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b - PONTOS A VErIfICAr

B.0.2. dOcumentOs a aPresentar

No acto da inspecção periódica deve o apresentante do veículo apresentar os seguintes documentos:

– Livrete do veículo ou documento de substituição (Impresso 1402 ou print do impresso DGV correctamente preenchido com a indicação que substitui o livrete)

– Documentos particulares (substitutos do livrete) relacionados com veículos das Forças Armadas e Forças de Segurança

– Título de registo de propriedade ou guias emitidas pela Conservatória do Registo Automóvel, desde que válidas

– Ficha da última inspecção realizada ou 2ª via da mesma.

No caso de o veículo não ter sido submetido a inspecção periódica anterior, devendo tê-lo sido, a inspecção deve ser realizada e o responsável do centro deve comunicar, de imediato, tal facto à Direcção-Geral de Viação através de documento assinado pelo mesmo responsável e pelo apresentante.

B.0.3. OBserVações e VerIfIcações

Nas inspecções periódicas procede-se às observações e verificações dos elementos de todos os sistemas, componentes, acessórios e unidades técnicas dos veículos, sem desmontagem, e aos sistemas de controlo de perturbação ambiental e dos equipamentos suplementares de instalação obrigatória em veículos de transporte público, nos termos dos anexos II e III do Decreto-Lei 554/99, onde são descritos os pontos de controlo obrigatório e que serão detalhados neste manual.

O inspector é responsável por seleccionar a linha de inspecção de acordo com o tipo e categoria do veículo, da seguinte forma:

• Linha de ligeiros:

– Veículos ligeiros autorizados para transporte público de passageiros – Ambulâncias

– Veículos utilizados no transporte escolar – Veículos automóveis licenciados para instrução – Veículos automóveis ligeiros de passageiros – Restantes veículos automóveis ligeiros

Inspecção

Os veículos ligeiros com peso bruto superior a 2800kg podem fazer o ensaio no frenómetro de ligeiros desde que o equipamento assegure o rigor do ensaio.

• Linha de pesados

– Veículos automóveis pesados

– Reboques e semi-reboques com peso bruto superior a 3500kg – Ligeiros com peso bruto superior a 2800kg

Os centros com linhas de inspecção simultaneamente para veículos ligeiros e pesados aprovadas (chamadas mistas), utilizarão as referidas linhas indistintamente para veículos ligeiros (peso medido no banco de suspensão) e pesados (peso medido no frenómetro) e ainda para veículos ligeiros com peso bruto superior a 2800kg e inferior a 3500kg (peso medido no frenómetro).

Os inspectores não podem executar ou mandar executar manobras que ponham em causa a sequência normal de inspecção. Sendo necessário repetir algum testem o veículo deverá ser reposicionado no equipamento através da realização de manobras que não ponham em causa a segurança de pessoas, veículos e equipamentos.

O inspector é responsável por conduzir a viatura, após autorização prévia do cliente, em todos os testes realizados com equipamento, com excepção da verificação das folgas e utilização do regloscópio.

Exceptua-se o caso de veículos transformados para deficientes motores, os quais poderão ser conduzidos pelo proprietário.

Após a realização da inspecção, o cliente deve estacionar o veículo em local previsto e indicado pelo inspector. Em caso de intempéries ou dificuldades inesperadas, para comodidade do utente, o veículo poderá ser estacionado na área coberta do centro por indicação do inspector.

B.0.4. cLassIfIcaçãO de defIcIêncIas

As deficiências encontradas nas observações e verificações dos pontos de controlo obrigatórios, são graduadas em três tipos:

tipo 1 — deficiência que não afecta gravemente as condições de funcionamento do veículo nem directamente as suas condições de segurança, não implicando, por isso, nova apresentação do veículo a inspecção para verificação da reparação efectuada;

tipo 2 — deficiência que afecta gravemente as condições de funcionamento do veículo ou directamente as suas condições de segurança, ou que põe em dúvida a sua identificação, devendo o mesmo, consoante o caso, ser apresentado:

a) No centro de inspecção, para verificação da reparação efectuada; ou

b) Nos serviços competentes da Direcção-Geral de Viação, para o completo esclarecimento das dúvidas respeitantes à respectiva identificação;

Inspecção

Procedimentos de Inspecção Periódica Obrigatória em Veículos Ligeiros B - 0.5 Tipo 3 — deficiência muito grave que implica a paralisação do veículo ou permite somente a sua

deslocação até ao local de reparação, devendo esta ser confirmada em posterior inspecção.

Os quadros relativos à classificação das deficiências previstas encontram-se no Despacho 5392/99 (2º série) estando também transcritos no presente manual.

Sempre que sejam observadas deficiências no veículo, devem os inspectores delas dar conhecimento ao seu apresentante, anotando-as devidamente na ficha.

B.0.5. dOcumentOs a emItIr Para cOmPrOVar a reaLIzaçãO da InsPecçãO

Para comprovar a realização das inspecções periódicas são emitidas pela entidade titular do centro de inspecção, por cada veículo inspeccionado, uma ficha de inspecção que apresenta no canto inferior esquerdo uma vinheta destacável correspondente, modelo exclusivo da Imprensa Nacional - Casa da Moeda.

A entrega da ficha de inspecção e a devolução do livrete e do título de registo de propriedade é feita pelo inspector, o qual descreve de forma clara o conteúdo da ficha de inspecção, esclarecendo o cliente de todos os aspectos técnicos relacionados com as potenciais deficiências observadas. Deve ser realizada no posto de fim de linha ou em local específico reservado, de forma a garantir a confidencialidade do processo.

O documento que comprova a realização das inspecções periódicas dos veículos matriculados noutro Estado membro da União Europeia, a circular legalmente em Portugal, é reconhecido, para todos os efeitos, pelas autoridades fiscalizadoras competentes.

Nas inspecções facultativas é emitida uma ficha de inspecção com o mesmo conteúdo da ficha de inspecção periódica, mas em papel timbrado da empresa e com numeração sequencial.

A ficha de inspecção é baseada num relatório de inspecção que pode ter duas formas:

- Modelo de relatório de inspecção (lista de verificação), preenchido e assinado pelos inspectores que intervieram na inspecção

- Sistema de consulta e registo informatizados com acesso directo (PDA/Organizer)

O centro emite um relatório para cada veículo inspeccionado. No relatório encontram-se devidamente identificadas as observações/verificações a efectuar por categoria de veículo e todas as apreciações e tomadas de decisão individuais ou colegiais.

Em caso de engano no preenchimento dos diversos campos do relatório de inspecção, deve o inspector responsável pela inspecção corrigir o erro e inserir a sua rubrica ao lado da rasura.

Inspecção

Caso se verifique a impossibilidade de se realizar a totalidade da inspecção por motivos relacionados com os aspectos construtivos do veículo, deve esse facto ficar devidamente registado no campo

“Observações” do relatório de inspecção.

Os registos emitidos automaticamente pelos equipamentos, nomeadamente os do regloscópio, frenómetro ou desacelerógrafo, banco de suspensão, ripómetro, analisador de gases ou opacímetro são anexados ao relatório de inspecção. No caso de utilização do desacelerógrafo em substituição do frenómetro, deve ser apresentada a justificação no relatório.

O centro processa informaticamente toda a informação relativa às inspecções e mantém actualizados todos os dados relativos aos veículos inspeccionados, sendo o processo de inspecção constituído pelo relatório e respectivos registos emitidos pelos equipamentos.

Os processos de inspecção serão arquivados segundo a legislação em vigor por um período não inferior a 5 anos.

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