2.5 Os dois últimos centros
2.5.1 Os dois últimos centros, casos especiais
1. Uma só peça errada (canto). Preste atenção à posição padrão:
Aqui, aplicamos a fórmula −1 ou
2−12 e obtemos uma situação fácil de
resolver:
No entanto, é útil saber de cor toda a sequência. 22−122−12
A sequência anterior é muito semelhante ao Sonho (tem 2, em vez de ).
Neste caso, aplicamos a sequência (ou fórmula) −1
2−12 e obtemos a
posição anterior (ligeiramente modificada):
E, agora, basta aplicar −1−1ou −1
22−1, para obtermos uma situação
trivial. Note-se que o movimento inicial −1 destina-se a obter a posição que
já sabemos resolver.
Note-se que mais vale fixar a seguinte posição inicial:
Aplicando a sequência 22−1, obtemos uma situação que já sabemos resolver.
No entanto, existe um algoritmo diferente, para resolver a mesma situação. Esse algoritmo é importante para a resolução de cubos com mais do que 5 ca- madas:
2.5 OS DOIS ÚLTIMOS CENTROS 57
3−12 2−13−12−12
Breve descrição do algoritmo anterior:
"Levamos a camada do meio, de modo que a peça errada, da frente, vá para o lugar onde queremos que ela fique; rodamos, em Cima; "levamos"as duas ca- madas da direita; rodamos a camada de Cima, no sentido anti-horário; "traze- mos"a camada do meio; rodamos em Cima e "trazemos"as duas camadas da direita.
3. Duas peças erradas
Este terceiro caso é facílimo, pois, ao rodarmos as duas camadas da esquerda, no sentido anti horário, as peças que vão da frente para a face de cima, acertam perfeitamente com as que lá estavam.
Então, fazemos 2−1, após o que obtemos a seguinte posição, cuja resolução é trivial:
A conclusão dos centros faz-se com −1 2.
4. Este exemplo pode ser transformado no anterior, rodando meia volta nas faces de cima e da frente:
Mas, podemos resolvê-lo diretamente, fazendo 2−1−12 .
5. Duas peças erradas
Neste caso, fazemos 22−1. Também podemos dar meia volta nas faces de
cima e da frente e resolver, rodando as duas camadas da esquerda, etc... 6. Este caso, embora parecido com os anteriores, é mais difícil.
2.5 OS DOIS ÚLTIMOS CENTROS 59 Ao rodarmos a camada , as cores não acertam:
Agora, fazendo 2−1, obtemos:
Eu costumo pensar assim: "levo"uma peça cor de laranja e "trago"duas. E obtivemos um caso que sabemos resolver.
7. Ainda duas peças erradas
Neste caso, podemos trocar uma peça, de cada vez, ou podemos resolver por tentativa e erro, ficando com uma só peça errada, em cada centro.
Normalmente, eu levo dois cantos certos e um meio errado, da Frente para Cima.
Podemos fazer −122−1 22−12 , obtendo-se uma posição que já sabe-
mos resolver:
−132−12−1−13 22−1
Como podemos ver, é mais fácil resolver intuitivamente, do que andar a decorar sequências desnecessárias. Em último caso, mais vale permutar as peças, uma a uma.
8. Duas peças erradas (Caso HI)
Eu fixei este caso, pensando que temos um H (azul), na face superior, e um I (rosa), na face da frente. A solução é bastante fácil. Ao fazermos 2, as duas peças
cor de rosa ficam alinhadas com as duas da face superior e, ao fazer 2−1, formam-se duas filas cor de rosa, na face superior, mantendo-se uma fila azul. Então, o problema está quase resolvido. A solução completa é
22−12−12
Trata-se duma posição bastante fácil, mas, infelizmente, é uma situação pouco comum.
Capítulo 3
Construção dos Meios
Para transformarmos o cubo 5×5×5 num cubo 3×3×3, temos de unir as peças de borda que têm as mesmas duas cores, formando blocos 3×1 que funcionarão como os meios do cubo 3×3×3.
Consideremos a figura seguinte, onde os centros já estão resolvidos:
Para unirmos as duas peças com vermelho e verde, rodamos as duas camadas da direita no sentido horário (2), rodamos a camada da frente no sentido horário
( ), trazemos a camada da direita de volta (−1), rodamos a camada da frente no
sentido anti horário (−1) e, por fim, trazemos de volta as duas camadas da direita (−12 ). Este processo é o mesmo que utilizávamos na resolução do cubo 4×4×4.
Após a aplicação da sequência descrita, obtemos a seguinte posição:
O passo seguinte consiste em juntar as duas peças com verde e vermelho à ter- ceira peça com as mesmas cores, obtendo-se um meio longo do cubo 3×3×3. Para conseguir isso, tentamos obter a seguinte posição:
Agora, basta aplicar a mesma sequência, para que as três peças fiquem unidas. Sequência a utilizar:
2 −1−12−1
Por vezes, não é possível chegar à posição indicada. Para unir os dois primeiros meios, podemos ter a seguinte posição:
63
Trata-se duma posição simétrica da que foi apresentada antes, pelo que apresen- tamos uma sequência muito semelhante, trabalhando com as camadas da esquerda. Rodamos as duas camadas da esquerda, no sentido anti horário, rodamos a camada da frente no sentido anti horário, trazemos a camada da esquerda de volta, rodamos a frente, no sentido horário, e trazemos de volta as duas camadas da esquerda.
Então, a sequência a aplicar é a seguinte: 2−1−1 2
A mesma sequência de movimentos é aplicada na seguinte situação:
Para resolver o cubo 5×5×5, não é necessário saber resolver o cubo 4×4×4, embora ajude saber. Se o leitor sabe resolver o cubo 4×4×4, mas utiliza outro processo para unir os meios, deve familiarizar-se com este processo apresentado, embora possa seguir outro processo. Em primeiro lugar, deve treinar a fórmula que movimenta as camadas da direita. Depois, deve treinar a fórmula que mobvimenta as camadas da esquerda, até que execute essa sequência de forma rápida e natural. Repare que a mudança da direita para a esquerda pode provocar alguma confusão inicial.
Analogamente ao caso do cubo 4×4×4, convém ir juntando mais peças de cada vez que aplicamos a fórmula.
Para isso, teremos de saber o que acontece, quando aplicamos a fórmula a um cubo resolvido ou teremos de acreditar no que eu escrevo (e que pode ser confirmado pelos leitores).
Evidentemente, estamos a considerar que a peça laranja da camada da frente tem o azul voltado para baixo.
Ao aplicarmos a sequência 2 −1−12−1, obtemos a seguinte posição:
Procedendo deste modo, ganhamos tempo, porque os três meios ficaram juntos e conseguimos dois outros meios já unidos.
Observação
Convém observar que nem sempre é possível proceder desta maneira, porque a peça azul e laranja poderá estar como na figura seguinte:
65 Neste caso, há que ter cuidado, pois não podemos colocar em baixo/frente, três meios já resolvidos. E se lá estiver uma peça com dois meios unidos eles devem ficar como os dois amarelos da figura anterior. Note-se que podemos fazer uma "habilidade", quando obtemos a posição anterior. Essa "habilidade consiste em colocar na posição que está à direita dos dois amarelos, a terceira peça azul e laranja. Em cerca de metade dos casos, vamos ter a peça colocada de modo favorável e, em metade dos casos, a peça ficará de forma desfavorável. A posição favorável é aquela em que o azul fica voltado para a frente e o laranja fica voltado para baixo. No caso da figura anterior, a peça vai ficar em posição favorável (basta imaginar que a peça azul e laranja que está por baixo das duas peças verdes e vermelhas, quando colocada no lugar da peça verde e vermelha da camada de Cima, fica desalinhada, pelo que a outra vai ficar alinhada).
Resumindo, a sequência 2 −1−12−1mantém os seis centros do cubo, separa
as peças de três meios (longos), mantém todos os restantes meios unidos e troca a posição de alguns cantos (o que não nos prejudica em nada). Os meios que são alterados são aqueles que estão "coloridos"na figura anterior.
Por fim, registe-se que o facto dos meios (longos) se manterem inalterados não significa que eles permaneçam na mesma posição do cubo.
Vejamos outro exemplo, agora "à esquerda":
Neste caso, ao aplicarmos a sequência 2−1−1
2, unimos os três meios com
azul e amarelo e unimos dois meios com verde e laranja.
Do mesmo modo, nem sempre é possível colocar todos os meios na posição an- terior, pois a peça verde e laranja poderá estar à direita da peça azul e amarela da figura anterior. Nesse caso, na camada de baixo (frente) não pode ficar um meio já resolvido e, se ficar um meio com duas peças já unidas, elas devem ficar o mais à direita possível, porque aquela peça com verde ficará à esquerda da peça com laranja (embora o verde fique voltado para baixo).
No final, quando já faltarem três (ou menos) meios para serem unidos (num total de 9, 6 ou 3 peças para serem acertadas), poderão surgir algumas dificuldades.
3.1
Unindo os meios
Retomemos o exemplo do capítulo anterior, depois da resolução dos centros:
1. Analisando o cubo, vemos que há um par de peças de borda que estão unidos. São duas peças vermelha e brancas, as quais se encontram nas camadas de baixo e da frente. Rodando a camada da frente no sentido anti horário, a terceira peça de borda vermelha e branca (é aquela que está na camada da esquerda por cima dos dois amarelos) fica na posição ideal para ser unida com as outras duas (apresentamos duas vistas diferentes do cubo):
2. Na imagem anterior, não vemos a face esquerda, mas temos duas peças vermel- has e brancas e uma peça laranja e branca, por baixo daquele peça com verde e laranja (cubo apresentado à direita). Curiosamente, a peça laranja e branca
3.1 UNINDO OS MEIOS 67 que precisamos é aquela que está na terdeira camada e na camada da direita. Fazendo , ela vem para a primeira camada, com o branco para o lado e o laranja para baixo, pelo que pode ser colocada no lugar pretendido.
3. Agora, rodamos −1:
4. Com estas "manobras", a peça amarela e laranja (a que está na face da frente entre o verde e o azul, foi devidamente colocada na posição indicada (com o branco para a frente e o laranja para baixo). Agora, vamos aplicar a sequência que permite unir as três peças vermelhas e brancas, ficando unidas duas laranja e brancas. Comecemos por afastar as peças vermelhas e brancas da camada da frente, com 2−1:
5. Agora, fazemos −2, para que, mais tarde, as cores fiquem na posição correta:
6. Agora, fazemos , trazendo as duas peças vermelhas e brancas para a camada da frente:
7. Rodamos a camada da frente ( ), voltando os blocos amarelos e o bloco ver- melho à posição vertical.
3.1 UNINDO OS MEIOS 69 8. E agora, trazemos as duas camadas da esquerda de volta, ou apenas a camada . Para diminuir o trabalho (no que diz respeito à colocação de cores no de- senho), vamos optar por fazer .
9. Com o movimento anterior, unimos as três peças de borda vermelhas e brancas, tendo ficado com duas peças brancas e laranja (aqueles dois brancos unidos, na primeira camada). Agora, temos de procurar a terceira peça laranja e branca e colocá-la de forma conveniente.Por acaso, trata-se daquele terceiro branco da primeira camada. Então, vamos rodar a direita (), para que essa peça laranja e branca fique na segunda camada:
11. Agora, vamos ter que colocar as peças laranja e brancas na posição típica (no- vamente do lado esquerdo), mudando a maneira como olhamos para o cubo:
12. Aquele azul, por baixo dos dois brancos, na camada da frente, corresponde a uma peça azul e vermelha. Logo, temos de procurar a peça vermelha e azul adequada (uma peça que fica no meio da "aresta") e colocá-la, na posição entre o laranja e o amarelo, com o vermelho para a frente e o azul para baixo. Por acaso, essa peça está visível, pois trata-se daquele azul que está na face da direita. Para que o vermelho fique de lado, fazemos −1, obtendo-se:
3.1 UNINDO OS MEIOS 71
14. Agora, voltamos a aplicar a mesma sequência de há pouco. Primeiro, 2−1:
15. Agora, fazemos −1, para compensar o movimento , que faremos mais tarde:
17. Agora, para colocar as duas peças brancas e laranja e para recolocar os blocos na vertical, fazemos :
18. Agora, trazemos o bloco verde, refazendo os centros, unindo as três pelas bran- cas e laranja e unimos duas peças azuis e vermelhas. Façamos :
19. Agora, temos que procurar a terceira peça de borda, azul e vermelha. Por coincidência, é aquela peça azul na camada da esquerda, pelo que basta fazer , para que as três peças fiquem em posição:
3.1 UNINDO OS MEIOS 73 20. Vamos mudar a posição do cubo, colocando o centro vermelho para cima e o
centro branco para a frente:
21. Neste caso, ao contrário dos dois casos anteriores, as três peças que pretendemos unir ficaram no lado direito. E vamos ter que encontrar a peça verde e amarela (peça de borda, mas central) e colocá-la com o verde para a frente e o amarelo para baixo. Só que essa peça já está à esquerda da peça azul e vermelha, pelo que não podemos colocá-la onde pretendíamos. Ora o que não tem remédio, remediado está, pelo que não há nada mais a fazer sobre isso. O que devemos ver é se aqueles dois verdes de baixo têm as cores de baixo iguais ou diferentes. Por acaso, são diferentes (vermelho e laranja), pelo que podemos aplicar a se- quência sem receio de estragar alguma coisa que já esteja feita. O primeiro movimento é 2, levando as duas peças azuis e vermelhas para a camada de
cima:
22. Agora, rodamos a camada da frente ( ), colocando os blocos do centro na horizontal, para que, depois, voltem para a posição vertical:
23. Trazemos as duas peças azuis e vermelhas, para a frente, fazendo −1:
24. Agora, vamos colocar as duas peças azuis e vermelhas na camada de cima, re- colocando (ao mesmo tempo) os blocos do centro da frente na vertical, fazendo −1:
3.1 UNINDO OS MEIOS 75
26. Como não temos nenhum par de peças meio formado, vamos ter que escolher dois para serem unidos. Das peças visíveis (na figura anterior), há duas que podem ser unidas, por terem as mesmas cores: a peça central amarela-laranja e aquele amarelo da segunda camada (tem o laranja voltado para a esquerda). Vamos ter que aproximar uma peça da outra, pelo que podemos rodar a ca- mada da esquerda, no sentido anti horário (−1):
27. A peça amarela-laranja tem a parte laranja voltada para a esquerda, pelo que ao fazermos −1, ela fica com as cores invertidas. Mas, façamos −1:
28. Agora, fazemos , para que as cores fiquem na posição correta:
29. Temos de reorientar o cubo, colocando as duas peças no lado esquerdo, pelo que o centro branco ficará para cima e o centro vermelho ficará para a frente:
30. Aquele vermelho da esquerda, segunda camada, corresponde a uma peça ver- melha e amarela, pelo que vamos procurar a peça vermelha e amarela central, para ser devidamente colocada (na posição à esquerda daquele amarelo da primeira camada, onde está um azul).Essa peça está visível (na camada da direita), pelo que damos meia volta, na camada da direita, continuando a peça com o amarelo para o lado:
3.1 UNINDO OS MEIOS 77 31. Agora, trazemos a peça vemelha e amarela para a frente, fazendo −1:
32. Segue-se a sequência para unir meios (no lado esquerdo), a qual começa por 2−1, afastando as peças amarelas-laranja da camada da frente:
33. Continuamos com −1, para compensar o que vamos fazer, dois movimentos
adiante:
35. Agora, rodamos a camada da frente ( ):
36. E refazemos os centros, unindo os dois pares de meios, com :
37. A terceira peça amarela e laranja está visível, pelo que fazemos , aproximando- a do par com as mesmas cores:
3.1 UNINDO OS MEIOS 79
38. Agora, rodamos a frente:
39. Como podemos ver, na figura anterior, temos que colocar as peças no lado esquerdo, passando o centro azul para a frente e mantendo o centro branco em cima (embora fosse possível "trabalhar"na posição anterior). Nova posição do cubo:
40. Agora, temos de saber qual a outra cor da peça azul que está por baixo do par laranja-amarelo. Por coincidência, a outra cor é laranja e a peça de borda
central azul e laranja já está colocada na posição certa com as cores certas. É uma situação rara de ocorrer, mas aconteceu. Então, começamos pelo primeiro movimento da sequência, ou seja, 2−1.
41. Rodamos a camada da frente, no sentido anti horário, ou seja, −1:
3.1 UNINDO OS MEIOS 81 43. Rodamos a frente, recolocando os blocos do centro da frente na vertical ( ):
44. E refazemos os centros, unindo as peças pretendidas, fazendo :
Obtivemos, assim, mais um meio completo (o meio amarelo e laranja). E temos dois meios unidos (duas peças vermelhas e amarelas que não estão visíveis na figura anterior).
45. Por coincidência, aquelas duas peças da camada de baixo, com a cor laranja têm o azul voltado para baixo, pelo que podemos optar por este par ou pelo outro. Precisamos encontrar a terceira peça vermelha e branca ou a terceira peça azul e laranja. Por acaso, se fizermos −1, a peça azul e laranja aparece,
46. Para que as duas peças fiquem devidamente posicionadas, basta reorientar o cubo, mantendo o centro azul na frente e passando o centro branco para a direita. E mais uma vez, vamos ter as peças a unir, no lado esquerdo:
Antes de unirmos as peças azuis e laranja, devemos colocar devidamente uma outra peça. O verde por baixo das três peças de cor laranja (camada da esquerda) é duma peça verde e vermelha, pelo que devemos colocar a peça vermelha e verde central na posição à esquerda do branco (primeira camada, frente). Comecemos por descobrir onde está essa peça vermelha e verde: Por feliz coincidência, trata-se daquele verde central da face da direita, camada de baixo. Se o trouxermos para a frente, a peça fica com as cores invertidas, rel- ativamente ao que pretendemos. Logo, temos de fazer uma pequena manobra, para colocar o vermelho para o lado e o verde para baixo.
Então, começamos por −1:
47. Agora, fazemos −1, levando a peça para a primeira camada, com o vermelho para o lado e o verde para baixo:
3.1 UNINDO OS MEIOS 83
48. Agora, rodamos 2, trazendo a peça verde e vermelha para a frente:
E obtivemos a posição que permite unir os três meios azuis e laranja, bem como, unir duas peças vermelhas e verdes.
49. Mais uma vez, começamos por 2−1:
51. Segue-se :
52. E, depois, , colocando os blocos do centro da frente na vertical:
3.1 UNINDO OS MEIOS 85
54. Temos duas peças vemelhas e brancas unidas (os dois amarelos que vemos na camada da esquerda) e duas peças vermelhas e verdes (od dois vermelhos que vemos na face da frente. Então, precisamos de encontrar a peça de borda com vermelho e verde ou com vermelho e laranja. Vamos optar pela peça vermelha e amarela, porque está visível e é fácil de colocá-la junto das outras duas com as mesmas cores. Essa peça vermelha e amarela é aquele amarelo da quarta camada, pelo que basta rodar a camada de trás no sentido horário ( ):
55. Reposicionamos o cubo, com o centro verde para cima e o centro vermelho para a frente:
56. E mais uma vez, as peças a unir ficaram no lado esquerdo do cubo. Temos de saber qual a outra cor da peça que tem aquele verde da camada da esquerda. A outra cor é o branco, pelo que precisamos de encontrar a peça verde e branca centralpara ser colocada na terceira posição da camada da frente e de baixo, com o branco para a frente e o verde para baixo. Essa peça está escondida, pelo que vamos dar meia volta na camada de trás, para que ela passe para a parte direita do cubo (e vai ficar visível):
57. A peça verde e branca que pretendemos corresponde ao branco da terceira ca- mada (horizontal) e camada de trás. Como pretendemos que o branco fique para o lado, rodamos a camada da direita, no sentido horário:
58. Agora, rodamos a camada de baixo no sentido anti horário, colocando a peça verde e branca na posição adequada:
3.1 UNINDO OS MEIOS 87
59. Mais uma vez, começamos com 2−1:
60. continuamos com −1, para compensar o que faremos adiante:
62. Rodamos a camada da frente:
63. E refazemos os centros com , completando mais uma peça de meio (de borda), ou se preferirmos, mais uma aresta:
Nesta posição, temos 6 arestas devidamente formadas e, pelo menos dois pares de peças já unidas. São as peças verdes e brancas e as peças verdes e vemelhas. As peças verdes e vermelhas são as que vemos junto ao canto superior dire- ito da camada de trás. E já estão devidamente posicionadas, pelo que basta reposicionar o cubo.
3.1 UNINDO OS MEIOS 89 64. Reposicionando o cubo:
65. Antes de unirmos as peças vermelhas e verdes, devemos colocar a peça azul e branca central, na camada de baixo e da frente. O ideal é que ela já lá estivesse (está lá um azul...). Mas não está. Por acaso, é fácil de colocá-la lá, pois basta fazer −1:
66. Agora, as peças que pretendemos unir ficaram do lado direito, pelo que começamos com 2:
67. Rodamos a camada da frente no sentido horário:
68. Trazemos a camada da direita de volta (−1):
69. Continuamos com −1, para que as peças do centro da frente fiquem devida-
mente posicionadas:
3.1 UNINDO OS MEIOS 91
71. Neste momento, temos sete arestas prontas. E já temos duas peças erdes e brancas unidas, bem como duas peças azuis e brancas. A maneira mais fácil de continuar é fazer 2, ou seja, dar meia volta na camada de baixo: