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Art. 175 – O Poder Legislativo é exercido pela Câmara Municipal, que se compõe de Vereadores.

§ 1º – O número de Vereadores é proporcional à população do Município, observados os limites estabelecidos na Constituição da República.

§ 2º – No início e no término de cada mandato, o Vereador apre-sentará, à Câmara Municipal, declaração de seus bens.

§ 3º – O Vereador se sujeita, no que couber, às proibições, incom-patibilidades e perda de mandato aplicáveis ao Deputado Estadual.

§ 4º – Ao Vereador será assegurada ampla defesa em processo no qual seja acusado, observados, entre outros requisitos de validade, o contraditório, a publicidade e o despacho ou decisão motivados.

Art. 176 – Compete privativamente à Câmara Municipal, no que couber, o exercício das atribuições enumeradas no art. 62.

Subseção II Do Poder Executivo

Art. 177 – O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito Municipal.

§ 1º – Substitui o Prefeito, no caso de impedimento, e lhe sucede no de vaga, o Vice-Prefeito.

§ 2º – Na posse e no término do mandato, o Prefeito e o Vice-Pre-feito apresentarão à Câmara Municipal declaração de seus bens, sem prejuízo do disposto no parágrafo único do art. 258.

§ 3º – A matéria de competência do Município, excluída a de que trata o art. 176, será objeto de lei municipal, de iniciativa do Prefeito, excetuados os atos privativos previstos na Lei Orgânica.

• (Parágrafo declarado inconstitucional em 3/10/2002 – ADI 322. Acórdão publicado no Diário Oficial da União em 11/10/2002.)

Art. 178 – O Prefeito é processado e julgado originariamente pelo Tribunal de Justiça, nos crimes comuns e nos de responsabilidade.

Parágrafo único – Na forma da Lei Orgânica, compete à Câmara Municipal o julgamento do Prefeito por infração político-administra-tiva, observada a regra do § 4º do art. 175.

Subseção III

Da Remuneração do Prefeito e do Vereador

Art. 179 – A remuneração do Prefeito, do Vice-Prefeito e do Vereador será fixada, em cada legislatura, para a subsequente, pela Câmara Muni-cipal.

Parágrafo único – Na hipótese de a Câmara Municipal deixar de exercer a competência de que trata este artigo, ficarão mantidos, na le-gislatura subsequente, os critérios de remuneração vigentes em dezem-bro do último exercício da legislatura anterior, admitida apenas a atuali-zação dos valores.

Seção IV Da Fiscalização

Art. 180 – A Câmara Municipal julgará as contas do Prefeito, me-diante parecer prévio do Tribunal de Contas, que terá trezentos e ses-senta dias de prazo, contados de seu recebimento, para emiti-lo, na forma da lei.

§ 1º – Como procedimento fiscalizador e orientador, o Tribunal de Contas realizará habitualmente inspeções locais nas Prefeituras, Câ-maras Municipais e demais órgãos e entidades da administração dire-ta e da indiredire-ta dos Municípios.

§ 2º – As decisões do Tribunal de Contas de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo.

§ 3º – No primeiro e no último ano de mandato do Prefeito Muni-cipal, o Município enviará ao Tribunal de Contas inventário de todos os seus bens móveis e imóveis.

§ 4º – O Tribunal de Contas exercerá, em relação ao Município e às entidades de sua administração indireta, as atribuições previstas no art.

76 desta Constituição, observado o disposto no art. 31 da Constituição da República.

Seção V Subseção I Disposições Gerais Art. 181 – É facultado ao Município:

I – associar-se a outros, do mesmo complexo geoeconômico e so-cial, mediante convênio previamente aprovado pela Câmara Munici-pal, para a gestão, sob planejamento, de funções públicas ou serviços de interesse comum, de forma permanente ou transitória;

• (Expressão “previamente aprovado pela Câmara Municipal”, contida no inciso I, declarada inconstitucional em 1/7/2002 – ADI 770. Acórdão publicado no Diário Oficial da União em 6/8/2002.)

II – cooperar com a União e o Estado, nos termos de convênio ou consórcio previamente aprovados pela Câmara Municipal, na execu-ção de serviços e obras de interesse para o desenvolvimento local;

• (Expressão “previamente aprovados pela Câmara Municipal”, contida no inciso II, declarada inconstitucional em 1/7/2002 – ADI 770. Acórdão publicado no Diário Oficial da União em 6/8/2002.)

III – participar, autorizado por lei municipal, da criação de entida-de intermunicipal para realização entida-de obra, exercício entida-de atividaentida-de ou execução de serviço específico de interesse comum.

Art. 182 – A cooperação técnica e financeira do Estado, para a manutenção de programas de educação pré-escolar e de ensino fun-damental e para a prestação de serviços de saúde de que trata o art.

30, VI e VII, da Constituição da República, obedecerá ao plano defi-nido em lei estadual.

Parágrafo único – A cooperação somente se dará por força de con-vênio que, em cada caso, assegure ao Município os recursos técnicos e financeiros indispensáveis a manter os padrões de qualidade dos serviços e a atender às necessidades supervenientes da coletividade.

Subseção II

Da Assistência aos Municípios

Art. 183 – O Estado assegurará, com base em programas especi-ais, ampla assistência técnica e financeira ao Município de escassas condições de desenvolvimento socioeconômico, com prioridade para o de população inferior a trinta mil habitantes.

§ 1º – A assistência, preservada a autonomia municipal, inclui, en-tre outros serviços:

I – abertura e manutenção de estrada municipal ou caminho vici-nal;

II – instalação de equipamentos necessários para o ensino, a saúde e o saneamento básico;

III – difusão intensiva das potencialidades da região;

IV – implantação de mecanismo de escoamento da produção regi-onal;

V – assistência técnica às Prefeituras, Câmaras Municipais e mi-crorregiões;

VI – implantação de política de colonização, a partir do estímulo à execução de programa de reforma agrária;

VII – concessão de incentivos, com o objetivo de fixar o homem no meio rural;

• (Vide Lei nº 11.020, de 8/1/1993.)

• (Vide Lei nº 11.265, de 4/11/1993.)

• (Vide Lei nº 11.744, de 16/1/1995.)

• (Vide Lei nº 13.195, de 29/1/1996.)

VIII – implantação de processo adequado para tratamento do lixo urbano.

§ 2º – A coordenação da execução dos programas especiais será confiada à autarquia territorial de desenvolvimento implantada na re-gião, assegurada na forma da lei a participação de representantes dos Municípios envolvidos.

§ 3º – Na execução de programa especial, ter-se-á em vista a parti-cipação das populações interessadas, por meio de órgãos comunitá-rios e regionais de consulta e acompanhamento.

§ 4º – A Polícia Militar poderá, por solicitação do Município, in-cumbir-se da orientação à guarda municipal e de seu treinamento, e da orientação aos corpos de voluntários para o combate a incêndio e socorro em caso de calamidade.

Seção VI

Da Intervenção no Município

Art. 184 – O Estado não intervirá no Município, exceto quando:

I – deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada;

II – não forem prestadas contas devidas, na forma da lei;

III – não tiverem sido aplicados, no ano, pelo menos vinte e cinco por cento da receita resultantes de impostos, compreendida a prove-niente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensi-no; ou

IV – o Tribunal de Justiça der provimento a representação para as-segurar a observância de princípio indicado nesta Constituição, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial.

Parágrafo único – A intervenção será decretada e seus efeitos ces-sarão na forma da Constituição da República.

TÍTULO IV