedida a filiação, será o Obreiro informado para prestar o compromisso como Membro do quadro.
§ 3 - Tomado o compromisso, em sessão da Oficina, esta fará a devida comunicação ao Supremo Conselho, através da Delegacia Litúrgica.
Art. 95 - Pertencendo ao quadro de duas Oficinas de igual categoria, o Obreiro poderá solicitar desligamento de uma delas, mas, se não o fizer, deverá cumprir suas obrigações regulamentares com ambas as Oficinas.
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Art. 96 - O Obreiro que se desligar de sua Oficina poderá se filiar a outra da mesma categoria, devendo a filiação ser comunicada ao Supremo Conselho para o devido registro.
Art. 97 - Quando um grupo de Obreiros se afastar de uma Oficina Litúrgica, os que nela permanecerem continuarão com o direito de manter seu título distintivo e demais documentos de seu acervo.
Seção VII – (Dos Paramentos, Medalhas e Insígnias) Art. 98 - As Oficinas Litúrgicas deverão estar guarnecidas dos paramentos e insígnias correspondentes aos graus em que funcionarem, conforme estabelecido nos Rituais e instruções do Supremo Conselho.
Art. 99 – Nas sessões Ritualísticas, é obrigatório o uso dos paramentos e insígnias pelos Membros da Administração da Oficina.
§ 1 - Ao ingressar no quadro da Oficina, o Obreiro receberá a medalha correspondente ao Corpo. § 2 - Os Grandes Inspetores Gerais presentes às sessões das Oficinas filosóficas poderão usar, apenas, o colar ou a faixa do grau 33 (trinta e três).
§ 3 - Nenhum Obreiro poderá usar, em Sessões Brancas, os paramentos referentes aos graus 09 (nove), 10 (dez) e 15 (quinze).
Art. 100 - Não é aconselhável membro de Órgão ou Corpo Subordinado, ao frequentar Loja Simbólica, usar paramentos, medalhas ou insígnias referentes às Oficinas Filosóficas.
Art. 101 - Os Presidentes dos Órgãos e Corpos Subordinados, bem como os Membros efetivos do Supremo Conselho, nas cerimônias Maçônicas promovidas por organizações Simbólicas, para as quais
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tenham sido especialmente convidados, poderão estar revestidos dos paramentos e insígnias relativos aos seus Corpos.
Art. 102 - Em sessão de Oficina Filosófica, não será permitido o uso de paramentos, medalhas ou insígnias do Corpo Simbólico, ressalvadas as condecorações honoríficas, em sessões comemorativas de efemérides em que se permita a presença de não Maçons ou portadores dos graus simbólicos.
Parágrafo único – O Disposto neste artigo não se aplica aos casos de representação oficial por autoridades de outra Obediência, convidada para a sessão.
Art. 103 - As cores, dimensões e demais características dos paramentos e insígnias dos graus e Corpos jurisdicionados são estabelecidos nos Rituais e instruções específicas do Supremo Conselho.
Art. 104 - O balandrau é traje oficial, como padronização econômica e igualitária, e para quem puder e quiser pode usar terno preto ou azul-marinho, com sapatos, meias e gravatas pretas, e camisa branca, apostos os paramentos e insígnias, que constitui a vestimenta Maçônica dos Obreiros do Rito Escocês Antigo e Aceito,
Art. 105 - O Supremo Conselho agraciará as Oficinas, por tempo de fundação e relevância de serviços prestados ao Rito, instituindo e cunhando medalhas honoríficas e expedindo a documentação respectiva, conforme disposto em norma própria referente a regalias e recompensas.
Art.106 - As Oficinas Litúrgicas poderão instituir e cunhar medalhas meritórias, distintivas ou comemorativas de seus eventos, com aprovação prévia do Supremo Conselho, devendo um exemplar ser destinado ao Museu da Oficina-Chefe do Rito.
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Capítulo V
(DISPOSIÇÕES GERAIS)
Art. 107 - O Soberano Grande Comendador e os Membros Efetivos do Supremo Conselho são Membros natos de todas as Oficinas Filosóficas do Rito e, presente