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do planejamento regional integrado

No documento Manual de planejamento no SUS (páginas 97-102)

No intuito de facilitar a realização do processo de planejamento regional integrado, apresenta-se uma proposta de modelagem para facilitar aos gestores sua execução.

a. Definição das regiões de saúde

O processo de planejamento regional integrado tem início com a (re)avaliação das regiões de saúde. Considera, para tanto, as novas normativas, em especial o Decreto n° 7.508, de 2011, e a Resolução CIT n° 1, de 2011, que definem a Região de Saúde como o espaço geográfico contínuo constituído por agrupamento de Municí- pios limítrofes, delimitados a partir de identidades culturais, econômicas e sociais e de redes de comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados, com a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de ações e serviços de saúde.

Outro ponto a ser considerado refere-se ao mínimo de ações e serviços que deve conter a região a ser instituída. Mesmo sem quantificar os serviços ofertados, a defi- nição das regiões de saúde deve observar a oferta de:

i atenção primária; ii urgência e emergência; iii atenção psicossocial;

iv atenção ambulatorial especializada e hospitalar; e v vigilância à saúde.

região de saúde: é o espaço geográfico contínuo constituído por agrupamento de Municípios limítrofes, delimitado a partir de identidades culturais, econômicas e sociais e de redes de comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados, com a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de ações e serviços de saúde.

Decreto n° 7.508, de 2011 e Resolução CIT n° 1, 2011

b. Elaboração do mapa da saúde e da análise situacional

A partir da definição das regiões de saúde é possível iniciar o processo de elabo- ração do Mapa da Saúde e da análise da situação de saúde da população da região. Esse processo visa reunir e sistematizar as informações de saúde da região para servir de base para a análise situacional. Essa etapa possibilita visualizar os diferentes recursos disponíveis no território, tais como a distribuição dos recursos humanos e de ações e serviços ofertados pelo SUS e pela iniciativa privada, possibilitando a identificação dos vazios assistenciais existentes.

O objetivo dessa etapa é identificar as necessidades de saúde da população e contribuir para o estabelecimento das metas de saúde da região. As necessidades são balizadas pelos parâmetros assistenciais vigentes.

c. Definição das responsabilidades sanitárias e das intervenções a partir das diretrizes, objetivos, metas e indicadores

A definição das intervenções a partir das diretrizes, objetivos, metas e indica- dores retrata os compromissos dos entes federados na organização compartilhada das ações e serviços de saúde no âmbito da região de saúde, com foco em resultados sanitários. O processo de definição tem como insumo prioritário os planos de saúde de cada Município que compõe a região, além dos planos do Estado e da União, conforme estabeleceu a Resolução CIT n° 05, de 2013:

Art. 3° Fica estabelecido rol único de indicadores para pactuação nacional, classificados em universais e específicos, vinculados às diretrizes do Plano NacionWal de Saúde, de modo a refletir a implantação das políticas priori- tárias no âmbito do SUS, respeitado o § 4° do art. 30 da Lei Complementar n° 141, de 13 de janeiro de 2012.

Manual de Planejamento no SUS Ministério da Saúde / Fundação Oswaldo Cruz

§ 1° As Diretrizes, Objetivos, Metas e Indicadores para pactuação nos anos de 2013-2015 são os constantes no Anexo, com possibilidade de serem subme- tidos, quando necessário, a ajuste anual mediante pactuação na Comissão Intergestores Tripartite (CIT).

§ 2° Para a pactuação nos anos de 2013-2015, será considerado indicador universal aquele de pactuação comum e obrigatória nacionalmente e indicador específico aquele que expressa especificidade local, sendo de tal forma obrigatória a sua pactuação nesse território.

§ 3° O ente federado poderá incluir outros indicadores, observadas as especificidades locais e as diretrizes aprovadas pelos respectivos Conselhos de Saúde.

A CIR é a instância em que os gestores discutem, pactuam, monitoram e avaliam as intervenções definidas para a região de saúde, e definem as metas regionais e as responsabilidades de cada ente para o alcance das intervenções definidas.

d. Programação Geral das Ações e Serviços de Saúde

A Programação Geral das Ações e Serviços de Saúde (PGASS) é um momento do planejamento integrado e mantém estreita coerência com as prioridades, objetivos e metas estabelecidos no âmbito das regiões de saúde, com a harmonização dos com- promissos e metas regionais no âmbito dos Estados, em processo coordenado pelas secretarias estaduais e pactuado na Bipartite. A PGASS é o instrumento que possi- bilita a harmonização dos quantitativos físicos e financeiros das ações e serviços de saúde a serem desenvolvidos no âmbito da região. Desta forma, relaciona-se com as Diretrizes, Objetivos, Metas e Indicadores do Plano de Saúde e com as ações e recursos orçamentários e financeiros da Programação Anual de Saúde, necessários para o alcance das metas pactuadas, conforme expresso na Etapa 2 do Quadro 10.

O processo de elaboração da PGASS deve ser integrado aos demais processos e instrumentos de planejamento e abranger a totalidade das ações e serviços, em seus componentes de assistência à saúde, vigilância à saúde e assistência farmacêutica, em coerência com as diretrizes nacionais e critérios emanados das áreas correspon- dentes, mas integradas em processos e instrumentos unificados. Neste sentido, a proposta metodológica de elaboração da PGASS prevê um momento explicativo, com a finalidade de delinear o quadro de saúde dos Municípios e regiões, buscando alinhá-la às programações anuais de saúde e às metas dos planos de saúde.

Os produtos desse processo integrarão os compromissos contidos no COAP, com- pondo seus anexos de cálculo de metas físicas e recursos financeiros programados.

A PGASS é orientada pela Renases, no que se refere à definição da abrangência das ações e serviços de saúde, e auxilia no dimensionamento do déficit de recursos de saúde, investimento e custeio. Ao final, o registro do processo de pactuação é disposto em sistema informatizado.

e. Definição das responsabilidades orçamentárias e financeiras

Com a definição das intervenções prioritárias, que contempla a definição das responsabilidades e metas de cada ente federado na execução das ações e serviços na região de saúde, tem início a definição das responsabilidades orçamentárias e financeiras.

Os insumos que auxiliam a definição dessas responsabilidades são: a Progra- mação Anual de Saúde de cada ente, os Planos de Ação das Redes Estratégicas (Rede Cegonha, Rede de Urgência e Emergência, Rede de Atenção Psicossocial, entre outras), os recursos da Vigilância em Saúde, Atenção Básica, entre outros.

Em síntese, o capítulo abordou o planejamento regional integrado, seu ciclo e suas etapas de elaboração, apresentando os novos elementos da modelagem desse processo. Detalhou os aspectos inovadores do Decreto n° 7.508, de 2011 como, por exemplo, a criação das comissões intergestores regionais e os novos critérios de con- formação das regiões de saúde. A seguir serão abordados os principais instrumentos e ferramentas de apoio no campo da saúde, que vêm sendo utilizados para fortalecer o processo de planejamento no SUS. Å

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Principais instrumentos,

No documento Manual de planejamento no SUS (páginas 97-102)