SEÇÃO II
DOS REQUISITOS AMBIENTAIS PARA O PERÍMETRO URBANO
Art. 9º A partir da publicação desta lei, todo e qualquer empreendimento a ser implantado no Município de Confresa, cuja gleba, terreno ou lote possuir Área de Preservação Permanente (APP) dentro de seu perímetro, quaisquer intervenções ao longo de sua extensão deverão estar com autorização prévia da autoridade licenciadora pertinente de acordo com as legislações de âmbito federal, estadual e municipal que regulamentam a matéria.
§1º Nas APPs, quando for licenciado pelas autoridades federais ou estaduais competentes, somente serão permitidas intervenções que propiciem sua utilização como espaços livres de uso público ou de uso comum dos condôminos para implantação de infraestrutura destinada a esportes, lazer e atividades educacionais, culturais e contemplativas ao ar livre, desde que:
A vegetação seja preservada ou recomposta, de forma a assegurar o cumprimento integral dos objetivos ecológicos das Áreas de Preservação Permanente (APP);
A utilização da área não gere degradação ambiental; e
Seja observado o limite máximo de 5% (cinco por cento) de impermeabilização do solo.
§2º Nas Áreas de Preservação Permanente (APP) utilizadas como espaços livres de uso público ou de uso comum dos condôminos, na forma do caput deste artigo, ficará vedada a movimentação de terra, a menos que se destine ao controle de cheias, à regularização de vazão, à proteção dos mananciais ou à estabilização de encostas, e que tenha, nestes casos, autorização prévia da autoridade licenciadora.
Art. 10º Quando for extremamente necessário para garantir a mobilidade dos munícipes, a Área de Preservação Permanente (APP) poderá ser transposta pelo sistema viário ou utilizada para a implantação e manutenção de sistemas de drenagem de águas pluviais, ou para atividades consideradas de utilidade pública, bem como para obras exigidas pelo Poder Público ou por concessionários de serviços públicos, desde que a intervenção seja de baixo impacto ambiental e não a descaracterize na sua totalidade.
§1º A Área de Preservação Permanente (APP) localizada em empreendimentos disciplinados por esta lei, e que não integre lote ou unidade autônoma, poderá ser considerada área pública no loteamento ou desmembramento, ou área de uso comum nos condomínios de lotes urbanos, devendo a comunidade zelar pela sua proteção e integridade, sem prejuízo das responsabilidades do Poder Público.
§2º A Área de Preservação Permanente (APP) que integre lote ou unidade autônoma deverá ser averbada na matrícula respectiva no registro de imóveis como tal, não se admitindo qualquer tipo de intervenção, salvo as de baixo impacto ambiental, e poderá ser computada na área total do referido imóvel para aplicação do coeficiente de aproveitamento e para definição da área máxima de construção.
Art. 11º Exigir-se-á Estudo de Impacto Ambiental (EIA) para o licenciamento de parcelamento do solo para fins urbanos quando a Prefeitura, com base na legislação federal, estadual ou municipal, considerar o empreendimento potencialmente causador de significativo impacto ambiental.
Art. 12º. Será exigida no licenciamento, sempre que necessária, a reserva de faixa não edificável vinculada a linhas de transmissão, observados critérios e parâmetros que garantam a segurança da população e a proteção do meio ambiente, conforme estabelecido nas normas técnicas pertinentes.
Art. 13º A faixa de domínio público das rodovias e ferrovias deverá garantir a segurança da população e a proteção do meio ambiente, conforme estabelecido nas normas técnicas pertinentes, sendo definida no âmbito do respectivo licenciamento ambiental.
Art. 14 º. Toda área dentro do perímetro urbano atual ou em futuras ampliações que integrarem Reserva Legal somente serão permitidas as
intervenções na forma em que determinam as legislações de âmbito federal, estadual ou municipal que regulamentam a matéria.
CAPÍTULO III DO SISTEMA VIÁRIO SEÇÃO I
Da Hierarquia do Sistema Viário
Art. 15º O sistema viário básico de Confresa regular-se-á pela presente lei.
Art. 16º As vias que compõem o sistema viário básico da área urbana de Confresa possuem as seguintes funções e estão assim classificadas:
Rodovia BR 158 – é uma das rodovias mais importantes do Estado de Mato Grosso, ligando o município de Confresa ao estado de Goiás e o estado do Pará, no perímetro urbano do município passa a ser chamada de Avenida Brasil.
Rodovia MT 430 – liga Confresa ao norte do estado, interligando aos municípios vizinhos de São José do Xingu, Santa Cruz do Xingu, Matupá e outros, no perímetro urbano passa a ser chamada de Avenida Industrial;
Via perimetral (anel viário) – utilizada nos deslocamentos urbanos de maior distância, desviando do centro urbano e promovendo um contorno viário do tráfego de veículos;
Vias estruturais – estrutura a organização funcional do sistema viário na sede urbana e acumula os maiores fluxos de tráfego da cidade, constituindo um eixo de atividades comerciais e de serviços;
Via marginal – separa os fluxos interurbano e urbano de veículos.
Vias coletoras – promove a ligação das vias locais com as vias estruturais e com as vias perimetrais;
Vias locais – permitem o acesso às propriedades privadas ou áreas e atividades específicas, implicando em pequeno volume de tráfego;
Estradas vicinais – ligam as áreas rurais do município entre si e às sedes distritais;
Ciclovia – destinam-se à circulação de bicicletas.
Via de Pedestre - São as de uso predominantemente de pedestres e dotadas de equipamentos adequados para esta finalidade, sendo garantido o acesso de veículos em toda a sua extensão, desde que estritamente necessário e devidamente justificado;
§ 1º As vias situadas no perímetro urbano do distrito de Veranópolis, serão consideradas vias locais e coletoras, excetuando-se as vias de acesso ao distrito, consideradas Rodovia BR 158 e as estradas vicinais.
§ 2º As vias situadas no perímetro urbano nas Agrovilas Novo Planalto, Jacaré Valente e distrito de Nova Esperança, serão consideradas vias locais e coletoras, excetuando-se as vias de acesso, consideradas Rodovia MT 430 para as agrovilas Novo Planalto e Jacaré Valente e Rodovia MT 437 para o Distrito de Nova Esperança e as estradas vicinais.
§ 3º Nos cruzamentos entre vias de mesma hierarquia, haverá sinalização de trânsito adequada ao bom fluxo de veículos.
Art. 17º Quando da aprovação de novos loteamentos deverá ocorrer classificação das vias, que automaticamente serão inseridas na planta de hierarquização viária.
SEÇÃO II
Das Dimensões das Vias
Art. 18º Os padrões de urbanização para o sistema viário obedecerão aos requisitos estabelecidos pelo município quanto à:
Definição das dimensões das caixas das vias;
Definição das dimensões das pistas de rolamento;
Definição das dimensões dos passeios.
Art. 19. A hierarquia viária deverá respeitar as dimensões mínimas estabelecidas neste artigo:
Quando se tratar de rodovias em área de expansão urbana as dimensões serão definidas em conformidade com a legislação federal e estadual competentes, ressalvando-se as vias consolidadas, as quais permanecerão com as dimensões já implantadas;
Quando se tratar de via de penetração:
a) caixa de rua com largura mínima de 20,00m (vinte metros), desde que não tenha faixas de domínio;
b) uma pista de rolamento com largura mínima de 10,00m (dez metros);
c) não poderão terminar em ruas sem saída.
Quando se tratar de via marginal:
a) caixa de rua com largura mínima de 15,00 m (quinze metros);
b) não pode terminar em rua sem saída.
Paragrafo Único. Nos novos loteamentos a margem da BR 158 e MT 430, obrigatoriamente deverão incluir vias marginais.
Quando se tratar de via estrutural:
a) caixa de rua com largura mínima de 40,00m (quarenta metros);
b) duas pistas de rolamento com largura mínima de 9,00m (nove metros) cada, separadas por um canteiro longitudinal com largura mínima de 12,00m (doze metros);
c) passeio público com largura mínima de 5,00m (cinco metros);
d) não poderão terminar em ruas sem saída.
Quando se tratar de via coletora:
§ 1º Para as vias coletoras projetadas com caixa de rua com largura mínima de 22,00m (vinte e dois metros), dependendo do traçado urbano existente, considera-se:
a) duas pistas de rolamento com largura mínima de 7,5 m (sete metros e cinquenta centímetros) cada, separadas por um canteiro longitudinal com largura mínima de 2,00m (dois metros);
b) passeio público com largura mínima de 2,5m (dois metros e cinquenta centímetros);
c) não pode terminar em rua sem saída.
Quando se tratar de via local:
a) caixa de rua com largura mínima de 14,00m (quatorze metros);
b) pista de rolamento com largura mínima de 8,00m (oito metros);
c) passeio com largura de 3,0m (três metros);
d) permite-se terminar em rua sem saída, desde que possua bolsa de retorno;
Quando se tratar de ciclovia:
Largura mínima de 1,20m (um metro e vinte centímetros) para cada sentido;
Quando se tratar de via exclusiva de pedestres:
Largura mínima de 6,00 (seis metros).
Parágrafo Único: Quando se tratar de uma rua que configure continuação de outra já existente, com largura inferior ao estabelecido nesta Lei, poderá permanecer com a mesma largura, a critério da Comissão de Análise de Loteamentos.
Art. 20. As vias de circulação poderão terminar nas divisas de gleba a arruar, quando seu prolongamento estiver previsto no sistema viário do município, ou quando, a juízo do órgão competente da Prefeitura, tal interessar a este sistema.
Parágrafo Único. O acesso a qualquer loteamento deverá ser feito, no mínimo, por uma via coletora.
Art. 21. Junto às linhas de transmissão de energia elétrica de alta tensão, é obrigatória a reserva de faixa “non aedificandi” de largura mínima de 15m (quinze metros) de cada lado para as vias.
Art. 22. Junto às rodovias será obrigatório à reserva de faixa “non aedificandi”, de cada lado, a contar a partir do eixo da rodovia, salvo maiores exigências da legislação específica, com as seguintes dimensões:
Para rodovias federais, uma faixa mínima de 35m (cinquenta metros) de largura para cada lado, respeitada a legislação federal;
Para rodovias estaduais, uma faixa mínima de 30m (trinta metros) de largura para cada lado, respeitada a legislação estadual;
Para rodovias municipais, uma faixa de mínima 15m (quinze metros) de largura para cada lado.
Em qualquer dos casos, sendo rodovias federais, estaduais ou municipais, inseridos no perímetro urbano, poderá ser reduzida essa faixa a juízo do órgão competente.
SEÇÃO III
Da Sinalização de Trânsito
Art. 23º A sinalização das vias públicas é de responsabilidade do município, conforme estabelece o Código de Trânsito Brasileiro.
§ 1º Toda e qualquer via pavimentada no município deverá receber sinalização de trânsito, segundo as exigências da legislação pertinente em vigor.
§ 2º O sentido de tráfego das vias será definido pelo Poder Público Municipal, em função da hierarquia do sistema viário e de seu funcionamento.
CAPÍTULO IV
DAS NORMAS E PROCEDIMENTOS SEÇÃO I
DA CONSULTA PRÉVIA
Art. 24º Todo interessado, público ou privado, em realizar empreendimento que envolva o parcelamento do solo para fins urbanos, nas modalidades descritas no Art. 5º desta Lei, deverá realizar a consulta prévia na Prefeitura Municipal, com a finalidade de obter a Licença Urbanística Provisória, que conterá as diretrizes básicas que nortearão a elaboração do projeto definitivo do mesmo.
Parágrafo Único. Para as operações de parcelamento nas modalidades fracionamento/desdobro e remembramento de lotes urbanos, não há obrigatoriedade de consulta prévia, mas estarão sujeitas a análise da Prefeitura que avaliará se a proposta do interessado está de acordo ou não com as exigências urbanísticas da zona em que se situar o terreno objeto da operação, e com base nesta análise poderá deferir ou não a proposta pretendida.
Art. 25. A consulta prévia para loteamento e condomínio de lotes urbanos, deverá ser requerida junto a Prefeitura Municipal através do protocolo do departamento responsável, onde o interessado apresentará em pasta ou envelope apropriado, devidamente identificado, incluindo cópia digitalizada, os seguintes documentos:
I. Cópia autenticada do título de propriedade do imóvel e ou Certidão de Inteiro Teor atualizada do imóvel;
II. Duas vias de planta de situação, em escala apropriada, com representações em desenho dentro das normas da ABNT, contendo de modo perfeitamente legível e compreensível, as seguintes informações:
o levantamento planialtimétrico de toda a gleba a ser loteada, com curvas de nível de metro em metro e demarcação fiel do perímetro da mesma, inclusive com as coordenadas de cada vértice e as dimensões lineares e angulares de cada segmento que compõem este perímetro, além da indicação do Norte Magnético;
se existente, a localização de nascentes e cursos d’água, bem como de florestas, bosques, árvores adultas frondosas, pomares, monumentos naturais ou artificiais, acidentes geográficos, locais alagadiços ou sujeitos a inundações, áreas degradadas por escavações, áreas de aterros e benfeitorias ou construções em geral;
serviços de utilidade pública, institucionais, equipamentos comunitários, equipamentos urbanos e áreas livres no local e adjacências com as respectivas distâncias da área a ser loteada;
servidões existentes, faixas de domínio de rodovias no local e adjacências da área a ser loteada;
arruamentos vizinhos em todo o perímetro, com locação exata das vias de comunicação e as distâncias da área a ser loteada;
memorial de cálculo da área do imóvel;
o tipo de uso predominante a que o loteamento se destina;
as características, dimensões e localização das zonas de uso contíguas;
certidão de perímetro urbano.
§1º A planta de situação a que se refere o inciso II deste artigo deverá ser elaborada e assinada por profissional habilitado e devidamente registrado no CREA ou no CAU, e deverá ser apresentada juntamente com a respectiva ART ou RRT da elaboração da planta.
§2º Os empreendimentos nas formas de loteamento, condomínio de lotes urbanos e desmembramentos, nas modalidades com edificação integrada, além da documentação exigida no caput deste artigo, deverão realizar consulta prévia para cada modelo de edificação pretendida para o empreendimento.
Art. 26. O Poder Público Municipal, após análise do requerimento, indicará na planta apresentada e também na Licença Urbanística Provisória as seguintes diretrizes para a elaboração do projeto definitivo do empreendimento:
O traçado básico do sistema viário principal;
A localização aproximada das áreas institucionais e verdes, áreas livres e de uso público;
As APPs, faixas sanitárias do terreno necessárias ao escoamento das águas pluviais, faixas “non aedificandi” e faixas de domínio de rodovias, ciclovias e outras servidões;
As vias e logradouros públicos existentes ou projetados, que compõem o sistema viário do município, relacionados com o loteamento pretendido e que deverão ser respeitados;
A zona ou zonas de uso predominante da área, com indicação dos usos compatíveis; e
Demais elementos e exigências legais que incidam sobre o projeto.
Art. 27. A Consulta Prévia deverá ser protocolada na Prefeitura junto a Secretaria de Planejamento, o qual analisará o processo e expedirá o resultado num prazo máximo de 45 dias a partir do protocolo do processo. Caso haja deferimento do mesmo, a Prefeitura disponibilizará para o empreendedor a Licença Urbanística Provisória.
§1º As diretrizes expedidas pelo Poder Público Municipal na Licença Urbanística Provisória vigorarão pelo prazo máximo de 2 (dois) anos e estarão sujeitas a adequações relativas a possíveis alterações na lei vigente no período de sua validade.
§2º Aplicam-se ao desmembramento, fracionamento e remembramento, no que couberem, as disposições urbanísticas para o loteamento.
SEÇÃO II
DOS REQUISITOS URBANÍSTICOS
Art. 28. Os loteamentos deverão atender aos seguintes requisitos:
Só poderão ser loteadas glebas com acesso direto à via pública e em boas condições de trafegabilidade, observado o que dispõe o Sistema Viário Básico, a hierarquia e dimensionamento das vias públicas na área urbana, respeitando as diretrizes para arruamento municipal;
Nenhum loteamento será aprovado sem que o proprietário da gleba ceda ao Patrimônio Municipal, sem ônus para este, áreas destinadas ao sistema de circulação, à implantação dos equipamentos públicos e comunitários, bem como as áreas verdes, que corresponderá ao percentual mínimo de 35,00% (trinta e cinco por cento) da área total a ser loteada, não podendo ser inferior a 20% para o sistema de circulação viária, nem inferior a 10% para as áreas verdes de uso público.
O Poder Público Municipal para a aprovação de desmembramento de lotes decorrentes de loteamento cuja destinação da área pública tenha sido inferior à mínima de 35,00% (trinta e cinco por cento), não exigirá suplementarmente os percentuais constantes do inciso II antecedente;
Não poderão ser contabilizadas para áreas livres de uso público ou áreas institucionais, as áreas integrantes do sistema viário, tais como:
trevos, canteiros, rótulas e outros;
Para os parcelamentos implantados em Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS), poderão ter a exigência de reserva de áreas destinadas a uso público diminuído, desde que nas proximidades do imóvel já existam equipamentos públicos aptos a atender à nova demanda.
Neste caso, o Poder Público Municipal procederá à análise do empreendimento e definirá os novos parâmetros de exigência de reserva de áreas destinadas ao uso público.
Todas as áreas mencionadas no inciso II deverão estar localizadas nas regiões centrais dos loteamentos, salvo nos loteamentos destinados ao uso industrial, cujos lotes forem iguais ou maiores que 15.000 m² (quinze mil metros quadrados), caso em que a percentagem poderá ser reduzida, a critério da Prefeitura Municipal;
Ao longo das faixas de domínio das redes de alta tensão, será obrigatória a reserva de uma faixa “non aedificandi” de 15 m (quinze metros) de largura, de cada lado, salvo maiores exigências da legislação específica;
Ao longo das águas correntes ou à margem de represas ou lagoas, será obrigatória a reserva de uma faixa de proteção de 15 m (quinze metros) para cada lado das margens, a qual deverá ser cedida ao patrimônio municipal, sem custo para o mesmo:
O Poder Público Municipal poderá ampliar a faixa de proteção por critério devidamente justificado e fundamentado, bem como exigir vias públicas marginais, paralelas e contínuas à faixa de proteção;
A área correspondente à faixa de proteção não poderá ser considerada no cômputo da percentagem exigida no inciso II, do presente artigo.
As vias dos loteamentos deverão articular-se com as vias adjacentes oficiais, existentes ou projetadas, e harmonizar-se com a topografia local, obedecendo as normas constantes no Capítulo III – DO
SISTEMA VIÁRIO MUNICIPAL - incorporando no seu traçado viário, os trechos que a Prefeitura Municipal iniciar:
a largura de uma via que constituir prolongamento de outra já existente no plano aprovado pela Prefeitura, não poderá ser inferior à largura desta, ainda que pela função característica possa ser de categoria inferior;
a área loteada deverá ser circundada por vias oficiais, de propriedade do Poder Público Municipal.
Em qualquer loteamento as dimensões mínimas dos lotes bem como os índices urbanísticos deverão obedecer às normas constantes nesta lei e dependerá de aprovação prévia do Poder Público Municipal.
§1º Consideram-se áreas institucionais aquelas destinadas à instalação de equipamentos públicos e comunitários como as construções de creches, escolas, postos de saúde ou unidade de saúde da família, posto policial, e demais espaços públicos congêneres.
§2º Consideram-se áreas verdes aquelas destinadas à instalação de praças públicas, parques, bosques, jardins botânicos, hortos e correlatos e canteiros centrais, exigidas pela legislação estadual e federal sobre meio ambiente.
§3º O Poder Público Municipal, em casos específicos e obedecida a legislação de regência, poderá exigir complementarmente nos loteamentos a reserva de faixa “non aedificandi” destinado à implantação de equipamentos urbanos de abastecimento de água, serviços de esgoto, energia elétrica, coletas de águas pluviais, rede telefônica.
SEÇÃO III
DAS APROVAÇÕES DE PROJETOS DE LOTEAMENTOS E CONDOMÍNIOS DE LOTES URBANOS
Art. 29. Uma vez elaborado o projeto do empreendimento, de acordo com as diretrizes traçadas pela Licença Urbanística Provisória, para sua aprovação definitiva o mesmo deverá ser apresentado por requerimento junto ao Poder Público Municipal, contendo via impressa e digitalizada:
A Licença Urbanística Provisória, dentro do prazo de validade, com a definição das diretrizes para uso do solo, traçado dos lotes, do sistema viário, dos espaços livres e das áreas reservadas para equipamento urbano e comunitário;
Plantas de Implantação e Situação na escala 1:2.000 em cópias impressas e gravadas em meio digital, contendo:
curvas de nível originais e os níveis de projeto, de metro em metro;
arruamento de acordo com as normas legais;
áreas de preservação permanente, se existir;
áreas institucionais, destinadas aos equipamentos públicos e comunitários;
bosques naturais ou artificiais e árvores frondosas que serão preservadas;
construções existentes;
subdivisão das quadras em lotes com as respectivas dimensões e áreas;
subdivisão das quadras em lotes com as respectivas dimensões e áreas;