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VOTO-VISTA DO EXMO. SR. CONSELHEIRO EM SUBSTITUIÇÃO MARCO ANTONIO DA SILVA:

Tratam os presentes autos de CONSULTA formulada pelo Sr. Theodorico

de Assis Ferraço, então Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do

Espírito Santo, indagando acerca dos seguintes questionamentos:

g) Se o limite estabelecido no inciso XI do artigo 37 da Constituição Federal para fixação dos subsídios dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado, limitado em noventa inteiro e vinte e cinco centésimos por cento do subsidio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, constitui limite para a fixação dos subsídios dos membros do Tribunal de Contas, do Ministério Público, dos Procuradores e Defensores Públicos?

h) Se os subsídios dos Ministros do Supremo Tribunal Federal constitui limite para o pagamento de parcelas relativas ao exercício de cargos comissionados, de função gratificada e outras correlatadas, que superem o limite do item anterior para os integrantes das carreiras nele mencionadas?

i) Se o teto aplicável a essas carreiras, na forma da resposta dos itens anteriores, deve ser aplicado nos casos de acumulação lícita de proventos de aposentadoria com a remuneração devida pelo exercício de cargos acumuláveis, de cargos eletivos ou de cargos de comissão, ressalvados no § 10, do art. 37, da Constituição Federal?

j) Para a aplicação do teto remuneratório nos casos mencionados no item anterior devem ser considerados os valores de cada vinculo individualmente, aplicando-se neste caso um teto sobre cada um deles, ou cumulativamente, aplicando-se neste caso o maior teto sobre a soma dos valores de ambos os vínculos?

k) No mesmo sentido do item anterior, para aplicação do teto remuneratório, quais a s parcelas que não podem exceder o seu valor, embora não se somem entre si e nem com a remuneração do mês em que der o pagamento, a exemplo daquelas correspondentes ao decimo terceiro salário, do terço constitucional de férias e da gratificação por encargo de professor?

l) Em todas as hipóteses acima referidas, quais são os casos que podem ultrapassar o teto remuneratório dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, notadamente, as parcelas de caráter indenizatório previstas na legislação estadual, tendo em vista o disposto no § 11, do art. 37, da Constituição Federal?

Na sequência dos atos e fatos, após manifestação da área técnica, nos termos da Orientação Técnica de Consulta 00040/2015-4, e do Ministério Público Especial de Contas, conforme Parecer 02445/2017-8, o Relator prolatou o voto

06175/2017-8, acompanhando parcialmente o entendimento da área técnica e do

Ministério Público Especial de Contas.

O então Conselheiro em Substituição João Luiz Cotta Lovatti, após pedido de vista, prolatou o voto vista 00125/2017-9, divergindo em parte do entendimento do Relator, no que foi acompanhado pelo douto representante do Ministério Público Especial de Contas, conforme o Parecer 06613/2017-1.

Concedida vista dos autos ao Conselheiro Domingos Augusto Taufner, este, nos termos do voto vista 00029/2018-2, votou acompanhando, parcialmente, o entendimento do Relator e do Conselheiro em Substituição.

Assim, a fim de melhor conhecer a matéria, solicitei vistas dos autos para formar a devida convicção.

É o sucinto relatório.

V O T O D E V I S T A

A Consulta foi formulada pelo Sr. Theodorico de Assis Ferraço, então Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, buscando resposta aos questionamentos antes indicados.

1. DOS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE:

Inicialmente, verifico que há necessidade de manifestação acerca dos requisitos de admissibilidade descritos no artigo 122, II, § 1º da Lei Complementar Estadual nº 621/2012, que assim dispõe:

[...]

Art. 122. O Plenário decidirá sobre consultas quanto às dúvidas suscitadas na aplicação de dispositivos legais e regulamentares concernentes à matéria de sua competência, que lhe forem formuladas pelas seguintes autoridades:

I - Governador do Estado e Prefeitos Municipais;

II - Presidente da Assembleia Legislativa e de Câmaras Municipais; III - Presidente do Tribunal de Justiça e Procurador Geral de Justiça; IV - Procurador Geral do Estado e Defensor Público Geral do Estado; V - Secretário de Estado;

VI - Presidente das comissões permanentes da Assembleia Legislativa e das Câmaras Municipais;

VII - Diretor presidente de autarquia, fundação pública, empresa estatal e de sociedade de economia mista cujo controle societário pertença ao Estado ou aos Municípios.

§ 1º A consulta deverá conter as seguintes formalidades: I - ser subscrita por autoridade legitimada;

II - referir-se à matéria de competência do Tribunal de Contas; III - conter indicação precisa da dúvida ou controvérsia suscitada; IV - não se referir apenas a caso concreto; (...) – g.n.

Assim, quanto aos requisitos de admissibilidade da consulta formulada, da análise dos autos, em consonância com o entendimento técnico e do Órgão Ministerial, entendo que a mesma deve ser conhecida, vez que estão presentes todos os requisitos de admissibilidade preceituados no artigo 122 antes referido, motivo pelo qual conheço da consulta formulada.

2. DO MÉRITO DA CONSULTA:

Da análise dos autos, verifico que a área técnica, nos termos da Orientação Técnica de Consulta 00040/2015-4, conclusivamente, assim manifestou-se, verbis:

[...]

III. CONCLUSÃO

Por todo o exposto, quanto ao mérito, sugere-se que a presente consulta seja respondida da seguinte maneira:

a) Quanto ao primeiro questionamento, adotando-se os termos do Acórdão TC n. 293/2012, o subteto de 90,25% do subsídio do ministro do STF deve ser considerado para a fixação dos subsídios dos membros do Ministério Público (promotores de justiça e procuradores de justiça), dos Procuradores e dos Defensores Públicos. Quanto aos Desembargadores e aos membros das Cortes de Contas (por força do art. 74, § 3º, da Constituição Estadual), o referido subteto deve ser aplicado para a fixação do respectivo subsidio, ficando a remuneração total sujeita ao teto geral (subsidio do Ministro do STF), exceto em relação às vantagens referidas no item II.6 desta instrução, às quais não estão submetidas ao citado limite;

b) Quanto ao segundo questionamento, revisando-se o entendimento trazido pelo Acórdão TC n. 293/2012, deve-se admitir que as verbas relativas ao exercício de funções de direção e chefia não se submetam ao teto remuneratório do art. 37, XI, da CF;

c) Em relação ao terceiro questionamento, revisando-se o entendimento trazido pelo Acórdão TC n. 293/2012, deve-se admitir a percepção de proventos de aposentadoria com a remuneração pelo exercício de cargos acumuláveis, mandatos eletivos ou cargos em comissão (art. 37, § 10, da CF), mesmo que a soma deles ultrapasse o teto geral, desde que respeitados os subtetos respectivos em cada vinculo isoladamente; d) Em relação ao quarto questionamento, revisando-se o entendimento trazido pelo

Acórdão TC n. 293/2012, em caso de acumulação lícita de remuneração, subsídio, proventos ou pensões, deve-se considerar o teto remuneratório específico para cada vinculo isoladamente e não a soma deles;

e) Quanto ao quinto questionamento, deve-se admitir a percepção, mesmo acima do teto remuneratório fixado no art. 37, XI, da CF, das verbas referentes aos direitos sociais previstos no art. 39, § 3º, da CF, bem como ao exercício de atribuições de direção ou chefia, referentes aos direitos sociais do art. 39, § 3º, referentes a encargo de professor e ao abono de permanência.

f) Quanto ao sexto questionamento, deve-se admitir a percepção acima do teto remuneratório dos direitos sociais do art. 39, § 3º, da CF, além das hipóteses de

acumulação lícita de remuneração, subsídio, proventos ou pensões, em que serão considerados os tetos respectivos isoladamente. Além desses, conforme a OTC 40/2015, a doutrina reconhece por interpretação sistemática, a possibilidade de recebimento do abono de permanência. - g.n.

Por seu turno, o douto representante do Ministério Público Especial de Contas, através do Parecer 02445/2017-8, manifestou-se nos seguintes termos, verbis:

[...]

Ante o exposto, o Ministério Público de Contas manifesta-se:

1 – Pela rejeição da desistência desta Consulta, nos termos fundamentados em sede preliminar deste Parecer e, no mérito,

2 – de acordo com a Área Técnica no tocante aos itens “a”, “d”, “e” e “f”;

3 – dissentindo no tocante aos itens “b” e “c”, nos termos dos fundamentos fático-jurídicos delineados. – g.n.

Verifico que o Conselheiro Relator, nos termos do 06175/2017-8, acompanhando parcialmente o entendimento da área técnica e o Ministério Público Especial de Contas, votou nos seguintes termos, verbis:

[...]

VISTOS, relatados e discutidos estes autos, DELIBERAM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo, reunidos em sessão do Plenário, ante as razões expostas pelo relator, em conhecer da presente Consulta, para que no mérito seja respondida parcialmente de acordo com a Instrução Técnica de Consulta 40/2015, de acordo com a fundamentação contida neste voto, nos seguintes termos:

m) Quanto ao primeiro questionamento, adotando-se os termos do Acórdão TC n. 293/2012, o subteto de 90,25% do subsídio do ministro do STF deve ser considerado para a fixação dos subsídios dos membros do Ministério Público (promotores de justiça e procuradores de justiça), dos Procuradores do Estado e dos Defensores Públicos. Quanto aos membros do Poder Judiciário e do Tribunal de Contas (por força do art. 74, § 3º, da Constituição Estadual), o referido subteto deve ser aplicado para a fixação do respectivo subsídio, ficando a remuneração total sujeita ao teto geral (subsídio de Ministro do STF);

n) Quanto ao segundo questionamento, divergindo da Orientação Técnica 40/2015 e acompanhando o Ministério Público de Contas, não se pode admitir a inexistência de limites para a remuneração, o que contrariaria o espírito da norma constitucional, que estabelece a limitação.

Assim, no caso dos magistrados estaduais e membros do Tribunal de Contas cujo subsídio é fixado pelo subteto, a percepção cumulativa de função de chefia e direção fica limitada ao teto, que é o subsídio do Ministro do Supremo Tribunal Federal.

No caso dos demais agentes mencionados, ou seja, para os membros do Ministério Público (promotores de justiça e procuradores de justiça), dos Procuradores do Estado e dos

Defensores Públicos, não há exceção que permita que na remuneração total seja ultrapassado o subteto de 90,25% do subsídio do Ministro do STF.

o) Nas hipóteses de acumulação lícita de proventos de aposentadoria com a remuneração devida pelo exercício de cargos acumuláveis, de cargos eletivos ou de cargos em comissão, ressalvados no § 10, do art. 37, da Constituição Federal, deve-se utilizar a limitação do teto para cada um dos vínculos separadamente, afastada a observância do teto remuneratório quanto ao somatório dos ganhos do agente público.

p) Em relação ao quarto questionamento, conforme consta da Orientação Técnica OTC 40/215, o questionamento foi respondido no item anterior, devendo ser considerado cada vínculo individualmente, com seu teto específico, desprezando-se o fato de a soma deles superar o limite previsto no art. 37, XI, da CF.

q) Quanto ao quinto questionamento, há parcelas cuja natureza especial podem gerar remuneração superior ao teto, como o décimo terceiro salário, o terço constitucional de férias, o adiantamento de férias, o trabalho extraordinário de servidores, o abono de permanência em serviço (art. 40, § 19, CF) e a remuneração pelo exercício do magistério.

r) Quanto ao sexto questionamento, deve-se admitir a percepção acima do teto remuneratório dos direitos sociais do art. 39, § 3º, da CF, além das hipóteses de acumulação lícita de remuneração, subsídio, proventos ou pensões, em que serão considerados os tetos respectivos isoladamente. Além desses, conforme a OTC 40/2015, a doutrina reconhece por interpretação sistemática, a possibilidade de recebimento do abono de permanência.

Cientificar o consulente.

Verifico, ainda, que em seu voto de vista 00125/2017-9, o Conselheiro em Substituição João Luiz Cotta Lovatti, votou nos seguintes termos, verbis:

[...]

VISTOS, relatados e discutidos estes autos, DELIBERAM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo, reunidos em sessão do Plenário, ante as razões expostas, em conhecer da presente Consulta, para que no mérito responde-la nos seguintes termos:

a) Quanto ao primeiro questionamento. Adotando-se os termos do Acórdão TC n. 293/2012, o subteto de 90,25% do subsídio do ministro do STF deve ser considerado para a fixação dos subsídios dos membros do Ministério Público (promotores de justiça e procuradores de justiça), dos Procuradores do Estado e dos Defensores Públicos. Quanto aos membros do Poder Judiciário e do Tribunal de Contas (por força do art. 74, § 3º, da Constituição Estadual), o referido subteto deve ser aplicado para a fixação do respectivo subsídio, ficando a remuneração total sujeita ao teto geral (subsídio de Ministro do STF).

b) Quanto ao segundo questionamento. Divergindo da Orientação Técnica 40/2015 e acompanhando o Ministério Público de Contas, não se pode admitir a inexistência de limites para a remuneração, o que contrariaria o espírito da norma constitucional, que estabelece a limitação.

Assim, no caso dos magistrados estaduais e membros do Tribunal de Contas cujo subsídio é fixado pelo subteto, a percepção cumulativa de função de chefia e direção fica limitada ao teto, que é o subsídio do Ministro do Supremo Tribunal Federal.

No caso dos demais agentes mencionados, ou seja, para os membros do Ministério Público (promotores de justiça e procuradores de justiça), dos Procuradores do Estado e dos

Defensores Públicos, não há exceção que permita que na remuneração total seja ultrapassado o subteto de 90,25% do subsídio do Ministro do STF.

c) Quanto ao terceiro questionamento. Aplica-se o teto remuneratório ao somatório dos ganhos do agente público que perceba simultaneamente proventos de aposentadoria decorrentes do art. 40 ou dos arts. 42 e 142 da Constituição Federal com a remuneração de cargos eletivos ou cargos em comissão.

d) Quanto ao quarto questionamento. O questionamento foi respondido no item anterior, devendo ser considerado a soma dos vínculos para efeito de aferição do teto.

e) Quanto ao quinto questionamento. As vantagens pessoais integram o somatório da remuneração para apuração do teto constitucional, mantidas aquelas decorrente de acréscimos remuneratórios por serviços prestados pelo servidor e se excluem, no entanto, as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei.

f) Quanto ao sexto questionamento. Deve-se admitir a percepção acima do teto remuneratório dos direitos sociais do art. 39, § 3º, da CF.

Verifico, também, que em nova manifestação, o douto representante do Ministério Público Especial de Contas, através do Parecer 06613/2017-1, manifestou-se nos seguintes termos, verbis:

[...]

Ante o exposto, o Ministério Público de Contas, acompanhando o entendimento do voto vista do eminente Conselheiro João Luiz Cotta Lovatti, no tocante ao terceiro questionamento, manifesta-se no sentido de que se aplica o teto remuneratório ao somatório dos ganhos do agente público que perceba simultaneamente proventos de aposentadoria decorrentes do art. 40 ou dos arts. 42 e 142 da Constituição Federal com a remuneração de cargos eletivos ou cargos em comissão. – g.n.

Verifico, por fim, que no voto de vista 00029/2018-2, o Conselheiro Domingos Augusto Taufner, voltou nos seguintes termos, verbis:

[...]

Vistos, relatados e discutidos estes autos, DELIBERAM os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo, reunidos em Sessão Colegiada, ante as razões expostas pelo Relator, em:

5. Conhecer da presente Consulta, tendo em vista que estão presentes todos os requisitos de admissibilidade;

6. Quanto ao mérito, para respondê-la no seguinte sentido:

g) Quanto ao primeiro questionamento, adotando-se os termos do Acórdão TC nº 293/2012, o subteto de 90,25% do subsídio do Ministro do STF deve ser considerado para a afixação dos subsídios dos membros do Ministério Público (promotores de justiça e procuradores de justiça), dos Procuradores do Estado e dos Defensores Públicos. Quanto aos membros do Poder Judiciário e do Tribunal de Contas (por força do art. 74§3º, da Constituição Estadual), o referido subteto deve ser aplicado para a fixação do respectivo subsídio, ficando a remuneração total sujeita ao teto geral (subsídio de Ministro do STF).

h) Quanto ao segundo questionamento, os adicionais remuneratórios devido pelo exercício de uma nova função não poderão exceder o subsídio de Ministro de STF, isso para magistrados, membros dos Tribunais de Contas, do Ministério Público, Defensores

Públicos e Procuradores Estaduais.

i) Quanto ao terceiro questionamento, aplica-se o teto remuneratório constitucional ao somatório dos ganhos do agente público que perceba simultaneamente proventos de aposentadoria decorrentes do art. 40 ou dos arts. 42 e 142 da Constituição Federal com a remuneração de cargos eletivos ou cargos em comissão, observando-se o alcance do entendimento do STF, cuja interpretação atinge somente a cargos acumuláveis na ativa, permitindo que, no caso deles, seja possível incidir o teto aplicável a cada um de maneira separada, sem que sejam somados e comparados com o de Ministro do STF.

j) Quanto ao quarto questionamento, para efeito de aferição do teto, deve ser considerada a soma dos vínculos do agente público que perceba simultaneamente proventos de aposentadoria decorrentes do art. 40 ou dos arts. 42 e 142 da Constituição, juntamente com a remuneração de cargos eletivos ou cargos em comissão.

k) Quanto ao quinto questionamento, as parcelas mencionada

décimo terceiro salário, terço constitucional de férias e remuneração pelo exercício do abono de permanência em serviço, ao serem somadas podem ultrapassar o teto a que estejam submetidas. Entretanto, cada uma delas individualmente não poderá suplantar o seu respectivo teto remuneratório.

l) Quanto ao sexto questionamento, deve-se admitir a percepção acima do teto remuneratório dos direitos sociais do art. 39 §3º da CF, além, da hipótese de acumulação lícita de remuneração oriunda de casos autorizados constitucionalmente de acumulação de cargos, empregos ou funções, em que serão considerados os tetos isoladamente. Além desses, conforme a OTC 40/2015, a doutrina reconhece por interpretação sistemática, a possibilidade de recebimento de abono de permanência. As verbas indenizatórias não são consideradas para fins de aplicação de teto.

7. Dê-se ciência ao consulente.

8. Após os tramites legais, arquive-se. – g.n.

Denota-se que os Eminentes Conselheiros, através dos votos exarados, bem como o douto representante do Parquet de Contas, em seu Parecer, acompanharam e divergiram parcialmente do Relator, evidenciando, assim, seus posicionamentos.

Desse modo, passo a tecer considerações, relativas aos entendimentos dos Eminentes Conselheiros, com base no questionamento formulado pelo Consulente:

a. Se o limite estabelecido no inciso XI do artigo 37 da Constituição Federal para fixação dos subsídios dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado, limitado em noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, constitui limite para a fixação dos subsídios dos membros do Tribunal de Contas, do Ministério Público, dos Procuradores e Defensores Públicos?

Em relação a este item, o Relator dos autos entendeu que “quando houver

direito de acrescer alguma vantagem legal ao subsídio dos magistrados estaduais e membros do Tribunal de Contas fixados com base no subteto, esse total não poderá ultrapassar o valor do subsídio dos membros do STF, cujo valor é também, nesse sentido, teto de remuneração”.

O Eminente Conselheiro João Luiz Cotta Lovatti, em seu voto de vista acompanhou o Conselheiro Relator.

Quanto a este item, o Eminente Conselheiro Domingos Augusto Taufner, em seu voto de vista acompanhou o Conselheiro Relator.

O Eminente Conselheiro Sérgio Manoel Nader Borges, manifestou-se em sessão, acompanhando o Conselheiro Relator.

b. Se os subsídios dos Ministros do Supremo Tribunal Federal constitui limite para o pagamento de parcelas relativas ao exercício de cargos comissionados, de função gratificada e outras correlatadas, que superem o limite do item anterior para os integrantes das carreiras nele mencionadas?

Em relação a este item, o Relator dos autos entendeu que “no caso dos

magistrados estaduais e membros do Tribunal de Contas cujo subsídio é fixado pelo subteto, a percepção cumulativa de função de chefia e direção fica limitada ao teto, que é o subsídio do Ministro do Supremo Tribunal Federal”,

acompanhando o entendimento “contido no Parecer 2445/2017 do Ministério

Público no sentido de que em relação aos membros do Ministério Público e Procuradores do Estado e Defensores Públicos, quando exercem cargos comissionados ou funções de direção e chefia, têm o somatório de sua remuneração limitado ao subteto constitucional de 90,25% do subsídio do Ministro do STF”.

O Eminente Conselheiro João Luiz Cotta Lovatti, em seu voto de vista acompanhou o Conselheiro Relator.

Quanto a este item, o Eminente Conselheiro Domingos Augusto Taufner, em seu voto de vista divergiu do Conselheiro Relator, do voto de vista do Conselheiro João Luiz Cotta Lovatti e do Ministério Público de Contas.

O Eminente Conselheiro Sérgio Manoel Nader Borges, manifestou-se em sessão, divergindo do Conselheiro Relator e acompanhando o Conselheiro Domingos Augusto Taufner.

c. Se o teto aplicável a essas carreiras, na forma da resposta dos itens anteriores, deve ser aplicado nos casos de acumulação lícita de proventos de aposentadoria com a remuneração devida pelo exercício de cargos acumuláveis, de

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