Art. 26. Os serviços que realizem assistência em regime de internação, parcial ou integral, inclusive hospitalar, devem oferecer as seguintes condições mi ́nimas para o exerci ́cio da medicina:
I – equipe profissional composta por médicos e outros profissionais qualificados, em número adequado à capacidade de vagas do estabelecimento. II – pessoal de apoio em quantidade adequada para o desenvolvimento das demais obrigações assistenciais.
III – equipamentos essenciais de diagnóstico e tratamento de acordo com as finalidades a que se destine o estabelecimento, incluindo material para atendimento de parada cardiorrespiratória.
IV – plantão médico presencial permanente durante todo o peri ́odo de funcionamento do serviço.
1. Os plantões devem obedecer à carga horária estipulada na legislação trabalhista ou em acordo do Corpo Cli ́nico;
2. As principais ocorrências do plantão devem ser assentadas em Livro próprio ao término de cada jornada de trabalho;
3. O médico plantonista não pode ausentar-se do plantão, salvo por motivo de força maior, justificada por escrito ao diretor técnico médico;
4. O médico plantonista obriga-se a esperar seu substituto e, ao fazer a passagem de plantão, a informar-lhe sobre as principais ocorrências;
5. Em caso de atraso, ou falta, de seu substituto, deve o plantonista entrar em contato com o diretor técnico médico e/ou chefe do serviço para que estes providenciem a solução, ou eles próprios venham substituir o faltoso até que a providência definitiva seja adotada;
6. Mesmo na condição citada acima, o plantonista deve permanecer em seu posto de trabalho até a chegada do substituto.
7. Nos serviços de urgência e emergência, o médico plantonista atenderá a toda a demanda que os procure, com a ressalva de que a regulação quanto ao número de atendimentos e outras providências de funcionamento estarão disciplinadas em resolução própria para urgência e emergência.
8. Em todos os ambientes médicos onde se realizem turnos de plantão é obrigatório área de repouso médico.
V – farmácia/dispensário de medicamentos.
VI – unidade de nutrição e dietética (próprio ou terceirizado). VII – sala de curativo/sutura.
VIII – central de material esterilizado (próprio ou terceirizado).
IX – área de expurgo ou sala de utilidades acordo com as regras sanitárias. X – DML
XI – central ou fonte de gases medicinais. XII – almoxarifado.
XIII – gerador de energia naqueles serviços onde a interrupção do fornecimento energético comprometa a segurança da assistência, a exemplo de UTIs, serviços de urgência e emergência, centros cirúrgicos eletivos, e em locais onde se conserve medicamentos e insumos biológicos que requeiram refrigeração conti ́nua e outros assim entendidos em regras especi ́ficas.
Art. 27. A depender da natureza e da finalidade do estabelecimento que realiza assistência em regime de internação, parcial ou integral, além dos requisitos descritos no artigo anterior são também condições mi ́nimas para o exerci ́cio da Medicina:
I – centro cirúrgico com infraestrutura adequada aos procedimentos a serem aplicados.
II – sala de parto normal e cirúrgico, em caso de maternidade.
1. É obrigatória a presença de médico obstetra, anestesista e pediatra ou neonatologista nas maternidades onde se façam partos normais, de risco e cirúrgicos;
2. Os partos normais, em gestantes de risco habitual, realizados por parteiras e enfermeiras obstétricas, em maternidades ou Centros de Parto devem ser supervisionados por médicos nos termos do artigo 22 parágrafos 1o e 2o desta resolução.
3. Os Centros de Parto devem estar circunscritos à área da maternidade, com infraestrutura para abordar as emergências obstétricas imediatamente.
III – sala de recuperação pós-anestésica. IV – unidade de cuidados intermediário.
V – UTI geral, cardiológica, neurológica, pediátrica e neonatal, compati ́vel com o porte e a finalidade do estabelecimento.
VII – unidade de serviço hemoterápico. VIII – necrotério.
IX – serviço de engenharia para infraestrutura, manutenção de equipamentos e de segurança do trabalho (próprio ou terceirizados).
Parágrafo único. Nos serviços onde se praticam internações parciais, como Hospital Dia e Caps, nos hospitais de pequeno porte, até 50 leitos, e nos ambulatórios e Caps AD II, III e Caps III é obrigatória a presença de pelo menos um médico durante todo o horário de funcionamento cobrindo a porta de entrada e a assistência à intercorrência em internos, não eximindo, entretanto, o serviço, da obrigação de ter médico assistente ou diarista para as prescrições de manutenção e ambulatoriais, de acordo com a demanda.
Art. 28. O tratamento dado a pacientes de serviços e estabelecimentos de internação médica deve ser regular, conti ́nuo e abrangente, incluindo fornecimento de alimentação, medicamentos e de higiene.
§1o. Serviços geriátricos, de cuidados paliativos e psiquiátricos, devem garantir o acesso dos pacientes aos recursos médicos, cli ́nicos ou cirúrgicos, que se fizerem necessários no curso do tratamento.
§ 2o. As comunidades terapêuticas de natureza médica deverão ser dotadas das mesmas condições que os demais estabelecimentos de hospitalização, garantindo plantão médico presencial durante todo o seu horário de funcionamento, e presença de médicos assistentes e equipe completa de pessoal, de acordo com a Lei no 10.216/01, as presentes normas e o Manual de Vistoria e Fiscalização da Medicina no Brasil.
§ 3o. Os serviços destinados a cuidados médicos intensivos ou semi-intensivos, incluindo internações breves para desintoxicação, devem preencher os requisitos de suporte à vida, conforme definem estas normas e o Manual de
Vistoria e Fiscalização da Medicina no Brasil para estabelecimentos de assistência em regime de internação, parcial ou integral, incluindo médico plantonista durante todo o seu período de funcionamento.
Art. 29. Nos termos destas normas não são considerados serviços de assistência médica os serviços residenciais, sociais e de reabilitação que não tenham finalidade médica, tais como centros de convivência, moradias supervisionadas, asilos, comunidades terapêuticas não médicas (acolhedoras) e similares.
§ 1o. Nesses estabelecimentos não devem ocorrer prescrições médicas, sendo terminantemente vedadas internações involuntárias e compulsórias em função de transtorno psiquiátrico, entre os quais a dependência qui ́mica, ou de patologias que requeiram atenção médica presencial e constante.
§ 2o. As instituições de assistência aos idosos, com caracteri ́sticas asilares, organizarão seu departamento de prescrições médicas de acordo com normas especi ́ficas para os consultórios de geriatria, sendo permitida a prescrição de medicamentos para as rotinas geriátricas e vetadas as prescrições que exijam infraestrutura hospitalar para sua administração.
CAPI ́TULO VIII