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regulamento para a cobrança do sello federal, estabeleceu as seguintes taxas:
Os livros dos commerciantes, inclusive os das sociedades commerciaes, corretores, leiloeiros, trapicheiros e empresarios de armazens de deposito, e os livros das sociedades anonymas, pagam o sello de $044 por folha, que não exceda de 33 centímetros de comprimento e 22 de largura, excluídas as folhas addicionaes para indice ou quaesquer fins diversos da escri-pturação. Excedendo dessas dimensões, pagará o dobro da taxa (Tabeliã B, n. I § 2.° n.
4).
Cada livro paga, ainda, pelos termos de abertura e encer-ramento, a taxa de 3$300 (Tabeliã B, I § 4.° n. 34).
245. O sello é pago por verba, declarando o commer-ciante, na ultima pagina do livro, antes do indice, o numero das folhas.
Na mesma pagina lançasse a verba do sello (1)
246. Os livros são sellados antes de rubricados pela Juncta Commercial e de se começar a esôripturação (2).
Ás Junctas Commerciaes não podem receber nem ordenar a rubrica de livros sem constar delles o pagamento do sello (3).
247. Os livros, em parte escripturados, não são transfe ríveis para serem aproveitadas as folhas ainda em branco por outro negociante, seja este cessionario de quem os fez sellar e rubricar, seja qual fôr o titulo por que tenha sido adquirida a propriedade de taes livros.
Essa solução consta do Aviso do Ministerio da Fazenda n.
648, de 24 de Setembro de 1878 (4), que a justifica nestes termos:
CÁ transferencia de livros em tal caso, além de não ser (1) Decr. n. 8.564, de 1900, arte. 30 e 36.
(2) Decr. n. 3.564, de 1900, art. 38 § 5.º (3) Decr. n. 9.564, de 1900. art. 43.
(4) Este aviso desenvolveu a decisão que o Ministerio da Fazenda já havia dado no aviso n. 4, de 4 de Janeiro de 1866: «não se deve conceder licença a negociastes para continuarem á sua escripturação em livros que tenham servido para a de outras firmas.»
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expressamente auctorizada no codigo commercial, e antes pare-cer contraria á disposição do art 11, combinada com a do art 13 do mesmo codigo, tenderia a prejudicar os interesses fiscaes, permittindo aos que a obtivessem furtarem-se ao pagamento do imposto, e por outro lado estabelecendo ama nova fórma de restituição delle, em caso não previsto, e em que, portanto, não seria admittida, quando pedida fosse pelos meios regulares>>.
248. Os livros commerciaes que se acham todos em branco ou somente com os termos de abertura e encerramento, numerados e rubricados, podem, porém, ser transferidos, devendo a auctoridade, a quem compete fiscalizal-os (a Juncta Commer cial), declarar a transferencia e a razão que a motivou, em termo lançado na folha em que estiver o da abertura.
É a decisão que ainda se acha no referido Aviso do Ministerio da Fazenda, n. 648, de 24 de Setembro de 1878, ultima alínea.
249. Em Aviso de 29 de Abril de 1891, o Ministro da Fazenda declarou ao presidente da Juncta Commercial da Capi tal Federal, que os livros em parte escripturados não podiam continuar a servir quando a firma social fosse modificada pela sahida de um dos socios, permanecendo a sociedade com os outros até ã expiração do prazo do contracto.
É uma decisão iniqua e injuridica a constante deste Aviso.
A sociedade é a mesma; a sua modificação interna não exige nova escripturação. Não prevalecem, no caso, os fundamentos do aviso n. 648, de 1878 (1)
(1) O Jornal do Commercio, de 5 de Maio de 1891, na Gazetilha, censurou o aviso de 29 de Abril. «Não é Licito, escreveu o Jornal, sem se dar ao aviso de 1878, uma inteligencia odiosa e repugnante ampliar a sua doutrina á firma alterada unicamente por effeito da sahida de um dos socios, continuando a sociedade com os outros até á expiração do prazo do contracto.
Não ha aqui sociedade nova, pois o vinculo subsiste entre os socios restantes; nem é caso de transferencia de livros por não se verificar a mudança de dono.
De accordo com essa intelligenoia, o Deor. n. 916, de 24 de Outubro
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250. O Fisco não pode tirar devassa nos livros de uma casa de commercio para examinar se são escripturados com verdade e sinceridade, para fiscalizar a percepção de impostos directos ou para verificar se foi pago ou não o sello dos folios ou de actos ou contractos nelles referidos.
O art. 17 do Codigo Commercial, com o seu apoio no art.
72 § 18 da Constituição (vide n. 144), garante e protege o com-merciante contra taes pesquizas, syndicancias ou inspecções.
351. O Regulamento do Sello Federal, de 1900, no art.
62, impoz a multa de 200$000 a 1:000$000 ao commerciante, incluída, nesta expressão a sociedade commercial, que nego-ciasse, no territorio da Republica, com um fundo de capital maior de cinco contos de reis, não tendo os livros obrigato-rios devidamente sellados e registrados.
livros registrados, scilicet, rubricados pela Juncta Com-mercial não pode ter o commerciante sem preceder o assella-mento.
A palavra registrados, empregada por aquelle regulamento, é superflua.
Não queremos admittir que o regulamento do sello ou mesmo lei alguma orçamentaria pretendesse modificar o Co digo Commercial, dispensando a rubrica dos livros das casas que dispozessem de fundo inferior a cinco contos de reis. Che garemos, pois, para conciliar o regulamento do sello com o Co digo Commercial, ás seguintes conclusões:
1.°) Não são isentos do sello os livros dos commercian-tes com capital inferior a cinco contos de reis. O art 15 do regulamento do sello não os contemplou entre os papeis, livros e documentos favorecidos com a isenção. 2.ª) Somente para os effeitos da penalidade fiscal 6 que se estabeleceu o criterio do valor do capital.
O commerciante, gyrando com capital inferior a cinco de 1890, art 11 § 2.°, exige somente que a firma alterada faça a averbação nos registros.
Tolher-lhe, portanto, o direito de usar dos seus livros importa em uma violencia, que os interesses do fisco não podem justificar.>>